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1 de ago de 2011

Mulher, grande é a tua fé!

Quarta-feira, 3 de agosto de 2011

18ª Semana do Tempo Comum

Santos do Dia: Abibas (segundo filho de Gamaliel, citado em At 5,34; 22,3), Asprona de Nápoles (bispo), Eufrônio de Autun (bispo), Gamaliel (citado em At 22,3; 5,34-41), Lídia Purpurária (mãe de família, citada em At 16, 14-15), Marana e Cira (mártires), Nicodemos (mártir, citado em Jo 3 e Jo 7, 50-52), Pedro de Anagni (monge, bispo), Senach de Clonard (bispo), Trea de Ardtree (virgem), Walden de Melrose (abade).

Primeira leitura: Números 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35
Desprezaram uma terra de delicias.
Salmo responsorial: Salmo 105,6-7a.13-14.21-22.23 (R. 4a)
Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
Evangelho: Mateus 15, 21-28
Mulher, grande é a tua fé!

Jesus encontra, na mulher estrangeira, a fé que faltava a seus discípulos na barca. A audácia da mulher consiste, não somente em aproximar-se de um mestre judaico ou em superar o obstáculo que representa o grupo de seguidores, mas, sobretudo em romper a crença que considerava que fora de Israel não há salvação.

E, em maior medida, sua audácia consiste em romper a lógica da comunidade judaica que, ao dar prioridade às "ovelhas perdidas de Israel", ignora as urgências dos crentes gentios.A mulher supera todos estes obstáculos porque está em jogo a vida de sua filha. Supera os preconceitos pelos quais Israel exclui os pagãos e, por sua vez, supera as diferenças pelas quais os pagãos se distanciam de Israel.

Salta, por meio de gritos e insistência, o obstáculo representado pelos discípulos. Quebra a lógica da comunidade judaico-cristã que fixa prioridades sem entender as urgências do lugar onde se encontra a realização da missão. Sobretudo, a mulher rompe a lógica da exclusão para assinalar que ninguém deve ser deixado de fora da salvação.

 

Missionários Claretianos

 

Toda planta que não for plantada pelo meu Pai celeste será arrancada.

Terça-feira, 2 de agosto de 2011

18ª Semana do Tempo Comum

Santo Eusébio de Vercelli, Bispo (Memória facultativa), São Pedro Julião Eymard, Presbítero (Memória facultativa).

Outros Santos do Dia: Basílio, o Bem-aventurado (mártir), Boetário de Chartres (bispo), Estêvão I (papa, mártir), Eteldrita de Croyland (virgem), Máximo de Pádua (bispo), Pedro de Osma (monge, bispo), Plegmundo de Cantuária (monge, bispo), Rutílio da África (mártir), Teódota e seus três filhos: Evódio, Hermógenes e Calista (mártires), Tomás Hales de Dover (monge, mártir).

Primeira leitura: Números 12,1-13
O mesmo, não acontece com o meu servo Moisés, como com os outros profetas. Como, pois, vos atreveis a rebaixar meu servo Moisés?

Salmo responsorial: Salmo 50, 3-7.12-13 (R. 3a)
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
Evangelho: Mateus 15,1-2.10-14
Toda planta que não for plantada pelo meu Pai celeste será arrancada.

Enquanto os animais possuem instintos e se regem por eles, nós, humanos nos regemos pelo desejo e pela tradição. Vivemos de recordações, fruto de nossas experiências e elas são as bases que nos apontam o caminho a seguir. O ser humano não precisa descobrir cada dia de novo o que deve fazer. Ele encontra respostas na cultura, na memória e na tradição.

A cultura vai se acumulando e vai fazendo parte de nossa vida. A memória, nós apelamos a ela e nos dá a resposta. O problema pode estar na tradição. Em nome da tradição, muitos vivem aferrados ao passado, com medo de mudanças. São os chamados tradicionalistas. Para Jesus, a vivencia da fé não depende de uma tradição fixa, mas do próprio coração. As coisas são puras na medida em que o nosso coração é puro. Aliás, tudo é puro para os puros.

E tudo é impuro para os impuros. O coração puro consegue enxergar as coisas como Deus as vê, e o coração impuro não vê senão impureza em todas as cosias, inclusive nas boas. O bem brota do coração purificado pela ação de Deus ou do Espírito Santo, que é amor, respeito e comunhão. O mal procede de um coração dominado pelo espírito imundo, egoísta e opressor. Nós escolhemos por qual dos espíritos queremos nos deixar guiar...

 

Missionários Claretianos

 

Jesus multiplicou e partiu os pães

Segunda-feira, 1 de agosto de 2011

18ª Semana do Tempo Comum

Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja (Memória).

Outros Santos do Dia: Alexandre e Leôncio (mártires), Arcade de Bourges (bispo), Bono e Fausto (mártires), Cirilo, Áquila, Rufo e Menandro (mártires), Etelvoldo de Winchester (bispo), Exupério de Bayeux (bispo), Félix de Gerona (mártir), Irmãos Macabeus (personagens do Antigo Testamento), Justino de Loupres (mártir), Leão de Viguenza (presbítero), Nectário de Viena (bispo), Secondel e Friard (eremitas), Severo de Rustan (presbítero), Vero de Viena (bispo).

Primeira leitura: Números 11,4b-15
Não posso suportar sozinho o peso de todo este povo.
Salmo responsorial:
Salmo 80,12-17 (R. 2a)
Exultai no Senhor, nossa força.
Evangelho: Mateus 14, 13- 21
Ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.

Jesus se afasta dos centros urbanos ao saber da morte de João Batista. As multidões, porém, o seguem. Jesus cura os doentes que são muitos na multidão. Assim cumpre um propósito assumido e que partilhou com a comunidade que caminha junto com ele (cf. Mt 9,36), propósito que começou com a comunicação da palavra, a missão partilhada, a luta solidária contra o mal e a responsabilidade pastoral.

Neste episódio, a comunidade (Jesus e os discípulos mais próximos) amplia seus limites no momento em que o próprio Jesus começa a partilhar seu próprio alimento. O povo de Israel se solidariza com ele. Nele busca o caminho do Senhor com o coração sincero. O alimento partilhado é escasso, contudo a bênção concedida ao começar a refeição e a generosidade na partilha faz com que ele seja abundante.

A precariedade de recursos não é um obstáculo nem para seguir a Jesus, nem para tornar realidade a sua proposta. Os doze cestos cheios de pedaços simbolizam a eficácia dessa ação profética de Jesus, que converte a escassez em uma ocasião para a solidariedade.

Missionários Claretianos

 

Transfigiração de Jesus

A GLÓRIA DIVINA DO SERVO

Em Jesus se manifesta a glória divina, resplandecente de luz, acompanhada pelas nuvens e pela voz que deixa claro: ele ê o Filho
amado pelo Pai.

Os detalhes da cena fazem pensar em Moisés, que voltava do monte Sinai com o rosto resplandecente por ter estado na presença de Deus.  A luz intensa que brilha no rosto e nas vestes de Jesus, ao invés, não vem de fora. Vem dele mesmo, pois aquele Mestre que vivia no meio de gente pobre, nas periferias, é ele próprio o Senhor da história. Não se manifesta glorioso na capital Jerusalém, para uma multidão de pessoas. Mas numa montanha qualquer, para três discípulos.

A transfiguração foi uma antecipação, momentânea, da glória do Senhor. Uma experiência sem igual, tanto que Pedro sugere armar tendas para continuar ali. O Senhor glorioso, porém, deverá antes entregar a própria vida, passando pelo sofrimento e pela morte. Pois o Senhor da glória ó o servo sofredor.

Para os três discípulos e para nós, permanecem duas ordens. A primeira vem do Pai, para ouvir o Filho amado. Ouvir é a atitude fundamental dos discípulos. Ouvir Jesus e entender o que Ele disse e fez, para que seu ensinamento esteja vivo em nossa vida.
A outra ordem vem do próprio Jesus, que toca os discípulos e diz que se levantem e não tenham medo de enfrentar os desafios da realidade.

Nesta caminhada de preparação à Páscoa, o Senhor continua se revelando a nós.  Manifestando-se, Ele reanima nossa fé, alimenta nossa esperança, faz-nos vencer o pecado da tristeza e confirma nossa missão de seguidores. Temos muito a fazer,
muitas realidades a transfigurar.

Vale recordar hoje Clemente de Alexandria: "Fica claro que um só, verdadeiro, bom, Justo, à imagem e semelhança do Pai, seu Filho, Jesus, a palavra de Deus, é o nosso instrutor, a quem Deus nos confiou, como um pai carinhoso confia seus filhos a um tutor digno, declarando-nos expressamente: 'Este é meu Filho amado: Ouçam-no'".

 

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

 

A transfiguração - Olívia

"ESTE É O MEU FILHO AMADO, NO QUAL EU PUS TODO O MEU AGRADO". - Olívia Coutinho

 

06 de Agosto de 2011

 

Evangelho Mt 17,1-9

 

 Somos filhos amados do Pai, por isto queremos seguir Jesus, que é o nosso caminho Verdade e vida e que ofereceu sua própria vida, para abrir a porta do céu para nós!

Ouvimos a sua  palavra de vida e o nosso coração se abre para acolhê-la, e assim como a chuva que cai de mansinho e vai encharcando a terra, tornando-a fecunda, a palavra de Deus, vai caindo aos poucos na terra fértil do nosso coração, fazendo brotar esta semente de vida, que pouco a pouco, vai nos transformando em portadores e anunciadores do amor Maior: O amor de Deus!

É bom estar com Jesus! Sentir a sua presença! Ouvir a sua voz!  Envolver na paz que somente Ele pode nos dar! Mas Jesus quer nos  ver à caminho, dando sempre um passo a mais, construindo aqui na terra, a nossa morada no céu!

O Evangelho de hoje nos mostra a belíssima cena da transfiguração de Jesus!

"Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz".

Percebendo o desanimo e a tristeza de seus discípulos, que ainda não podiam compreender direito o que aconteceu com o Mestre, pois eles ainda não enxergavam sob a luz do Espírito Santo, Jesus quis reanimá-los mostrando-lhes  uma pequena antecipação do céu!

A transfiguração de Jesus revelou aos discípulos a intimidade de Dele com o Pai, assegurando-os da Sua ressurreição após Sua morte de cruz!

Assim como Pedro desejou construir três tendas para ficarem no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar pela vida, nós também, certamente iríamos desejar o mesmo!  Hoje, essa também, pode ser nossa tentação, quando vivenciamos uma experiência forte com Deus, como vivenciaram os discípulos.

Jesus é muito claro: rezar, ouvir e meditar a palavra de Deus é muito bom e O agrada muito, mas precisamos descer do alto da "montanha', ir mais além, andar com nossos pés "descalços" neste chão duro, caminhar com o nosso olhar sempre voltado para as margens do caminho, pois é lá, que estão os rostos desfigurados de tantos irmãos, que contam conosco para se transfigurarem!

Precisamos sair de nossas tendas, do nosso  comodismo, descruzar nossos braços, desvendar nossos olhos e nos por à caminho!

Podemos sentir ainda hoje, o mesmo brilho do rosto transfigurado de Jesus! E este Seu rosto transfigurado, devemos guardá-lo  dentro de nós, para  ser o  farol  que nos iluminará nas nossas travessias pelos túneis escuros de nossas vidas!

 

O pecado nos desfigura, mas se abrirmos à graça de Deus, sua misericórdia nos transfigura e nos recoloca no caminho!

 

Olívia Coutinho

 

Quem o povo diz que eu sou? -Pe. Antônio Queiroz


 23 de setembro

Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira! (Che Guevara)

Pedro crê e testemunha

 "Tu és o Cristo de Deus", foi a resposta de Pedro a Jesus, quando este perguntou aos discípulos: "Quem dizeis que eu sou?" Este Evangelho narra que Jesus fez duas perguntas aos discípulos.

A primeira: "Quem diz o povo que eu sou?" Eles relataram as várias opiniões que ouviam sobre Jesus. A segunda foi mais direta: "E vós, quem dizeis que eu sou?"

Diante da resposta correta de Pedro, Jesus pediu a todos que não contassem a ninguém quem ele era, para que ele sofresse a sorte comum de todo ser humano que quer viver segundo o plano de Deus, no meio de um mundo corrompido.

Jesus é o próprio Deus encarnado para nos salvar. Através dele, todos nós recebemos a plenitude da vida. Mas para isso precisamos acolhê-lo com generosidade, pois ele é o nosso caminho, verdade e vida. Mais ainda, ser discípulo de Jesus inclui ser missionário como ele foi: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21).

Ser discípulo de Jesus é caminhar com ele, seguindo os seus passos e enfrentando todas as realidades da vida humana do jeito que ele enfrentou. Se cairmos, devemos nos levantar, sem perder a esperança.

Seguir a Jesus é estar sempre caminhando, como o povo hebreu no deserto. Se alguém arma a sua tenda, e não quer desarmá-la mais, pensando que já chegou à terra prometida, é sinal do contrário, isto é, que se afastou do caminho de Jesus.

A esperança é como uma estrela, que está sempre na nossa frente, mas que nunca a atingimos aqui na terra, por isso sempre caminhamos.

Faz parte da nossa missão, convidar outros para a nossa caminhada. "Vem, entra na roda com a gente. Também você é muito importante, vem!"

Imagine que Jesus está perguntando para você, agora: "Quem sou eu?" Responda a ele relatando a sua vida, destacando aquelas partes que são assim por causa dele. O mundo está cheio de respostas teóricas sobre Jesus, mas deixando a vida de lado: Deus, Segunda Pessoa da SS. Trindade, Redentor... Ele quer uma resposta com a vida, como deram os mártires e os santos e santas.

Só podemos dizer que Jesus é o nosso caminho, quando seguimos de fato, não o nosso caminho, mas o dele. Só podemos dizer que Jesus é a nossa verdade, quando acreditamos em tudo o que ele ensinou, inclusive naqueles pontos mais complexos, que a Santa Igreja traduz para nós. Só podemos dizer que Jesus é a nossa vida, quando a nossa vida é um xerox da vidadele.

Certa vez, um homem estava carregando a sua cruz, mas ele a achava um pouco pesada. Ao passar por uma casa de sítio, viu o sitiante com um serrote, serrando uma madeira. Ele pediu o serrote emprestado e serrou um pedaço da cruz.

Ao colocá-la novamente no ombro, gostou. Agora sim, pensou ele, dá para carregar mais fácil. Agradeceu o sitiante e foi embora.

Lá na frente, havia um rio que ele devia atravessar. Os barrancos eram altos, e lá no fundo a correnteza era forte. Não havia por ali nenhuma pinguela ou madeira para ele usar. Ele tentou usar a sua cruz como pinguela, mas faltava exatamente aquela parte que ele cortou! E assim, o pobre homem ficou ali, enquanto todos os viandantes usavam a sua cruz como pinguela, e passavam.

O surgimento de seitas tem, como motivo principal, querer cortar um pedaço da cruz. Que nunca falsifiquemos o Evangelho de Jesus, pois ele é o nosso único caminho, verdade e vida.

Maria Santíssima, desde a anunciação, sabia quem era Jesus, pois o anjo Gabriel lhe explicou. E a prima Isabel completou: "Como mereço que a mãe do seu Senhor venha me visitar?" (Lc 1,43). Que ela nos ajude a conhecer cada vez melhor o seu Filho, e viver de acordo com esse conhecimento.

"Tu és o Cristo de Deus", foi a resposta de Pedro a Jesus, quando este perguntou aos discípulos: "Quem dizeis que eu sou?"

Pe. Antônio Queiroz CSsR

 

Eu mandei degolar João - Missionários Claretianos


Quinta-feira, 22 de setembro de 2010


Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?

Ontem falávamos sobre o discípulo e sua a missão no seguimento de Jesus: proclamar o reino de Deus. Hoje, Lucas nos apresenta o rei Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, desconcertado pelos prodígios que Jesus fazia em Cafarnaúm e pelas aldeias, e se perguntava: Quem será este de quem ouço tais coisas?

Uns diziam que João Batista havia ressuscitado dentre os mortos. Recordemos que João fora decapitado pelo próprio Herodes por influencia de Herodíades. João denunciou Herodes por este ter tomado como mulher a esposa (Herodíades) de seu irmão Filipe. Outros diziam que era Elias. Elias foi o profeta que anunciou o começo dos últimos tempos, por meio do qual viria o Messias, e Israel reinaria sobre todas as nações.

Outros viam Jesus como um profeta a mais, à maneira dos grandes profetas do antigo Israel. Herodes desejava ver Jesus, mas por qual motivo? É lógico que não eram boas as intenções do rei da Galiléia, porque este tal Jesus estava incitando um movimento que atentava contra seu poder. A dimensão profética de Jesus marca o caminhar missionário de seus discípulos.

Missionários Claretianos

“Segue-me!” - Maria Elian


21 de setembro


O evangelho de hoje nos fala da conversão de Mateus, um publicano, um coletor de impostos, trabalhava para os romanos. Era uma profissão que gerava lucros. Porém, exercendo essa profissão, Mateus era um excluído da sociedade religiosa judaica. Quando Jesus passa por ele e diz: "Segue-me!" Mateus levanta, larga tudo e segue Jesus. Jesus e dos discípulos vão à casa de Mateus e todos se sentam à mesa, para os judeus isso era proibido. Tal gesto incomoda os fariseus, como poderia Jesus e seus discípulos sentar e comer com pecadores, e cobradores de impostos? E Jesus responde que não veio para os que têm saúde, mas sim para os que estão doentes.

Jesus continua passando por nós, e fazendo o convite. Será que eu tenho a mesma coragem de Mateus? Que largou um trabalho seguro, mudou de vida, para ser apóstolo de Jesus? Preferiu servir a Deus, colocou a serviço seus conhecimentos. E hoje Mateus nos conta como aceitou o convite de Jesus. Como foi deixar de ser Levi, e tornar-se Mateus, o evangelista, seguidor e apóstolo de Cristo. Foi Mateus quem escreveu o primeiro livro que contou a vida e morte de Jesus Cristo, e deu o nome de evangelho. São Bartolomeu quando viajou para índias, levou consigo uma cópia.

Aprendemos hoje com Mateus que Jesus é o médico que veio para os doentes, os doentes da alma, os excluídos, os pecadores, os injustos, os impuros. E aceitar o chamado de Jesus, é romper com vida antiga, de sofrimento e sem esperança, e viver uma vida nova, estar disponível para colaborar com o projeto de salvação, sendo missionários misericordiosos e sem excluir ninguém. Deus acolhe, perdoa e é misericordioso com todos. E nós precisamos, necessitamos de conversão diária e perdão. O Senhor nos chama e nos oferece o perdão. Com o seguimos aprender, e no que foi mais tocante pra mim no evangelho de hoje, podemos ainda meditar sobre as pessoas que excluímos do nosso meio, aqueles que não acolhemos, as vezes que não fomos misericordiosos e não perdoamos. Todos os dias nós temos a oportunidade de nos transformar e servir, ouvindo e aceitando o chamado de Deus. São Mateus, rogai por nós.

Um abraço

Elian

Oração
Senhor Jesus, faze-me trilhar o caminho da solidariedade, para que eu me aproxime daqueles aos quais deve ser levada a salvação.


”Fracos na fé” – Nancy

01/08/2011: 2ª feira

Mt 14,22-36

            Fracos na fé! Assim eram os discípulos de Jesus naquele tempo. Assim continuam muitos dos homens – missionários, discípulos, evangelizadores e seguidores do Mestre Jesus.

            Pois é, mais de dois mil anos se passaram. Discípulos que conviviam e compartilhavam o dia a dia com o Mestre, fraquejavam na fé, conforme narra Mateus neste evangelho de hoje.

            O cenário narrado pelo evangelista Mateus fala das ventanias e das tempestades quando os discípulos se encontravam no barco, no mar. Sem Jesus no barco, qualquer ventania era motivo suficiente para apavorar os discípulos.

            Nós também, à semelhança dos discípulos de Jesus, somos extremamente frágeis diante de qualquer ventania um pouco mais forte. E nem se fala, então, quando enfrentamos o outro lado do mar, um lado mais desafiador, com as ondas gigantescas e os ventos contrários...

            Somos bastante acomodados. E toda e qualquer situação que nos tira da rotina, do conforto ao qual já estamos acostumados, nos apavora, nos amedronta. Por isso, a reação medrosa dos discípulos diante do vento contrário é a mesma atitude demonstrada por nós diante das vicissitudes da vida: a perda de um ente querido, uma doença que inesperadamente acomete alguém do nosso relacionamento, o rompimento de uma relação que há tempos mantínhamos e se acabou.

            Precisamos de coragem, muita coragem para prosseguir na caminhada diária, pois a vida é feita de encontros e desencontros. Nossa missão terrena é navegarmos no mar da vida com Cristo como nosso timoneiro, na certeza de que teremos, todos nós, mar calmo e tempestades perigosas.

            Quando Jesus está no comando de nossas vidas, apesar dos ventos contrários, das tempestades ocasionais, temos força para resistir e continuar a travessia. Ele é a nossa força!

            Não desanimemos com os ventos contrários, eles nos ensinam a lutar com firmeza, persistência e fidelidade, tornando-nos assim mais fortes e confiantes às palavras do Senhor.

            Nos momentos de incerteza, de angústia, de desespero cantemos: "Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura nas mãos de Deus e vá!" Somente Ele é a certeza da nossa salvação, da nossa vitória.

            Além do mais, quando tudo parecer à deriva, asseguremos o amparo divino, rezando o Salmo 27:  

"O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?

Quando os malvados investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, eles, meus adversários e meus inimigos, tropeçaram e caíram.

Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança (...)"

            Irmãos e irmãs em Cristo: esperemos no Senhor com ânimo, sabendo que Ele nos acolherá também do outro lado do mar, revolto em tempestades. Que Jesus não precise nos falar também: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?"

            Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

            Abraços fraternos.

            Nancy – professora