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3 de out de 2010

O bom samaritano - Padre Queiroz

SEGUNDA-FEIRA- 04/10/2010

Lc 10,25-37

E quem é o meu próximo?

Este Evangelho começa com duas perguntas de um mestre da Lei a Jesus, pra pô-lo em dificuldade. São pontos sobre os quais não havia acordo nas escolas rabínicas. Jesus, na sua sabedoria, faz com que o próprio mestre da Lei responda as duas.

A primeira é: “Que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” O próprio mestre da Lei responde: “Amarás o Senhor teu Deus...”

Entretanto, o mestre da Lei não se dá por vencido e faz outra pergunta: “E quem é o meu próximo?” Também sobre esta questão eles se dividiam. Para uns, eram os amigos. Para outros, eram os parentes. Para outros, eram os da mesma nação ou raça...

O mestre da Lei quer saber quais são os limites do amor. Jesus fala que não tem limites. São todos e todas que encontrarmos pelos caminhos da vida, como o samaritano, que cuidou de um judeu, povo rival.

Todo homem e toda mulher que encontrarmos pela vida, e estão em situação de necessidade, são nossos próximos.

Dos três viajantes que, no caminho, se encontraram com o ferido, os dois primeiros são membros ativos e líderes da religião: o sacerdote, e o levita que tinha uma função parecida com os nossos líderes cristãos. Com isso, Jesus deixa claro que o que vale para entrar no céu não são títulos ou cargos importantes na Igreja, mas a prática da caridade.

Já o amor do samaritano foi bonito: espontâneo, desinteressado, generoso, terno, serviçal, eficaz e gratuito.

Após terminar a parábola, Jesus devolve a segunda pergunta ao seu interlocutor, mas a inverte. Ele não focaliza o destinatário (quem é o meu próximo?), e sim o seu sujeito: “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” E o mestre da Lei respondeu corretamente, usando inclusive uma expressão bíblica: “Foi aquele que usou de misericórdia para com ele”.

A conclusão de Jesus – “Vai e faze a mesma coisa” – é dirigida a todos nós. O amor verdadeiro sempre coloca como centro o outro, não eu. A pergunta correta que devemos nos fazer hoje é: “Quem espera ajuda de mim?” Vemos que o amor não tem limites, pois ele parte das necessidades do outro.

O sacerdote e o levita viram o ferido, mas seguiram adiante pelo outro lado do caminho. Eles se colocaram propositalmente à distância do necessitado. Corresponde um pouco aos nossos condomínios fechados, muros altos, vidros fumê nos carros... são estratégias atuais de seguir em frente pelo outro lado. Já quem ama faz o contrário: quer estar no meio dos necessitados.

Como vemos, a parábola é atual, e toca no núcleo da nossa vida cristã, que é o amor ao próximo. É o que Jesus, como Juiz, vai cobrar de nós no Juízo final: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!... Pois eu estava doente, e cuidastes de mim”

(Mt 25,34ss).

Ser o próximo do outro é não apenas estar perto, mas estar perto de coração, aproximar-se afetiva e efetivamente dele. Quem tem o coração duro, fica distante de quem está próximo em situação de necessidade. Isso pode acontecer dentro das famílias e até das comunidades religiosas.

O capitalismo interessa-se pelo próximo, mas apenas por uma parte dele: o seu bolso. Até no caso de doença, ou de acidente como foi este da parábola, o capitalista vê como oportunidade de ganhar dinheiro.

“Este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance... Está em teu coração, para que o possas cumprir” (Dt 30,10-14). De fato esta lei do amor ao próximo já está escrita em nosso coração desde que nascemos. Se alguém não a cumprir, não terá desculpas.

Uma maneira frutuosa de meditar sobre esta parábola é tentar descobrir com qual dos personagens que aparecem nela nós mais nos parecemos. Claro que o nosso desejo é nos parecer com o samaritano, e até com Jesus. Mas a resposta verdadeira nós a damos com a nossa vida concreta do dia a dia. Será que nos parecemos com o dono da pensão: fazemos o bem quando somos remunerados? Ou somos como o sacerdote e o levita: vivemos tão preocupados com os nossos afazeres que “nem vemos” quem está em necessidade ao nosso lado? Ou, pior ainda, somos assaltantes disfarçados do nosso próximo? A sociedade atual que construímos mostra claro que os “bons samaritanos” não passam de uns 5%. Claro que cada um de nós se julga entre esses 5%. No entanto, o resultado está aí.

Certa vez, numa grande região, faltou chuva e a colheita foi pobre. Entretanto, uma grande fazenda, que tinha irrigação artificial, teve uma colheita abundante. O administrador encheu os celeiros, depois disse para o dono da fazenda: “A colheita ruim aumentou o preço dos cereais. Agora é o tempo propício para vender e ganhar muito dinheiro”. O fazendeiro respondeu: “Eu penso nos pobres lavradores que não colheram nada e estão com as suas despensas vazias. Agora é tempo propício para dar”.

O amor é assim, freqüentemente ele inverte o pensamento cego dos capitalistas, baseado na sede de lucro.

Existem pessoas que disfarçam o seu egoísmo, como aquele que disse: “Os homens são maus. Só pensam em si. Só eu penso em mim!” Quem falou isso não percebe que a primeira pessoa má do mundo é ele mesmo!

É próprio das mães perceber as necessidades dos filhos e colocar-se ao lado deles. Vamos pedir à nossa querida Mãe Maria Santíssima que nos ajude a ser bons samaritanos, socorrendo o nosso próximo em suas necessidades, e assim “recebendo como herança a vida eterna” Mãe do amor, rogai por nós.

E quem é o meu próximo?

Padre Queiroz

2 de out de 2010

O bom samaritano - Newton

Quem é o nosso próximo?

Amar alguém que me é familiar, ou da mesma comunidade, pode ser fácil, mas amar alguém que não conhecemos ou não temos afinidade pode ser difícil, principalmente quando não entendemos a lógica do Reino de Deus, uma lógica oposta à lógica dos chamados intelectuais, daqueles que detêm o “poder do conhecimento”. È muito fácil amar um membro da minha família, ou de um amigo, mas, quando se trata de um inimigo a coisa muda.

Ao ser questionado pelo especialista em leis a respeito de como herdar o Reino dos Céus, Jesus prontamente responde: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente; e ao teu próximo como a ti mesmo», para nos mostrar que o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos é o fundamento do Reino. No sermão da montanha Jesus vem completar o sentido deste mandamento dizendo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? Mt 5,43-48.

Os samaritanos não eram considerados pelos judeus como herdeiros vida eterna, eram uns hereges, por isto, colocados à margem do Reino, portanto não era considerado um próximo. Jesus quer justamente mostrar que os samaritanos haviam assimilado melhor a palavra, colocando-a em prática, como nesta parábola, como em Lucas 17,11-19 na cura dos dez leprosos, apenas um (samaritano) voltou para render graças a Deus e era um samaritano, como a mulher samaritana que acolheu Jesus e a sua palavra e em seguida saiu a anunciar esta boa nova aos seus.

O especialista em leis pode ser comparado a nós mesmos, quando nos encontramos numa posição religiosa, e por nos acharmos conhecedores da verdade, corremos o risco de achar que somos tão perfeitos (santos) a ponte de querer julgar as pessoas, e de até mesmo nos afastar do nosso próximo por considerá-lo um pecador, e é ai que nos encontramos também na situação do sacerdote e do levita que passaram adiante sem socorrer o homem que estava caído à beira do caminho. O samaritano pode ser comparado hoje a uma pessoa não religiosa, mas que consegue colocar em prática o Reino de Deus. Por isto devemos tomar cuidado com a nossa religiosidade, quando ela nos faz colocar denominação religiosa à frente do Reino de Deus, basta refletir as palavras de nosso Senhor: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Mt6, 33.

Neste evangelho, Jesus quer nos mostrar através da parábola do bom samaritano, que além do homem necessitado de ajuda (provavelmente era um judeu) e além do sacerdote e do levita, ambos judeus, mas que não agiram como o próximo do homem caído, o samaritano tão distante dos padrões religiosos, ao contrário agiu verdadeiramente como o próximo do outro, por colocar em prática o mandamento do amor.

Lembrando São Francisco de Assis, ele é para nós um grande exemplo de santo dedicado à causa do Reino de Deus, pois amou a Deus incondicionalmente, e no espírito de amor ao próximo, amou principalmente os mais pobres, os mais enfermos, bem como todas as criaturas não humanas às quais carinhosamente chamava de irmãos.

Newton

Quem é o maior para Deus? - Newton

Com o pensamento humano, corremos o risco de achar que nós temos que ocupar as melhores posições na Igreja, para ganhar créditos ou títulos e merecer as melhores honrarias nos Céus, porém no Reino de Deus, a coisa funciona em sentido inverso, quem quiser ser o maior seja o menor, quem quiser ser o primeiro seja o último, seja o servo. Jesus durante toda a sua vida deu demonstrações de como devem agir os filhos de Deus, Ele mesmo se tornou servo e servo dos mais humildes, assim o fez ao lavar os pés de seus discípulos, ao alimentar o povo faminto, ao curar os enfermos, ao acolher os pecadores, toda a sua vida foi de serviço, e sempre foi motivo de oposição daqueles que não entendiam ou não queriam entender, porque Jesus agia desta forma.

Jesus sempre se colocou numa posição de servo, e o servo naquela época era considerado como escravo, alguém que sempre estava a serviço do seu senhor em qualquer situação. O servo, como as mulheres e as crianças daquele tempo eram praticamente iguais em situação, pois não gozavam de regalias, não eram ouvidos, portanto não tomavam decisões importantes, na sociedade, se limitando apenas a obedecer. Os homens ocupavam as melhores posições na sociedade, como as principais funções de líderes políticos e religiosos (hoje ainda existe coisa parecida em nossa sociedade).

A criança, até que ela atinja certo grau de conhecimento, age naturalmente diante dos acontecimentos da vida, tem pouca ou nenhuma malícia, é sincera, ainda não tem a total consciência do pecado, por isto que Jesus diz que devemos ser como as crianças, isto é devemos descer ao nível da criança, e dos pequeninos que são também aqueles que agem com humildade e são obedientes.

Às vezes é preferível ser um ignorante da palavra, ter pouco ou nenhum conhecimento, mas, ser um sábio no proceder do que ser um grande conhecedor, um letrado, um teórico demasiado, e correr o risco da cegueira intelectual ao se julgar melhor do que os outros.

São Paulo precisou cair do cavalo, perder a visão física, para conseguir enxergar a revelação divina. Temos muitos exemplos de pessoas que se converteram ao sofrerem quedas, e nos nossos dias, também temos exemplos de pessoas que desceram ao fundo do poço, ao estado de quase morte, e retornaram para encontrar graça diante de Deus. Quem na vai pelo amor, costuma ir pela dor. Às vezes temos que cair, para descer ao nível dos pequenos, e desta forma conseguir ter uma melhor visão do Reino de Deus.

OH Mestre, fazei que eu procure: mais consolar que ser consolado, mais compreender que ser compreendido, mais amar que ser amado, porque é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém!

Newton

1 de out de 2010

Sejam puros como uma criança - Padre Queiroz


Sábado, 02 de outubro de 2010

"O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração."

Victor Hugo

Como as crianças

Mt 18,1-5.10

Os seus anjos no céu vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.

Hoje celebramos os Santos Anjos da Guarda. No Evangelho, próprio da festa, Jesus nos alerta que as crianças, embora fracas e inocentes, têm protetores muitos espertos e competentes, que são seus anjos da guarda.

Os anjos da guarda protegem a todos, mas principalmente aos “pequeninos” que são as crianças, os pobres, os mais fracos e indefesos. Precisamos tomar cuidado em não prejudicar esses pequenos, pois, como disse Jesus, seus anjos “vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. Eles podem, portanto, nos acusar diante de Deus.

A Igreja sempre acreditou que cada um de nós tem um anjo protetor. É uma espécie de segurança particular, nas vinte e quatro horas do dia. Nosso Deus não é só poderoso e Pai cheio de amor. Ele é também criativo, usando recursos originais para proteger cada um de seus filhos e filhas.

Pedro, na cadeia, é libertado por seu Anjo (At 12,7-11.15).

Existem os demônios, mas existem também anjos bons que nos protegem. Ninguém tem direito de ser pessimista. Podemos caminhar sem medo pela vida, buscando a felicidade e a construção do Reino de Deus.

“O anjo de Javé foi meu guardião, tanto indo daqui para lá, como vindo de lá até aqui” (Judite). Após a sua vitória sobre Holofernes.

“Vou enviar um anjo que vá à sua frente, que guarde você pelo caminho e o conduza até o lugar que lhe preparei. Respeite-o e ouça a sua voz”

(Ex 23,20-21).

“O Senhor ordenou a seus anjos que guardem você em seus caminhos. Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra” (Sl 91,11-12).

Peregrina sobre a terra, a Igreja associa-se às multidões dos anjos que na Jerusalém celeste cantam a glória de Deus.

Havia, certa vez, um rapaz recém casado que estava desempregado. Depois de muita procura, ele rezou, pedindo a ajuda de Deus. Um dia, apareceu na sua casa um rapaz. Como ele não estava, disse à sua esposa que era para o marido comparecer em tal empresa, que seria admitido como funcionário.

Quando o esposo chegou, ficou admirado, porque nunca tinha ido àquela empresa procurar serviço; nem a conhecia. Mesmo assim, foi imediatamente lá, e foi admitido.

Sua esposa nunca viu, na empresa, um rapaz parecido com aquele que foi à sua casa. E ninguém da empresa havia mandado alguém à casa dele, pois nem tinham o seu nome no departamento pessoal.

Em todo caso, deve haver uma explicação natural para o fato. Mas o certo é que temos um protetor muito sábio e interessado em nos ajudar, que é o nosso Anjo da Guarda.

Maria Santíssima acreditou na mensagem que Deus lhe mandou através do Anjo Gabriel. Que nós também, “conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de Jesus, cheguemos por ele à glória da ressurreição”.

“Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.”

Os seus anjos no céu vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.

Padre Queiroz

Cada um de nós devemos ser samaritanos - Lincoln Spada

04 de outubro

Nesse trecho, Jesus cria a universalidade dos irmãos em Deus, estendendo a graça divina a pagãos além das fronteiras judaicas.

Segundo a tradição, o próximo seria o concidadão, no máximo, o ocupante, mas certamente não seria o samaritano (que desrespeitaram a Páscoa Judaica anos antes). Jesus então se prepara para contar a parábola dum homem que foi abandonado, saqueado e quase morto ao lado da estrada entre Jerusalém e Jericó – caso corriqueiro no local. Um sacerdote e um levita – conhecedores da Lei e que a serviam por profissão – não socorreram o homem ao passarem por este (ou por frieza, ou por medo, ou por não saberem socorrer). No entanto, um samaritano (possivelmente comerciante, por conhecer o caminho e o proprietário da estalagem mais próxima), socorreu o assaltado. O samaritano não pertence à comunidade solidária de Israel, contudo, torna-se próximo ao sentir o rasgo de seu coração (foi tomado de compaixão). Portanto, tenho de me tornar próximo, pois o outro conta comigo como eu mesmo em suas necessidades. Para os Padres, a parábola tem sentido cristológico: Jesus é o samaritano – distante e estranho – acolhe a humanidade, ferida na sua natureza e despojada de bênçãos, os sacerdotes e levitas passam ao lado (suas culturas e religiões não vêem salvação nenhuma). Ainda no sentido cristológico, Deus derrama azeite e vinho (sacramentos) nas nossas feridas, conduz-nos à estalagem (Igreja). Cada um de nós somos alienados do amor, mas também devemos ser samaritanos – seguir a Cristo e tornar-se como Ele, para vivermos corretamente.

Deus Cristo, que possa nos fortalecer com esse mesmo altruísmo que você nos acolhe para que sejamos seu exemplo aos nossos próximos, amém. (Lincoln Spada).