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30 de nov. de 2010

Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas - Padre Queiroz

SÁBADO 04/12/2010

Mt 9,35-10,1.6-8

Este Evangelho narra três coisas que Jesus fez, todas nascidas da sua compaixão pelo povo. 1) Ele percorre todas as cidades e povoados, ensinando o Evangelho e curando a todos os doentes. 2) Vendo as multidões, cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor, reclama da falta de operários e pede que rezemos nesse sentido. 3) Escolhe os doze Apóstolos e os envia em missão.

Hoje, as multidões são ainda maiores, e continuam faltando operários. Que nós também sintamos compaixão e ouçamos o apelo, primeiramente para rezar, e depois para agir, dentro das nossas possibilidades. “Jesus, fogo ardente de amor e de ardor apostólico, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!”

De acordo com o plano de Deus, a salvação do mundo está nas nossas mãos. É Deus que a realiza, mas através de nós. Como Jesus chamou os apóstolos, Deus continua chamando homens e mulheres, jovens e crianças, em todos os tempos e lugares. Muitos são insensíveis, como na parábola do samaritano, passam ao lado dos abandonados e não se tocam, ou melhor, não sentem o toque de Deus, porque estão com mil outras coisas na cabeça.

“O mundo passando fome, passando fome de Deus, a decisão é tua.” No batismo e na crisma, todos já fomos chamados e enviados por Deus. Ganhamos um tesouro preciosíssimo, mas não para guardá-lo só para nós, e sim para distribuí-lo.

“Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Um trabalho que todos podemos fazer, e por isso ninguém tem desculpa diante de Deus, é a oração. “Pedi ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” Você rezou hoje, pedindo operários para a messe do Senhor?

O Evangelho fala que, ao chamar os doze, Jesus deu-lhes poder, isto é, capacitou-os para a missão que lhes dava. Claro, qualquer patrão que pede um serviço ao empregado, dá-lhe os meios e, se o empregado não sabe, o patrão ou patroa ensina. Por isso, a desculpa de que não sabemos, ou não temos condições, é furada. Agora, Deus só mostra o passo seguinte para quem já deu o primeiro passo. Se a pessoa fica sentada, esperando uma orientação mais clara de Deus, esta não vem nunca.

“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel.” São os católicos afastados que nós devemos ir buscar primeiro.

“Anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo.’” Está próximo porque Deus o realiza naquela hora. Não podemos deixar para amanhã a nossa conversão, pois poderá ser tarde demais. Deus nos visita todos os dias, e quer frutos da nossa parte. Cada vez, a passagem de Deus é diferente, e é uma oportunidade única, que não podemos perder.

“Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios.” O cristão não só anuncia o Evangelho, mas o pratica. A nossa dedicação ao próximo é integral, ao seu corpo e à sua alma, como Jesus fazia.

Nós não podemos salvar o mundo, mas podemos ajudar aquela pessoa que Deus coloca no nosso caminho.

Anos atrás foi feita uma pesquisa entre jovens universitários de uma cidade, para saber por que houve uma inversão: antigamente a maior procura era pela medicina, e hoje a maior procura é pela odontologia.

As razões apresentadas pelos entrevistados foram as seguintes: Os honorários do médico são geralmente tabelados, enquanto os do dentista são livres. O dentista é mais livre, podendo, por exemplo, viajar no fim de semana, enquanto o médico é mais preso aos seus pacientes, encontrando dificuldade até para fazer férias, às vezes.

Como vemos, pelo menos naquela cidade, os jovens se mostraram bastante egoístas, pois, na escolha da profissão, pensaram mais em si mesmos do que nos outros.

Será que não está aí um motivo por que faltam operários na messe do Senhor? Mas esses jovens entrevistados estão enganados. Jesus prometeu cem vezes mais a quem renunciar aos bens da terra para colocar-se a serviço dele e do seu Reino.

Maria Santíssima é a Rainha dos missionários, pois ela nos deu Jesus, o Missionário do Pai. Não só o gerou, mas o apresentou aos pastores, aos reis magos, aos que estavam no Templo e a tantas outras pessoas. E continua sendo missionária, nos diversos santuários marianos espalhados pelo mundo. Santa Maria, rogai por nós!

Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas.

Padre Queiroz

Dois cegos, crendo em Jesus, são curados - Padre Queiroz

SEXTA-FEIRA 03/12/2010

Mt 9,27-31

Este Evangelho narra a cura de dois cegos, feita por Jesus. Eles seguiam a Jesus gritando: “Tem piedade de nós, Filho de Davi!” Jesus testou a fé deles, não os atendendo na hora.

Mas, quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: ‘Vós acreditais que eu posso fazer isso?’ Eles responderam: ‘Sim, Senhor’. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: ‘Faça-se conforme a vossa fé’. E os olhos deles se abriram.”

Essa pergunta que Jesus fez aos cegos vale para todos nós, quando pedimos a ajuda de Deus: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” A nossa fé é capaz de transportar montanhas. Isso não é sonho, é realidade, e vale para hoje, para agora, para mim e para você.

Deus tem poder infinito, por isso pode resolver todos os nossos problemas. E ele está junto de nós, aguardando as nossas súplicas, mas com fé.

A fé é um dom de Deus, que ele dá aos que lhe obedecem. Quem tem esse dom é feliz, pois nada lhe falta, tudo o que pede recebe.

A fé envolve a nossa pessoa toda, numa harmonia entre acreditar com a cabeça e seguir na vida prática. “A fé sem obras é morta. É como um corpo sem alma” (Tg 2,26).

“Ter fé é um modo de já possuir aquilo que se espera. É um meio de conhecer realidades que não se vêem... Ter fé é caminhar como se visse o invisível” (Hb 11,1.27).

Mas só ganha o dom da fé quem obedece a Deus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21).

Para ter fé é importante viver no amor verdadeiro: “Aquele que ama conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,7).

É importante lembrar que ter fé não é acreditar em um Evangelho modificado conforme a nossa cabeça e os nossos interesses, mas é curvar-se diante do Evangelho legítimo deixado por Jesus e transmitido pela Igreja, que ele fundou, que tem Pedro e seus sucessores como chefes.

Certa vez, um agricultor estava pescando, perto da sua casa. Estava dando muito peixe. Chegou um homem da cidade e falou para ele:

- “Está dando tanto peixe, por que você não põe duas varas?”

- “Para que duas varas?”

- “Porque assim você pode pegar mais peixe, vendê-los e comprar uma molinete, e com ela pegar peixes maiores lá no fundo do rio.”

- “Para que peixes maiores?”

- “Porque assim você pode vender os peixes e comprar uma canoa.”

- “Para que a canoa?”

- “Porque com ela você pode procurar os cardumes, pegar muito peixe, comprar um barco e até montar uma companhia de pesca.”

- “Para que barco e companhia?”

- “Porque com eles você pode ter mais rendimentos e comprar uma fazenda.”

- “Para que fazenda?”

- “Porque com a fazenda você fica rico e poderá vir pescar aqui tranqüilo.”

- “Mas eu já estou tranqüilo. O senhor é que veio me perturbar!”

Vemos neste diálogo como que a ganância, além de destruir a natureza, acaba com a nossa felicidade e prejudica tremendamente a nossa fé.

No fundo, a ganância é uma idolatria, porque a pessoa deixa de acreditar em Deus para acreditar no dinheiro.“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13).

“Feliz de você que acreditou!” disse Isabel a Maria Santíssima. Que Maria nos ajude a crescer na fé.

Dois cegos, crendo em Jesus, são curados.

Padre Queiroz

Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus - Padre Queiroz

QUINTA-FEIRA 02/12/2010

Mt 7,21.24-27

Este Evangelho narra a belíssima parábola da casa construída sobre a rocha. Fazer a vontade de Deus é o principal para entrarmos no céu. Se não a fizermos, mesmo que passemos a vida inteira dizendo: “Senhor, Senhor”, não ganharemos a salvação. Em vez de “fazer”, Jesus usa a expressão “por em prática” a vontade de Deus. Isso para deixar bem claro que não basta também conhecermos ou até divulgarmos os mandamentos de Deus. Jesus derruba todas as nossas desculpas e subterfúgios para nos esquivarmos de praticar os mandamentos.

Os dois que constroem suas casas – um sobre a rocha e o outro sobre a areia – ouvem a Palavra de Deus; a diferença é que um a pratica e o outro não. Com isso Jesus derruba mais uma desculpa nossa: ouvir a Palavra de Deus e participar de grupos e celebrações religiosas. O que vale é a nossa vida, e ponto final.

Quantas pessoas conseguem enganar os outros durante anos e anos, com uma fachada de justas, sendo que de fato não são! E esse pecado pode estar em nós. É fácil enganar. Mas Jesus garantiu: tudo o que está oculto um dia será revelado.

Nós, em geral, gostamos de ouvir a Palavra de Deus, mas paramos por aí. Se, após uma Missa, alguém nos perguntar: quais foram as leituras bíblicas feitas na Missa? Às vezes nem nos lembramos!

Olhando-nos com sinceridade, temos de reconhecer que existe certa distância entre os ensinamentos de Jesus e a vida que levamos. Apesar disso, continuamos ouvindo, ouvindo, ouvindo... e pouco nos preocupando com a conversão de vida. Em outras palavras, continuamos construindo sobre a areia.

Portanto, se, após a nossa morte, nos sairmos bem no Juízo, será por pura misericórdia de Deus.

Quem constrói uma casa sem alicerce é sem juízo; além de jogar dinheiro fora, ainda arrisca a própria vida e da família. O mesmo acontece com quem quer levar uma vida cristã apenas “de nome” ou de aparência. Só que aqui o prejuízo é maior, pois é eterno.

A Palavra de Deus não é difícil de ser praticada. Ela é como a semente que, quando semeada, cresce por uma força própria. Basta não colocarmos obstáculos, que a Palavra de Deus cresce e produz fruto em nós por si mesma.

Mas aí que mora o perigo, pois o maligno também semeia em nosso coração a sua cizânia, e esta, devido ao pecado que existe dentro de nós e no mundo que nos rodeia, cresce mais rápido que a Palavra de Deus e tende a abafá-la.

Certa vez, um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas. Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.

A porta da frente da casa estava aberta. O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.

Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunças. A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.

Na sala de estar, a televisão ligada, emitindo berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.

Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão. Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.

Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de roupas sujas. “Será que a minha mulher passou mal?” ele pensava. “Será que alguma coisa grave aconteceu?”

Então, ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro. Lá, ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia. A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta, e o banheiro transbordada água e espuma

Finalmente, ao entrar no quarto do casal, ele encontrou sua mulher, ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista. Ele olhou para ela, completamente confuso, e perguntou: “O que aconteceu aqui em casa? Por que toda essa bagunça?”

Ela sorriu e disse: “Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta: ‘Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?’ Bem... Hoje eu não fiz nada, FOFO!!!”

O marido se tocou e até ajudou a dar banho nas crianças.

Essa casa foi construída sobre a rocha do sacramento do matrimônio. Só que agora estava entrando areia na união do casal. O remédio, inventado pela esposa, foi amargo, mas curou. Curou para sempre.

“Feliz aquela que acreditou” – disse Santa Isabel a respeito de Maria Santíssima - “pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). Que a nossa Mãe do céu nos ajude a seguir o seu Filho, não apenas com palavras, mas com a nossa vida.

Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus.

Padre Queiroz

Vem Senhor, vem nos salvar! - Alex Alves Rabelo


QUARTA-FEIRA 01/12/2010

(Mateus 15,29-37)

Amigo (a) internauta iniciamos o mês de dezembro, e vamos vivenciando o tempo do advento, no qual, nos preparamos para a vinda do Senhor. Eis a nossa súplica: Vem Senhor, vem nos salvar! E onde Jesus está a graça é abundante.

Jesus tem uma ação que liberta, cura e sacia. Que esperança para nós! Sim, esperança de uma sociedade nova, de pessoas comprometidas com o evangelho. Jesus teve compaixão da multidão e agiu.

Na alegre expectativa do Senhor que vem nós também somos chamados a libertar os oprimidos, a curar os doentes tanto na ajuda física como nas dores da alma e saciar a fome dos mais necessitados. Fome de pão, de justiça, de vida digna, de um bom estudo. Enfim, libertar, curar e saciar os que mais precisam é missão de todos nós, e Deus chama e quer ouvir a nossa voz em atitude concreta.

Nesta confiança de que Cristo está conosco vamos preparando nosso coração para bem celebrarmos o natal. Que a Virgem Maria que trouxe em seu ventre o menino Deus interceda por nós para que diante da multidão dos nossos dias possamos ter a ação de Jesus que liberta, cura e sacia.

Alex Alves Rabelo

OS PASTORES VISITAM A SAGRADA FAMÍLIA-Pe. José Cristo Rey

OS PASTORES VISITAM A SAGRADA FAMÍLIA

A liturgia de hoje coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes:

Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade da Santa Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador.

Celebra-se, em segundo lugar,o Dia Mundial da Paz proposto pelo Papa Paulo VI, em 1968, aos homens de boa vontade, para que neste dia, se rezasse pela paz no mundo.

Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

O Evangelho mostra como a chegada do projeto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo através de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos também a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projeto divino de salvação para o mundo.

Faz poucas horas soavam as badaladas que concluíam o ano de 2010 e davam início ao ano de 2010. Muitos acontecimentos de nossa vida pessoal e social estiveram datados com a data de 2011. E como tais ficarão registrados nos anais da história e de nossa vida particular. Hoje se inicia uma nova datação dos fatos. E nos perguntamos com uma incerteza e um secreto estupor: o que nos ocorrerá neste ano 2011?

Tememos, antes de tudo, notícias de morte, de fracassos, de doenças, de males e catástrofes. Esperamos, também, boas notícias de vida, de sucesso, de bem-estar, de acontecimentos extraordinários.

Que bom é, então, suplicar ao começo do ano uma bênção a Deus!

A primeira leitura nos diz como Aarão e seus filhos deviam abençoar os israelitas - segundo o mandato de Deus -. Essa bênção é também aquela com a qual a mãe Igreja nos abençoa, ao iniciar este ano, e contém três desejos:

"O Senhor te abençoe e te proteja"

"O Senhor faça brilhar seu rosto sobre ti e te seja propício"

“O Senhor volte para ti seu rosto e te conceda a paz"

Unir nossa vida ao nome de Deus é a maior bênção. Invocar seu nome é sinal de uma relação estreita, permanente com Ele. A maior bênção é viver em permanente relação com nosso Senhor Deus. Ele será nosso protetor, nos favorecerá nos concederá a paz em todos os momentos e fará que seu rosto brilhe sobre nós, que caiamos em Sua graça! Igual a que pôs seus olhos na humilhação de sua serva, Maria, também os colocará sobre nós.

Experimentemos, ao começar este ano, essa presença de Deus, essa mão poderosa que nos protege esse olhar que nos ama. Por isso, comecemos o ano com o melhor dos sorrisos e a melhor das certezas: estamos nas mãos de Deus, sob a luz de seu olhar! Que mais queremos?

Jesus, desde o princípio, levou em seu corpo o sinal desta Bênção. Aos oito dias quiseram seus pais, Maria e José, que fosse circuncidado, isto é, que recebesse em seu corpo a marca da Aliança com Deus. Eles queriam que seu filho Jesus, já desde o princípio, aparecesse como um "aliado" de Deus. O que expressava o sacramento da circuncisão. Mas Jesus não só precisava da bênção de Deus, Ele se converteu em nossa bênção. Tê-lo em nossa terra é a maior bênção. Conectar com Jesus e acolhê-lo, introduzi-lo em nossa vida, não é a maior bênção?

Assim entenderam aqueles pastores que acreditaram no que tinham ouvido e depois experimentado ou visto pessoalmente e que, finalmente relataram aos demais. Fora temores ou más expectativas ante o ano que vem! O único medo que deve nos preocupar é perder o contato e a Aliança com nosso Deus, ainda que seja o esquecimento por um só instante de Seu nome. Comunguemos todos os dias a Jesus e teremos bênção diária.

Chama-me a atenção o fato dos pastores encontrarem Jesus recostado num presépio. Sabemos que o presépio era, por assim dizê-lo, a mesa na qual comem os animais. Sobre essa mesa há não só um alimento para a vida, senão o Pão da Vida. Não era Bethlehem a casa do Pão? O pequeno Jesus é colocado na mesa mais pobre que poderíamos imaginar como Alimento de Deus, bênção de Deus. Quem não comerá este presente que recebemos das mãos de Maria e de José?

Sem sabê-lo, milhões de seres humanos sentem no Natal algo especial que não sabem descrever. Além dos tópicos aos que recorremos - que são os consumismos, a secularização das festas -, eu creio que há algo mais profundo: uma necessidade de presentear, de encontrar-se com os demais, um desejo profundo de paz, de harmonia, nostalgia de amores impossíveis, evocações de pessoas muito queridas, luzes nas noites da vida, sonhos flutuantes que nos devolvem a ilusão. Não é tudo isto, sinal de uma Bênção misteriosa que nos invade?

Abramo-nos à Bênção que se nos concede. Que há bênção para todos. Que o Abbá nos ama, porque é Amor de Mãe - unida a seu Esposo José - nos oferece seu melhor presente, o Filho comum, Deus e Homem, a Carne que nos salva, JESUS.

José Cristo Rey Garcia Paredes