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5 de set de 2010

Podemos enganar a todos, mas não enganamos a Deus que sonda o nosso coração e conhece nosso interior – Maria Regina .



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A hipocrisia é a atitude do sistema religioso representado pelos escribas e fariseus, os quais se fecham em seu prestígio e poder, julgando-se justos e desprezando o povo humilde. Jesus critica severamente os escribas e fariseus porque eles desprezavam os preceitos mais importantes da lei, que era: a justiça, a misericórdia, a fidelidade.

Jesus é duro em suas advertências chegando a chamar os fariseus de cegos e de hipócritas que limpam o exterior dos seus corpos enquanto por dentro continuava sujo de pecados. Ele penetra no coração dos homens e com muita sabedoria e propriedade Ele denuncia o que há de escondido por debaixo das aparências.

Assim como Ele falava para os mestres da lei e para os fariseus, chamando-os de “hipócritas”, Ele também poderá estar dirigindo-se a qualquer um de nós que estivermos fazendo o bem apenas para aparecer e chamar a atenção estão nos faltando os ensinamentos mais importantes, que são a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

Isto acontece quando nós aproveitamos os momentos em que todos tomam conhecimento das nossas boas obras em campanhas que têm como objetivo somente a nossa promoção pessoal.. Procuremos, pois, viver o que nós ensinamos, pregamos e aparentamos ser perante a comunidade cristã! Pois não nos esqueçamos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.

A partir daqui é fundamental que tanto o nosso exterior quanto o interior apareçam sem manchas e não como os doutores da Lei, cujo exterior aparecia sem manchas, todavia o seu interior estava cheio de maldade. Podemos enganar a todos, mas não enganamos a Deus que sonda o nosso coração e conhece o que há de mais camuflado dentro de nós. A justiça, a misericórdia e a fidelidade, portanto, se constituem em atos concretos de amor. Somos chamados a fazer o bem, mas tudo com sentido e, por amor!

Meu irmão, minha irmã: Será que Jesus no evangelho de hoje está dizendo alguma coisa para nós? Será que nós também julgamos os outros por fazer isso ou aquilo no dia do domingo sem nos perguntarmos o porque o fazem? Ou será que nós procuramos manter uma aparência de santos, de quem observa todos os mandamentos de Jesus, e tudo mais, porém, na realidade, não passamos de pecadores maiores que aqueles que ao ver as nossas aparências de justos se sentem pequeninos em relação a nós?

Amém

Abraço carinhoso de

Maria Regina

O dízimo é uma devolução... Sal

13 de outubro

Evangelho - Lc 11,42-46

O dízimo é uma pequena parte do muito que Deus nos deu e continua nos dando gratuitamente, sem nada cobrar. Porque Deus é amor, é aquele que criou tudo o que existe e nos deu de presente. Portanto, antes de começar a gastar o nosso salário, comprando e comprando coisas que nem precisamos e que nunca vamos usar, devemos honrar a Deus dando-Lhe o que Lhe pertence primeiro. A bem da verdade, uma parte do nosso salário ou da nossa renda pertence a Deus.
Ofertar o dízimo é uma forma de aprender que Deus ocupa o primeiro lugar na nossa vida. A Bíblia diz em Deuterenômio 14:22-23 “Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias.”
Como era o dízimo usado em Israel? A Bíblia diz em Números 18:21 “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação.”
No Evangelho de hoje Jesus Cristo aprova o dízimo.
Aí de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. No Evangelho de Mateus 23:23 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.

Viu? Não podemos deixar de lago o dízimo. O que Jesus adverte ou nos recomenda, é que o dízimo deve ser um bom complemento da caridade, e esta sublime oferta que na verdade é uma pequena devolução de um pouquinho do muito que recebemos diariamente do Pai eterno, deve ser feite não apenas com a mão, mas com todo o nosso ser, com muita consciência e muito amor.
Paulo também nos recomenda sobre a importância da nossa oferta a Deus Pai. “1 Coríntios 9:13-14 “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.”
Em que princípio se baseia a devolução do dízimo? A Bíblia diz em Salmos 24:1 “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam.”
De donde vêm as riquezas? A Bíblia diz em Deuterenômio 8:18 “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.”
Além do dízimo que mais devemos trazer ao Seu santuário? A Bíblia diz em Salmos 96:8 “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios.”
Deus diz que quando não damos dízimos e ofertas, estamos roubando-Lhe. A Bíblia diz em Malaquias 3:8 “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.”
Como sugere Deus que provemos as bencãos que Ele prometeu? A Bíblia diz em Malaquias 3:10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.”
Dá com alegria como quem quer agradar a Deus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 9:7 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.”
Deus diz que o que damos deve reflectir com honestidade o que recebemos. A Bíblia diz em Deuterenômio 16:17 “Cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado.”

Sal. ( Baseado em um texto de autor desconhecido)

Ai de vós Fariseus hipócritas. - Sal

13 DE OUTUBRO

AI DE VÓS, FARISEUS.

Evangelho (Lucas 11,42-46)

Os fariseus eram completamente do contra, pois davam muita importância às coisas secundárias, enquanto as essenciais, eles não davam a sua merecida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida ao pé da letra, à risca com todo rigor mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Porém, os fariseus não levavam a sério o amor ao próximo, chegando mesmo a serem injustos, e a pureza do seu relacionamento dom Deus, deixava muito a desejar.

Será que alguns de nós somos iguais aos fariseus? Pagamos o dízimo como uma obrigação e lideramos movimentos comunitários, fazemos campanha do agasalho, arrecadamos alimentos para os pobres, mas na verdade, estamos passando uma falsa imagem de caridosos e não passamos de políticos querendo atrair sobre a nossa pessoa a atenção dos fiéis, porque quanto ao próximo e a Deus, não damos lá muita importância?

Do que adiantava os fariseus pagarem o dízimo rigorosamente se cometiam injustiças contra o próximo? Eles se vangloriavam por isso, mais no fundo não passavam de hipócritas. E Jesus sabia muito bem disso porque os conhecia por dentro e por fora. Os escribas e fariseus se cobriam, por assim dizer, com uma linda capa de piedade e de santidade, dando uma falsa aparência de homens justos, mais nada disso, evidentemente, agradava a Deus.

Eles eram uns verdadeiros enganadores. Suas práticas eram atitudes enganosas, que revelavam exteriormente apenas uma piedade aparente. Era como uma máscara que encobria a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro.

Já os discípulos de Jesus eram pessoas que possuíam uma escala de valores totalmente ao contrário. Fé, amor ao próximo, justiça, caridade, eram os valores principais que norteavam o seu comportamento. Eram autênticos porque praticavam o amor e a justiça, como nós, seus seguidores, ou melhor, seus continuadores, devemos fazer. Praticar em primeiro lugar, a justiça e o amor. Assim, as outras práticas de piedade terão mais sentido de amor a Deus e ao próximo. Porque nós sabemos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.

Sal

4 de set de 2010

Jesus nos traz uma nova lei: a Lei do Amor! Ele nos tira de uma lei severa e caduca e nos educa para uma lei que liberta – Maria Regina .


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Para ajudar nossa reflexão é importante que nos lembremos da importância do dia de Sábado na Cultura Judaica, pois para os judeus o Sábado é o sagrado dia do DESCANSO, como está dito lá no Gênesis: “No sétimo dia, Deus terminou todo o seu trabalho e descansou” Por isso, na Tradição Judaica é proibido fazer qualquer coisa em dia de Sábado.

Nesta passagem, Cristo ensina qual era o sentido da instituição divina do sábado: Deus o tinha instituído no bem do homem, para que pudesse descansar e se dedicar com paz e alegria ao culto divino. A interpretação dos fariseus tinha convertido esse dia em ocasião de angustia e preocupação a causa da quantia das prescrições e proibições.

Com esse questionamento, Jesus quer que os judeus se desapeguem da lei e percebam que uma lei só tem validade quando promove a vida do ser humano, coisa que não vinha acontecendo por causa da severidade com que a lei era aplicada. O sábado tinha sido feito não só para que o homem descansasse, mas também para que desse glória a Deus: este é o autêntico sentido da expressão «o sábado foi feito para o homem»


Portanto, com seu exemplo de vida, Jesus nos traz uma nova lei: a Lei do Amor! Ele nos tira de uma lei severa e caduca e nos educa para uma lei que liberta e promove a dignidade do ser humano!

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina

3 de set de 2010

Jesus e o sábado--Fr. Lucas

Sábado, 04 de setembro de 2010

"Durante a vida, não uses a força para destruir as pedrinhas que foram colocadas no teu caminho. Usa a tua inteligência, colocando-as à margem da estrada, onde elas jamais voltarão a te incomodar."( C.Canton )

Jesus e o sábado

Lc 6,1-5

Num sábado, Jesus estava atravessando uma plantação de trigo. Os seus discípulos começaram a colher e a debulhar espigas, e a comer os grãos de trigo. Então alguns fariseus perguntaram:

- Por que é que vocês estão fazendo uma coisa que a nossa Lei proíbe fazer no sábado?

Jesus respondeu:

- Vocês não leram o que Davi fez, quando ele e os seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus, pegou os pães oferecidos a Deus, comeu e deu também aos seus companheiros. No entanto é contra a nossa Lei alguém comer desses pães; somente os sacerdotes têm o direito de fazer isso.

E Jesus terminou, dizendo:

- O Filho do Homem tem autoridade sobre o sábado.

O evangelho da nossa reflexão de hoje nos mostra mais um dos confrontos de Jesus com os fariseus. Desta vez é por causa do SÁBADO!

Para ajudar nossa reflexão é importante que nos lembremos da importância do dia de Sábado na Cultura Judaica, pois para os judeus o Sábado é o sagrado dia do DESCANSO, como está dito lá no Gênesis: “No sétimo dia, Deus terminou todo o seu trabalho e descansou” (Gn 2, 2). Por isso, na Tradição Judaica é proibido fazer qualquer coisa em dia de Sábado.

Perceba que a mesma importância que eles dão ao Sábado, nós, hoje, damos ao Domingo, porém, sem radicalidades.

Esse costume judaico é válido, no entanto, sua radicalidade lhe tornou uma lei severa que Jesus, nos versículos que seguem depois desses que lemos, irá questionar dizendo: “a Lei permite no sábado fazer o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” (Lc 6, 9).

Com esse questionamento, Jesus quer que os judeus se desapeguem da lei e percebam que uma lei só tem validade quando promove a vida do ser humano, coisa que não vinha acontecendo por causa da severidade com que a lei era aplicada.

Portanto, com seu exemplo de vida, Jesus nos traz uma nova lei: a Lei do Amor! Ele nos tira de uma lei severa e caduca e nos educa para uma lei que liberta e promove a dignidade do ser humano!

Então, não poderá, jamais, existir uma lei que proíba que a VIDA ACONTEÇA. Viva e deixe Viver!

Fr. Lucas Emanuel Almeida. CSsR

Setembro(04-sábado)2010 - Prof. Fernando

Setembro(04-sábado)2010 Comentário à 1ª Leitura

(22ªsemana T.Comum - 29 a 04 setembro

( http://liturgiadiariacomentada.blogspot.com/

1Cor 4,6b-15 Padecemos fome, sede e nudez

[Evangelho Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado? Lucas 6,1-5 ]

1ª LEITURA 6bIrmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo, por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra o outro, e a "não ir além daquilo que está escrito". 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? Que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo o que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido?
8Vós já estais saciados? Já vos enriquecestes? Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivéssemos mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens.10Nós somos os tolos por causa de Cristo, vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo.
11Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente.
14Escrevo-vos tudo isto, não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

SALMO DE RESPOSTA — O Senhor está perto de quem o invoca!— É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. — O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, ele escuta os seus clamores e os salva. O Senhor guarda todo aquele que o ama, mas dispersa e extermina os que são ímpios.— Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

EVANGELHO1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

Usando de ironia Paulo mostra que as divisões na comunidade nascem da falta de foco na apreciação dos coríntios sobre os apóstolos e anunciadores do Evangelho.

Não é verdade que nós também somos levados muitas vezes a confundir o pregador com o que ele anuncia? É preciso aceitar a Palavra – que vem de Deus – para nossa conversão. Paulo insiste não ser um mero pedagogo levando crianças à escola, como um simples instrutor na fé. Ele se considera um pai na fé. Ao descrever a avaliação do verdadeiro apóstolo a intenção de Paulo não é se vangloriar em sua missão mas alertar os coríntios para que reconheçam o que é importante e o que é secundário. O importante é o que receberam de Cristo. Menos importante se chegaram ao Evangelho pelas mãos de Apolo ou de Paulo, deste ou daquele (como já se observou em comentários de dias anteriores, sobre o início da carta aos Coríntios).

A fé é celebrada também coletivamente, por ex., no culto, isto é, na liturgia. Mas ela não perde jamais sua característica fundamental: adesão pessoal e seguimento de Cristo. Não somos seguidores dos ministros de nossa comunidade mas de Jesus. Deles devemos imirtar, como lembra Paulo, o seguimento, a fé.

No evangelho se descreve mais um conflito com os fariseus por causa de interpretações muito limitadas a respeito do cumprimento da lei do sábado. No caso, arrancar espigas e amassar os grãos de trigo par comer foi considerado como “colheita”, logo, houve trabalho que transgride o descanso sabático. Jesus defende seus discípulos citando episódio descrito no livro 1ºde Samuel 21,2-7 em que Davi com um grupo de companheiros encontra num santuário um único alimento disponível: os pães consagrados que, ritualmente, eram reservados aos sacerdotes.

O argumento é, portanto: se a autoridade de Davi foi aceita numa reinterpretação da Lei (diante de uma necessidade humana da fome) com maior razão se deve aceitar a autoridade do Filho do Homem que é “Senhor do sábado” (cf. também Marcos 2, 27-28).

De um lado as preocupações tacanhas diante das leis (ou, no caso da comunidade de Corinto, diante dos pregadores e suas diversas personalidades); De outro lado encontra-se a “liberdade dos filhos de Deus”. Daqieçes qie aceitaram a fé no Filho de Deus.

Sem fé não há religião nem organização religiosa que tenha valor.

( prof.FernandoSM, Rio, fesomor2@gmail.com )

O jejum que nos transforma - Maria Elian.

03 de setembro de 2010 – sexta-feira.

Evangelho (Lucas 5,33-39)

Os fariseus e os escribas, mais uma vez se dirigem a Jesus com a intenção de testá-lo, de provocar mais um conflito. E o motivo agora era porque Jesus e seus discípulos não praticavam o Jejum. Pelo contrário, comiam e bebiam com os pecadores, não observavam o sábado. Jesus apresentavam uma nova prática, uma novidade, que incluía também o perdão dos pecados, rompendo assim com as tradições religiosas antigas que oprimiam, excluíam. As autoridades religiosas defendiam as tradições antigas, comparadas no evangelho por Jesus à roupa velha e ao odre velho. Não se deve como colocar remendo novo em roupa velha ou colocar vinho novo em odre velho, não dará certo. Jesus, o noivo presente na festa de casamento é motivo de comemoração, e não se deve fazer jejum que é um sinal de tristeza, e sim se alegrar. E Jesus convida a todos, a mim e a você para participar dessa alegria, desse casamento.

O Jejum naquela época era praticado de uma forma que expressasse o sofrimento, a dor, a piedade. Para os fariseus e os escribas, era mais uma forma de manter o controle e oprimir o povo, faziam-se piedosos, murmuram, lastimavam, mas eram na verdade hipócritas. E a novidade de Jesus chocava os poderosos, que rejeitaram a Jesus. Para eles o vinho velho é melhor.

Jesus ensinou, e nos ensina através de suas palavras o amor. Devemos fazer um jejum sem sofrimento, um jejum, nos converta, que transforme nosso coração. A Conferência de Aparecida nos recorda: "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”.(DA 351).

Peçamos ao Pai um coração novo, justo, acolhedor, que perdoa, um coração fraterno, que deseje sempre a paz, que seja solidário e que viva com alegria a Nova aliança, alimentado pelo vinho novo.

Um abraço a todos.

Elian.

Oração
Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.

Felizes são aqueles que ouvem a palavra e a põe em prática - Sal.

Evangelho - Lc 11,27-28

Até dá a impressão que Jesus não amava a sua mãe, ou mesmo que Ele estava sendo indelicado com ela. Nada disso. Maria sua mãe é muito importante, porém, mais importante é o Reino de Deus. Mais importante é por em prática a palavra de Deus.

Na verdade, a resposta de Jesus foi para mostrar que Ele não veio ao mundo para ser aclamado, elogiado ou aplaudido, como nós gostamos de ser.

Caríssimos. O elogio daquela mulher foi muito sincero e pertinente. Porém, Jesus não disse: muito obrigado. Sua resposta foi até certo ponto desconcertante para a mulher que quis demonstrar o quanto ela estava admirada com o poder de Jesus. É natural que recebamos elogios pelo nosso esforço, pelos nossos talentos, porém o que devemos tomar cuidado, é para não fazer as coisas com a intenção de sermos aplaudidos, com o objetivo de aparecer. É bom que alguém reconheça que o nosso trabalho esteja atingindo o objetivo, o reconhecimento de que estamos trilhando o caminho certo é muito encorajador, muito animador, e isso é bom para que continuemos melhorando cada vez mais. No entanto, o perigo reside no fato de pretendermos servir a Deus apenas para sermos aplaudidos. Muitas vezes tenho elogiado pessoas de voz bonita que tenho encontrado cantando na missa. Entendo que esse elogio é encorajador para a pessoa continuar continuando e servindo a Deus com aquela linda voz que recebeu de presente do próprio Deus.

Ser modesto de verdade sem fingimento. É assim que deve ser o cristão. Colocar a disposição de Deus os dons recebidos sem pretensão de recompensa imediata ou a longo prazo. Sabemos que a recompensa virá. Mas não precisa ficar esperando ansiosamente por ela.

Sal.

As bodas de Caná-José Cristo Rey Garcia Paredes

O primeiro milagre- As bodas de Caná

Que matrimonio assistiria Jesus hoje?

Jesus começa sua missão assistindo a um matrimonio com seus primeiros discípulos. Ali realiza seu primeiro “sinal” e nele manifesta sua Glória.

Eu me pergunto: Jesus, nosso Senhor ressuscitado, se faria presente em todos os matrimônios que se celebram hoje no mundo, ou somente em alguns, naqueles que levam a marca de “celebrações sacramentais”?

O matrimonio é a forma que temos, seres humanos, de celebrar o amor intimo e comprometido entre as pessoas, o de iniciar solenemente uma aliança de fecundidade. Nos matrimônios, o amor sai do anonimato; se mostra e compromete publicamente o casal. No matrimonio se celebram as relações vitoriosas, fortes, capazes de superar as dificuldades. Neles se sonha um futuro fecundo e amoroso. E se pede à sociedade ou a religião, ajuda, benção, proteção.

As pessoas sonham celebrar o matrimonio com certo excesso na comida, no vestuário, nos presentes, na música e na dança, nos belos cenários, na linguagem do amor. Os matrimônios são festas de Eros, o Deus do Amor, dessa religião que todos os seres humanos compartilham que vai além das diferentes confissões religiosas ou manifestações de indiferentismo, agnosticismo ou ateísmo. Seja como for, o amor é celebrado!

Onde há amor, ali está Deus! Embora não seja explicitamente, como no Cantar dos Cantares o hino ao amor de 1 Coríntios! Onde o Amor é celebrado, ali é convidado também Aquele que é a expressão mais intensa e bela do Amor de Deus, seu Filho Jesus. Onde o Amor é celebrado, em qualquer matrimonio do universo, ali está também a “mãe do Amor formoso”.

Quando entre não poucos, sobre tudo na Igreja católica, cresce um ceticismo relativo à validade de muitas celebrações do matrimonio e em outros um grande desgosto porque as palavras de fidelidade que se pronunciam são depois negadas, porque não se promete amor eterno, mas amor com data de vencimento, porque quem se compromete não responde a quem são - segundo a tradição - os autênticos sujeitos do matrimonio. O "caos do amor", a “desordem amorosa", tem chegado a confundir as águas do matrimonio. Estará também Jesus naquele Caná da Galiléia de tantos matrimônios com dúvidas?

A atitude atenta e compreensiva da mãe de Jesus tem um resultado admirável neste contexto. Ela sabe muito bem que a festa tem data de término. Mais, todavia, essa data é “agora”: Não tem vinho! Porém esse agora, não corresponde aparentemente, com a “hora” de Jesus: “Não chegou minha hora”. Maria o força, para que o momento de carência se converta no momento de um “vinho novo e bom”, que mantenha viva a festa.

Jesus não discrimina entre as relações amorosas; não descrimina o casal por sua crença. Ele celebra seu amor, mesmo consciente, muito consciente da fragilidade do ser humano. Por isso, pedirá disposição para perdoar setenta vezes sete, a amar como Ele nos tem amado. Ele sabe que todo o que se desvia, pode ser reconduzido. Até a água de lavar as mãos Ele transforma em vinho primoroso!

A celebração do matrimônio não é espaço para o medo, o temor, o pressagio para mas noticias. É o momento em que sonhamos o impossível, pedimos o milagre -como Maria-. Não pensemos nos matrimônios que terminam, mais naqueles que a partir de agora se celebram!

Os matrimônios que celebram os cristãos são aqueles nos quais explicitamente confessamos que “Deus esta”, que Jesus é o convidado de honra, que a mãe de Jesus também está. Neles fazemos “explicitamente” e “conscientemente” o que é o mistério de todo o amor humano que entra na Aliança.

Se as alianças matrimoniais celebradas fracassam não é porque se despreze o matrimonio, mais porque somos seres insatisfeitos, inacessíveis e buscamos a perfeição. Somente em casos de degradação não é assim. A busca de um amor “melhor”, mais envolvente, que nos tire de nossa solidão, é o maior perigo para um matrimonio “acostumado”, sem capacidade modificadora nem criadora.

A Glória de Jesus que se manifesta em todos os matrimônios nas fala de criatividade, de capacidade de fazer possível o impossível. O profeta Isaías nos convida a sonhar. A primeira carta aos Corintios nos diz que há carismas para que o amor da aliança não morra.

Tudo o que fracassa tem solução nas mãos de Jesus. Todo o sonho de amor tem futuro, se como Maria pedirmos a Jesus.

Em nosso mundo, em todo o lugar onde se celebra a Aliança do Amor é Caná. Ali está a Mãe de Jesus. Ali está Jesus como convidado. O milagre é possível... porém necessita de fé! Como a fé da mãe!

José Cristo Rey Garcia Paredes