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2 de jan. de 2012

Quem são minha mãe e meus irmãos? – Diac. José da Cruz



24 de Janeiro Terça Feira

Evangelho Marcos 3, 31-35

 

                                            "Fazer a Vontade de Deus..."

 

Outro dia alguém desabafou perto de mim "Tem muita coisa boa nesta vida, que a gente quer fazer mais contraria a Vontade de Deus, parece que os maus, aqueles que não estão comprometidos com o Reino e nem frequentam Igreja nenhuma, são mais felizes pois fazem o que querem nesta vida".

Quando se fala na Vontade de Deus, dá-se a impressão de que Ele é um tremendo estraga-prazer, que vai contra tudo o que é bom de se fazer, e a vida de Fé nesta terra até parece aquela competição de Cabo de Guerra, Deus puxa para um lado, e nós para o outro..."

Se cristianismo fosse isso, nós cristãos seríamos os mais infelizes de todos os homens, o primeiro homem Adão e a mulher Eva, viviam na plenitude da comunhão com Deus, a finalidade para a qual Deus os criou estava em pleno acordo: eles eram objeto do amor de Deus e viviam em um paraíso, que antes de ser um lugar geográfico, é um estado de espírito do homem em sintonia com Deus Criador. Não tinham e nem preconizavam ter nenhuma ambição, tudo o que um Ser humano deseja ser nesta vida, realizando-se na plenitude do amor, nossos primeiros pais já tinham, até que.....conheceram a possibilidade do mal e fizeram opção por ele...

No evangelho de hoje estamos diante do novo Povo que vai surgindo com Jesus, este retorno á vida de comunhão com  Deus vai custar a Vida do Verbo Encarnado, mas o homem, que havia se perdido em si mesmo e não mais se achava, porque diante dele só estava o Mal, agora terá a possibilidade de optar pelo Bem, este Bem que está precisamente nas palavras e ensinamentos de Jesus,  que por sua vez é a Palavra de Deus.

O retorno da humanidade aquele estado de vida inicial, passa por Jesus, aliás, só Ele é o caminho que conduz ao Pai, e nem um outro. Até aí tudo bem mais, sendo o homem um ser social, essa experiência de amor e de comunhão com Deus manifestado em Jesus, só se torna possível na relação com o outro, e aí a comunidade é o lugar por excelência, que nos conduz a esse paraíso, que não está lá atrás, perdido no passado, mas está á nossa frente, motivando-nos a caminhar sempre mais, alimentados pela Esperança que um dia transbordou do coração de Deus Filho naquela cruz, e inundou toda a nossa vida, permitindo-nos sonhar, desejar e alcançar essa plenitude feliz, que é eterna.....

 

 

! O Espírito Santo é o doce hóspede da nossa alma, no entanto Ele é educado e não quer se intrometer nas nossas ações. - Maria Regina

 

 

                                  Às vezes não conseguimos entender muito os segredos de Deus, no entanto, precisamos nos firmar no que é essencial para que a mensagem evangélica se transforme em vida para a nossa caminhada. João Batista veio abrir o caminho para Jesus! Plano e estratégia de Deus Pai. Assim sendo, ele conclamava a todos, para que se arrependessem dos pecados, batizando-os com água a fim de acolher Àquele que existia antes dele, (embora não O conhecesse) e que viria tirar o pecado do mundo.

E o sinal dado por Deus Pai a João Batista, a fim de que reconhecesse Jesus, foi o Espírito Santo, em forma de uma pomba descida do céu.

  

 Dessa forma, João Batista apontava com segurança para Jesus e dizia: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Depois do Batismo de Jesus, João Batista encerrou a sua missão, porque agora, Jesus, cheio do Espírito Santo, com poder iniciaria a Sua Missão. Jesus cheio do Espírito Santo iniciou sua vida pública e o Seu maior objetivo era realmente nos dar posse do poder do Seu Espírito. Ao mencionarmos o Batismo de Jesus, não podemos esquecer-nos do nosso Batismo e tomar consciência de que também nós temos a força do Espírito dentro de nós e o Seu sinal se faz notar através das nossas ações, reações, atitudes, gestos, etc…

 

Precisamos averiguar se o testemunho que damos ao mundo é realmente, o de alguém que vive pleno do Espírito Santo ou de quem já o guardou e não se importa com Ele! O Espírito Santo é o doce hóspede da nossa alma, no entanto Ele é educado e não quer se intrometer nas nossas ações, sem o nosso conhecimento. Deus Pai deu testemunho do Seu Filho Jesus, com o sinal do Espírito Santo. Assim também Ele só poderá dar testemunho ao mundo de que somos Seus filhos e filhas, se deixarmos que o Espírito Santo manifeste em nós o Seu poder e a Sua força. Seremos as pessoas mais insensatas se recusarmos essa grande ajuda do céu. – Você tem deixado transparecer ao mundo que está cheio do Espírito Santo de Deus? – As pessoas reconhecem em você a luz que vem do céu? – Você tem feito as mesmas coisas, do mesmo jeito que as pessoas comuns do mundo fazem? – Em que você tem agido diferente das pessoas das "novelas" da TV? – Há alguma diferença?

Amém

Abraço carinhoso

 

Maria Regina

É preciso converter-se para converter o mundo – Diácono José da Cruz



23 de Janeiro Segunda Feira

Evangelho Marcos 3, 22-30

                                                       "Ninguém se une para perder..."

 

Nova acusação contra Jesus, agora são os Escribas que já nem sabem o que estão falando, acusam Jesus de estar unido a Belzebú ou Satanás, para expulsar os demônios dos que estavam possessos. A postura dos Escribas nos lembra um termo bastante verdadeiro, que se usa na política mais quem sentido amplo: Oposição burra!

A oposição é importante pois nos ajuda a perceber nossos erros e isso nos faz crescer, mas quando se trata de uma oposição inteligente que aponta os erros e equívocos cometidos por alguém, assim deveria ser na política entre Situação e Oposição, mas não é e nunca será...Até mesmo em nossas comunidades essa postura dos Escribas acontece. Quando não vamos com a cara do Coordenador, ou do Padre, ou do Diácono ou Ministro, ele pode até fazer chover, que vamos ser contra.

No caso das comunidades, uma oposição inteligente faz a correção fraterna, mas uma oposição burra só destrói e causa divisões, isso é pecado grave contra a Igreja! Jesus faz o Bem ao expulsar demônios das pessoas que estavam sofrendo, mas seus opositores os Escribas deturpam a sua ação libertadora atribuindo-a  a Satanás. O desejo pérfido de Satanás é sempre possuir e dominar as pessoas e não libertá-las, isso é, o Mal se associa ao Mal, para fazer o Mal e jamais o Bem e pensar o contrário é burrice...

Tem gente que não é contra Jesus mais não o aceita e nem o assume como único Deus e Senhor, em se tratando de Jesus, não basta não ser contra, é preciso fazer por ele uma opção radical e assim comprometer-se com todos os valores do evangelho, viabilizando a prática do bem.

Nossas comunidades são essa casa protegida pelo Homem Forte que é Vencedor por excelência, Satanás só consegue infiltrar-se na comunidade, quando alguém que se diz cristão, agindo como o Escribas, se coloca contra o Evangelho, traindo o ideal Cristão e permitindo que se crie divisões provocadas pela inveja, intriga e calúnia.

22 de Janeiro 3º Domin go do Tempo Comum - Diac José da Crruz

22 de Janeiro 3º Domin go do Tempo Comum

 

Evangelho Marcos 1, 14-20

 

                                                    " Na ínfima Galiléia começa algo novo para a humanidade"

 

Longe dos Palácios dos Poderosos do Império Romano, e do sistema religioso centralizado no Templo de Jerusalém, sem nenhuma comunicação prévia aos Escribas, Doutores da Lei e outros homens importantes da Comunidade Judaica, lá na desprezível Galiléia dos pagãos algo de totalmente novo começa a acontecer depois que João foi preso...Quanta ingenuidade dos poderosos achando que prendendo João Batista iriam calar a voz de Deus...

Sai de cena alguém que era somente uma voz do deserto, para entrar na vida pública aquele que é o próprio Verbo Encarnado, não foram os homens que interromperam a chegada do Reino de Deus anunc iado por João, mas foi a vontade de Deus que fez chegar o tempo oportuno que havia se completado, de agora em diante Deus  não mandará avisos, Ele próprio vai falar e tornar-se caminheirto junto ao seu povo....

Um projeto grandioso como esse, o único, verdadeiro e mais importante para toda humanidade, começa na Galiléia, Deus não se alia aos poderosos para fazer o Reino acontecer, mas busca os mais fracos e desprezíveis, que esperam por algo novo e guardam no coração a esperança de uma mudança para melhor, mas que só dependa de Deus, seu desígnio e sua iniciativa.

A Igreja de Cristo não pode querer construir o reino fazendo parceria com Instituições poderosas, pois o Reino não depende de nenhum poder humano, nem de algum sistema econômico ou ideologia política partidária, mesmo porque, no sistema conhecido como Padroado, Igreja e estado caminhavam juntos no poder, dentro de um imperialismo que só atrasou a Missão da Igreja de Evangelizar.

É essa a verdadeira e sincera conversão, romper com todo e qualquer sistema que queira manipular o homem e ser o Dono da Vida, o Homem é Filho de Deus e a Vida um dom que pertence únicamente a ele. Conversão é mudança de mentalidade e de atitude, uma volta e uma busca permanente de Deus a única Fonte de Vida. Os primeiros seguidores de Jesus eram simples pescadores, considerados impuros diante do sistema religioso juntamente com outras categorias marginalizadas e desprezadas.

Eles conhecem Jesus, ouvem suas palavras e a sua proposta de darem uma "guinada de 90 graus" em suas vidas e aceitam com sinceridade de coração. Não foram arrebatados dentro do templo, não entraram em êxtase em uma espécia de encantamento, mas Jesus de Nazaré os procurou em seu ambiente de trabalho, na labuta diária,  com as mãos cheirando peixe.

Impactados pelo anúncio de Jesus, não pediram um tempo para pensarem n o assunto, afinal, deixar para trás trabalho e família, não é coisa que se possa fazer da noite para o dia.. Mas o nosso evangelho, que não é uma reportagem jornalística, apenas quer nos mostrar a urgência que devemos ter ao responder o Senhor que nos chama para algo novo. Em nossa labuta diária, através de pessoas e acontecimentos Jesus continua a nos chamar, Ele poderia, de maneira violenta nos arrebatar e invadir a nossa vida, mas com a humildade de sempre, m nanifestada na sua encarnação, vida, paixão e  morte na cruz, nos faz uma proposta e um convite...

Afinemos bem os nossos ouvidos e o nosso coração, e não percamos mais tempo, vamos responder com generosidade a este chamado, como fizeram aqueles primeiros discípulos, que deixando tudo para trás, o seguiram.....

 

 

Eu não mereço desamarrar suas sandálias.- Padre Antonio Queiroz


Segunda


 

No meio de vós está aquele que vem depois de mim; eu não mereço desamarrar suas sandálias.

Este Evangelho narra o diálogo entre João Batista e os enviados pelas autoridades de Jerusalém, a fim de lhe perguntarem quem ele era. Nas respostas, João teve todo o cuidado para não se promover, pois sua missão era anunciar o Messias, não a si mesmo.

A primeira pergunta que lhe fizeram foi: "Quem és tu?" João respondeu: "Eu não sou o Messias". Por si, ele devia responder quem era, não quem não era. Mas havia o perigo de chamar a atenção sobre si mesmo e o povo voltar-se para ele, não para Jesus.

Mas os enviados não ficaram satisfeitos e insistiram: "Quem és então? És Elias?" João respondeu: "Não sou". Eles perguntaram: "És o Profeta?" João respondeu: "Não". Veja que João era profeta. O próprio Jesus disse que ele era o maior de todos os profetas. Acontece que o verdadeiro profeta anuncia Cristo, e não a si mesmo.

Nesse momento, os enviados apelaram: "Quem és, afinal? Temos de dar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?" Em outras palavras: Viemos aqui com a missão de saber quem é você. Se voltarmos sem resposta, levaremos uma punição. Por isso nos ajude, por favor!

João então colaborou, mas deu uma resposta inspirada: "Eu sou a voz que grita no deserto: Aplainai o caminho do Senhor – conforme disse o profeta Isaías". A voz não tem consistência em si mesma; ela logo desaparece, e só fica na nossa lembrança aquilo que ela significa. Boa definição do profeta.

Mas isso bastou para vir o ataque: "Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?" Em resposta, João não deixou por menos: "Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis". O recado é também para nós. A humanidade atual vive procurando o caminho, a verdade e a vida, mas deixando Cristo de lado! "No meio de vós está aquele que vós não conheceis". Vivemos tão preocupados com as coisas do mundo que nos esquecemos de conhecer Jesus. Quem ama entra dentro da vida da pessoa amada. Nós não queremos saber disso com Jesus. É o catecismo da primeira comunhão, e olhe lá. O Espírito Santo conhece Jesus porque o ama. Que o Espírito Santo nos mostre quem é Jesus realmente e nos mova a procurar conhecê-lo melhor.

O mundo conhece os segredos da natureza, das ciências e da técnica, mas conhece pouco o seu autor. O homem moderno é vítima do seu próprio invento. Por isso, o elevado desencanto entre os jovens e adultos pela sociedade em que vivemos; desemprego, violência, discriminação social, ruptura familiar e conjugal, drogas, alcoolismo fome...

Em seguida João fala: "Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias". Nas famílias, era o escravo ou a escrava que desamarrava as sandálias dos donos da casa, quando chegavam das estradas empoeiradas. Nem disso João Batista se julgava digno, em relação a Jesus!

Desse jeito, é claro, o povo ia deixando João e se reunindo em torno de Jesus. Era justamente isso que João queria: "É preciso que ele cresça e eu diminua" (Jo 3,30). Não só João, mas é isso que todo profeta deve querer.

O sal e o fermento desaparecem no meio da comida. Nós não olhamos para a luz, nem nos lembramos dela, a não ser quando falta luz. Assim deve ser o profeta. Comportar-se no meio da sociedade como o sal, o fermento e a luz. A glória do profeta é fazer o povo aproximar-se de Cristo, não de si próprio. Às vezes, para o profeta sobra a cruz. Cristo veio para acabar com os corações dilacerados. Ele é o dom de Deus, é o nosso companheiro, amigo e irmão.

"Irmãos, estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Dai graças em todas as circunstâncias... Aquele que vos chamou é fiel; ele cumprirá o que prometeu" (1Ts 5,16-18.24). A nossa sociedade precisa urgentemente de pessoas que lhe mostrem os autênticos valores espirituais e humanos: o desprendimento, a solidariedade, o amor, a fé, a oração, a coerência, a responsabilidade, a honestidade, a paixão pela verdade...

A única coisa que pode vencer a insatisfação profunda do homem atual é o testemunho pessoal e comunitário de alegria e esperança, oxigenadas na fé em Cristo, o "Deus conosco". Assim, os obstáculos se transformam em trampolim.

A exemplo de João Batista, o testemunho é um impacto que provoca interrogações, as quais resultam em esperança e alegria. Ser testemunha é criar mistérios em volta, fazendo com que a vida sem Deus se torne um absurdo.

Como nos tempos de João Batista, há no nosso povo uma difusa esperança de que está para chegar algo mais seguro do que o que está aí; algo transcendente, mas com enorme força no contingente. Aí está o ambiente propício para o testemunho dos cristãos. Testemunho corajoso, explícito e vivencial, como o de João. Diante do relativismo estéril, esse testemunho apresenta o caminho, a verdade e a vida.

"Quem és tu?" Será que se alguém nos fizesse essa pergunta, nós responderíamos corretamente, como fez João Batista?

Certa vez, uma família ganhou um cachorrinho de raça. Quando ele chegou à casa, já havia lá um gato siamês, muito querido pelo pessoal da família. O cachorrinho logo sentiu que aquele povo gostava muito de gatos, e ficou com a sensação de que, se fosse gato, seria mais aceito pela família. E ele começou a ensaiar um jeitinho de gato... e foi percebendo que as pessoas achavam isso muito legal. Estava emplacando! E por aí foi. Com o tempo ele até já estava conseguindo miar como o gato. O disfarce ia se ajustando bem no seu corpo de cachorro. Isto lhe rendia mimos e aprovação das pessoas.

Assim foi crescendo o cachorrinho. Mas algo começou a não funcionar! De vez em quando as pessoas iam percebendo que na realidade ele não era igual aos gatos. De vez em quando escapava um latido, sem que ele percebesse. Lentamente as pessoas foram desconfiando... Pensando bem, só não via quem não queria. Enquanto ele era pequeno, até que a máscara de gato passava, mas agora...

Os anos se passaram... e as pessoas foram percebendo que ele era um cachorro; só ele não percebia. Quando ele via um cachorro, às vezes sentia vontade de ser cachorro. Ele começou a ficar triste. Pior quando lhe puseram o nome de Fachada. Então um dia teve coragem e voltou a assumir a sua identidade de cachorro.

"Quem és tu?" A resposta a esta pergunta é longa, e inclui a nossa vocação específica, isto é, aquilo para o qual Deus nos colocou no mundo. Que abracemos com amor a nossa identidade.

"O Senhor olhou para a humildade de sua serva", disse Maria Santíssima. Ela foi uma testemunha completa: clara, vivencial, humilde e perseverante. Que Maria e João Batista nos ajudem a ser bons e humildes profetas do Senhor.

No meio de vós está aquele que vem depois de mim; eu não mereço desamarrar suas sandálias.

 

 

Encontraram Maria e José e o recém nascido - Padre Antonio Queiroz

Padre Antonio Queiroz


 

Encontraram Maria e José e o recém nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.

Hoje, primeiro dia do ano, celebramos a oitava do Natal e a solenidade da Santa Mãe de Deus Maria. Além disso, é o Dia Mundial da Paz.

A equipe "Florescendo Sempre" deseja a você e sua família um Feliz Ano Novo. Que 2012 seja repleto de bênçãos de Deus, o que nos traz a paz. Jesus, no Natal, tornou-se Emanuel, Deus Conosco. Que ele continue com você durante todo este ano que se inicia.

O Evangelho narra a visita dos pastores ao Menino Jesus. Maria Santíssima é Mãe de Jesus. Jesus é Deus, portanto ela é Mãe de Deus. Não Mãe da divindade, evidentemente, mas Mãe de Jesus que é Deus. É um mistério que nos ultrapassa. Cabe a nós ter a mesma atitude de Maria: guardar tudo no coração e meditar, a fim de aprender, pois, como Maria e José, queremos fazer a vontade de Deus.

Aí está o segredo da santidade: ouvir ou ler a Palavra de Deus e meditar sobre ela a fim de trazê-la para o nosso coração e depois ela sair pelas nossas mãos, pés, palavras e atos, produzindo frutos e enchendo o mundo de luz, como foi o nascimento de Jesus.

Em seguida, o Evangelho fala: "Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido". Tudo em obediência a Deus. O casal cumpria direitinho os seus deveres religiosos. Verdadeiro modelo para nós. "Se alguém guarda a minha palavra, nunca verá a morte" (Jo 8,51). Quer dizer, viverá eternamente com Deus.

A palavra Jesus significa "Deus salva", ou "Salvador". Nós colocamos o nome nas crianças no dia do seu batizado. Levamos e nenezinho para a igreja e o apresentamos a Deus, como Maria e José fizeram com Jesus. É muito bom, a exemplo de Maria e José, colocar nas crianças um nome que expressa o que queremos que ela seja no futuro. Nós cristãos sempre veneramos o nosso santo onomástico, isto é, o santo que tem o nosso nome.

E hoje é o Dia Mundial da Paz. Paz é a tranqüilidade da ordem. Para o mundo pecador, paz é ausência de guerra, mesmo que seja pela força. Assim, paradoxalmente, a paz é o grande anseio da humanidade e é a ausência mais sentida na história dos povos. A paz cristã se apóia no tripé: verdade, justiça e perdão.

Destroem a paz: a violência, a agressividade, a exploração do outro... Como é triste ver crianças ganharem, até no Natal, armas de brinquedo e ficar apontando para os coleguinhas. Como é triste ver nos filmes pessoas matando outras, e ver nos jogos infantis eletrônicos a própria criança matando virtualmente. São os caminhos mais seguros para destruir o anseio de paz que Deus colocou em nosso coração.

Certa vez, a polícia prendeu em flagrante um criminoso, que tinha acabado de cometer um crime horrível. Dois homens assistiram a cena e comentavam: "A solução é matar! Um homem desse não pode viver!"

Um pouquinho mais distante estavam duas mães, que também viram o crime. Elas tinham o terço na mão e rezavam pelo criminoso, para que se convertesse.

A grande contribuição de Maria Santíssima é que ela, como mãe, nos ensina a olhar as coisas com os olhos de mãe, isto é, a ter um olhar de misericórdia, que sabe ver o lado bom que todo ser humano tem, como criatura de Deus.

Que a Santa Mãe de Deus Maria, e São José, nos ajudem a imitá-los, fazendo em tudo a vontade de Deus, para que haja paz.

Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.


Conhecendo João Batista - Newton


Evangelho do dia 02 de janeiro de 2012 (João 1,19-28)

Quem era João Batista ou quem foi João Batista? Os intelectuais religiosos daquele tempo, aqueles que conheciam a Lei se preocupavam em saber quem era aquele homem que pregava com tanta propriedade a chegada do Messias, e, nem era um dos membros oficiais da religião. Ninguém o autorizou a dizer tais coisas, e, cita Isaias dizendo: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor".

 

A princípio pensaram seria Ele o Cristo que haveria de vir, ou quem sabe Elias? Mas, na sua humildade e certeza da missão que lhe fora destinada, responde com muita firmeza e convicção: Eu vim apenas preparar o caminho do Senhor, de quem não sou digno de me abaixar e desatar as correias de suas sandálias.

 

Que grande homem foi João Batista! Permaneceu firme na palavra de Deus, e, jamais vacilou, deixava se conduzir pela verdade, e esta verdade o tornou um homem livre, livre para enfrentar os poderosos da época, e não ter medo de anunciar a palavra de Deus, mesmo sob a ameaça dos doutores da Lei e de Herodes, que já não agüentavam mais escutar a voz daquele homem estranho que os incomodavam por demais.

 

João é para nós o exemplo de quem se comporta como verdadeiro filho de Deus, pois não se deixa subjugar por ninguém, ou por qualquer coisa deste mundo. Deus nos criou para sermos livres, não para sermos escravos. O homem vem se tornando escravo desde o antigo testamento por causa da desobediência. João era um homem obediente a Deus, e sabia que estava cumprindo uma ordem divina.

 

Jesus teria que vir para libertar o seu povo da escravidão do pecado. João sabia, e por isto preparou o caminho do Senhor para o seu povo. Jesus Cristo veio e nos libertou do julgo do pecado. Em Gálatas 5,1 está escrito: "Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão".

 

Deus nos chama para sermos livres da escravidão do pecado, e, como cristãos, nós devemos pensar qual escravidão precisamos nos libertar hoje. São Paulo nos adverte que as obras da carne como: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes, nos impedem de entrar no Reino de Deus. (Gálatas 5,19-21)

João Batista era um homem livre do pecado, pois se dedicou exclusivamente à missão que Deus determinou e, não se deixou seduzir por nada, nem por criatura alguma, manteve-se fiel ao seu Senhor, teve um importante papel na salvação da humanidade. Jesus ao falar de João Batista declarou: "…entre os nascidos de mulher, ninguém é maior que  João. (Lc 3:28).

João foi um homem separado e preparado pelo Espírito Santo para exercer o seu ministério, e, como fiel ministro soube repreender o pecado. Abominava tudo aquilo que era contrário à Lei de Deus, condenava o pecado nas pessoas como condenou em Herodes e sua mulher. Condenava o pecado, mas, atraia os pecadores para uma mudança de vida.

Assim deve ser a nossa missão enquanto igreja, repugnar toda a forma de pecado, mas atrair os pecadores para uma vida nova em Cristo Jesus, preparando-nos, e, preparando o povo para a segunda vinda de Jesus.

Oremos: Senhor, nós te pedimos a unção do teu Espírito Santo sobre nós, queremos ser fortes e corajosos, como João Batista, para repreender toda a forma de pecado em nossas vidas, ajuda-nos a praticar as boas obras; amparar, se doar, e dar abrigo ao irmão necessitado; que nossas mãos sejam mãos que abençoam; que nosso amor seja um amor desinteressado; sejamos luz para o mundo, e, unidos como igreja caminhemos firmes na fé, desejando ardentemente a Volta de Nosso Senhor. Maranatha!

Newton Hermógenes

 

1 de jan. de 2012

O grande desejo de Deus para nós é que saibamos comunicar o Seu Amor ao mundo através dos nos nossas palavras,sobretudo com nossas ações - Maria Regina

 

 

                               Os sacerdotes e levitas que procuraram João Batista e lhe fizeram perguntas tinham como único propósito, o de levar uma resposta aos judeus que os enviaram. Eles estavam cumprindo uma missão e era só isto o que a eles importava. Nós, porém, podemos tirar deste interrogatório, lições que Jesus quer nos dar neste início de ano. Assim como João Batista, nós também temos condições de nos distinguir, a fim de conhecer quem nós somos e quem nós não somos. Que cada um de nós possa aprender a descobrir a verdade a nosso respeito!

                           Saber que existe alguém maior do que nós e ter a consciência firme do propósito de Deus para nossa vida e da nossa missão! João Batista entendeu qual era a sua incumbência e esclarecia aos que lhe procuravam a verdade sobre ele mesmo e a cerca de Jesus a quem Ele anunciava dizendo não ser digno de lhe desatar a correia. Que nós também conheçamos a nossa missão e o lugar que nos foi destinado e, assim, encontremos o caminho certo para nos ajustarmos ao Plano de Deus.

                      O grande desejo de Deus para nós é que saibamos comunicar o Seu Amor ao mundo através dos nos nossos relacionamentos a fim de que aconteça em nós a vida nova que Jesus veio nos presentear. Faça a si mesmo essas perguntas: Reflitamos: – Quem sou eu? – O que eu busco? – O que Deus quer de mim nesse novo ano? – Estou disposto  a lutar, amar, sofrer, alegrar-me, de uma maneira nova? – Sei reconhecer nas outras pessoas os seus dons, virtudes, talentos? – Reconheço que não posso tudo?

Amém

Abraço carinhoso de

 

Maria Regina

 

 

É para a nossa família toda que o Senhor promete derramar as bênçãos. Seja mesmo 2012, o ano da família. Que todas as bênçãos do Senhor sejam derramadas sobre nossas famílias, havendo mais perdão, mais união,sejamos mais família.-Maria Regina




                                 Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o Menino Jesus e todos ficaram maravilhados com o que eles lhes contaram sobre as palavras do anjo. Maria ia mais além do que todas as pessoas percebiam e “guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.” Ela alcançava no seu coração os mistérios de Deus e sondava qual seria a vontade do Pai para o Filho que nela foi gerado e que agora era colocado no mundo. Outra mãe no seu lugar tornar-se-ia cheia de orgulho e admiração pela sua própria conquista, pelo privilégio, pela fama e ficaria apenas no superficial. Assim sendo, Maria nos dá exemplo de sobriedade, de discrição, de simplicidade. Nós, a exemplo de Maria precisamos ir fundo nos acontecimentos da nossa vida, a fim de que percebamos nas nossas “aparentes” conquistas, o que é essencial para Deus e não para nós mesmos .
                           Belém foi a cidade escolhida para abrigar a Família de Nazaré e ser cenário do nascimento do Filho de Deus. Belém, hoje, é a nossa casa que recebe também a visita da Santa Família de Nazaré e onde o anjo se apresenta para, mais uma vez nos anunciar tudo o que diz respeito a esta família. A Sagrada Família é modelo de obediência, de simplicidade, de humildade e de justiça. Nela nós podemos nos nortear para cultivar relacionamentos de amor segundo a vontade do Pai. É na nossa casa que nos reunimos pai, mãe, filhos irmãos e irmãs. E é na família que acontece a salvação noticiada pelos pastores, conforme lhes informara o anjo, mensageiro de Deus.
                       É para a nossa família toda que o Senhor promete derramar as bênçãos. Maria guardava os fatos e meditava sobre eles em seu coração. É este também o nosso papel diante da coisas extraordinárias que nos são anunciadas: guardar com carinho no nosso coração e perceber os sinais de Deus através do desenrolar da nossa vida, confirmando-os na Palavra e nos ensinamentos evangélicos. Abramos a porta da nossa casa para que a Sagrada Família nos ensine a fazer a vontade do Pai e, então, todos os nossos planos serão bem sucedidos. Reflitamos:– Você tem a Sagrada Família como modelo? – Qual é a influência ela tem nas suas ações em família? – Como você encara a atitude de Maria?– Qual teria sido a sua atitude? – A sua casa é um lugar onde habita a paz?
Amém
Abraço carinhoso
Maria Regina