Este texto de Lucas faz parte de sua narrativa sobre o ministério de Jesus na Galiléia, sua terra.
Jesus, como judeu praticante, frequentava o culto aos sábados. Nesse dia, leu um texto do profeta Isaias (61,1-2), sobre a restauração de Israel. O texto fala sobre a unção de um profeta, mas também fica
subentendida a figura do Messias, no uso que Ele faz do texto.
Cria-se uma expectativa quando Jesus se senta para dar sua interpretação ao texto e Ele anuncia que "hoje" é o dia da realização dessas palavras. Entendemos que esse é o inicio do dia que continuará até sua ascensão, quando esse dia se tornará eterno. Os ouvintes ficam impressionados com sua pregação, até que alguém pergunta: "Não é esse o filho de José?"
Jesus se compara a dois grande profetas que serviram a não-israelitas, porque seu povo não os aceitou. Acrescenta que todo profeta que não é
aceito por seu povo, levará sua mensagem a estranhos, que os acolham. Os ouvintes sentem-se ameaçados por essas palavras e começam a ter idéias homicidas. Essa hostilidade não se realiza, pois Jesus precisa cumprir totalmente sua missão, para concretizar o plano de Deus.
02=de março – Terça- Jesus: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração"
(Mateus 23, 1-12)
Jesus fala às multidões e aos seus discípulos que ouçam e observem o que os doutores da Lei dizem porém recomenda para não fazerem o que eles fazem. Mais uma vez Jesus alerta seus discípulos contra a hipocrisia dos fariseus e escribas, que falavam uma coisa e praticavam outra. Queriam ser notados pelos homens, sentar em local de destaque nos banquetes e sinagogas, ser chamados de mestres e cumprimentados em praças públicas. Era esse comportamento dos fariseus que Jesus pedia para que seus discípulos evitassem. Os fariseus eram arrogantes, orgulhos, excluíam, humilhavam e não tinham misericórdia do povo. Eles estavam em primeiro lugar, ao povo cabia-lhe ser oprimido, ser excluído, sem liberdade alguma.
E somos advertidos por Jesus, para estarmos sempre atentos, e não cometermos esses mesmos erros, e ter as mesmas atitudes dos fariseus. Jesus quer que sigamos seus exemplos, de acolhida, humildade, aliviar o fardo pesado de quem é oprimido, de quem perdeu a esperança, ser tolerante, esquecendo nossos interesses.
Servir a Igreja e a comunidade como discípulo missionário de Jesus, é servir com alegria, partilhar com humildade, não almejando status, elogios, honras. Não exigir nada, a não ser de nós mesmos, para fazermos bem, e assumir com responsabilidade o nosso compromisso de colaborador para a construção do Reino do Pai. Não usar nunca a religião, para enganar a comunidade, para adquirir algum tipo de poder, para se exaltar ou humilhar o irmão. Não assumimos a missão para sermos servidos, mas para servir, e servir com alegria e humildade. Por isso nos disse Jesus: “...o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exalta será humilhado e quem se humilhar será exaltado” (v. 11-12). Aprendamos com Cristo que é o nosso único mestre, seguindo seu exemplo, na tentativa de ser igual a ele, quando nos diz: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração" (Mt 11,29). Na humildade nenhuma tentação encontrará espaço em nossa vida, em nosso coração, assim sempre venceremos o mal e as suas tentações.
Prece Espírito de misericórdia, livra-me de seguir o mau exemplo de quem, no trato com o próximo, prima pela arrogância e pela insensibilidade. Pai, que os maus exemplos jamais me influenciem, fazendo-me desviar de teu caminho. Seja teu Filho Jesus meu único modelo de vida.
O Evangelho de hoje nos relata dois fatos históricos de fundamental importância para a nossa fé.Afigura do traidor Judas, e a última Ceia.
Judas esperava em Jesus um libertador político do domínio romano na Palestina. Depois de constatar que o reino de Jesus não era mesmo deste mundo, revoltado, Judas decide entregar Jesus para o poder local.
E no último jantar com os discípulos, Jesus já separa o traidor, apontando-o e ordenando-o sem medo, que faça o que tem de ser feito.
Última Ceia -O último jantar de Jesus com seus amigos, que hoje seria a última pizza, foi de grande importância, porque neste evento mais triste que alegre, Jesus, sabendo que estava chegando a sua hora, inventou: A missa, a Eucaristia, e o sacerdócio.
A missa: Aquele jantar na verdade, foi a primeira missa a qual foi celebrada pelo próprio Jesus Cristo, o filho de Deus, e que é repetida todos os dias nos altares do mundo inteiro.
A Eucaristia: Quando Jesus toma o pão, abençoa e afirma que aquilo é o seu corpo e entrega aos discípulos ordenando-os para que o comam, Ele está inventando a hóstia consagrada ou Eucaristia. Do mesmo modo, quando Eletoma o cálice de vinho, abençoa-o e assegura que é o seu sangue que será derramado por nós, Jesus está instituindo a Eucaristia completa. O Corpo e o Sangue deCristo para alimento da nossa alma.
Sacerdócio: Finalizando, Jesus, dá aos discípulos e aos seus continuadores, os padres, o poder de também transformar o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo, quando Ele afirma: “Fazei isso em memória de mim”Isto é, façam isso para celebrar a minha pessoa, par lembrar a minha pessoa.
Hoje, quando participamos da Santa Missa, a última Ceia é repetida. Porqueé Cristo, usando a pessoa do padre, é que oferece o sacrifício ( a missa). Cada missa atualiza," re-apresenta" o sacrifício de Cristo e toda a sua vida. Por isso, a oração mais importanteque pode haver é a missa. É Cristo que se oferece ao Paie nós nos oferecemos com Ele.
É por isso que a missa é um sacrifício. Porque ela torna presente o sacrifício de Cristo.Porsacrifícioentendemos: o oferecimento de uma vítima, que geralmente era um cordeiro, que era morto e consumido pelo fogo. Na missa, a vítima é Jesus, que é oferecido ( no ofertório). Jesus é vítima e sacerdote. O padre é apenas instrumento. Na missa Jesus não morre. A sua morte é atualizada na celebração, isto é, é mais do querelembrada. O fato é tornado presente, Cristo na hóstia. Na missa, a vítima,(Cristo) é consumida ( comida por nós na comunhão). É indispensável participar bem da missa. Acompanhando as orações e cantos, não me distraindo nem distraindo os outros, comungando ( para isso é preciso estar preparado), e levando amissa para casa, para o trabalho, para a escola, etc.
Quando o padre repeteo que Jesus mandou na hora da consagração, a hóstiase torna Jesus vivo. Isso acontece porque Jesus disse. “Fazei e memória de mim” " Eu sou o pão descido do céu. Quem comer deste pãoviverá eternamente...
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna...... permanece em mim e eu nele"( Jo 6, 51.54.56).
"O que come a minha carne, e bebeo meu sangue, tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramentecomida,e o meu sangue é verdadeiramente bebida.O que come a minha carne, e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele......o que comer a mim viverá pormim...( Jo 6, 48.59)
Jesus disse ainda na última ceia:"Isto é o meu corpo......Este é o cálice do meu sangue"Por isso é que cremos.A hóstia consagrada é Jesus inteiro: corpo, sangue, alma e divindade.
Quem não pode comungar? Que não está preparado. Quem cometeu um pecado grave e nãoconfessou.
COMO FAZER UMA BOA COMUNHÃO:
Em primeiro lugar, devemos confessar. Depois participar bem da missa. Após engolir a hóstia devemos ter uma atitude de recolhimento e oração em momento de grande concentração e respeito pois Jesus está dentro de nós. É a melhor hora parapedir, pois Ele prometeu: "Quando estiver em mim e eu em ti, peça o que quisere eu te darei".
Quantas vezes podemos comungar?Quantas forem as missas que eu participar. Eu só preciso estar preparado, e estarem jejum uma hora antes da comunhão.
Na eucaristia Cristo está vivo e presente, portanto a eucaristia nos dá:
Alimento: quenos fortalece para que possamos combater os nossos defeitose evitar as tentações.
Alegria:A verdadeira felicidade de estar junto de Cristo. O sorriso sincero, otimismo gerado pela confiança em Deus.
União:Amizade sincera. Pois não existe verdadeira união sem Cristo.
Na eucaristia Jesus se dá a nós nas espécies de pão e de vinho. Na eucaristia Cristo está misteriosamente presente como alimento."O meu corpo é verdadeiramente comida" . Sem o alimento da eucaristia o cristão fica fraco, a atuaçãodo Espírito Santo nele é menor. Pela eucaristia podemos viver na amizade de Deus dentro de nós, na plenitude da graça, isto é,3 estamos em estado de graça., e na amizade comDeus e com os irmãos. E protegidos de todos os perigos. Pois se Deus está comigo, quempoderia contra mim?
“...afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores. Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica. Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas. Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?”
Estamosdiante de uma oração de desespero de Jó, na qual ele interroga e exige de Deus uma explicação sobreas suas faltas ou pecados que o teria levado a tamanho sofrimento.
Jó foi um homem rico e piedoso, queperdeu todos os seus bens e foi atingido por uma doença muito grave (provavelmente a lepra). A partir daí se desencadeia um confronto entre Jahweh e Satanás sobre o tema da virtude desinteressada de Jó, que se recusa a culpar a Deus pelas suas desgraças.
A tradição de Jó como personagem do folclore primitivo é sugerida por Ez 14,14.20, que menciona Noé", Daniel" (não o Dn do AT) e Jó como três homens justos. Jó e seus amigos não são apresentados como israelitas, o que faz pensar em uma origem estrangeira do relato popular. R. H. Pfeiffer pensava que não apenas o relato original, mas também grande parte do próprio livro fosse de origem edomita", adaptado por um poeta israelita; essa solução não agrada a muitos críticos, embora não seja improvável o caráter edomita do relato de Jó.
De qualquer forma, não há motivo para afirmar nem para negar a existência histórica de Jó. A alusão à sua paciência em Tg 5,11 não implica em sua historicidade, da mesma forma que a parábola do bom samaritano não exige uma base histórica.
2. Elogio da sabedoria (28). Este poema não se coaduna facilmente com os discursos de Jó e de seus amigos. A maior parte dos críticos o considera como um trecho isolado de literatura sapiencial (talvez devido ao autor do livro de Jó) que depois foi inserido na atual estrutura do livro.
3. Os discursos de Eliú" (32-37). Quase todos os críticos modernos consideram que esses discursos foram acrescentados posteriormente. Eliú não aparece em outro lugar além desses discursos. Em termos de estilo e de profundidade de pensamento, seus discursos não alcançam o nível dos diálogos. Eles constituem um exemplo de como a literatura hebraica se desenvolveu através do acréscimo das reflexões de algum leitor posterior, que desejava contribuir com suas próprias idéias para o tema discutido no texto. Alguns críticos mais antigos pensavam que a doutrina de Eliú sobre o valor educativo do sofrimento representasse a solução do problema proposto pelo autor do livro. Essa opinião é geralmente rejeitada. É improvável que o autor do diálogo tenha construído sua obra tendo em vista uma solução tão inadequada; ademais, com base nessa opinião, seria difícil inserir no livro os discursos de Jahweh.
O problema de Jó já fora proposto explicitamente em um poema mesopotâmico, chamado Ludlul bel nemeqi, "eu louvarei o senhor da sabedoria" (nome tirado do início de seu primeiro verso) (ANET 434-437). Entretanto, seria exagerado designar esse poema como um "Jó babilônio". O seu autor mostra-se aflito sem saber porquê, já que sempre foi fiel aos deuses em todos os seus deveres - então por que o deus se mostra colérico? A sua verdadeira solução consiste no pensamento de que talvez o homem não saiba: aquilo que é bom para o homem poderia ser mau para os deuses e aquilo que o homem considera mau, ao contrário, poderia ser bom para os deuses. Mas o autor não se permite deter-se nesse pensamento: suas dores são aliviadas por uma libertação' tão mecânica e irreal quanto o epílogo de Jó.
A forma literária do diálogo não encontra paralelos no AT. Encontra-os, porém, na literatura extra-bíblica, como, por exemplo, no diálogo egípcio entre um homem e sua alma (ANET 405- 407). Entretanto, nenhum escritor do antigo Oriente Médio conseguiu tratar o diálogo com a perfeição que se pode observar em Jó. No diálogo encontram-se muitos ecos de hinos e lamentações dos Salmos". Algumas correntes críticas mais radicais são recordadas aqui apenas para demonstrar que o livro é mais complexo do que parece, pois geralmente já foram abandonadas. Com base no principio de que grande parte do A T se desenvolveu através de acréscimos sucessivos de meditações reflexões - princípio que, de resto, deve ser aceito -, essas teorias geralmente pensam que todo o diálogo se deve a sucessivas estratificações de pensamento em torno do tema do livro. E.Sellin pensava que se tratava de sucessivas reflexões de um só autor, cujo pensamento se teria desenvolvido e modificado. A objeção a essas teorias é a evidente presença no livro de um gênio lide primeira grandeza, bem como de uma e de espírito e de concepção difícil de se explicar.