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31 de ago de 2010

Para que exagerar? - Pe. Jaldemir Vitório



03 de setembro

O modo de proceder de Jesus e seus discípulos contrastava com o de outros grupos. Os discípulos de João Batista, mesmo após a morte do mestre, continuaram a seguir seus ensinamentos rigorosos, preparando-se para a chegada do Messias. Os fariseus e seus seguidores faziam um jejum suplementar, duas vezes por semana. Igualmente o faziam os mestres da Lei.
Estes exageros e rigorismos pouca importância tinham para Jesus. Seus discípulos foram instruídos para seguir por uma outra estrada. As práticas de piedade estão subordinadas à presença do Messias, comparado com um esposo. Alegria ou tristeza, penitência ou regozijo dependerão do momento: se o Messias está presente, é tempo de alegria pela salvação; se está ausente, é tempo de espera paciente, com a respectiva exigência de vida austera.
Em todo caso, é preciso manter-se longe do velho esquema judaico. Seria pernicioso deixar-se contaminar por ele. Aliás, trata-se de uma mentalidade ultrapassada, que deve ser deixada de lado.
Para entender o modo de pensar de Jesus, é preciso abrir-se para a novidade por ele anunciada. Seria inconveniente querer unir seu modo de pensar e agir àqueles já superados. A sabedoria do Reino exigia, pois, moderação no jejum e nas orações.

Prece
Espírito de comedimento, livra-me de praticar uma religião feita de piedade exagerada, que prescinde da alegre presença do Senhor na nossa História.

Pe. Jaldemir Vitório

Obediência exemplar - Pe. Jaldemir Vitório


02 de setembro


A cena evangélica apresenta os discípulos exemplarmente obedientes a Jesus. Cumprindo a ordem recebida, Simão afasta sua barca da terra, pois dela o Mestre quer pregar às multidões que estão na margem do lago de Genesaré. Em seguida, Jesus ordena que ele conduza a barca mais para dentro do lago e lance a rede. Pedro obedece, embora, sabendo não ser aquele o melhor tempo para pescaria. "Pela tua palavra, vou lançar as redes", é como adere à ordem recebida. Resultado: uma pesca espetacular! Por fim, o discípulo é convidado a se tornar "pescador de homens". Ele e seus companheiros, deixando tudo, põem-se a seguir Jesus.
A atitude dos primeiros discípulos é o paradigma daqueles que haveriam de ser discípulos, através dos tempos. Deles se exige uma grande proximidade do Mestre e muita atenção às suas palavras. Além disso, o discípulo estará sempre pronto a obedecer. A ordem pode ser fácil de ser cumprida, como por exemplo, afastar um pouco a barca da terra. Mas também pode não ser evidente, como por exemplo, lançar a rede, depois de uma noite de pesca infrutífera. Enfim, pode ser até muito exigente, como por exemplo, a ruptura com a família para seguir Jesus.
O discípulo deixa-se guiar pelo Mestre, colocando a própria vida nas mãos dele. E esta entrega é feita sem temor, pois sabe a quem se confia. Cabe-lhe, somente, ser dócil em cumprir o que lhe é ordenado.

Prece
Espírito de obediência reverente, que eu saiba abrir mão de meus projetos, para me deixar guiar, sem temor, pelo Senhor.
Pe. Jaldemir Vitório

A PRESENÇA DA LIBERTAÇÃO - Pe. Jaldemir Vitório

01 de setembro

O ministério de Jesus pode ser definido como um serviço continuo à libertação do ser humano. Posicionando-se a favor deste, fragilizado pelo pecado, o escopo de sua ação messiânica era, exatamente, o de torná-lo resistente ao influxo do mal.
A libertação expressava-se em forma de cura das doenças que impedem a pessoa de servir seus semelhantes, como foi o caso da sogra de Pedro. Libertar era expulsar demônios, cuja ação maléfica incapacitava o ser humano para a comunhão fraterna e a solidariedade. Libertadora era sua pregação da Boa Nova do Reino de Deus, que consistia em revelar a benevolência do Pai, preocupado em cancelar os efeitos do pecado no coração humano. Igualmente libertadora era a presença de Jesus junto aos pobres e sofredores, reacendendo neles a esperança de viver.
As multidões eram sensíveis à esta dimensão do ministério de Jesus. Por isso, iam à sua procura, e queriam impedi-lo de seguir adiante. Houve, talvez, quem o tivesse visto como um curandeiro extraordinário, um milagreiro ambulante. O Mestre, porém, recusou a fazer este papel. Sua missão libertadora colocava-se a serviço do Reino de Deus e apontava para uma libertação radical que só se experimenta junto do Pai. As libertações terrenas eram apenas antecipações daquela que haveria de vir em plenitude.

Prece
Espírito de libertação, liberta-me de tudo quanto me impede de aderir, sem reservas, ao projeto de Deus, antecipando a libertação definitiva que há de vir.

Pe. Jaldemir Vitório

Pescadores de homens - Sal

Dia 02 de setembro


Os pescadores lançaram a rede a noite inteira e não pegaram nenhum peixe. Poderíamos também estar com medo de lançar a rede ao mundo para pescar pessoas para o Reino dos Céus, tendo em vistas a tantas adversidades e resistências principalmente por parte dos jovens do mundo de hoje em que são poucos os que buscam a Deus.

Mais em atenção ao pedido do Mestre, eles lançaram a rede e foram tanto os peixes que pegaram... É isso aí, meu irmão, minha irmã. Assim como Jesus fez aparecer muitos peixes na rede, ele fará com as nossas palavras surtam efeitos nas mentes das pessoas que as ouvirem, e se converterão. Porque a fé é dom de Deus, a conversão é um trabalho executado por Ele. Nós apenas lançamos as sementes. Quem as faz germinar e crescer é o Pai Criador de tudo que existe, inclusive nós. Por isso não tenha nenhum receio de ir à luta pela evangelização. Ele estará com você. Iluminando-o, protegendo-o e fazendo frutificar nas mentes das pessoas, a semente que você lançar. Vai! O que você está esperando? Confia no poder de Jesus. Ele transformará você. Coragem! “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens.

Sal.

30 de ago de 2010

O que você quer de nós? - FRÁTER LUIZ ALMIR

31 de agosto


"A esperança se adquire. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora." (Georges Bernanos)


Jesus liberta as pessoas

Lc 4,31-37

A ACOLHIDA QUE LIBERTA!

A REFLEXÃO DE HOJE É FEITA PELO FRÁTER LUIZ ALMIR, MISSIONÁRIO REDENTORISTA.

Jesus desceu a Cafarnaum para anunciar a boa nova do Reino de Deus. Os seus ensinamentos causavam admiração. De fato, ele falava com autoridade. Como bom judeu, no sábado, ele participou das orações na sinagoga. Neste local, encontrava-se um homem possuído por um espírito imundo. Pela falta de conhecimentos e pela ignorância religiosa, os contemporâneos de Jesus consideravam os males, as doenças incuráveis, os transtornos psíquicos, as enfermidades mentais e as convulsões como obra do demônio.

Essas pobres pessoas, consideradas possuídas, eram excluídas do convívio social por serem consideradas impuras. Para os judeus, o impuro estava carregado de pecados e forças negativas, por isso precisavam ficar isoladas e distantes das “pessoas puras”. A pessoa “possuída” só estaria novamente pura se houvesse um exorcismo pelo qual o “demônio” fosse expulso. Sem essa expulsão, a pobre vítima estaria condenada ao isolamento.

No encontro com Jesus, aquele pobre homem foi curado, não do demônio, mas da exclusão social que gera dor e a perda do sentido da vida. O grande “demônio” que estava presente naquela sinagoga era o da ignorância. Cristo expulsa esse “demônio” não com exorcismo teatral – algo comum nas seitas atuais, – mas com diálogo e acolhimento. O “endemoninhado” do evangelho não estava precisando de um exorcismo, mas de alguém que pudesse compreendê-lo. Compreender significa olhar e sentir que o outro não é apenas um alguém, mas um ser humano que tem um coração que pulsa e a capacidade de amar e ser amado.

Diante desse evangelho, podemos perguntar: quais são os “demônios” que hoje provocam exclusão e alienação? Por que ainda hoje existe tanta marginalização? Os “demônios” atuais não têm chifres nem tridentes, mas provocam exclusões que provocam misérias e mortes. O mundo moderno, ao cultivar o individualismo exagerado e a busca por valores materiais, cultiva elementos que geram as “raízes demoníacas”. Os “demônios” da atual cultura midiática não são expulsos com shows de exorcismos, mas com gestos fraternos, como fez Jesus.

Fr. Luiz Almir, CSsR. frluizalmir@hotmail.com