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2 de dez. de 2010

Cinco pães e dois peixes - SAL

4 de Janeiro

Evangelho - Mc 6,34-44

Prezados irmãos. Vamos começar o ano com pé direito, vamos nos converter de verdade. E para que isso aconteça, precisamos hoje dar uma olhadinha no como anda a nossa fé. Você que ainda tem dúvidas se Jesus era realmente o Filho de Deus, pense nisso: Com apenas 'Cinco pães e dois peixes.' Jesus alimentou uma numerosa multidão, e as sobras de pão e de peixe encheram 12 sextos. É mole?

Fala sério! O homem mais poderoso, mais temível do Planeta Terra faria uma coisa dessa? Você Fria isso?

Então, meu irmão. Vamos acreditar?

Porque Jesus fez esta proeza? Primeiro porque Ele teve pena daquela multidão de pessoas que o estava seguindo durante horas, para ouvi-lo, para ver os seus milagre, e para serem curados dos seus males.

Mas se Jesus fosse um homem qualquer como às vezes você pensa, será que Ele faria aquele milagre? É claro que não! Então, meu irmão! Vamos acreditar mais?

Jesus fez este e tantos outros milagres para que você não seja incrédulo mais sim, acreditasse nele. Meus irmãos. Para quem não tem fé a vida não tem a menor graça. Veja as palavras desse padre maravilhoso!

A falta de fé torna a nossa vida como chupar um pirulito sem tirar o plástico: não tem gosto, porque não atinge a doçura do amor de Deus e da sua presença junto de nós. Mas, com fé, a vida é bela e gostosa, mesmo no meio dos maiores sofrimentos. Entusiasmados pela doçura deste pirulito, estaremos dispostos a abandonar tudo e a fazer os maiores sacrifícios.
Maria Santíssima, como mãe de família, todos os dias repartia o alimento com o esposo e o Filho. Que ela nos ajude a sermos retratos de Deus e instrumentos do seu amor no mundo.
Ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos distribuíram às multidões.

Padre Queiroz

Prezado irmão, prezada irmã. Se você anda vacilando na fé, faça o seguinte: Leia um dos milagres de Cristo por dia. Comece pelo Evangelho de João, por exemplo, e vai até o fim. Depois pegue o evangelho de outro evangelista. No final da pequena leitura, reze o Credo, acrescentado da seguinte frase: Jesus. Aumente a minha fé. Repita quantas vezes sentir vontade. Amém.

Sal.

1 de dez. de 2010

O paralítico foi curado - Fr. José Luís Queimado


(06/12/2010)


O DOM MAIOR É O PERDÃO!

Lucas 5, 17-28

Estamos diante de uma comovente e intrigante passagem do Evangelho de Lucas. O tema mais controverso dessa perícope (trecho) nem é a cura que Jesus realiza, mas sim a sua audácia em perdoar os pecados.

Para o judeu da época, se alguém afirmasse que possuía poder de perdoar pecados, essa pessoa estaria se igualando a Deus, e mereceria a morte. Esses foram os motivos que levaram Jesus à cruz, principalmente devido aos questionamentos à estrutura social e religiosa da época.

Quanto ao ato inusitado daqueles homens de descer o paralítico pelo telhado, muito se tem questionado a respeito do conhecimento do terceiro evangelista sobre a realidade palestinense do primeiro século. As casas daquela época, e daquela região, eram feitas de tijolos simples, rebocadas com barro, o chão de terra batida, e possuíam o teto feito de madeira (bambu), coberto de palhas e plantas da região. Não existiam telhas de barro cozido, como muitas casas romanas.

Marcos, narrando esse mesmo fato, diz: “Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico”. O verbo grego usado por Marcos é “apestégasan” (πεστγασαν), que significa “removeram o teto”. Por isso, não foram tiradas telhas, como disse Lucas, pois não existiam telhas nas casas simples daquela região.

Mateus, também se referindo a esse acontecimento, nem mesmo cita o episódio do telhado, somente assinala a indignação dos escribas ante a atitude de Jesus em perdoar os pecados do paralítico. (Mt 9, 2-7).

Mesmo assim, como já se assinalou antes, o interesse do evangelista Lucas, mais do que mostrar a fé na atitude daqueles homens, era o de evidenciar a diferença de Jesus com relação a outros profetas. Ele era o Filho de Deus, com poderes de curar; mais do que isso, com poderes de perdoar aos pecadores os pecados.

Para o evangelista, Jesus precisava provar a sua autoridade de dar o perdão; e, para isso, tinha de realizar algo miraculoso. O milagre confirma o múnus do Mestre de perdoar os pecados.

Algo que nos impressiona é o desfecho do acontecimento. O paralítico se levanta, pega a cama (maca), e vai embora. Ou seja, Jesus não esperava que ele o seguisse, mas a missão daquele que recebeu o perdão e a cura era outra: glorificar as maravilhas de Deus em sua casa (terra). A cama vai com ele, pois representa a sua vitória diante dos males que o afligiam. Afinal, a primeira atitude de Jesus ao ver esse paralítico não foi a de curá-lo, mas foi a de perdoar-lhe. Assim sendo, os pecados que a sociedade lhe atribuíam eram mais pesados do que a sua própria condição de deficiência corporal.

E hoje? Seríamos capazes de atitudes audazes para aquecer a nossa fé? Os telhados que impedem as pessoas de chegar a Cristo são cada vez mais difíceis de serem removidos! Esse é o nosso trabalho: libertar aqueles que não têm voz nem vez, ajudá-los a remover as barreiras que os impedem de vivenciar a fé intensa em Jesus, e nos perdoarmos mutuamente! Este é o dom mais divino que Jesus poderia ter nos dado: o perdão!

Lucas 5, 17-28 – O DOM MAIOR É O PERDÃO!

Fr. José Luís Queimado, CSsR

Qual é a vontade do Pai ? - Newton

Evangelho de Mateus 7,21. 24-27

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos Céus”, disse Jesus.

Qual é a vontade do Pai para que tenhamos acesso ao Reino dos Céus?

A partir do versículo abaixo vamos refletir sobre esta vontade:

Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Jo 6,38-40.

Jesus não fez a sua própria vontade, e, como filho obediente, embora sendo parte da Santíssima Trindade, ensinou e cumpriu a vontade do Pai que está nos Céus.

Está claro neste versículo, que a vontade do Pai é que ninguém se perca, e, que todos sejam salvos. Mas para conseguirmos a salvação e termos a Vida Eterna (acesso ao Reino dos Céus), precisamos crer no Filho. Mas, Crer no filho não é simplesmente acreditar, porque acreditar significa apenas dar crédito, mas de uma forma incondicional, portanto, Crer em Jesus é se entregar a Ele de corpo, alma e espírito. Trata-se, portanto, de uma entrega incondicional a Jesus Cristo.

Jesus em várias passagens, afirma sobre si mesmo: “Eu sou o Pão da Vida, Eu sou a luz do mundo, Eu sou a porta, Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida”. Devemos então, saciar a nossa fome e sede em Jesus, devemos nos deixar iluminar por Ele, e entender que só Ele é o único caminho que nos leva ao Pai, a única porta de entrada para o Reino dos Céus.

Crer em Jesus é deixar se envolver com Ele de tal forma que passamos a amar como Ele amou, e sentir o que Ele sentia. São Paulo nos dá o testemunho deste envolvimento quando diz: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”(Gálatas 2,20).

Fazemos a vontade do Pai, quando colocamos em prática tudo o que Jesus nos ensinou. E quando colocamos em prática as palavras de Jesus, passamos a viver a verdadeira caridade para com o próximo, e desta forma passamos a cumprir o "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Agindo desta maneira estaremos construindo a nossa casa na rocha inabalável que é o próprio Jesus, e nenhuma tempestade, isto é nenhum problema poderá nos derrubar, e estaremos firmes até o encontro final como o Nosso Senhor.

Jesus é e deve ser o nosso modelo de vida, e como modelo de vida, nos conduz a Deus para uma verdadeira vida. Uma vida nova em Cristo.

Newton Hermógenes Silva

Convertei-vos - Sal

3 de Janeiro de 2011

Evangelho - Mt 4,12-17.23-25


O Reino dos Céus está próximo.

Caríssimo leitor. Vamos começar o ano novo com o e direito. É hora de conversão. É hora de mudar o rumo da nossa vida. Conversão significa mudança de direção. Quando o instrutor da auto-escola diz para aluno. Faça uma conversão à esquerda ou à direita, é para ele virar o volante e mudar para a esquerda ou para a direita.

Na nossa caminhada existencial, às vezes tomamos o rumo da esquerda, das coisas ruins, do pecado. Portanto, devemos virar o volante, a direção do nosso carro, e retomar ao caminho reto, pegando a estrada reta, como disse João Batista, endireitando a nossa vereda, o nosso caminho, o nosso caminhar.

O Evangelho de hoje nos mostra as figuras de João Batista, e de Jesus que nos alerta dizendo: 'Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.'
Vamos traçar o caminho de volta e desfrutar o generoso acolhimento da parte do Pai, para a alegria do Pai. Vamos trocar a arma pela Eucaristia e pela oração, a agressividade pelo perdão, pois tudo isso são traços específicos do processo de conversão. Na parábola do filho pródigo, a bela túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos desta nova vida, pura, digna, cheia de alegria, que é a vida do homem que volta a Deus e ao seio de sua família, que é a Igreja.

Existem diversas formas de penitência e conversão. Não nos esqueçamos de começar pela nossa conversão e em seguida trabalhar pela conversão dos demais irmãos. Porque ninguém se salva sozinho.

Como já nos profetas, o apelo de Jesus à conversão e penitência não visa em primeiro lugar às obras exteriores, mas sim as atitudes e obras pessoais ou interiores: os jejuns e as mortificações, a mudança de pensamentos, a negação de si mesmo, o firme propósito de voltar para Deus. A conversão interior é o desejo e a resolução de mudar de vida. Sem essa atitude inicial, as obras de penitência continuam estéreis e enganadoras: A conversão mental, dos pensamentos, é o primeiro passo para uma mudança de vida efetiva e segura. Para deixar de fumar, eu primeiro preciso tomar consciência da necessidade dessa decisão, desse ato para o bem da minha saúde. Quando cometemos o pecado, primeiro vivenciamos o pecado no pensamento. Por isso a conversão deve começar na nossa mente. Eu quero parar de fazer isso, eu quero largar aquele vício. Depois dessa decisão mentalizada, eu vou recorrer a ajuda de Jesus. E lembre-se, Ele está sempre pronto para nos dar a mão, como o fez a Pedro quando estava afundando nas águas. A nossa mudança de vida, mudança de direção deve começar pela nossa mente, pelos nossos pensamentos, no nosso interior, caso contrário, não vai funcionar.

A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida,uma força, um impulso gerado pela decisão firme de largar tudo que fazemos de errado, e voltar para Deus. A penitência nos dá força para fazer uma ruptura com o pecado, ela nos dá uma aversão ao mal e repugnância às más obras que cometemos. Aquele desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça. E Deus nos acolhe de braços abertos com alegria como nos foi mostrado por Jesus na parábola do Filho Pródigo.

Sal.

Não nos bastará apenas dizer Senhor, Senhor, mas sim, confiar plenamente no Seu Amor e na Sua real proteção – Maria Regina.


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A casa é a nossa vida. A Rocha é a Palavra de Jesus Cristo. A areia é a ilusão dos ensinamentos do mundo. A casa construída sobre a rocha é a vida do homem que caminha à luz da Palavra de Deus. Se não permanecermos firmes na vivência da Palavra de Jesus, se não concretizarmos com as nossas ações o que proferimos com os nossos lábios estaremos construindo a nossa história sobre falsos fundamentos e na hora da tempestade a nossa vida ruirá e nós experimentaremos o fracasso.

Não precisamos imaginar muito, mas até uma simples enfermidade ou um baque financeiro podem nos tirar do sério quando não temos a nossa vida firmada em Deus e nas Suas promessas. Deus é a Rocha, Deus é o Amor e aquele que se ajusta à Sua vontade, terá uma vida firme, confiante e as tempestades, os terremotos, os ventos não o abalarão. As dificuldades da nossa vida são momentos preciosos para percebermos se estamos firmes sobre a R0CHA.

Não nos bastará apenas dizer Senhor, Senhor, mas sim, confiar plenamente no Seu Amor e na Sua real proteção.É preciso que nos acostumemos com a certeza da eterna fidelidade de Deus para conosco, seus filhos. Ele também espera, para o nosso bem, que não nos esqueçamos de louvá-lo, em reconhecimento pelo muito que recebemos do Seu grande amor. Muitos se lembram de Deus só para pedir e mesmo não vivendo como Ele pedem, ficam bravos, batem os pés, xingam e até blasfemam, porque acham que não foram atendidos.

Só Ele sabe o que pode e deve fazer e, quando é o momento certo para atender aos pedidos que fazemos. Nós mesmos não sabemos que aquela não é a hora de sermos atendidos e… por isso pedimos…e, por isso muitos se dizem decepcionados e se afastam até do caminho do Senhor. É preciso pedir. Jesus mesmo nos diz: “Tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, Ele vos atenderá”. Jesus não mente; as Suas palavras significam tudo aquilo que representam, mas não esqueçamos, que existe também, a nossa parte a ser cumprida. Há uma aliança bilateral entre nós e Deus, para ser cumprida.

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina