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2 de out de 2011

“SENHOR ENSINA-NOS A REZAR”... -Olívia Coutinho

 

Dia 05 de Outubro

 

Evangelho Lc11,-4

 

 

 Nesta cultura acelerada deste tempo moderno em que vivemos, nem sempre  encontramos  tempo para um encontro pessoal com Deus! Deus nos oferece a cada dia, 24hs para usufruirmos de tantas maravilhas colocadas por Ele a nossa disposição, enquanto que nós, nem sempre reservamos  tempo para estar com Ele!  Às vezes, até o buscamos, mas somente nos nossos apuros, ou quando já exausto, somos roubados pelo sono no meio de nossas orações!

Muitos de nós, aprendemos com nossos pais deste criança a rezar! Quase sempre, orações decoradas, mas que aos olhos de Deus, vindas das crianças,  tinha o seu valor!  A medida em que fomos crescendo, fomos descobrindo o verdadeiro sentido da oração!

Intuitivamente dizemos constantemente que Deus é amor e para chegarmos a  Ele, é preciso  percorrer  caminhos e o caminho mais curto para chegarmos a esta fonte de amor, é a oração!

Para que a nossa oração chegue a Deus, são indispensáveis dois movimentos da nossa alma: sentir realmente a Sua presença  e caminhar até Ele com humildade!

É importante conscientizarmos que o poder da oração não está em nós e sim, em Deus, que a escuta e a ela responde.

A oração é sempre um canal que nos faz chegar a Deus! Só reza quem tem fé! A resposta de Deus é sempre superior aos nossos pedidos, são respostas que nos chegam de formas diferentes.

Se pedimos alguma cura, ou solução de alguma situação difícil, nossos pedidos nunca ficam sem respostas, se não somos atendidos  de imediato, a resposta sempre nos chega por meio do Espírito Santo. É o Espírito Santo que nos ilumina a buscarmos soluções para tudo que nos aflige.

É muito comum, guardarmos no nosso interior, algo que hesitamos em compartilhar até mesmo com os nossos amigos mais íntimos! E Deus que nos conhece por dentro, nos convida constantemente a se abrir com Ele, para aliviarmos de nossas inquietudes, através de um contato íntimo com Ele!  Deus não precisa de informações para saber o que passa dentre de nós, mas Ele respeita a nossa liberdade só entrando na nossa vida para nos ajudar, quando  recorremos a Ele!

No evangelho de hoje um dos discípulos pede a Jesus que os ensine a rezar.

Os discípulos vinham de uma cultura que dava grande importância à oração. Eles, certamente, deviam estar familiarizados com as muitas orações do Velho Testamento, entretanto, quando ouviram Jesus rezar, reconheceram uma nova forma de comunicação com Deus e sentiram-se atraídos por ela!

Assim deve ser também os nossos anseios: buscar Deus em todos os momentos de nossa vida, através deste contato íntimo com Ele, através de nossas orações espontâneas, comunitária, contemplativas...

Até mesmo no nosso silencio podemos falar com Deus e também ouvi-lo.

O Pai Nosso, é uma forma que Jesus nos ensina de como  nos aproximar do Pai, para um dialogo maior com Ele, da forma que desejarmos!

Rezemos juntos: Pai nosso...

 

Olívia Coutinho

“Pai Nosso” – Claudinei M. Oliveira


       

Quarta - feira, 05 de Outubro de 2011.

                                     

Evangelho   Lc  11, 1-4

 

           

            A oração deve ser uma constância na vida de uma comunidade assumidamente cristianizada. Sem a oração a comunidade cristã perde o referencial do amor do Deus com seu povo, passando a viver no conflito e na desunião. Ela reveste o cristão para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia e fortalecer na caminhada rumo aos céus.

 

            Nos momentos mais difíceis Jesus partia para o isolamento e, na sintonia com o Pai, rezava. Era o momento íntimo de Jesus com o Criador. Momento de Graça e gratuidade pelos serviços prestados. Jesus em sintonia com a eternidade buscava em pensamento força para  lutar no confronto com os doutores da Lei e os sumos sacerdotes. Era privilegio de um Filho Amado que poderia pedir proteção para seu Pai que o enviou para a missão árdua de libertar o povo sofredor.

 

            A oração do Pai Nosso foi ensinada por Jesus aos seus discípulos. Alguns ficavam incomodados com o sumiço de Jesus. De repente avistava sentado sozinho em silencio. Não sabendo eles que o momento mais glorificado e amado de Jesus. Ali rezava. Ali se alimentava. Ali Jesus se preparava.

 

            Ao rezar o Pai Nosso estamos entrando na intimidade com Deus. É um diálogo entre o filho e o Pai. É o momento mais prazeroso para um cristão. Porque está reconhecendo o Deus como PAI. Aquele que criou o homem é a terra e tudo que nela existe. Enfim estamos nos direcionando para Deus, nosso íntimo, nosso amor e nosso bem.

 

            Reconhecemos também na oração do Pai Nosso o desejo de que todos reconheçam nosso Deus de Pai, um pai que liberta da escravidão, dos males, do mal olhado, da cobiça, da inveja e do desamor. Que o reino de Deus aconteça para todos sem distinção de credo e raça e que a partilha possa existir sem regras e sem limites. Que o pão seja farto em todas as mesas todos os dias, onde a refeição seja abundante e  farta, saciando a fome de muita gente. Que o perdão que buscamos já aconteceu em nossa prática comunitária, pois para pedir perdão devemos perdoar primeiro o irmão, e a comunidade só existe em plenitude se ela for capaz de perdoar uns aos outros, para viver na harmonia e solidariedade. E que não trairemos o projeto de Deus em troca de projetos do homem, ou seja, não sejamos fracos para cairmos em tentação dos projetos mundanos.

 

            Portanto, o Pai Nosso é uma oração do cristão autêntico que herdou dos ensinamentos de Jesus para seus discípulos e que hoje reza e ensina para sua criança o que tem de melhor. Esta é a oração da libertação de um verdadeiro Cristã amoroso. Amém!


-- 

Claudinei M. de Oliveira

Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

 

Jesus nos ensina que a misericórdia para com o próximo não é apenas uma fala, uma expressão sentimental de piedade, mas se traduz em atos concretos - Maria Regina


                                       Aquele mestre da lei que se levantou para argüir Jesus conhecia a lei e respondeu com todas as letras a Sua pergunta. Porém, tinha dificuldades para identificar quem seria o seu próximo, isto é, aquele a quem deveria amar como a si mesmo. Jesus nos dá uma aula a fim de explicar quem é afinal o nosso próximo. Se refletirmos bem, nós iremos perceber que Jesus concordou com o mestre da lei, que o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes foi "aquele que usou de misericórdia para com ele" e mandou que ele fizesse o mesmo. Portanto, nós podemos concluir que todo aquele que se aproximar de nós, da nossa miséria, da nossa impotência e usar de misericórdia para conosco é o nosso próximo.

                                      E, todas as vezes que, nós também, nos aproximamos de alguém, seja quem for ou em que situação esteja, e usamos com ele de misericórdia, nós também somos para essa pessoa, o seu próximo. O próximo, a quem devemos amar é, portanto, segundo os ensinamentos de Jesus, todo aquele que se aproxima de nós com misericórdia e compaixão. A misericórdia a que Jesus se refere não é apenas uma "fala", ou uma expressão sentimental de piedade, ou de "pena", mas se traduz em atos concretos, em ações de promoção e de restauração. O samaritano fez o que podia fazer e não deixou aquele homem abandonado, levou-o a uma pensão e cuidou dele, mas depois seguiu o seu caminho deixando-o aos cuidados de alguém.

                                   O amor que nós devemos ao nosso próximo que usa de misericórdia para conosco tem um sentido de gratidão e de reconhecimento por ser ele um instrumento de Deus, mas nunca de devoção ou de subserviência a ele porque nos ajudou. Somos livres, mesmo quando devemos a nossa vida a quem quer que seja, porém a eles só devemos gratidão porque, o amor de Deus se manifesta a nós, através de homens e mulheres misericordiosos. Reflitamos: – Você costuma cobrar atenção das pessoas a quem você presta ajuda?- Alguém já se aproximou de você e usou de misericórdia?- Como é o seu relacionamento com essa pessoa? Você lhe é grata e percebe que ela é um instrumento de Deus?- Quem você acha que é o seu próximo?

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina

“Maria ouvia atentamente Jesus” – Claudinei M. Oliveira

       

Terça - feira, 04 de Outubro de 2011.

                                     

Evangelho   Lc  10,38-42

 

 

            O evangelista Lucas mostra um Jesus atento aos serviços das pessoas. Na visita a Betânia, cidade na qual moravam Marta e Maria, conversava longamente com Maria. O evangelista não relata o teor do diálogo, mas assegura que Jesus sempre se voltava para a ordem do amor, da boa convivência, da mística da oração.  Maria ouvia pacientemente os ensinamentos, pois tinha paixão por aquele Homem que falava bem e suas palavras penetravam a alma.

 

            Maria simboliza a espera. Simboliza a igreja peregrina que acolher e preserva o bem entre as pessoas. Maria simboliza a pureza e o encanto da igreja que escuta o clamor do seu povo e este povo também ouve destemidamente o seu Mestre.  Aos pés de Jesus, seu tempo está voltado para encher-se do Espírito renovador, abastecer-se da vigorosidade de alguém que sabe cativar e ensinar o bem para ultrapassar barreiras. Maria é o amor que une o céu e a terra no laço da escuta e acomodação.

 

            Marta é espirituosa. Quer fazer tudo ao mesmo tempo. Vai a labuta da cozinha, os afazeres de casa e ouve Jesus, seu visitante. Reclama de Maria. Ela está trabalhando sozinha e sua irmã sem fazer nada. Jesus adverte Marta,          Maria escolheu a melhor parte, enquanto Marta não tinha tempo para dar ouvidos a Jesus.

 

            Marta simboliza amargura. Simboliza o dia-a-dia corriqueiro sem tempo para ouvir e vivenciar palavras de transformação. Marta vive para o mundo e aceita ser explorada para atender as necessidades do mercado, do trabalho, da vida corrida. Marta vive angustiada, sem amor no coração. Marta... se continuar assim, vai conhecer as trevas, a escuridão, o caminho do mal.

 

            A escuta é fundamental para quem quer alcançar a salvação e o amor de Deus. Para estar ao lado de Deus nos fins dos tempos é preciso começar a ouvir o ensinamento das Escrituras. Atentar para o chamado do Pai e colocar a disposição para o trabalho na messe. A glória de Deus estará nas mãos e nas ações dos cristãos quando aprenderem a poupar um tempinho do dia-a-dia para rezar, agradecer, visitar e ajudar quem quer que seja. Se esgotar todo o tempo com trabalho exigente do mundo moderno, o amor glorificado no Deus vivo e transformador dificilmente aparecerá nas ações do cotidiano. Ficamos sem tempo para Deus e colocamos o mundo terreno em primeiro plano, mas longe do Pai celestial.

 

            Contudo, aprendemos com Maria a ouvir as palavras dos profetas. Aceitamos cordialmente as vicissitudes do Santo Evangelho e coloquemos em prática todo amor que recebemos por intermédio de Filho de Deus. Amamos nossa igreja peregrina e amorosa com seu povo, o povo de Deus. Amém!


-- 

Claudinei M. de Oliveira

Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

 

“Bem-aventurados os que ouvem a palavra e a põem em pratica” Rita Leite

Sábado - 08 de outubro

Evangelho Lucas 11, 27-28


No Evangelho de hoje uma mulher diz a Jesus: "Feliz o ventre que te gerou e os seios que te amamentaram" Jesus porem responde: "Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática."

 Exaltar a mãe é exaltar o filho, Jesus não rejeita a exaltação feita a sua mãe, e sim a completa dizendo que Maria é muito mais feliz porque foi fiel a palavra de Deus.

 Maria é a discípula mais perfeita do Senhor. Ouviu a palavra de Deus e a colocou em pratica.

Quando visitada pelo anjo não duvidou. Mas acreditou que Deus olhava para sua pequenez e faria maravilhas em sua vida. Quando soube que Izabel sua prima estava grávida pôs-se às pressas para ajudá-la. Nas bodas em Caná da Galiléia viu que os noivos não tinham mais vinho intercedeu por eles. E estava de pé ao pé da cruz de seu Filho. Em Maria encontramos o exemplo de humildade, fé e amor. 

O Documento de Aparecida nos diz: "Permaneçam na escola de Maria. Inspire-se em seus ensinamentos. Procure acolher e guardar dentro do coração às luzes que ela, por mandato divino, envia a você a partir do alto.".

Permanecer na escola de Maria é aprender dela a generosidade, fidelidade a Deus e o amor ao próximo.

Acolhendo o exemplo de Maria sejamos nós também discípulos missionários humildes e fieis de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 Ao assumir a missão de transformar o meio em que vivemos com gestos de amor e solidariedade, acolhendo e amando a todos estaremos vivendo as bem-aventuranças do Evangelho, assim como a mãe de Jesus o fez.

Abraço em Cristo

Rita Leite

 

“O Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que lhe pedirem” Rita Leite

Quinta-Feira 06 de outubro

Evangelho: Lucas 11, 5-13

Depois de ensinar aos discípulos a oração do Pai-nosso, Jesus os ensina a serem perseverantes na oração.

Ensina-nos a sermos insistentes para estarmos cada vez mais unidos a Deus, não só para pedir, mas também e principalmente para agradecer. Deus sabe do que precisamos mesmo antes que o pedimos, ele gosta quando seus filhos pedem, mas nossa oração não deve ser somente oração de petição e sim de confiança na resposta amorosa de Deus. "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado"

 Jesus nos ensina a pedir muito mais que coisas materiais ou temporais. Ensina-nos a pedir o próprio Espírito Santo, pois é Ele quem nos move e nos dá entendimento para fazer a vontade de Deus e viver em comunhão com os irmãos. A palavra de Jesus nos mostra que se nós quem somos maus sabemos dar o que é bom aos nossos filhos e amigos, quanto mais o Pai do céu que é amor e bondade nos dará muito mais do que pedimos. Deus não nos recusará nada, a não ser o que não estiver de acordo com sua vontade, ou seja, algo que não é para nosso bem.

São Paulo nos diz na carta aos Colossenses 4,2: "Sejam constantes na oração; que ela os mantenha vigilantes, dando graças a Deus". O pai quer nos dar o seu Espírito para que tenhamos a força que nos move em nossa caminhada para que possamos viver conforme a vida de Cristo. Não nos preocupemos tanto pedindo coisas que passam, antes devemos pedir a Deus a salvação de nossa alma.

Em Cristo

Rita Leite

 

“A oração que Jesus nos ensinou” Rita Leite

Quarta-Feira 05 de outubro


Evangelho: Lucas 11,1-4

A oração é fundamental para estabelecer uma relação pessoal com Deus. Existem muitas formas de oração, mas quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, ele ensinou a maneira mais completa e humilde de oração, o "Pai-Nosso".

Santo Agostinho diz assim: "nada encontrarás que não esteja contido na oração do Senhor".  Nesta oração tão linda chamamos Deus de Pai pedimos o pão e o perdão. Mas não é possível chamar Deus de Pai e não aceitar o outro como irmão. Jesus não nos ensinou a chamar Deus de meu pai e nem pedir pelo meu pão. Ele nos ensinou o amor universal. Deus é pai de todos e se é pai de todos, todos somos irmãos. Então porque há tanta rivalidade, tanta ganância que deixa uma multidão de irmãos morrerem de fome enquanto uns poucos acumulam o pão que deveria ser para todos? Ainda não estamos vivendo o verdadeiro sentido do Pai-Nosso que Jesus nos ensinou.

Nossa oração deve ser simples e sair do nosso coração, deve ser um diálogo amoroso com o Pai que sabe de todas nossas necessidades, mesmo antes que nos pedimos. Deus sabe do que nos precisamos então que nossa oração seja uma oração de louvor e agradecimento por tudo quanto ele nos dá e principalmente por seu amor por nós.

Na primeira parte da oração do Senhor pedimos que Deus manifeste seu projeto de salvação e na segunda pedimos o essencial para que possamos viver segundo seu projeto tendo o pão e um bom relacionamento com os irmãos e a graça para não abandonar o caminho de Deus.

            Teu desejo é a tua oração, se o desejo é contínuo, também a oração é contínua diz Santo Agostinho. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar. Obrigado senhor por nos ensinar a orar.

Em Cristo

Rita Leite

“A parábola do bom samaritano” – Claudinei M. Oliveira

       

Segunda - feira, 03 de Outubro de 2011.

                                     

Evangelho   Lc 10,25-37

 

 

            Jesus continua dialogando com mestre da Lei na cidade grande de Jerusalém. Querendo irritar Jesus, o mestre  da Lei fez pergunta desconcertante, mas as respostas são dadas pelo próprio opositor. Neste contexto a sabedoria de Jesus ultrapassa a jogada do mestre em querer confundi-lo com indagações do convívio do povo.

 

            Ao perguntar para Jesus quem era o seu próximo, o mestre da Lei imaginava ter uma resposta convincente com muito efeito e reflexão. Entretanto, o próprio mestre respondeu na essência quem é o seu próximo: "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo." Não era preciso ir longe para buscar uma resposta para uma simples indagação. Pois quem ama o seu Senhor plenamente e aquele que está a sua volta de coração como a si mesmo, estará amando e vivenciando o seu próximo. Assim, o próximo é aquele que merece e necessita de ajuda em certo momento e, sem perder tempo, a ajuda à necessidade é realizada por  quem aproximar primeiro.

 

            Para ilustrar a resposta do mestre da Lei Jesus conta a parábola do bom samaritano. Esta parábola  é bem atual para quem quer aproximar  da conversão e queira aprender a amar com dignidade os irmãos oprimidos. Pois foram vários que passaram perto do homem que necessitava de ajuda, mas não pararam. A solidariedade só aconteceu quando um samaritano de coração puro e temente a Deus, teve compaixão e solidarizou-se com o empobrecido. Nem o sacerdote e nem o Levita tiveram coração humilde para solidarizar-se com o peregrino surrado e roubado.

 

            Caro leitor, quem são os samaritanos da vida de hoje que realmente validam a unidade do próximo? Quem são os samaritanos de hoje que ajudam com determinação, vontade, força e fé pessoas que não estão em seu convívio? Quem são os samaritanos de hoje que se voltam para o outro sem a negociata ou algo em troca? Será que existem pessoas que prezam os empobrecidos, os surrados, os lascados da vida, os endividados, os enfermos, os esfomeados?

 

            Não quero insinuar pessimismo. Mas são poucas as pessoas que realmente vivam a unidade com o próximo. São poucas pessoas que dirigem ao outro com carinho e amor verdadeiro. Ainda falta muito para aprendermos a amar, a viver, a querer, a buscar o próximo. O mundo nos ensina a individualidade, a sermos indiferentes  e a não enxergarmos o outro que tanto pede socorro. O mundo continua  ensinado a deixar de lado os necessitados para não termos prejuízos.

 

            Com certeza o  mestre da Lei ficou pensativo. Como um sacerdote pode negar auxílio para uma pessoa que realmente necessita de ajuda? Ele está contradizendo o que prega nas sinagogas, ou será que o maltrapilho não faz parte do Reino de Deus? Entretanto, Jesus precisava catequizar estes falsos doutores das Leis, os falsos sacerdotes e os homens que comandavam a política da cidade grande. Ali, na cidade grande, residia a causa da miséria, da injustiça e da insatisfação. A causa de todos os males deveria ser eliminada para que a Palavra de Deus pudesse fluir com serenidade e sem pretexto em tirar proveito da situação para enganar o povo humilde.  

 

            Portanto, Jesus finaliza a parábola do bom samaritano afirmando:   pois vá e faça a mesma coisa. Ou seja, seja um samaritano ao reconhecer no outro a extensão do Deus compassivo e misericordioso. Não fique somente nas palavras, mas aja, faça acontecer, faça  valer a força do Espírito Santo que tanto buscamos para nos fortalecer em nossa caminhada. Seja um BOM SAMARITANO e aprendamos a amor o próximo como nos amamos. Amém! 


-- 

Claudinei M. de Oliveira

Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

 

A parábola da vinha – Maria Elian

 

 

No evangelho, de hoje Jesus se dirige aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. A parábola da vinha é tão clara que eles entenderam que Jesus falava deles e pensaram em prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, que tinham em Jesus um profeta.

Assim como o proprietário deixou a vinha aos cuidados dos vinhateiros e dela tomaram posse, assim agiram os chefes religiosos com o povo Deus, explorando, discriminando, oprimindo a todos para satisfazer as suas vaidades, o seus desejo de domínio e poder. Muitos profetas foram enviados na tentativa de resgatar, de aliviar o sofrimento do povo, mas não foram ouvidos, foram rejeitados e mortos. O Filho do Dono foi enviado, mas Ele era uma ameaça ao poder deles, e essa ameaça tinha que ser eliminada e por eles foi rejeitado e assassinado.

Hoje, somos nós os encarregados de cuidar da vinha de Deus. Será que estamos cuidando bem da vinha que nos foi confiada? Estamos produzindo frutos? Ou estamos oprimindo, explorando, sendo injustos, traindo a confiança de quem deveríamos proteger e cuidar? Deus nos chama, e pede para nos convertermos, senão como poderemos fazer parte do Reino de Deus? Como colaboradores da missão de Jesus, recebemos de Deus talentos para produzirmos os frutos da justiça, da partilha, da fraternidade, do amor, da honestidade, nos libertando de nossas vaidades, ambições e orgulho. Se não produzirmos frutos de bondade, nossos talentos nos serão tomados e entregues a outros. Por nossos pecados, pela nossa falta de conversão, caminhamos em sentido contrário ao do Pai, mas Jesus veio para abrir nossos olhos e ouvidos com seus ensinamentos, com seu amor, com sua vida, e por Ele podemos, se assim quisermos voltar para o Pai. Jesus é a nossa salvação, e ele veio para que todos tenhamos vida.

 

 

Oração

Pai, no teu imenso amor, jamais perdes a esperança de ver realizado o teu projeto de salvação. Que eu me deixe tocar por teus apelos e me converta sinceramente para ti. Não permitas jamais que eu me rebele contra o amor do Pai, que quer a minha salvação e espera de mim docilidade a seus apelos de conversão.

 

Um abraço a todos.