31 de jul de 2011
30 de jul de 2011
– Obrigado, Senhor- Sal
DIA 16 de setembro
Antífona de entrada: Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, pois revelastes os mistérios do teu Reino, aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25)
Você já reparou como fazemos as nossas orações? Elas são sempre carregadas de clamores, lamúrias, de pedidos, os quais, quando nos são atendidos pela misericórdia de Deus, quase sempre, nunca os agradecemos. Porque nos esquecemos, ou porque lá no fundo, achamos que Deus tem a obrigação de nos ouvir e nos atender sempre, e sempre.
A porcentagem daqueles que se lembram de agradecer é de um por cento. Percebe-se isto naquela cura que Jesus fez aos dez leprosos, quando somente um voltou para agradecer. Nós somos assim. Ingratos; somos como crianças que resmungam, esperneiam, choram pedindo ora um doce, ora um brinquedinho, e quando os recebem, ficam tão contentes que até sorriem ainda com as lágrimas nos olhinhos, e se esquecem de dizer "bigado!" Esquecem de agradecer, de forma que os pais às vezes lhes falam: como é que se diz? Isso quando se trata de um presente dado pelo padrinho ou por outro familiar ou amigo.
Jesus deu graças ao Pai, Ele agradecia em suas preces. E por que nos esquecemos de fazer o mesmo? Por que não agradecemos pela saúde ou até mesmo pela doença, pelo sofrimento, pelo alimento, pelo namorado, pela namorada que conquistamos com a graça de Deus, pelo banho, pela nossa visão, por estar livres, por ter uma cama para dormir, por estar empregado empregada, por poder comprar as coisas que necessitamos, em fim, por tudo aquilo que o Pai nos deu, principalmente o dom da vida e o dom da fé?
Quase sempre também nos esquecemos de agradecer o irmão, a irmã, pelas coisas que eles nos dão, pelo que nos fazem, pela sua gentileza, pela sua presença em nossa vida, e outras coisas.
Caros irmãos, caras irmãs. Vamos ser menos ingratos com Deus e com o próximo. Agradecer sempre. Porque quem faz uma gentileza, um favor, quem dá alguma coisa, embora não o deva, sempre esperam um reconhecimento da pessoa que acabou de ajudar.
Obrigado, meu Deus, pelo sol que me ilumina, pela chuva que vai me proporcionar alimentos, banho, etc. obrigado pelos meus amigos, pelos meus familiares, obrigado por eu ter nascido no seio de Igreja Católica, da qual eu não pretendo nunca me separar. Obrigado, Pai por tudo que me destes, por tudo o que sou. Obrigado pelas promessas do vosso Filho, que através das quais e pelo meu esforço continuado, eu espero um dia estar na glória Eterna. Amém.
Sal.
– A semente caiu em vários tipos de solos – Sal
17 de Setembro
No tempo de Jesus, a agricultura era ainda bem atrasada, de modo que não existiam máquinas com hoje, e a semente era jogada a esmo por todos os lados, em vez de se fazer covas, ou buracos no chão para que fossem introduzidas na medida certa e no tipo de solo certo.
Jesus aproveitou esta realidade de seu tempo para nos mostrar que a sua palavra também deve ser semeada por todo tipo de pessoas. Não somente para aquelas chamadas de carolas e beatas por estarem sempre diariamente na Igreja, mas também para aquelas pessoas que são como ovelhas desgarradas do rebanho. Assim, precisamos espalhar a semente que é a palavra de Deus, para aqueles considerados casos perdido por muitos. Pois dentro de cada um de nós, por mais malfeitor que sejamos, há sempre uma pequena chama de luz, uma pontinha de esperança. O nosso dever de discípulo é de jogar a semente, semear a palavra de Deus por todos eles e elas, e deixar que Deus cuide do resto. Façamos a nossa parte. E Deus irá impedir que os passarinhos comam a sua semente, irá fazer com que o calor das pedras não mate os brotos, e não permitirá que os espinhos sufoquem as tenras plantinhas.
Catequistas. Se por um lado Jesus nos disse para sacudirmos a poeira das sandálias e batermos em retirada do lugar onde não aceitaram a palavra por nós anunciada, na parábola do semeador Ele nos diz que devemos ser mais persistentes, mais corajosos, e trabalhadores de verdade, não tendo preguiça de semear em todos os cantos, não tendo medo de jogar a palavra por todos os lados em todos os tipos de solos, e que devemos confiar na providência de Deus que irá cuidar do resto.
Como sabemos, Deus não precisa de nós para nada. Porém, Ele quis contar com a nossa participação na construção do Reino de Deus. E isto deve ser para nós motivo de grande alegria, motivo de grande honra, participar juntamente com a força e o poder de Deus em tão nobre missão. A missão de salvar a humanidade!
Sal.
Como devemos ser- Sal
Dia 13 de setembro
Prezados irmãos, prezadas irmãs. Paulo eu sua Carta a Timóteo 3,1-13
Nos fala sob a inspiração do Espírito Santo, o como devem ser os ministros da Igreja de Jesus Cristo.
Assim, o Espírito de Deus falou através desse gigante da nossa Igreja, informando-nos que todos os que exercem seus trabalhos juntos ao altar, e nas dependências da paróquia, ou do templo em si, devem ser pessoas inquestionáveis e irrepreensíveis, os homens sendo marido de uma só mulher, sóbrios, prudentes, modestos, hospitaleiros, capazes de ensinar com toda boa vontade a todos os demais que precisam aprender com a sua experiência. Assim como não devem ser dados com exagero a bebida, não sendo como os assíduos freqüentadores de bares, aliados aos grupos constantes dos "alterocopistas", nem violentos, mas, pelo contrário, condescendentes, pacíficos, desinteressados.
O operário da casa de Deus deve saber governar bem sua própria casa, educar os filhos na obediência e castidade, pois, quem não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus?
Assim também, o leigo consagrado não pode ser um recém-convertido para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação ofertada pelo demônio. Importa também que gozem de boa consideração ou reputação, da parte dos irmãos de fora para que não se exponha à infâmia e não caia nas armadilhas do diabo.
Estas são as recomendações do Espírito de Deus referentes aos nossos diáconos os quais devem ser pessoas de respeito, homens de palavra, não inclinados à bebida, nem a lucro vergonhoso. E com isso entendemos que não estão totalmente proibidos de beber para se alegrar de vez em quando, mais sim que não devem embebedar-se constantemente, pois carregam consigo uma grande e importante missão, diante do Reino de Deus.
Os nossos diáconos assim como os demais ministros, devem possuir o mistério da fé junto com uma consciência limpa, acompanhada de bons exemplos, os quais falam mais que bonitas palavras.
Por isso é bom que antes de receber o cargo sejam examinados; e se forem considerados dignos, poderão exercer o ministério, para o bom nome da nossa Igreja.
Que os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e que saibam dirigir bem os seus filhos e a sua própria casa. Pois os que exercem bem o diaconato, recebem uma posição de estima diante da comunidade, e muita liberdade para falar da fé em Cristo Jesus. E é exatamente a pureza da vida particular de todos os operários do Reino, que lhes dá a autoridade para anunciar a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sem isso, pelo contrário, estarão semeando o escândalo, a vergonha e a ignomínia.
É por isso que também as mulheres envolvidas nas pastorais, como: a liturgia, a catequese, etc, devem ser pessoas íntegras, honradas, sem difamação mas sóbrias e fiéis à causa do Reino em tudo.
Que Jesus nos ajude a ser tudo isso e mais um pouco, para a glória de Deus Pai e para a nossa salvação. Amém.
Sal.
“Eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus” – Nancy
29 de Julho: 6ª feira
Evangelho - Jo 11,19-27
Quem dera tivéssemos a fé de Marta! Uma fé inabalável, desmedida, firme como uma rocha. Marta acreditava em Jesus até de olhos fechados, como o famoso dito popular.
Marta, ao encontrar Jesus, comprova a firmeza da sua fé, quando diz: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá"
Ora, vejam vocês que confiança extrema possuía Marta!
A morte de Lázaro, irmão de Marta e Maria, narrada nas Sagradas Escrituras, é um testemunho maravilhoso das inúmeras realizações de Jesus Cristo, diante do povo judeu. Povo incrédulo, de coração duro, resistente à boa Nova do Messias.
Entretanto, a própria Bíblia Sagrada relata que após o grande milagre da ressurreição de Lázaro, muitos judeus creram em Jesus. Creram porque viram! E ficaram admirados com tamanho poder e autoridade do Mestre.
Em nosso cotidiano, em nossa família, trabalho, certamente Jesus realiza muitas e muitas obras. Obras estas que, às vezes, passam despercebidas por nós, ou as consideramos como puro acaso. Não temos a sabedoria, a sutileza, o discernimento para ir mais além e perceber que tudo é obra de Deus.
Leiam esta bonita mensagem falando das maravilhas de Deus em nossa vida, ela nos toca profundamente.
É DEUS!
Alguma vez sentiste o desejo de fazer uma coisa agradável por alguém a quem tens carinho? É DEUS que te fala através do Espírito Santo.
Alguma vez sentiste tristeza e solidão, embora parecendo que alguém está ao teu lado? É DEUS que te acolhe através de Jesus Cristo.
Alguma vez ao pensares em alguém que te é querido e não vês há muito tempo, acontece que de repente encontras essa pessoa? É DEUS, porque o acaso não existe!
Alguma vez recebeste algo maravilhoso que nem tinhas pedido? É DEUS que conhece bem os segredos do teu coração.
Alguma vez estiveste numa situação muito problemática sem teres a menor idéia de como resolver e de repente a solução aparece? É DEUS que toma os nossos problemas em suas mãos.
Alguma vez sentiste uma imensa tristeza na alma e de repente é como se um bálsamo fosse derramado e uma paz inexplicável invade teu ser? É DEUS que te consola com um abraço e te dá esperança.
Alguma vez te sentiste tão cansado da vida, a ponto de querer morrer... e de repente um dia, sentes que tens força suficiente para continuar? É DEUS que te carrega nos braços e te dá descanso.
Tudo é melhor quando... É DEUS QUEM ESTÁ À FRENTE DE TUDO!
Pois sim, irmãos e irmãs em Cristo: tudo é obra do Pai. Marta sabia disso, estava disponível para servir ao Senhor sempre, porque acreditava que para Ele o impossível era perfeitamente possível. E nós, pensemos: como anda a nossa fé, a nossa confiança em Deus Pai e no seu Filho – Jesus Cristo?
Oremos: Vinde, Senhor Jesus, e aumenta a nossa fé. Possamos um dia ser como Marta que acreditou sem reservas, dizendo: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo".. Amém!
Abraços fraternos na paz do Senhor.
Nancy – professora
29 de jul de 2011
“Deus é o Senhor de todos e só Ele pode nos julgar com justiça de acordo com as nossas ações”- Maria Regina.
Quando comentaram com Herodes sobre os poderes miraculosos de Jesus, a sua consciência o acusou e ele, com medo, imaginou que João Batista voltara para puni-lo. João Batista era um profeta falava tudo aquilo que Deus lhe mandava dizer. O profeta nunca se omite e vai às últimas conseqüências, até morrer, para cumprir com a sua missão. João Batista foi decapitado por falar a verdade quando advertiu a Herodes que não lhe era permitido ter como esposa a mulher do seu irmão. Incomodado por isso, Herodes desejava matar João Batista até que a ocasião surgiu e ele, como justificativa para o seu intento e para satisfazer os caprichos da sua enteada mandou decapitá-lo.
Nós todos também somos chamados a sermos profetas, com o encargo de exortar, admoestar, animar e consolar as pessoas. Não podemos nos omitir embora corramos os riscos que a verdade acarreta. A verdade nos incomoda em todos os sentidos! Não queremos admiti-la quando ela nos coloca em xeque mate e não temos alternativas para nos defender e quando ela vem como uma luz revelando os nossos crimes, nós tentamos confundi-la. Jesus veio nos revelar a verdade do Pai para que nós também pudéssemos vivenciá-la e abrir os olhos das pessoas com as quais convivemos. Muitas vezes, no entanto, nós também nos tornamos como Herodes quando prometemos a alguém aquilo que não nos é permitido oferecer e por causa das nossas promessas aos homens esquecemos a promessa que fazemos a Deus de amar-nos uns aos outros e partilhar com eles a vida.
Quantas vezes também nós procedemos mal para satisfazer a alguém a quem queremos "agradar"! Pedem-nos a cabeça de uma pessoa e nós impiedosamente não medimos as conseqüências e a difamamos, fazendo intrigas contra ela, levantando falso, suspeitas e com isso, nós conseguimos matar o corpo, mas nada podemos fazer com a alma. Deus é o Senhor de todos e só Ele pode nos julgar com justiça de acordo com as nossas ações.Reflitamos: – Você tem medo da verdade? – Ela o (a) incomoda quando revela algo que você faz de errado? - Você já entregou a "cabeça" de alguém em troca dos seus interesses? – Como você se sente em relação a isto? - Do que você será capaz de fazer para conseguir os seus intentos? – Você teme mais a Deus ou aos homens?
Amém
Abraço carinhoso
Maria Regina
“O banquete da morte” – Claudinei M. Oliveira
Sábado, 30 de julho de 2011.
Evangelho – Mt 14, 1-12
João Batista foi morto pelas palavras de libertação do povo. Havia tantas injustiças na sociedade que João não se conteve. Levantou a voz e denunciou todas as mazelas sociais. Pagou caro por isso: sua cabeça foi apresentado ao rei numa bandeja quando comemorava a festa de aniversário de Herodes, governador da galiléia.
João Batista preparava o povo para o encontro com Jesus. Era momento de glória e superação, pois seria o memento da libertação das injustiças. Sendo que, por onde Jesus passava, a mensagem era clara: fazeis as coisas retamente para que após a morte ganheis a salvação. O homem não pode viver isolado e explorado por um grupo interesseiro, o homem deve obedecer somente os mandamentos de Moisés e amar um só Deus, sendo o Deus do amor, da justiça, da fraternidade, da concórdia e da paz. Aquele que acreditar em minha mensagem estará diante do Pai, pois tem fé. Logo, João Batista esperava este encontro de Jesus com seu povo para clarear as idéias do povo sofredor.
João Batista exigia mudanças radicais. Chegou até denunciar o adultério do governador. Ele casou-se com a mulher de seu irmão. João expressou severamente para Herodes o erro. Assim, como ficar diante do salvador, trazendo em si, a promiscuidade? Isto na época, como hoje, em algumas culturas, não era permitido. Por este motivo incomodava Herodes e por esclarecer o povo da exploração, João Batista foi preso.
Ao prender João Batista estava retirando do povo a sabedoria para encontrar novos caminhos. Desse modo o povo perderia a referência de alguém especial. O povo enfraquecido tornaria presa fácil. Não tinha mais em quem assegurar. A prisão de João Batista serveria de exemplo para não ser seguido. Assim todos ficariam no seu lugar de sempre.
Para complicar ainda mais a filha de Herodíades dançou maravilhosamente para Herodes na festa. Disse que faria qualquer coisa. Por capricho da mãe, a cabeça de João Batista foi colocado numa bandeja e entregue a moça no banquete. Herodes pensava que era Jesus. Pois já ouvira falar deste homem e ficou confuso. Sabendo Herodes que Jesus tinha ressuscitado após a morte. Mas como palavra de homem importante não volta mais atrás, teve que aceitar.
Temos neste desfecho o banquete da morte de João Batista. A cabeça de João simboliza a perca da liderança. Esta por sua vez não pode incomodar os homens do Estado. Assim, o povo deve acatar o que o governante manda e sem questionamento.
Parece que ainda hoje em nosso meio o povo não pode ser totalmente esclarecido. A cegueira deve prevalecer para que os exploradores continuem assolando. Qualquer pessoa que tenta alertar o outro das coisas erradas é penalizada. Até na igreja isto acontece. Basta o ministro ou padre fazer uma reflexão do evangelho um pouco exaltado, denunciando o demônio corroendo o povo, que o próprio povo fala mal ou até desdenha da fala do ministro qualificado ou não. Ainda a presença do mal é constante em nosso meio. Ele tem poder de isolar e descaracterizar ações que leve a boa notícia. A discórdia parece não ter fim. Entretanto, a coragem de denunciar ainda é forte. Não podemos ficar calado diante de tantas coisas mal feitas. O nosso papel é não intimidar das reações da classe que quer assegurar o poder a qualquer custo, mesmo que custe a morte.
Que nossas ações levem vidas para todos e não mortes e desamor. Que nosso Deus esteja sempre ao nosso lado para levar a libertação para os excluídos e desvalidos. Que a nossa fé não enfraqueça diante de tantas ameaças e que o banquete seja levado para todos sem exclusão. Que assim seja, amém!
--
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!
28 de jul de 2011
Marta e Maria-Alexandre Soledade
Bom dia!
No Evangelho de Lc 10,38-42 (Jesus visita Marta e Maria) narrava a inquietação de uma irmã (MARTA) contrapondo-se com a contemplação amorosa da outra (MARIA). É fato que apenas Lucas e João narram passagens em que essa duas mulheres cruzam a vida de Jesus, mas é sabido também que nos poucos momentos que Jesus buscou o descanso, era na casa delas e de seu amigo Lázaro que Jesus encontrava um abrigo seguro.
Reparem, é outro momento e outra situação.
Naquela narrada em Lc 10,38-42, vemos uma Marta atribulada com os afazeres e Maria prostrando-se aos pés do Senhor. Muita gente para nessa reflexão, mas convido a reparar o que aconteceu no evangelho de hoje: Dessa vez foi Marta que buscou ao Senhor enquanto Maria ficou a parte. "(…) Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa".
Um dia pode ser totalmente diferente do outro… Lembremo-nos: outro momento, outra situação.
Quantas pessoas de fé e testemunho de vida certo dia foram surpreendidas pela apatia da sensação de impotência em virtude de um fato, uma situação, uma tragédia? Quantas tempestades surgiram "do nada" sucumbindo até mesmo aqueles que já se consideravam maduros na fé? Maria, aquela que um dia se pôs aos pés do Senhor em contemplação, vivia talvez um dia sem esperança.
Saibam que esse deve ser um dos motivos que levam muitas pessoas de fé a abandonar tudo que um dia acreditaram, construiram e pregaram a viver uma vida ermitã pelo mundo. Na dor esquecemos os processos naturais da vida e as leis que regem a natureza.
Lázaro, mais adiante é ressuscitado por Jesus, mas inevitavelmente um dia morreria. Assim como hoje sou curado por Deus, um dia, retornando aos velhos hábitos ou com o avançar dos dias e dos anos, fatalmente voltariam os problemas respeitando assim a fisiologia natural do nosso envelhecimento. Lembre-se que Jesus sempre nos faz voltar melhor após encontrá-lo.
O que Marta encontrou em meio à dor da perda do seu irmão? A PAZ!
Enquanto Maria demonstrava o abatimento natural daquele que perdeu uma batalha, Marta, a que não parava, dessa vez fez a escolha certa e também não lhe foi retirada "(…) Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele".
Portanto se o momento de agora é diferente do seguinte é importante entender que existem altos e baixos que deverão ser encarados com naturalidade e perseverança na fé. Dificilmente ficaremos o tempo inteiro no monte (contemplativo, na graça, flutuando) e também o tempo inteiro na planície (aridez, tibieza, secura), se conseguimos ver isso passaremos a entender que os tropeços são inerentes ao ato de caminhar, mas cada um é livre pra escolher por onde e que terreno deseja aprender a fazê-lo.
Um dia após o outro, mas em todos, independentemente se ensolarado ou chuvoso, rendamos graças a Deus e Nele busquemos forças e um espírito perseverante. Davi entendeu profundamente esse pensamento.
"(…) É em vós, Senhor, que procuro meu refúgio; que minha esperança não seja para sempre confundida. Por vossa justiça, livrai-me, libertai-me; inclinai para mim vossos ouvidos e salvai-me. Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo, das garras do inimigo e do opressor, porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança. Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei. Tornei-me para a turba um objeto de admiração, mas vós tendes sido meu poderoso apoio. Minha boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa glória. Na minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me abandoneis". (Salmo 70, 1-9)
Santa Marta, ensina-nos a ver vida, a esperança e a chance e esquecer a morte, o desânimo e o fim.
Um imenso abraço fraterno.