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1 de set de 2011

Pode um cego guiar outro cego? - Padre Queiroz


Sexta-feira 09/09/2011
Lc 6,39-42

Pode um cego guiar outro cego? - Padre Queiroz

Neste Evangelho, Jesus dá um forte recado a todos e todas que têm o encargo de orientar ou formar outras pessoas. Ninguém dá aquilo que não tem.
Quem carrega uma trave no próprio olho, isto é, comete grandes faltas, não tem condições de enxergar bem para tirar o cisco (pequenas faltas) do olho do irmão, do filho, da filha, do aluno, do formando, do súdito...
As pessoas que vivem no pecado, além de não ter bom discernimento para orientar espiritualmente outras pessoas, ainda cometem o pecado da hipócrita, porque dão uma de santos e de exemplos diante do irmão.
“Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho...” Jesus não quer que as pessoas erradas parem de orientar outras; quer que elas se convertam, tirando a trave do próprio olho.
A palavra convence, o exemplo arrasta. Nós precisamos muito mais de pessoas que vivem corretamente do que de pessoas que falam bonito.
A correção fraterna é boa quando é mediação da caridade, e feita com humildade, sem julgar o interior do outro, pois o coração só Deus conhece.
Uma das traves no nosso olho é a soberba, que gera a intolerância diante das fraquezas do nosso próximo. Essa trave impede-nos da análise pessoal e nos leva a crer que somos melhores que os outros. “Não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados”. A soberba nos torna cegos e portanto incapazes de guiar outros cegos.
Se “um discípulo não é maior do que o mestre”, nós devemos ter a atitude compreensiva de Jesus, que acolhia a todos, apesar dos defeitos de cada um, a começar pelos os seus Apóstolos. Deus nos ama e nos aceita a todos do jeito que somos, com defeito e tudo. Essa é a atitude do nosso Mestre, que devemos imitar, tendo um amor universal e sem fronteiras.
Esta parábola é muito parecida com a do fariseu e do publicano. O publicano julgava a si mesmo, o fariseu julgava os outros (Cf Lc 18,9-14).
Certa vez, um dos monges de um mosteiro cometeu uma falta grave. Chamaram, então, o ermitão mais sábio da região, para ir até o mosteiro julgá-lo. O ermitão se recusou. Mas, insistiram tanto que ele terminou por ir.
Antes, porém, pegou um balde e fez vários furos embaixo. Ao chegar perto do mosteiro, encheu o balde de areia e foi caminhando, enquanto a areia escorria pelos furos e caía no chão.
Os monges o avistaram e vieram ao seu encontro. Um deles lhe perguntou o que era aquilo. O ermitão respondeu: “Vim julgar o meu próximo. Meus pecados estão escorrendo atrás de mim, como a areia que escorre deste balde. Mas, como eu não olho para trás e não me dou conta dos meus próprios erros, fui chamado para julgar o meu próximo”. Diante disso, os monges desistiram da punição ao pobre infrator.
Nossos pecados escorrem atrás de nós como a areia daquele balde. “Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que está no teu próprio olho?... Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Caso semelhante está na cena da mulher adúltera: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
Maria Santíssima é a Rainha dos educadores, pois criou e formou o próprio Filho de Deus e nosso grande educador. Que ela nos ajude a tirar a trave que carregamos em nossos olhos, a fim de termos condições de ajudar os nossos irmãos e irmãs a tirarem o cisco de seus olhos.
Pode um cego guiar outro cego?

Padre Queiroz




Pode um cego guiar outro cego? - Padre Queiroz


Sexta-feira 09/09/2011
Lc 6,39-42


Neste Evangelho, Jesus dá um forte recado a todos e todas que têm o encargo de orientar ou formar outras pessoas. Ninguém dá aquilo que não tem.
Quem carrega uma trave no próprio olho, isto é, comete grandes faltas, não tem condições de enxergar bem para tirar o cisco (pequenas faltas) do olho do irmão, do filho, da filha, do aluno, do formando, do súdito...
As pessoas que vivem no pecado, além de não ter bom discernimento para orientar espiritualmente outras pessoas, ainda cometem o pecado da hipócrita, porque dão uma de santos e de exemplos diante do irmão.
“Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho...” Jesus não quer que as pessoas erradas parem de orientar outras; quer que elas se convertam, tirando a trave do próprio olho.
A palavra convence, o exemplo arrasta. Nós precisamos muito mais de pessoas que vivem corretamente do que de pessoas que falam bonito.
A correção fraterna é boa quando é mediação da caridade, e feita com humildade, sem julgar o interior do outro, pois o coração só Deus conhece.
Uma das traves no nosso olho é a soberba, que gera a intolerância diante das fraquezas do nosso próximo. Essa trave impede-nos da análise pessoal e nos leva a crer que somos melhores que os outros. “Não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados”. A soberba nos torna cegos e portanto incapazes de guiar outros cegos.
Se “um discípulo não é maior do que o mestre”, nós devemos ter a atitude compreensiva de Jesus, que acolhia a todos, apesar dos defeitos de cada um, a começar pelos os seus Apóstolos. Deus nos ama e nos aceita a todos do jeito que somos, com defeito e tudo. Essa é a atitude do nosso Mestre, que devemos imitar, tendo um amor universal e sem fronteiras.
Esta parábola é muito parecida com a do fariseu e do publicano. O publicano julgava a si mesmo, o fariseu julgava os outros (Cf Lc 18,9-14).
Certa vez, um dos monges de um mosteiro cometeu uma falta grave. Chamaram, então, o ermitão mais sábio da região, para ir até o mosteiro julgá-lo. O ermitão se recusou. Mas, insistiram tanto que ele terminou por ir.
Antes, porém, pegou um balde e fez vários furos embaixo. Ao chegar perto do mosteiro, encheu o balde de areia e foi caminhando, enquanto a areia escorria pelos furos e caía no chão.
Os monges o avistaram e vieram ao seu encontro. Um deles lhe perguntou o que era aquilo. O ermitão respondeu: “Vim julgar o meu próximo. Meus pecados estão escorrendo atrás de mim, como a areia que escorre deste balde. Mas, como eu não olho para trás e não me dou conta dos meus próprios erros, fui chamado para julgar o meu próximo”. Diante disso, os monges desistiram da punição ao pobre infrator.
Nossos pecados escorrem atrás de nós como a areia daquele balde. “Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que está no teu próprio olho?... Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Caso semelhante está na cena da mulher adúltera: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
Maria Santíssima é a Rainha dos educadores, pois criou e formou o próprio Filho de Deus e nosso grande educador. Que ela nos ajude a tirar a trave que carregamos em nossos olhos, a fim de termos condições de ajudar os nossos irmãos e irmãs a tirarem o cisco de seus olhos.
Pode um cego guiar outro cego?

Padre Queiroz


O que nela foi gerado vem do Espírito Santo - Padre Queiroz


Quinta-feira 08/09/2011
Mt 1,1-16.18-23


Hoje celebramos com alegria a Natividade de Nossa Senhora. A festa acontece exatamente nove meses após a Imaculada Conceição. Aquela que foi concebida sem pecado, hoje nasce, para a alegria de todos nós.
A Igreja atribui a Maria a aclamação do povo a Judite, depois que venceu Holofernes, o general inimigo: “Tu és a glória de Jerusalém; tu és a alegria de Israel, tu és a honra do nosso povo” (Jt (Judite), 15,10).
Jerusalém simboliza a Igreja. Ela é a nova Jerusalém que desce do céu: “Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo” (Ap 21,2; Cf Ap 3,12). Maria é a glória da Igreja, pois é o seu membro mais santo e mais querido de Deus.
Israel é Israel mesmo. Maria é a alegria de Israel, porque nela se realiza a vocação de Israel, que era trazer-nos o Messias.
“Nosso povo” é a humanidade. Maria é a honra da humanidade, pois é, depois de Jesus, a pessoa humana mais bela, mais perfeita e mais santa. Nela a vocação humana se realiza perfeitamente em todos os sentidos.
Com o nascimento de Maria, Deus começou a cumprir aquela promessa que fizera para a serpente enganadora: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15). Era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse do Céu para habitá-la.
A natividade de Maria foi apenas o início, a inauguração. É preciso que hoje nasça em nós também uma renovada esperança e um desejo de Vida Nova, isto é, da graça que Cristo nos trouxe. Essa vida divina em nós precisa ser renovada sempre, senão fica velha.
O Rei Davi queria construir uma casa para Deus, mas Deus lhe disse: “Não és tu quem me edificará uma casa” (2Sm 7,5). Esta casa de Deus, além do Templo de Jerusalém, construído por Salomão, o filho de Davi, é Maria, a casa bendita em que seu Filho veio habitar entre nós.
Salve, Mãe de Deus e nossa, Raiz de Jessé! Salve ventre bendito, Mãe das mães, Rainha das rainhas! Flor única, a mais bela do mundo, que germinou o nosso Salvador!
Se Deus prepara, com tanta sabedoria e carinho, cada ser da natureza, quanto mais a sua própria Mãe!
Na festa natalícia de Maria, nós louvamos e agradecemos a Deus a sua obra redentora. “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos” (Gl 4,4-5).
No Evangelho de hoje, próprio da festa, nós vemos o anjo dizer a José: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.” Esta é a revelação principal, e o dado de fé, que está no Evangelho de hoje.
Tudo indica que Maria tinha posto José a par do que se passara com ela, na Anunciação. A dúvida dele não se referia a Maria, mas a si próprio; não quer interferir nos planos de Deus, os quais ele não entendia direito. Qual era o seu papel como futuro marido de uma mulher a quem Deus tinha tocado com o seu Espírito?
A palavra do anjo veio dar-lhe segurança, luz sobre a sua missão, e confiança em Deus. Seria o pai “legal” do filho de Maria, vindo do Espírito Santo para salvar o povo dos seus pecados. A dúvida foi vencida pela obediência da fé.
É assim que S. José se liga com a dinastia messiânica: não só por razão de genealogia, mas, e sobretudo, pelo dinamismo da obediência da sua fé, que o impulsiona a aceitar uma missão obscura e sem brilho especial, mas muito importante nos planos de Deus sobre a salvação humana.
Sem ceder à tentação do abandono, o justo José entrou na radiante obscuridade do mistério de Deus. A sua estatura humana agiganta-se a partir da fé que o animou. José é um dos modelos bíblicos de fé.
A vida de cada um de nós é vocação, projeto e prova de Deus. E deve ser também resposta incondicional a ele, mesmo na obscuridade da fé, confiando em Deus.
Que aprendamos de Maria e José, entre tantas outras virtudes, o respeito ao plano de Deus e a disponibilidade a ela.
Na lavoura de pêssegos, quando o pé está pequeno, o agricultor corta os galhos que sobram. Quando nascem os pêssegos, ele arranca os mais fracos. Quando as frutas crescem, ele coloca um saquinho em cada pêssego, para que os insetos não coloquem neles bichinhos que vão estragar a fruta.
Se o agricultor cuida bem de um pêssego, e o protege, quanto mais Deus cuida de nós, seus filhos prediletos. E cuidou muito mais de Maria, cuja vocação era ser a Mãe do seu Filho. Cuidou dela e a protegeu dos insetos malignos. Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
O que nela foi gerado vem do Espírito Santo.

Padre Queiroz

Bem-aventurados vós, pobres. Mas, ai de vós, ricos- Padre Queiroz


Quarta-feira 07/09/2011
Lc 6,20-26


Neste Evangelho, Jesus proclama as bem-aventuranças, na versão de Lucas. Primeiro ele “levantando os olhos para os seus discípulos”. Sinal que as bem-aventuranças acontecem especialmente com os discípulos.
As bem-aventuranças são Evangelho, alegre notícia dirigida aos pobres de Deus. Elas vêm confirmar a transformação social anunciada no magnificat.
De fato, os pobres são os preferidos de Deus em toda a revelação bíblica, e são os primeiros destinatários da Boa Nova trazida por Jesus (Cf Lc 4,18-19).
Mt 5,1-12 traz oito bem-aventuranças. Lucas traz apenas quatro, mas acrescenta quatro ameaças: “Ai de vós...” Essas ameaças esclarecem o sentido das bem-aventuranças, tanto de Mateus como de Lucas. Porque muitos, ao explicar esta passagem bíblica, dizem que a palavra “pobre”, para Jesus, significa “desapegado”; e “rico” significa “ganancioso”. Na prática, isso é torcer a Bíblia para que ela não me questione. Pobre aqui é pobre mesmo, e rico e rico mesmo.
A felicidade messiânica dos pobres, dos famintos, dos que choram e dos perseguidos por causa da fé cristã comprometida, contrapõe-se à situação perigosa dos ricos, dos que têm fartura, dos que riem e dos que são aplaudidos por todos.
As Bem-aventuranças são um caminho de felicidade diametralmente oposto ao apresentado pelo mundo pecador. Os cristãos são felizes exatamente naquelas situações que, segundo o mundo, trazem a infelicidade. Veja o contraste: para o cristão, felizes os pobres; para o mundo, felizes os ricos. Para o cristão, felizes os que agora choram; para o mundo, felizes os que agora riem... Por aí vemos que dois milênios se passaram e a humanidade ainda não entendeu nem vive o Evangelho de Jesus.
As Bem-aventuranças estão baseadas em duas grandes verdades: 1) A vida cristã autêntica, devido à oposição do mundo pecador, leva à pobreza, à aflição etc. 2) Deus assiste os seus filhos e filhas queridos, a ponto de inverter a situação, transformando em felicidade o que seria infelicidade, em alegria o que seria tristeza. Portanto, a felicidade dos cristãos não está nesses tropeços (pobreza, perseguição...), mas na intervenção de Deus em favor dos seus filhos queridos.
“Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos. Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai” (1Jo 3,1-3).
(Irmãos), os que tiram proveito deste mundo, (vivam) como se não aproveitassem. Pois a figura deste mundo passa” (1Cor 7,31).
Ao contrário dos dez mandamentos, as bem-aventuranças não são leis, nem mandamentos, nem sequer conselhos. São simplesmente a constatação e a descrição de um fato que acontece todos os dias em nossas Comunidades e em nossas famílias. A vida cristã no meio do mundo pecador gera tristezas, que Deus, em seu poder, transforma em alegrias.
Jesus não está também dizendo que ser pobre e ser odiado é bom. Nem que esses tropeços da nossa vida são valores. Também não quis dizer que a felicidade está em ser pobre, ser insultado etc. A felicidade está em ser filho de Deus.
Portanto, não devemos procurar esses infortúnios (pobreza, ser odiado, insultado...). O que devemos é ter paz em meio a todos esses contra tempos, vendo neles um sinal de predileção de Deus e um sinal de que estamos no caminho certo, no seguimento do Evangelho.
As Bem-aventuranças são uma realidade que vemos todos os dias estampada no rosto das Comunidades cristãs. Os cristãos enfrentam as maiores dificuldades, até o martírio e, em meio a tudo isso, trazem no rosto um sorriso que ninguém consegue imitar, e que é identificado até numa fotografia.
S. Francisco de Assis, no final de sua vida, vivia angustiado com a seguinte pergunta: “Será que Deus está contente comigo, com o que eu fiz?” Em suas orações ele pedia todos os dias a Deus: “Senhor, dê-me um sinal, mostrando se tudo o que eu fiz foi ou não do seu agrado!” De fato, o único desejo de Francisco era agradar a Deus.
Numa noite, quando ele acordou, percebeu que estava com as chagas. Parou a angústia, porque ele viu nas chagas um sinal de amor de Deus por ele, unindo-o com o seu Filho amado, Jesus Cristo. E daí para frente Francisco ria até às orelhas.
E foram cinco feridas dolorosas: uma em cada mão, uma em cada pé, e uma no peito. Elas deram trabalho para Francisco. Ele tinha de fazer curativos e um longo tratamento. Inclusive, elas limitaram um pouco as suas atividades.
Que paradoxo, não? Ver como presente de Deus e como sinal do seu amor, cinco dolorosas feridas! Encontrar a felicidade em chagas! E isso que Deus fez com Francisco, faz também conosco. Nós não procuramos a cruz, mas, quando ela vem, justamente pelo fato de estarmos seguindo a Jesus, nós a vemos como um presente de Deus. A festa de S. Francisco das Chagas é dia dezessete de setembro. “Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir!”
Existe uma Bem-aventurança que não está, nem neste texto de Lucas nem no capítulo quinto de Mateus. Ela está em Lc 1,45, foi dita por Isabel e se refere à Mãe de Jesus: “Bem-aventurada aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido”. Que Maria nos ensine a amar e viver as Bem-aventuranças.
Bem-aventurados vós, pobres. Mas, ai de vós, ricos.

Padre Queiroz

Jesus subiu a montanha para rezar. Ao amanhecer, escolheu os doze Apóstolos- Padre Queiroz



Terça-feira 06/09/2011
Lc 6,12-19


Hoje é com alegria que nós celebramos dois Apóstolos: S. Simão e S. Judas Tadeu. O Evangelho, próprio da festa, narra o chamado de Jesus aos Apóstolos. Conforme o evangelista S. Marcos (Mc 6,3), eles eram primos de Jesus.
O Evangelho diz que “Jesus foi à montanha para rezar”. Alguns discípulos subiram com ele, outros ficaram na planície. O grupo “passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, Jesus chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos”. Foi um prêmio ao grupo mais fiel a Jesus que renunciaram a comodidade de ficar na planície e subiram a montanha com Jesus.
Eles fizeram, ao mesmo tempo, oração e penitência, passando a noite acordados. No outro dia, estavam preparados para ouvir Deus falar.
Ao descerem da montanha, viram “uma grande multidão”. Sinal que estava na hora mesmo de Jesus organizar o seu grupo.
Simão é natural de Caná da Galiléia (Cf Mc 3,18). Ele era filiado ao partido político dos Zelotas, que tinha por objetivo libertar o País dos romanos.
Jesus gostava desse tipo de gente, mesmo que ele não concordasse às vezes com o que eles queriam. Veja o casa de S. Paulo, que era um jovem comprometido em acabar com os cristãos, porque achava que isso era um bem. Sinal que ele era uma pessoa de ideal, alguém que abraça uma causa e luta por ela.
O que Jesus detestava eram essas pessoas sem posição, sem marca, sem identidade nem ideal, que, nos conflitos, ficam em cima do muro. “Porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca!” (Ap 3,16).
As pessoas amorfas são presas fáceis da sociedade de consumo. Elas não têm opinião formada sobre nada. Não são contra nem a favor, muito pelo contrário. Nós as chamamos de maria-vai-com-as-outras.
Segundo a tradição, S. Simão pregou o Evangelho no Egito, onde morreu mártir.
S. Judas é mais conhecido nosso. É o “santo das causas difíceis”. Seu pai se chamava Tiago. Ele pregou na Palestina, na Síria, na Mesopotâmia, na Armênia e na Pérsia. Ele foi morto a machadadas. Por isso que ele é apresentado com uma machadinha ao lado.
O evangelista S. João traz uma passagem onde aparece S. Judas: Disse Jesus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe: ‘Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo:’ Jesus respondeu-lhe: ‘Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada’” (Jo 14,21-23). Está aí a explicação por que as pessoas que desobedecem os mandamentos acabam se desviando na fé. Deus só se manifesta aos que observam os seus mandamentos!
S. Judas tem uma carta na Bíblia. É curtinha, tem apenas uma página, mas é riquíssima.
Ele cita, por exemplo, a ganância: “Os gananciosos apascentam a si mesmos. Por isso, são como nuvens sem água, que são levadas pelo vento; e como árvores frutíferas que não dão fruto, e por isso são cortadas pelo agricultor. São também como as ondas bravias do mar: fazem espumam bonitas, mas em poucos segundos acaba tudo. São ainda como meteoros à noite no céu: brilham, mas logo depois volta a escuridão”.
Veja outra passagem da carta: “Rezem, e mantenham-se unidos no amor de Deus. Procurem convencer os vacilantes. E não se deixem contaminar pelos maus costumes dos pagãos”.
E ele termina com uma oração: “Ao Deus único, que nos salva por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, desde antes de todos os séculos, agora e por todos os séculos. Amém.”
Vamos apresentar a Maria Santíssima e aos Apóstolos S. Simão e S. Judas as nossas causas difíceis, e tudo o que precisamos, para que intercedam por nós.
Jesus subiu a montanha para rezar. Ao amanhecer, escolheu os doze Apóstolos.
Padre Queiroz

Observavam, para verem se Jesus curaria em dia de sábado - Padre Queiroz


Segunda-feira 05/09/2011
Lc 6,6-11

Observavam, para verem se Jesus curaria em dia de sábado - Padre Queiroz
.
Este Evangelho narra a cura, feita por Jesus, do homem que tinha a mão seca. Em um sábado, Jesus entrou na sinagoga, viu um homem aleijado lá no canto, marginalizado dentro da sinagoga. Se na própria sinagoga era assim, fora, na sociedade, era muito pior. Jesus não teve dúvidas. Disse ao homem: “Levanta-te e fica aqui no meio”. O homem veio e Jesus o curou.
O gesto de Jesus atraiu mais raiva e perseguição contra ele por parte dos mestres da Lei e dos fariseus ali presentes, porque pensavam que o ato de curar era um “trabalho” e era proibido trabalhar no sábado.
Antes de curar o homem, Jesus perguntou ao todos: “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixá-la que se perca?” Em seguida, diante de todos, mandou que o homem estendesse a mão, ele a estendeu e sua mão ficou curada.
A Lei do descanso sabático foi criada para beneficiar o povo. Portanto, no sábado é permitido fazer o bem e curar uma pessoa doente! Entretanto, devido a essa cura, já tramaram a morte de Jesus.
O nosso saudoso Papa João Paulo II, na preparação para o jubileu do ano 2000, apresentou esta frase de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no meio”, como a nossa missão do terceiro milênio.
Jesus chamou o homem para o espaço central da sinagoga porque ele estava na beira da parede, separado do povo, humilhado, pois sua doença era considerada castigo de Deus. Era um marginalizado. Jesus fez um gesto de inclusão, o contrário do que a sociedade fazia com os doentes, e faz hoje com os pobres. A exclusão hoje tem diversas formas e origens.
Em vários outras ocasiões, Jesus procurou incluir quem estava excluído: no encontro com a samaritana, com a mulher adúltera, com Zaqueu, com o cego de Jericó... Todos os milagres de Jesus foram nessa linha.
Olhando os 2009 anos de presença da santa Igreja no mundo, e os 509 anos no Brasil, vemos que ela fez muitos gestos de inclusão. Basta olharmos as Santas Casas do Brasil que foram criadas pela Igreja para atender aos pobres doentes, o trabalho dos vicentinos, das pastorais sociais, todo o trabalho missionário e de evangelização que tira o povo da marginalização religiosa, e principalmente as nossas Comunidades cristãs.
Todos os santos e santas fizeram isso, incluíram os excluídos.
Mas ainda há muito que fazer, pois as exclusões persistem: desempregados, subempregados, moradores de rua, os que trabalham na reciclagem...
Queremos pedir perdão a Deus, e continuar fazendo o mesmo convite de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no meio”, mesmo que soframos as conseqüências, como Jesus sofreu. Venha para o centro da vida, saia da marginalização!
Queremos tornar nosso o sonho do próprio Deus: “Não haverá mais crianças que vivam apenas alguns dias, nem velhos que morram antes dos cem anos. Construirão casas, e nelas habitarão. Plantarão vinhas, e colherão seus frutos. Ninguém vai construir para outro morar, nem plantar para outro comer. E todos serão abençoados por Deus. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá capim junto com o boi” (Is 65,20-25).
A nossa sociedade está cheia de agentes de marginalização. São pessoas ou instituições que enganam, roubam, usam a força do afeto para enganar e se aproveitar das pessoas, especialmente das mulheres. Existem até instituições religiosas criadas para angariar dinheiro, abusando da simplicidade e da religiosidade do povo.
Jesus nos faz um apelo missionário. Ao chamar para o centro esse homem, cuja mão era ressequida, ele nos convida a continuarmos esta festa, a festa da inclusão. Quando alguém procura incluir uma pessoa marginalizada, esse seu gesto se torna um convite a todos os marginalizadores a se converterem, passando a incluir as pessoas na sociedade, em vez de excluí-las. O certo é colocar a pessoa em primeiro lugar, a vida acima dos bens materiais e das leis, como fez Jesus em relação à lei do sábado.
A nossa sociedade atual tem muitos valores, mas tem também malandragens terríveis. Por exemplo, o disfarce. Vale para ela o que disse o Profeta Jeremias: “Vós tratais com negligência as feridas do meu povo, e dizeis: Está indo tudo bem; quando, na verdade, está indo tudo mal” (Jr 6,14). Como é importante as nossas Comunidades serem luz no meio dessa geração!
Ser profeta é um dos trabalhos mais bonitos de inclusão, porque aproxima as pessoas de Deus, o qual nos faz felizes em qualquer situação em que estivermos.
Havia, certa vez, uma jovem que se preocupava em saber de que cor eram os olhos de Jesus. Ela pensava: eram azuis? Castanhos? Pretos? De que cor será que eram? Nas orações, ela se distraía e ficava longo tempo pensando isso, e tentando descobrir.
Um dia, ela estava rezando, pedindo justamente isso, e de repente parece que cochilou e ouviu Jesus dizer: “Filha, meus olhos têm a cor dos olhos de cada irmão e irmã que você encontrar e olhar em seus olhos com amor”.
Dali para frente ela parou com a história de querer saber a cor dos olhos de Jesus, e começou a olhar nos olhos de cada pessoa que encontrava.
Olhar nos olhos de alguém é olhá-lo com amor, com o coração, como fez Jesus quando entrou na sinagoga. Tanto que foi descobrir, lá no canto, um homem todo envergonhado por ter a mão seca.
E quando formos convidar alguém para o centro da vida, convidemos também Maria Santíssima, porque ela é a nossa mãe, a nossa Rainha, a mais bela flor que o universo produziu.
Observavam, para verem se Jesus curaria em dia de sábado.


Vinho novo em odres novos” Nancy


02/09/2011: 6ª feira
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres, e perdem-se o vinho e os odres. Vinho novo em odres novos Nancy
Lc 5,33-39
            “Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres, e perdem-se o vinho e os odres. Vinho novo em odres novos" – foram algumas das sábias palavras de Jesus quando questionado acerca do “porque”  seus discípulos não jejuavam como os discípulos de João e os discípulos dos fariseus.  
            Jesus sabia da sua missão aqui na terra, antecipadamente. Sabia que logo partiria, por isso fala sobre o motivo daquela comemoração com os seus discípulos, enquanto estava no meio deles. Vejam: "Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o noivo está com eles? Dias virão... quando o noivo lhes for tirado, naqueles dias vão jejuar."
            A sabedoria e o discernimento para falar e agir eram características virtuosas de Jesus Cristo – uma das razões do carisma que lhe era peculiar.
            Frases como essa, entre inúmeras outras, tanto emanavam da boca de Jesus como também estavam impregnadas em sua pessoa: Ele era exatamente aquilo que falava!  Até vale a pena relembrar, a título de ilustração, o que dizia São Lucas no capítulo 6, 45: “a boca fala daquilo que o coração está cheio.”
            Inegavelmente dos poros do Mestre jorrava o conhecimento profundo das coisas, a tolerância para com os demais, a perseverança na missão divina, a crença na capacidade do ser humano em acolher e transformar as situações, a fidelidade ao Projeto de Amor do Pai, o desprendimento das coisas perecíveis e passageiras, entre tantas outras mais.
            A presença de Jesus, por si só, transmitia tudo a todos, sem precisar falar sequer uma palavra. Ele era e é a providencia divina em nossas vidas, a perfeita revelação de que quem semeia alegria, colhe felicidade, quem semeia vento colhe tempestade...
            Caríssimos irmãos: todas nossas escolhas, atitudes e palavras estão intimamente relacionadas ao que plantamos a cada dia. Não é possível manter aparência uma vida toda, num momento ou outro a verdade emerge. E isso Jesus pregava e praticava, porque somente Ele era e é o caminho, a verdade e a vida.
            Como estamos vivendo as palavras de Deus e o evangelho de Jesus em nosso dia a dia: apenas falando ou colocando-as em prática? Temos colocado e cultivado o vinho em odres velhos, sendo zelosos e primando pelo aroma, textura e sabor? Do que o nosso coração está cheio? – pensemos!
            Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado! 
            Abraços fraternos em Cristo!
            Nancy – professora

PESCADOR - ENVIADO POR NANCY


O PESCADOR MEXICANO E O AMERICANO

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela.
O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.
- "Pouco tempo", respondeu o mexicano.
Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.
O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família.
O americano voltou à carga:
- "Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?"
O mexicano respondeu:
- "Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor".
O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:
- "Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão".
- "Mas senhor, quanto tempo isso levaria?" - perguntou o pescador.
- "15 ou 20 anos" - respondeu o americano.
- "E depois, senhor?"
O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte.
- "Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões".
- "Milhões, senhor? E depois?"
- "Depois - explicou o americano - você se aposentaria. Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, tiraria a sesta com a sua esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos..."

(Autor desconhecido)