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3 de fev de 2010

Não matar.

26 de fevereiro – sexta

Mt 5, 20-26

Não matei, não roubei, por isso não tenho pecados. Infelizmente tem gente que ainda pensa assim. Se o pecado contra o próximo se resumisse em matar, acho que uns 80% da humanidade estaria salva. Porém, Jesus no Evangelho de hoje nos explica mais detalhes, que querem dizer que não basta evitar o ato de matar alguém, para poder nos escapar do pecado.

Todo tipo de ofensa, já nos enquadra na família de pecados filiados ao "não matar." E a causa número um das ofensa, é o nosso egoísmo, que gera injustiça, que é causadora de conflitos.

Vejamos. O meu egoísmo me faz sentir com plenos direitos de fazer o que eu bem entender. Adoro ouvir música barulhenta a todo volume, e ninguém tem nada a ver com isso. Portanto, eu ligo o meu possante aparelho de som nas alturas, não me importando se entre os meus vizinhos tem alguém doente, idoso, dormindo ou estudando. Assim, por causa do meu egoísmo extremo, eu agora estou cometendo uma injustiça.

E consequentemente, os meus vizinhos vão reclamar os seus direitos de descansar, de dormir, de ver televisão, de estudar etc., sem serem perturbado. Aí está formado o conflito entre eu e os meus vizinhos.

Toda essa trama, no fundo é uma questão lógica. Veja.

Premissa maior: Egoísmo - Eu sou egoísta, e quero tudo para mim, pois tenho o direito de fazer tudo o que eu bem quero.

Premissa menor: Injustiça - Faço barulho sem me importar se estou prejudicando ninguém.

Inferência ou conclusão: Conflito - O conflito está formado.

Em resumo, o nosso egoísmo nos leva a sermos injustos, e consequentemente, a injustiça gera todo tipo de conflitos.

E todos os nossos conflitos com os nossos irmãos, produz um mal-estar no relacionamento entre nós, ao qual chamamos de ficar de mal. E este estado de mal com o vizinho, além de nos fazer mal, pois ficamos com um peso na consciência que só termina quando fazemos as paz com nosso irmão, nos dificulta a aproximação com aquele que disse: Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

Quando o conflito acontece, podemos estar do outro lado. Podemos ser a vítima e neste caso estamos reclamando os nossos direitos. Geralmente esta posição não nos conduz a uma situação de pecado contra o próximo, desde que não exageramos nos métodos de reivindicações dos nossos direitos. Ou seja, desde que não partamos para a vingança.

Sal.

Amai vossos inimigos.

27 de fevereiro – sábado

Mateus 5, 43-48

“ amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.”

Já pensou você ter de dar um abraço, ou um beijo no seu inimigo? Bem não bem isso que Jesus está falando. Amar o seu inimigo é desejar para ele o mesmo que você deseja para si próprio. Você não deseja que ninguém seja violento consigo, então não seja violento com ele. Você não deseja que ninguém seja vingativo com você, então não seja vingativo com o seu inimigo. Você gosta de ser perdoado? Então perdoa o seu inimigo.

Como pode? Um homem cristão, piedoso, ter inimigos? Tem, sim. E isso é tão possível que é o próprio Jesus quem está falando. “... amai vossos inimigos... então inimigos de cristãos, existem. Os profetas eram perseguidos, e até mortos pelos seus inimigos. Aqueles que não gostavam do que os profetas falavam ou denunciavam. Os fariseus e doutores da Lei eram os principais inimigos de Jesus Cristo, o Santo o puro, o Filho de Deus.

Para entender porque temos inimigos, vamos dar uma olhada na sala de aula. A professora, ou o professor, são profissionais cuja profissão se assemelha a um sacerdócio. Isto porque ganham um salário insignificante, desempenham o seu trabalho desgastante de ensinar e educar, com direito a agüentar desaforos dos alunos problemas, desajustados, revoltados oriundos de lares desfeitos ou de pais que brigam na frente deles. Esses alunos, gritam, quebram carteiras, desacatam os professores, funcionários, e podem até bater na professora, ou processar o professor, acusando-o de algum tipo de ofensa, pois não se consideram errados, portanto não admitem serem repreendidos.

Na sociedade também temos os nossos inimigos. É o vizinho que não paga o condomínio, que deixam a torneira e as portas abertas, que nos incomodam com os mais variados tipos de barulhos, e quando reclamamos, eles não gostam, e partem pra cima de nós como aconteceu com aquele jovem que chamou atenção de um senhor que passeava na rua com dois pitbulls soltos. De dentro do seu carro, ele levou um bocado de socos do dono dos cachorros, que pensando não estar fazendo nada de mal, não gostou da advertência, embora aquele jovem tenha falado com toda educação com ele.

Nossos inimigos são essas pessoas, abusadas, egoístas, injustas que bagunçam a ordem estabelecida, nos prejudicam, nos causam prejuízos e ainda nos agridem quando reclamamos das coisas erradas que elas fazem. Às vezes não temos nada mais a fazer contra os abusos de tais pessoas, a não ser rezar por elas, com Jesus nos recomendou.

Se você tem inimigos desse tipo, não precisa deixar a sua oferta no altar e ir fazer as pazes com ele. Espere. Dê tempo ao tempo, e aguarde a oportunidade de um dia reatar, não digo a amizade, mais o relacionamento entre você e ele. Você pode comungar, sim, pois, os desentendimentos entre você e este inimigo não foi culpa sua, porque você só estava combatendo uma injustiça.

Rezemos pelos nossos inimigos sem cessar. Não só para que eles não nos façam nenhum mal, mais pela sua conversão. Para que Deus os ilumine conduzindo-os a enxergar os seus erros e parem de nos incomodar ou prejudicar. Amém.

Sal.

2 de fev de 2010

Hoje ouvimos a voz que clama no deserto.

05=fevereiro – Sexta

(Mc 6, 14-29)

Hoje o evangelho nos lembra o martírio de João Batista. Durante o banquete que comemoravam a vida de Herodes, no mesmo banquete João Batista doou sua própria vida pelo Reino de Deus. Tentaram calar a voz que clamava no deserto, mais todos sabemos que o sangue de um mártir é a semente da igreja que fecunda no seio da terra e brota a vida. Herodes por medo de uma rebelião e por causas das acusações pessoais feitas por João Batista mandou prendê-lo. João denunciou as injustiças políticas, sociais e religiosas, a corrupção dos governantes, lutou pelo Reino de Deus, pelo amor, pela verdade, preparou as pessoas para chegada do Messias tão esperado, o libertador de Israel. Falar a verdade e viver o amor incomoda. A coragem de João Batista era tamanha, que ele disse ao rei Herodes que ele havia casado com a esposa do irmão que ainda estava vivo: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Será que teríamos essa coragem? Morreríamos e sofreríamos pelo Reino de Deus, por Jesus? Para mim a morte de João Batista parece ter sido prematura, às vezes fico imaginado como teria sido João Batista e Jesus juntos. João Batista morreu pela fé em Jesus, saindo de cena para que Jesus se engrandecesse e caminhasse.

No banquete de aniversário de Herodes, Herodíades que odiava João, vê a oportunidade para planejar sua morte. A filha de Herodiádes, dança na festa e agrada Herodes e a todos presentes. Herodes jurou na frente dos convidados que daria a ela o que pedisse. Induzida pela mãe a jovem pede a cabeça de João Batista num prato. Por um capricho, João Batista foi morto. É assim, que termina para os cristãos o banquete da morte, com o martírio do profeta corajoso, puro e humilde, mais do que um profeta, “[...] Eu lhes digo que entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João (...)” (Lc 7, 26-28). O máximo do amor é dar a vida pelos seus. Deste modo, a vida não é tirada, mas é dada livremente (Jo 10,18). “não se condena à morte o Precursor, mas destroem-se os membros de Cristo...”

João tinha como maior virtude a humildade. Sejamos como João Batista. Humildes e corajosos na nossa fé, no afastando de tudo que possa nos tirar do banquete da vida com Deus. Ter coragem de denunciar e suportar as perseguições, os sofrimentos. Tenhamos intimidade com Jesus e sejamos suas testemunhas. Pela oração peçamos forças e coragem para lutarmos contra as forças do mal, e sermos sementes da Igreja. Façamos nossa entrega total a Deus, caminhando e buscando a luz para sermos purificados de nossos pecados.

Oração: Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de ser o seguidor fiel, autêntico procurando cumprir a minha missão de afastar os homens e as mulheres do banquete da morte e convidá-los a participar plena, consciente e ativamente do Banquete da Vida.

Um abraço a todos com carinho

Elian

1 de fev de 2010

Seguindo os passos de Jesus.

04=de fevereiro-Quinta

Marcos 6,7-13

Da mesma forma que Jesus enviou seus discípulos a evangelizar, assim ele também nos convida, e envia a cada um de nós para cumprirmos nossa missão como seus missionários, a dar continuidade a missão que ele iniciou. Você ainda não ouviu o chamado de Cristo? Abra seu coração, ouça Ele te chamando, tenha intimidade com Cristo. Coloque-se a disposição, não precisamos ser doutores, Deus nos prepara para caminhada. É importante nós termos boa vontade, estarmos dispostos a aprender, conhecer Cristo, nos comprometer com sua missão, ser fiel ao evangelho, testemunhar o amor de Deus, estar em comunhão com a comunidade, com nossa Igreja.

No evangelho de hoje Jesus envia seus 12 discípulos para pregar o evangelho, expulsar os demônios, e curar os enfermos. Jesus preparou seus discípulos para a missão, e a primeira missão era preparar o caminho para pregação de Jesus, para depois enviá-los de dois a dois, pois a missão não é solitária, é partilhada. O chamado sim é individual, mas a missão é em conjunto, lembrando sempre de comunidade, de proteção. Jesus preveniu a todos, quanto às dificuldades, a falta de acolhida, a rejeição que sofreriam. Foi permitido levar apenas o cajado e as sandálias. O missionário deverá ser livre, livre para aceitar a missão, ser simples e humilde, ter desapego aos bens materiais, do orgulho, do egoísmo, das preocupações. Ter fé e esperança na providência divina. Deverá sim, ser mensageiro da paz, e quando não forem acolhidos, que fizessem um gesto típico dos judeus, após ter andado por terras pagãs: sacudir a poeira dos pés para não trazer nada impuro, e assim estar livre de qualquer responsabilidade com aqueles que rejeitam a palavra de salvação.

Quando dizemos sim, ao chamado de Deus, passamos a ser sua “voz”, na comunidade, na família, no trabalho, aonde pudermos chegar. Por isso devemos dar testemunho, unindo a família, sendo honesto, alegre, viver e ser fiel ao evangelho com humildade. Não podemos ficar sem fazer nada, a mensagem de Cristo deverá ser levada a todos, em toda época, num eterno recomeço, anunciando a paz, O Reino de Deus e do amor, com dignidade, respeito e responsabilidade. Tendo Cristo como modelo, devemos denunciar a injustiça, a desigualdade, o poder que corrompe e aprisiona homens e mulheres. Anunciar a palavra que liberta do ódio, da vingança, de todos os males que geram doenças e morte de homens e mulheres. Como Cristo, devemos anunciar o amor, generosidade, a vida, a paz, sempre confiando em Deus, deixando o Espírito Santo agir em nosso coração. Sejamos pacientes e generosos, otimistas e alegres, pratiquemos o bem, participemos da Santa Missa em família, isso faz parte da nossa missão, e não podemos esperar o apoio e reconhecimento de todos, isto é certo. Não esqueçamos de que por Cristo e por Ele seremos vencedores.

Um abraço a todos.

Elian

Oração:

Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis. A dar-me sem medias, a combater se cuidar das feridas. A trabalhar sem procurar descanso. A gastar-me sem esperar outra recompensa. Senão saber que faço a vossa vontade santa. Amém!