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27 de set de 2011

“O reino de Deus é presente, agora, nesse momento e felizes seremos todos nós se compreendermos as palavras desse Evangelho”.- Maria Regina



                                      Nesse Evangelho Jesus nos mostra que o Seu seguimento requer desprendimento da nossa parte em relação a todas as coisas e pessoas a quem nós, humanamente falando, nos ligamos e, como conseqüência nos afastam da vivência da vontade de Deus. Jesus abria os olhos dos Seus discípulos e os conscientizava que, para segui-Lo, eles teriam que abdicar de privilégios, de comodidade e teriam que enfrentar as dificuldades próprias da missão. Porém, àqueles outros que davam desculpas para não O seguirem, Jesus os advertia com palavras duras: “deixa que os mortos enterrem os seus mortos, mas tu, vai anunciar o reino de Deus.” O Senhor nos chama para anunciar a vida nova para a nossa família e não para nos acomodarmos esperando a hora de “enterrar” os nossos queridos.
                                  Os mortos, isto é, aqueles que não são chamados, aqueles que não são discípulos, aqueles que nem entendem nem querem seguir a Jesus, esses sim, podem enterrar os nossos mortos. Despedir-se dos familiares significa também perder tempo, correr riscos de desistir, tirar o foco do que Jesus nos propõe deixando a graça de Deus passar. O Senhor nos dá a graça necessária para que sejamos seus discípulos e discípulas, e precisamos nos apossar da graça do momento, não deixando para depois. Amanhã, será outro dia… e poderá não haver outro chamado. Segue-me, diz o Senhor! Vamos com Ele sem olhar para trás, sem saudades do que passou, sem lamentações nem murmurações.
                               O reino de Deus é presente, agora, nesse momento e felizes seremos todos nós se compreendermos as palavras desse Evangelho. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o reino de Deus!” Reflita – Você está apto para o reino de Deus? – Quais são as desculpas que você tem dado para não seguir a Jesus?- Você tem consciência de que para seguir Jesus você não deve ter vontade própria nem opiniões formadas? – Você prefere seguir a Jesus ou enterrar os “seus mortos”? – Que tal anunciar a eles que o reino de Deus está próximo? Fazendo isso, você estará seguindo a Jesus.
Amém
Abraço carinhoso
Maria Regina 

26 de set de 2011

Foram outros os samaritanos que rejeitaram Jesus-Alexandre Soledade




Bom dia!
Se recordarmos outro trecho do evangelho (o da Samaritana) poderemos criar um desfecho equivocado a esse evangelho.
”(…) Ora, devia passar por Samaria. Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber“. (João 4, 4-7)
Poderíamos pensar: “não foram esses mesmos samaritanos que se converteram ao ouvir a mulher falar de Jesus”? “não são eles que acolheram a mensagem e agora não querem que Jesus passe por seu território”?
Nada podemos afirmar se era a mesma região ou o mesmo povoado visto que a região da Samaria era extensa e se assim for verdade cairia por terra nossa primeira impressão de traição. Quem não imaginaria a cena e não se revoltaria com o povo. Sem saber da plena verdade dos fatos criamos algo odioso chamado pré-conceito.
É claro que nossas convicções poderiam estar certas sobre o fato, mas nossos esquemas pessoais sobre o mundo e sobre as pessoas precisam mudar. Precisamos “adivinhar” menos!
Quem nunca ouviu estórias e contos de pessoas simples, trajando roupas simples entrarem em lojas e não serem atendidas, pois os vendedores “pensavam que era perca de tempo”? Quem nunca ouviu também estórias de pessoas desprezadas aos olhos comprarem a loja à vista?
Jesus era um “problema”. Sua presença na região trazia a atenção dos poderosos e influentes para onde estava e com quem falava. Quantos não foram interrogados pelos mestres da lei após serem curados buscando um traço de mentira nos milagres do homem de Nazaré? Muita gente não queria que Jesus as encontrasse, pois tinham receio de serem vistos como um dos seus. Que o diga Nicodemos, José de Arimatéia e outros que foram seus seguidores em silêncio
Muita gente preferia admirá-lo de longe, sem se comprometer; viam talvez nele a esperança, mas o medo as impedia de segui-lo. Reparem na seqüência imediata desse evangelho que alguns desejam segui-lo mas ainda não conseguem abandonar o velho regime. Cada qual a seu tempo, pois todos temos nossas limitações e cárceres.
Esse trecho antecede o envio dos discípulos (setenta e dois) de dois em dois pelas regiões da Judéia. Jesus identifica o medo que os impedia de mudar sua vida, mas não deseja que  se exponham. “(…) O senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar com estas pessoas? PORÉM JESUS, VIRANDO-SE PARA ELES, OS REPREENDEU”.
O Senhor talvez não desejasse que fossem julgados pelo medo (pré-conceito, limitações pessoais) e sim pelas atitudes de fé e coragem. Na passagem seqüencial que manda que os setenta e dois aos vilarejos, propõe uma mudança de atitude: o medo deve dar lugar a paz! Uma pequena porta que se abre para a acolher a Jesus torna-se maior que os pecados e erros de outrora.
Talvez essa narrativa explique por que tanta gente cantou aquela música “faz um milagre em mim”.
“(…) Entra na minha casa. Entra na minha vida. Mexe com minha estrutura; Sara todas as feridas. Me ensina a ter Santidade; Quero amar somente a Ti, Porque o Senhor é o meu bem maior, Faz um Milagre em mim”
Muita gente que também o ama em segredo com medo de se expor. Somos muito mais que setenta e dois, levemos a paz!
Um imenso abraço fraterno.




“As cidades que não creram” – Claudinei M. Oliveira



       
Sexta - feira, 30 de Setembro de 2011.
                                     
Evangelho –  Lc 10,13-16

            No evangelho de hoje encontramos um Jesus nervoso com duas cidades que não creram nas pregações dos discípulos. Corazim e Betsaida não estavam preparadas para ouvir a mensagem de um Deus justo e pacífico. Ainda se rendiam as velhas tradições da morte e comungavam os ideais dos homens sábios. Jesus não queria o sofrimento do povo ao adorar algo que o maltratava e estava enviando seus mensageiros para livrá-los dos impostores. Contudo, os homens da região não estavam assimilando os testemunhos de transformação, pois ainda preferiam o retrógado, o velho, o atrasado, ao novo, ou  à libertação.

Sabemos que a libertação deve ocorrer para o povo de Deus. O povo não deve permanecer alheio a vida digna. Ninguém deve, também, ser enganado por homens “sábios”, com palavras bonitas que levam ao encantamento de um mundo falso e sem testemunhas. O homem deve conhecer Deus para haver a justiça  e viver na alegria de filhos amados.
           
Assim, nas cidades de Corazin, Betsaida, Cafarnaum os impostores enganavam o povo com discursos enfeitados com belas palavras. Conquistavam com eloqüência os ouvintes nos “templos”; esbanjavam salivas recontando seus projetos. Entretanto, escondia-se do povo a verdadeira idéia de libertação. Não permitia que a palavra de Jesus  chegassem aos ouvidos dos “cristãos”. Como poderia anunciar o Reino da justiça? Como poderiam anunciar algo que não viviam? Como fazer o povo enxergar a nova realidade? Como poderiam descortinar as trevas dos humildes? Isto não poderia ocorrer! Os homens enganadores dependiam dos humildes para continuar seus projetos de morte e da destruição. Assim os humildes não poderiam saber da verdadeira enganação. Tudo era escondido.
                       Mas Jesus ficou furioso com o povo das cidades que renegaram seus mensageiros. Eles ainda não tinham convertidos. Faltava algo para fazer penetrar com eficácia o anúncio da Boa Nova. Ai de Ti, cidade pagã! Não quer voltar para o novo como Tiro e Sidom, cidades que já anunciam  o projeto de vida para todos! Não esperais para converter no dia do julgamento, pode ser tarde de mais e sofrerá muito por não ouvir os ensinamentos.
             A mensagem de advertência de Jesus era para os homens que dominavam a cidade. Claro que eles não queriam ver seu poder em xeque. Os privilégios deveriam manter para arruinar ainda mais o povo pobre. Não queriam compartilhar os privilégios com os irmãos. Queriam sim, enganar o povo para assegurar a ganância, a cobiça e a ambição. Queriam mandar. Jesus não concordava com esta metodologia. Jesus era a favor da justiça e da fraternidade. Não admitia ver seu irmão sendo violentado pelo poder. Pior ainda, sentir que seu irmão estava sendo manipulado em prol da avareza. O caminho encontrado por Jesus era denunciar e colocar um fim na vida duro do povo.
             Portanto, sabemos que um dia moraremos para o Pai. O caminho deve ser construído aqui na terra. Mas devemos deixar a ganância e a arrogância de lado para convergir na estrada certa. Devemos sim, usar o saber para divulgar o projeto maravilho de vida para todos aqueles que ainda não encontraram a libertação. Pois Jesus disse que  quem ouve meus discípulos está me ouvindo; quem rejeita meu discípulo está me rejeitando; e quem me rejeita está rejeitando aquele que me enviou.  Quem nós vamos ouvir? A mensagem do Evangelho ou as doutrinas mundanas do capital? Façamos nossa escolha e aguardamos o dia do Juízo Final. Amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

Você é uma pessoa vingativa que quer dar o troco seja como for ou aceita perder numa discussão em favor da paz? – Maria Regina




                                                 Os samaritanos, porque não se davam bem com os judeus, não aceitaram hospedar Jesus no povoado da Samaria, pois sabiam que Ele subia a Jerusalém onde estava o templo judaico. Jesus seguia firme para Jerusalém com o objetivo de completar a Sua missão, pois sabia que a hora da sua entrega já estava chegando e era importante que Ele fizesse aquela viagem. Ali em Jerusalém Ele iria ser aclamado como Rei, e depois, condenado à morte pelo mesmo povo que o aplaudira. Jesus tinha consciência da sua missão, porém os discípulos que O acompanhavam não estavam entendendo nada e só viam aquilo que eles podiam dominar.
                                             Prepotentes como todos nós, eles insinuaram para que Jesus fizesse algo para liquidar com os samaritanos que se opunham aos seus propósitos. Queriam aproveitar-se do poder de Jesus para revidarem a oposição dos samaritanos. No entanto, mais uma vez Jesus mostrou que Deus não quer a destruição de ninguém, e não se compraz em liquidar com as pessoas, para realizar os Seus planos. Por isso, Jesus não os aprovou e os repreendeu. Mesmo tendo todo o poder Jesus sabia ter bom senso e mudou a sua rota evitando assim o confronto com os samaritanos. Para nós fica uma grande lição de humildade que Jesus nos dá ao ser rejeitado pelos samaritanos.
                                        Nós, como os discípulos de Jesus não nos conformamos quando somos rejeitados por alguém e não somos acolhidos dignamente. Na maioria das vezes desejamos logo dar o troco, nos valendo, muitas vezes, da nossa posição social, ou financeira, achando que também podemos “mandar descer fogo do céu” para prejudicar a quem nos feriu. Mesmo os que nos consideramos homens e mulheres de Deus e seguidores  de Jesus, muitas vezes nos arvoramos da nossa posição, achando-nos intocáveis e nos esquecemos dos exemplos de Jesus.
                                    Não podemos promover discórdia em nome de Deus nem tampouco oferecer vingança quando Jesus no ensina a amar. O fogo que nós precisamos pedir para vir do céu é o fogo do Espírito Santo, que é o amor de Deus que incendeia os corações dos nossos inimigos. Reflitamos:– Qual a lição que você tira para a sua vida? – Você é uma pessoa vingativa que quer dar o troco seja de que jeito for? – Você aceita perder numa discussão, num jogo, numa competição? – Você, é daquelas pessoas que evitam os conflitos ou dão tudo por uma confusão?
Amém
Abraço carinhoso
Maria Regina

“A alegria dos discípulos e de Jesus” – Claudinei M. Oliveira



       
Sábado, 01 de Outubro de 2011.
                                     
Evangelho –  Lc 10,17-24


            Os discípulos e  Jesus se alegraram por fazer valer de suas palavras. Em missão os enviados de dois em dois expulsaram demônios, curaram enfermos e libertaram do mal muitas pessoas que acreditaram na mudança de vida. Na volta, ao encontrar-se com Jesus, mostraram sua alegria por ter realizado suas tarefas com eficiência. Ao mesmo tempo Jesus glorifica ao Pai por ter confiado nos discípulos sua missão de converter o pensamento do homem pobre em pensamento de libertação.

            O evangelista Lucas ao descrever esta passagem para sua comunidade esperava que todos aderissem ao projeto de libertação. Quem anda com Jesus e anuncia sua palavra só tem a ganhar. Pois aprendeu a amar as coisas boas. Vale a pena ser mensageiro da verdade porque cativa os infiéis e coloca esperança em seus corações.

            A alegria dos discípulos é a alegria dos cristãos anunciadores de um Deus que não explora e não maltrata o outro. A alegria do cristão é a satisfação prazerosa de ver sua ação em movimento e provocando atitudes  diferenciadas, mas atitudes sérias e cheias de vida. A alegria do cristão está na desalienação da consciência do sujeito que não consegue enxergar o verdadeiro Deus. Está tão tapado que o ignorante e os falsos inteligentes são adorados como se fosse o seu deus. Deixa o satanás apossar-se do seu ser e acaba trabalhando para ele. Mas quando alguém consegue ascender uma luz no fim do túnel e dá uma pequena esperança de renovação, afastando o sujeito do maldito-malfeitor, a alegria deve transparecer em todas as circunstâncias. É a revelação de Deus na pessoa que sabe levar o testemunho da inovação para os necessitados.

            Para Lucas, o verdadeiro servo é aquele que trabalha no meio do pobre, vive a dor, a angústia, as tristezas e as mazelas dos pobres, e faz desta situação eficácia num reino de paz e prosperidade. Somente os pobres podem compreender a justiça divina; somente os pobres são capazes de sentir-se junto de Deus e ser acolhido por Ele. Assim, o Reino de Deus pertence aos pobres e aos humildes, de coração puro e temente a Deus. Quem conhecer a pobreza pode conhecer o Reino de Deus; porém  conhecer a pobreza, mas não vivê-la, não conhece o Reino da Justiça e da Verdade, este é o satanás que se passa por homem bonzinho e caridoso, mas maltrata e explora o pobre.

            Portanto, os pretensiosos usam a miséria para fazer história. Mostram-se compassivos e misericordiosos com os empobrecidos, dizem que até ajudam com bolsa alimentação, auxílio saúde, posto médico, escola, habitação e segurança. Entretanto, são pretensiosos porque usam da boa fé do homem pequeno e despreparados para atacar como raposas. São víboras, cobras que sabem dar o bote na hora certa, usam do povo como massa de manobra, tocam o povo como bois pelas estradas da vida, dão migalhas como se estivessem fazendo a melhor coisa da vida; mas, são pretensiosos e interesseiros. Já para aqueles que querem um mundo melhor e limpo destas  víboras devem ser despretenciosos. Fazer as coisas  para os pequenos e desvalidos, mas sentir a pobreza e a miséria. Levar novos projetos de transformação social com objetivo de dar esperança e realização da justiça para todos. Isto significa alegria para Jesus.

            Mas esta mensagem de Lucas não ficou somente no passado. Ela ainda é válida para nós. Somos conhecedores do Evangelho e usamos a favor dos pobres ou usamos os pobres como escada para o sucesso? Fica a indagação para novas reflexões. Que o Deus poderoso ajude-nos a compreender o seu mistério com perfeição e façamos trabalhadores para o Reine e nos alegremo-nos na sua glória, amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

“Já te conheci, ó Natanael!” – Claudinei M. Oliveira



  
       
Quinta - feira, 29 de Setembro de 2011.
                                     
Evangelho –  Jo  1,47-51



            O evangelista João mostra um Jesus humano. Um Jesus preocupado com a vida social do homem terreno. Quer dar vida à todos e vida em abundância. Não vamos encontrar em João, Jesus chamado para o Reino. Aqui João trata-se com cristãos adultos. Já sabem o que quer da vida. Já conhecem o trabalho de João Batista e estão na vigília para acolher o messias, que daria seu exemplo ao ser batizado no rio Jordão da Palestina.
           
            Foi neste contexto que apareceu a figura de Natanael. Jesus estava na periferia da Galiléia e Natanael convivia naquela realidade pobre e sofredora, mas tinha um pensamento de rico, farisaico, não acreditava que alguém pudesse trazer a libertação, ainda por cima, nascido em Nazaré. Jesus surpreende Natanael revelando segredos que o deixou atormentado: Jesus disse:  Aí está um verdadeiro israelita, um homem realmente sincero; Então Natanael perguntou:  De onde o senhor me conhece?Jesus respondeu:  antes que Filipe chamasse você, eu já tinha visto você sentado debaixo daquela figueira.  A figueira é a árvore que  simboliza o povo de Deus e Natanael sentado debaixo da árvore significa todo o povo de Israel à espera de alguém que revele, e este alguém é JESUS. Jesus quis mostrar para Natanael que o conhecia profundamente. Não adiantaria ser cético perante Ele. Foi um choque para Natanael: como este homem pode me conhecer tão bem?

            Preocupado Natanael  tratou-se logo de afirmar: Mestre, o senhor é o Filho de Deus! O senhor é o Rei de Israel! Não tinha outra pergunta a fazer. Como um homem desconhecido, chega de repente e faz declarações que eram verdadeiras? Só poderia ser o Filho de Deus. A revelação que tanto os marginalizados  galileus esperavam estava a posto. O grande dia tinha chegado. Deus então revelou para aquele povo. Porém Jesus adverte: você crê em mim só porque eu disse que tinha visto você debaixo da figueira? Pois você verá coisas maiores do que esta. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. Era o sonho de Jacó em Gênesis, uma escada ligando o céu e a terra e por elas passavam anjos na unidade entre o céu e a terra. Logo Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade. Ele veio para unir o homem da terra com a fé no Deus presente e cheio de misericórdia.

            Natanael ao reconhecer Jesus está reconhecendo a presença de Deus. Sua presença não seria uma simples passagem, a presença do Filho do Homem na terra fundamentava na transformação da realidade. Fazer brotar nos corações dos homens o amor fraternal. Ligar a fé com a opção de crer na vinda do Filho de Deus. Deus quer na verdade humanizar o povo.

            Natanael  significa “o dom de Deus”. O dom de Deus faz a humanidade compreender que já está na hora de voltar-se para o Pai. Deixar de lado a birra em não aceitar novas propostas de libertação, deixar de ser cabeça dura. Deus quer homens humanizados, compreensíveis e cheios de expectativas para morar no céu.

            Caros leitores, não sejamos céticos com a Palavra de Deus. Tenhamos fé no poder da transformação do homem a partir da busca de Deus. Ele nos quer bem e disposto a seguir seus ensinamentos para escalar a escada para o paraíso. Que assim seja, amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

“Seguir Jesus” – Claudinei M. Oliveira



       
Quarta - feira, 28 de Setembro de 2011.
                                     
Evangelho –  Lc   9,57-62


            Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus. Esta foi a resposta de Jesus para aqueles que querem segui-lo. Seguir e anunciar a palavra do reino requer entrega e doação por completo e, para realizar está ação, é indispensável estar disposto a deixar a família, os pais e os amigos a fim de ser um membro livre para o anúncio.
            Acontece que no mundo de hoje não temos tempo para a evangelização. São tantos afazeres que tomam conta de boa parte do nosso dia. São os filhos que precisam ser lavados à escola, ao médico, às aulas de natação, inglês, computação, dança; precisamos cumprir o horário no serviço, e, quando chega o fim de semana, a estafa toma conta do corpo por completo. Contudo, a obrigação  com Deus fica para outro fim de semana. Mas chegam outros finais de semana e nada muda, porque os contatos sociais e lazer estão a nossa espera.
            Acontece que se não tivermos pulso firme e disposição para dizer NÃO a tantos compromissos que assumimos, não temos como servir o reino de Deus. Sabe por que isso acontece? Porque somos fracos na fé. Não acreditamos estar diante do Sagrado e fazemos de conta que Ele não vai nos enxergar! Que ingenuidade! Ele sabe até nossos pensamentos, quanto mais nossas atitudes desvairadas! Não temos como esconder de Deus.
            Sabemos que neste Evangelho de Lucas Jesus está na jornada para a cidade grande de Jerusalém. Sabemos também que será morto pelas mãos dos homens que não o aceita pela proposta e prática da libertação. Entretanto, no caminho, ou seja, no percurso até a cidade grande, muitos queriam acompanhá-lo, mas tinham que desligar de algo. Voltar-se para despedir. Jesus disse: você não serve para mim! Para anunciar minhas Palavras, precisa de homens comprometidos e corajosos. Deve fazer ecoar a Palavra para todo Universo, deve pegar no arado e seguir em frente para não ser surpreendido por ações indesejadas.
            Assim a disponibilidade do cristão com a comunidade é sempre fazer o bem. Ser um servo de Deus com atitude de transformação. Não ficar lamentando a vida toda por situações que já ficaram para trás. O que precisa é construir novos momentos de amor e aproximação dos irmãos que necessitam de ajuda. Ao esconder no trabalho ou nos serviços como desculpa para o anúncio, estamos traindo o chamado para o Reino de Deus.
            Portanto, o convite está feito por Luca. A resposta deve partir de nós e não dos outros. o primeiro passa deve ser dado. Mas lembre-se: o reino de Deus é de justiça e liberdade para todos, se optarmos a seguir ao mestre, devemos fazer o que Ele nos pediu com amor gratuito. Que sejamos um servo fiel e obediente na messe do Senhor fazendo a transformação ocorrer. Amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!