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31 de ago de 2010

“Jesus, o filho de Deus, está muito perto de nós. Mora no nosso coração e nos quer curar de todos os males, hoje, como antes” - Maria Regina.


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Lucas acentua o sofrimento da sogra de Simão Pedro e a autoridade de Jesus ao expulsar a febre; realça, assim, o caráter milagroso do evento. Jesus decide abandonar a Sinagoga. Por que razão não se diz. Mas, pelo que se pode entender, Ele quer transformar e fazer do ambiente familiar, simbolizado pela casa da sogra de Simão, no lugar de oração, de cura e libertação. De paz e justiça, de amor e partilha, de alegria e sucessos, de misericórdia e perdão.

Faz do ambiente familiar o lugar de saúde e vida. Portanto a casa, o lar, a família, é o lugar privilegiado para se construir a nossa sociedade. Assim, numa sociedade como a nossa onde o conceito de família está “vazio”, Cristo chama o casal cristão a ser estrutura sustentadora de uma família capaz de encontrar relações novas, não ditadas pela carne e o sangue, mas pela vida nova que Cristo confere pelo Batismo. Isto reduz o egoísmo, e faz com que cresça a caridade, dom do Espírito e se realize a Igreja doméstica.

A cura da sogra de Pedro é para nós uma prova de que a qualquer momento e em qualquer circunstância da nossa vida Jesus tem poder para nos curar e nos tirar da impotência. Embora já tivesse idade avançada, ela foi curada da sua enfermidade e, na mesma hora se pôs à disposição para servir a Jesus e aos seus discípulos.

A cura que Jesus quer fazer em nós nos desinstala e nos tira da acomodação. Se tivéssemos consciência de que Ele é o Enviado do Pai para nos dar vida plena, nós nunca duvidaríamos da Sua capacidade para nos tirar das diversas situações que nos paralisam, mesmo que estejamos à beira da morte.

As doenças e os males que nos atingem, na maioria das vezes, provêm da nossa alma necessitada do toque de Jesus, da ação e orientação da sua Palavra. Por isso, as multidões O procuravam e não queriam largá-Lo. Jesus se enchia de compaixão por aquele povo necessitado, no entanto, Ele não parava no mesmo lugar, pois, sabia que a cada passo encontraria alguém necessitado de cura e salvação.

Hoje também Jesus nos cura, mas espera de nós atitudes de pessoas libertas, que não ambicionam ter tudo para si. Somos curados, para amar e servir a Deus aqui na terra em favor de todos que são necessitados de libertação. A Boa Nova do Reino que Jesus anunciou aqui na terra é a Boa Notícia que nós devemos transmitir a todos: “Jesus, o filho de Deus, está muito perto de nós. Mora no nosso coração e nos quer curar de todos os males, hoje, como antes”.

Meu irmão,minha irmã vamos refletir: Você já teve alguma experiência de cura ou de libertação pelo toque o Amor de Deus? Você tem saído do seu lugar em busca de alguém que precisa sentir também esse Amor? Existe alguém que você conhece e está muito doente? Você acha que Jesus também pode curá-lo?

Amém

Abraço carinhoso de

Maria Regina

Agosto(25-quarta)2010 - Fernando

Agosto(25-quarta)2010 Comentário à 1ª Leitura

(22ªsemana T.Comum - 29 a 04 setembro) http://liturgiadiariacomentada.blogspot.com/

1Cor 3,1-9 Nós somos cooperadores de Deus e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

[Evangelho devo anunciar a Boa Nova também a outras cidades, pois para isso fui enviado.Lucas 4,38-44]

1ª LEITURA 1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive de vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo.2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: "Eu sou de Paulo", e outro: "Eu sou de Apolo", não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, que é Apolo? que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus.6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

SALMO DE RESPOSTA — Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.
— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.— No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.

EVANGELHO Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: "Tu és o Filho de Deus". Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. 43Mas Jesus disse: "Eu devo anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado". 44E pregava nas sinagogas da Judéia.

Como os Profetas diziam em versos carregados de emoção e paixão: Deus está no centro de tudo, principalmente em cada um de nós. O papel dos ministros, anunciadores da Boa Nova, é o de auxiliares numa obra, colaboradores. M.Domergue em comentário ao evangelho do domingo passado escreveu: A primeira atitude típica do espírito de serviço - que é o espírito de Deus - é permitir que os outros sejam tais quais são, tais como foram moldados por hereditariedade, educação e pelas provações vividas. Cada um de nós é um ponto de convergência de tantas contribuições que chegam de fora e nos constroem na medida em que as fazemos nossas.

Sabedor disso, Paulo chama à atenção os cristãos de Corinto que estavam dividios em “seitas” ou grupos, disputando como crianças quem é o mais querido de papai e de mamãe. Numa comparação agrícola ele indica ter havido muitas intervenções na lavoura, mas o crescimento não é devido a este ou àquele mas, “quem é importante é aquele que faz crescer: Deus”.

Somos livres, frente a pessoas, ritos ou costumes, quando reconhecemos a fonte que brota dentro de nós: é o autor de todo bem. No centro de cada um e no centro da comunidade está o Senhor. Sem ele nenhuma respiração, nenhuma vida, nenhuma existência. Mesmo que sua ação amorosa seja mediada por “cuidadores” da plantinha que em nós foi semeada. Mais adiante Paulo exclama: (verso 16): não sabíeis que sois o templo de Deus e que o seu Espírito habita em vós? Isso vale em primeiro lugar para a comunidade de fé, mas refere-se a cada um dos membros, porque Deus se importa com cada um, pessoalmente.

Confirmando esse poder da presença divina, o evangelho conta a cura da sogra de Pedro e de muitos doentes. Onde Jesus entra traz a alegria da cura e logo todos se sentam à mesa como numa festa. Ele tira a doença e outros males. Ele nos livra da infestação dos vírus parasitas chamados de demônios. (Aqui não importa se entendemos o termo como “invasores” exteriores ou se os interpretamos como nossas experiências traumáticas ou lembranças negativas, até inconscientes, que estão agarradas como ferrugem à nosso psiquismo. Não é uma definição que aqui nos interessa mas, constatar que Jesus traz a desinfecção a cada recanto poluído de nosso alma e de nosso corpo. Talvez porque ele se afasta para visitar “outras cidades” (vrsp 43) parece que às vezes nos deixa sozinhos.

Na oração, procuremos contemplar, no silêncio e no mistério, conversando com quem em nós habita: em nosso coração, em nosso espírito, em nossa alma e em nosso corpo. Deixemo-nos tocar pela mão que nos cura, livrando-nos de enfermidades e ressentimentos, purificando-nos da poluição, seja a que está à volta (e a respiramos) seja a que se forma lá dentro, provocando um curto-circuito ou desequilíbrio (cf. Mateus 15,18-20): o que mancha o homem vem de dentro, do coração: é do coração que provêm os maus pensamentos... os homicídios...os falsos testemunhos e calúnias...

( prof.FernandoSM, Rio, fesomor2@gmail.com )

O senhor do sábado - Pe. Jaldemir Vitório

04 de setembro


Sendo Jesus o Filho do Homem, pleno de poderes recebidos do Pai, podia agir com liberdade diante da tradição. Pouca importância tinha para ele as distinções minuciosas e as interpretações casuístas que corriam nos ambientes farisaicos. No caso do repouso sabático, colocava-se acima dos limites sutis entre as ações proibidas e aquelas permitidas, no dia consagrado ao Senhor.
Daí sua atitude de indiferença quanto ao fato de seus discípulos, ao atravessar um trigal em dia de sábado, terem apanhado espigas e comê-las. Em que este gesto representava um desrespeito a Deus? Por que classificá-lo como pecaminoso e, por isso, proibi-lo? Jesus não via nele motivos para censurar seus discípulos, e impedi-los de praticar esta ação.
Se Davi tomou a liberdade de saciar sua fome com pães consagrados, que só aos sacerdotes era permitido comer, o Filho do Homem estava agindo muito mais corretamente com os seus discípulos! Sua superioridade em relação ao antigo rei de Israel permitia-lhe liberá-los da submissão às prescrições judaicas.
Jesus concedia, assim, aos discípulos uma liberdade desconhecida no mundo dos mestres da Lei e dos fariseus. A ação de Jesus fundava-se num dado que seus adversários desconheciam: sua condição de Filho de Deus.

Prece
Espírito que liberta, desata as amarras que mantêm o povo fanaticamente apegado a certas tradições, diante das quais o Pai permite agir com liberdade.

Pe. Jaldemir Vitório

Para que exagerar? - Pe. Jaldemir Vitório



03 de setembro

O modo de proceder de Jesus e seus discípulos contrastava com o de outros grupos. Os discípulos de João Batista, mesmo após a morte do mestre, continuaram a seguir seus ensinamentos rigorosos, preparando-se para a chegada do Messias. Os fariseus e seus seguidores faziam um jejum suplementar, duas vezes por semana. Igualmente o faziam os mestres da Lei.
Estes exageros e rigorismos pouca importância tinham para Jesus. Seus discípulos foram instruídos para seguir por uma outra estrada. As práticas de piedade estão subordinadas à presença do Messias, comparado com um esposo. Alegria ou tristeza, penitência ou regozijo dependerão do momento: se o Messias está presente, é tempo de alegria pela salvação; se está ausente, é tempo de espera paciente, com a respectiva exigência de vida austera.
Em todo caso, é preciso manter-se longe do velho esquema judaico. Seria pernicioso deixar-se contaminar por ele. Aliás, trata-se de uma mentalidade ultrapassada, que deve ser deixada de lado.
Para entender o modo de pensar de Jesus, é preciso abrir-se para a novidade por ele anunciada. Seria inconveniente querer unir seu modo de pensar e agir àqueles já superados. A sabedoria do Reino exigia, pois, moderação no jejum e nas orações.

Prece
Espírito de comedimento, livra-me de praticar uma religião feita de piedade exagerada, que prescinde da alegre presença do Senhor na nossa História.

Pe. Jaldemir Vitório