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1 de out de 2010

Corazim e Betsaida! - Fr. Denis Francisco


Sexta-feira, 01 de outubro de 2010

"Do mesmo modo que no início da primavera todas as folhas têm a mesma cor e quase a mesma forma, nós também, na nossa tenra infância, somos todos semelhantes e, portanto, perfeitamente harmonizados."(Arthur Schopenhauer)


As cidades resistentes

Lc 10,13-16

ORAÇÃO DA VIDA

Havia, certa vez, um homem rico da cidade, que era amigo de um sitiante pobre. As duas famílias tinham um filho adolescente, quase da mesma idade. Um dia, o homem rico disse para o seu filho: “Eu combinei com o fulano, sitiante, de você, nas férias, passar dez dias lá na casa dele. Para você ver como é difícil a vida na roça e assim valorizar mais o que você tem aqui em casa”. Nas férias o menino foi. Passados os dez dias, ele voltou para a cidade, e o pai perguntou: “Então, você viu a diferença?” O filho disse: “Vi, pai. E que diferença! A casa lá é pequena, por isso vivem todos juntos; aqui vivemos isolados uns dos outros. O Edson me deu a cama dele, e foi dormir no chão! Lá, eles desligam a televisão à noite e ficam batendo papo; aqui nós não fazemos isso. Lá eles tomam refeição juntos e rezam antes, reunidos em torno da mesa; aqui isso não acontece. Lá, todos são alegres e amigos, aqui existe muita discussão e mau humor. O mais bonito é que lá, à noite, a família se reúne e reza o terço; aqui isso não acontece”. O pai ficou envergonhado, pois o resultado foi o contrário do que ele esperava! Não é o que temos que vale, mas o que somos.

Hoje em dia não são mais as cidades que negam a presença dos missionários, pois sabem que precisam deles para atender os abandonados, os marginalizados na rua que não são atendidos. Porém, quem nega a presença dos missionários são, “muitas vezes”, algumas famílias, já que não querem ser acomodadas e acham, pelo próprio comodismo, que não precisam de Deus e de se converter.

A conversão gera confronto interno, levando à pessoa a buscar mudanças. Se tudo está bom, tenho meu salário, meu carro, minha casa, minha TV e computador, porque vou mudar? Há aqueles que têm tudo isso e até mais, só que não se entregam totalmente a esses objetos, buscam entender a realidade daqueles que não têm nada. Quantos advogados, médicos, psicólogos, professores, artistas, produtores de filmes, e muitos outros que dedicam parte de suas vidas comprometidos com a realidade humana? Deus é tão bom e, por isso, dá muitas oportunidades para rasgarmos nosso coração e aceitar uma mudança positiva, que faz o bem para a gente mesmo, para o irmão, enfim alegrando nosso criador. Que Jesus e Maria nos ajude em nossa missão. Amém!

Fr. Denis Francisco R. Oliveira CSsR

Santa Teresinha

Dia 1º de Outubro - Sexta-feira

Santa Teresinha do Menino Jesus (de Lisieux)
A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

Fonte - Don Total

Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou - Missionários Claretianos.


Sexta-feira, 1 de outubro de 2010

26ª Semana do Tempo Comum

Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja (Memória).

Outros Santos do Dia: Aretas e seus 104 companheiros (mártires de Roma), Domnino de Tessâlonica (mártir), Prisco, Crescente e Evágrio (mártires de Tomes), Remígio de Reims, o mais velho (bispo), Romano, o Melódio (presbítero, poeta), Severo de Rustan (presbítero), Veríssimo, sua irmã Júlia e Máxima (mártires de Lisboa).

Primeira leitura: Jó 38, 1,12-21; 40, 3-5
Alguma vez na vida indicaste à aurora o seu lugar? Chegaste perto das nascentes do Mar?
Salmo responsorial: 138, 1-3. 7-8. 9.10. 13-14ab
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Evangelho: Lucas 10, 13-16
Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

O texto de hoje salienta o aspecto conflitivo da missão cristã: da mesma forma que Jesus encontrou a rejeição e a hostilidade, da mesma forma ocorrerá com os que decidirem segui-lo nos dias de hoje tornando vigente seu projeto libertador. No contexto de Lucas, a menção de Corazim e Betsaida é a advertência dirigida às comunidades para que respondam favoravelmente à palavra de Deus e não imitem a resposta de algumas cidades da Galiléia diante da missão de Jesus.

No fundo, o evangelista quer nos mostrar um ensinamento pedagógico para a missão do cristão hoje: a grande dificuldade de dar uma resposta crente e acreditável: ficamos esperando “milagres” para manifestar uma fé madura.

A resposta à palavra de Deus, manifestada em Jesus, não deve ser vinculada a ações deslumbrantes, mas à convicção sensata e profundamente arraigada no coração das comunidades que crêem e manifestam sua plena certeza sobre o desígnio salvifico de Deus na história, por meio da evangelização e do trabalho pela justiça, paz e pela integridade da criação.

Missionários Claretianos.

30 de set de 2010

Corazin e Betsaida - Newton

Evangelho do dia 01 de Outubro

Lucas 10,13-16

Imaginemos a decepção de Jesus, para com o seu próprio povo, o povo judeu escolhido por Deus desde o princípio do mundo, e agora começam a rejeitar Jesus, por meio de seus discípulos. Corazin, Betsaida e ate Cafarnaum que testemunhou as pregações de Jesus e seus milagres, todas rejeitaram os discípulos de Jesus. Interessante que outras cidades como Tiro e Sidônia, embora pagãs, em algumas oportunidades acolheram a mensagem de Jesus e demonstraram mais fé que as cidades dos Judeus. Por isto Jesus se revolta e lamenta pelo seu povo.

Ainda hoje, nós que somos considerados o povo de Deus pelo batismo, nos desviamos da Igreja, muitas vezes não acolhemos aqueles que nos vem falar em nome de Jesus, e, mesmo conhecendo a verdade nos furtamos de testemunhar esta verdade no meio daqueles que mais precisam, e, desta forma também agimos como os habitantes de Corazin, Betsaida e Cafarnaum. Outros que não conhecerem o evangelho, talvez estejam mais abertos à receptividade da mensagem do que nós, e lembrando ainda ao que mais é dado mais é cobrado.

Quantos jovens abandonam a sua fé deixam de testemunhá-la ao entrar na Faculdade, por vergonha ou por medo de se sentirem ridicularizados pelos seus colegas de classe, e, o mesmo acontece com outras pessoas na sociedade de modo geral, seja no local de trabalho, na política, ou na comunidade social em que vivem.

Ai de nós, que rejeitamos a fé, principalmente quando conhecemos a verdade, ai de nós, que rejeitamos o evangelho e o próprio Cristo por qualquer motivo que seja. Façamos uma reflexão sobre este evangelho e como aplica-lo em nossa vida, para que não aconteça conosco o mesmo que aconteceu nas cidades que suscitaram a revolta de Jesus.

Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Não deixes que eu me afaste de ti e que eu saiba acolher os meus irmãos, por amor à tua palavra! Fazei de mim um instrumento de tua paz! Que eu seja portador da tua salvação a todos que dela precisarem! Amem!

Newton Hermógenes

“Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza”- Maria Regina



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O evangelho de hoje dá continuidade ao envio dos setenta e dois discípulos e discípulas. No final deste envio Jesus falava de sacudir o pó dos sapatos quando os missionários não fossem bem recebidos . O espaço por onde Jesus andou durante aqueles três anos da sua vida missionária era pequeno.

Abrangia uns poucos quilômetros quadrados ao longo do Mar da Galiléia em torno das cidades Cafarnaum, Betsaida e Corazin. Foi neste espaço tão pequeno que Jesus realizou a maior parte dos seus discursos e milagres. Ele veio salvar a humanidade inteira, e quase não saiu do limitado espaço da sua terra. Tragicamente, Jesus teve que constatar que o povo daquelas cidades não quis aceitar a mensagem do Reino e não se converteu.

As cidades se fixaram na rigidez das suas crenças, tradições e costumes e não aceitaram o convite de Jesus para mudar de vida. As três cidades eram locais de comércio. Em ambiente de riqueza, as cidades fecham-se à novidade do Reino. Por rejeitarem os milagres feitos por Jesus, Corazim e Betsaida terão condenação maior do que as cidades gentílicas de Tiro e Sidônia. Cafarnaúm será julgada com maior rigor do que Sodoma, protótipo bíblico de cidade da corrupção. Encerrando as palavras de envio, Jesus identifica-se com o próprio discípulo em missão.

Jesus começa essas palavras após o retorno dos discípulos enviados, os quais não foram bem recebidos nestas cidades. Com essas palavras, Jesus expressa o seu sentimento de desgosto. Imagino Jesus pronunciando esses “Ais” com toda a sua autoridade deveria fazer o coração parar de bater por uma fração de segundo. Nós, cristãos, deveríamos tremer diante da possibilidade de escutar um “ai” de Jesus dirigido a nós.

Pai, move-me à conversão , diante do testemunho de Jesus, de modo que eu não incorra em erro por minha incapacidade de reconhecer o apelo da salvação.

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina

Puros como uma criança - Maria Elian

02 de outrubro de 2010 - sábado.

Evangelho (Mateus, 18, 1-5.10)

Sejamos puros e humildes de coração.

Observamos que o evangelho de hoje, inicia falando de uma discussão entre os discípulos, queriam saber qual deles seria o maior. Pensamento diferente de tudo o que Jesus praticava e ensinava. Jesus se colocava a disposição, a serviço dos pobres, dos excluídos, marginalizados, sem interesse algum. Os discípulos, humanos como nós, desejavam uma posição de destaque ao lado de Jesus, quando o reino que Ele anunciava fosse instaurado. Imagino que eles ainda não tinham entendido a que Reino Jesus se referia. E sabendo o que passava nos corações de seus discípulos Jesus pega uma criança, e diz que quem recebe uma criança, recebe a Ele e aquele que o enviou, o Pai.

Uma criança nada representava para a sociedade daquela época, era mais um excluído, era desprezada, não tinha importância e nem tornaria os discípulos mais importantes por acolher uma criança. Aquela criança representa também os puros de coração, os que sofrem, os que necessitam de esperança, os humildes, os doentes, os excluídos. Esses serão os maiores no Reino de Deus. E todo aquele que se tornar como uma criança, e com humildade acolher os pobres, os que sofrem, o pequeno, sem desejar ser o mais importante ou almejar o poder, esse também será grande no Reino do Pai.

Aprendemos hoje, com Jesus que para sermos seus discípulos missionários, devemos tirar de nossas mentes, e de nossos corações toda vaidade, o desejo de poder, de querer ser grande, e “levar a Boa-Nova aos pobres, e curar os corações contritos” com humildade. Na esperança de tornar um mundo melhor, mais justo e humano. Ser discípulo de Jesus não é deseja ser reconhecido ou ter fama. Ser discípulo de Jesus é servir com gratuidade e alegria todos os necessitados, cuidar das crianças abandonadas, dos doentes. Lembrando sempre que a hierarquia do Reino de Deus é diferente da nossa. E que para sermos os primeiros devemos com humildade estar a serviço do próximo, acolhendo bem a todos que estão a serviço do Reino, independente da religião, pois “quem não está contra vós está a vosso favor”.

Um abraço a todos.

Elian

Oração
Pai, que eu busque sempre me destacar no serviço ao meu semelhante, de modo especial, os mais necessitados, pois nisto consiste minha verdadeira grandeza de discípulo. Tira de mim todo ideal de grandeza que consiste no domínio sobre meu semelhante, e torna-me servidor humilde dos mais pequeninos.