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28 de jun. de 2011

TRANSFIGURAÇÃO - Pe Wagner

Dia 06 de agosto

 

"Este é meu filho amado, escutai-o!"

1. Ele se Transfigurou Diante Deles

Celebrando o sacramento da quaresma, nós nos preparamos para a Páscoa do Senhor. Nela participaremos da glória de Cristo, ainda sob "a nuvem" da esperança. Os que serão batizados serão transfigurados, revestindo-se de Cristo.

A colocação do texto da transfiguração de Jesus, no início da Quaresma, convida-nos a ouvi-lo para sermos transfigurados com Ele. Com Ele percorremos o caminho do deserto, passamos por sua Paixão e chegamos com Ele à Glória, como rezamos na oração pós-comunhão: "Vós nos concedeis participar das coisas do céu".

Antes da glória da Ressurreição, Jesus passa pela dor da Paixão e da Cruz. Pelo sofrimento chega à glorificação. A transfiguração não se reduz a fenômenos esplendorosos, mas é também uma caminhada de fé; como ocorre com Abraão.

Há muitos elementos ricos neste texto. Jesus tem três testemunhas do fato, o que dá garantia de sua veracidade. Ele sobe uma alta montanha, o Monte Tabor. A montanha é o lugar do encontro com Deus, como no Sinai. Ali estiveram Moisés e Elias, que foram levados ao Céu de modo misterioso. Estão na Glória. Isso mostra que Jesus está com eles na glória e que Ele cumpre a Lei e os Profetas. É uma teofania, visão/manifestação de Deus. Entram na nuvem, que é sinal da presença de Deus.

Jesus está na esfera de Deus. 'Ele é Deus. Da nuvem sai uma voz que diz: "Este é o meu Filho Amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o!" (Mt 17,5). Como no Batismo, Jesus é apresentado pelo Pai, indicando sua missão de profeta. Ele é a Palavra viva do Pai.

Tudo isso vai acontecer na vida do discípulo na medida em que ouve a Palavra e a põe em prática. Percorrendo com Cristo a Paixão, tem certeza de encontrar a Ressurreição, que vem demonstrada na transfiguração. A meta de cada homem é transfigurar-se, "Quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele" (1Jo 3,2). Os discípulos não podem comunicar essa visão, porque ela só se esclarecerá após a ressurreição.

2. Deus nos Chamou a uma Vocação Santa

A meta da vida cristã é a transfiguração em Cristo. Vivemos, como Cristo, sob a nuvem que é símbolo da presença de Deus, na qual devemos viver. Para isso fomos chamados! "Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa" (2Tm. 1,9).

Essa vocação santa é o chamado contínuo para participar da manifestação de Cristo em seu mistério de redenção e glorificação. A transfiguração será sempre para nós uma vocação, que recebemos no batismo. Naquele dia, nós vestimos a veste branca, que é sinal de nossa transfiguração com Cristo, na graça batismal. À medida que ouvimos o Filho, estamos em condições de nos transfigurar. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e.a imortalidade por meio do Evangelho (2Tm. 1,10).

3. Sai de Tua Terra

A primeira leitura traz-nos a vocação de Abraão. Paulo retoma esse tema ao dizer que "Deus... chamou-nos a uma vocação santa... não devido a nossas obras, mas em virtude da sua graça" (2Tm. 1,9). Abraão é chamado a ser uma bênção através de uma descendência. É um novo povo. Jesus é sua descendência.

Somos chamados por graça, como Abraão, a deixar tudo por Cristo. Acolhendo a palavra de Jesus, podemos chegar à transfiguração e sermos uma bênção. Vocação não é algo para mim, mas um dom dado a todo povo através daqueles que a acolhem.

"Meu coração disse: Senhor, buscarei a vossa face. É vossa face, Senhor,

que eu procuro, não desvieis de mim o vosso rosto!" (cf. Sl. 26, 8s).

A liturgia da Santa Igreja nos apresenta, a cada ano, no segundo domingo da Quaresma o Evangelho da Transfiguração, no início da subida de Jesus a Jerusalém, onde Ele levará a termo a vontade do Pai. Somos hoje convidados a acompanhar Jesus neste caminho. Nesta caminhada, para não desfalecermos em nossa fé, é bom termos diante dos olhos – como João, Tiago e Pedro, as privilegiadas testemunhas, a glória daquele que vai ser aniquilado, o Filho e Servo de Deus. E somos convidados a ouvir a voz que sai da nuvem: "Escutai-o".

A primeira leitura nos apresenta a vocação de Abraão: "Sai da tua terra!" (cf. Gn. 12,1). Largar o que consideramos adquirido é a condição para caminhar no rumo que Deus indica. Depois da Torre de Babel, a história humana parece ter virado em caos. Mas, com a vocação de Abraão surge um novo ponto luminoso. Inicia-se a "História da Salvação". Cinco vezes ouve-se a palavra "bênção". Abraão ouve o apelo: "sai da tua terra", e a promessa: "Eu te abençoarei". Esta é a sua única luz. Ele vai sem perguntar aonde.

A Segunda Leitura (cf. 2Tm. 1,8b-10) é um breve comentário a este largar. A Segunda Leitura nos aponta a vocação santa que recebemos em Cristo, no qual resplandece a vitória sobre a morte. Essa vitória final, Pedro, Tiago e João a viram antecipadamente, e atestada por Moisés – a Lei – e Elias – os Profetas, no monte da Transfiguração. A visão desta glória é acompanhada pela voz: "Escutai-o", o que lembra o "Ouve Israel" de Dt 6,4. É um prelúdio da ressurreição – por isso as testemunhas devem guardar o silêncio até que esta se realize. A meta da história humana é a participação da vida divina. E é esta a salvação, que só pode ser experimentada como obra de Deus. O que Deus iniciou no "evento" de Jesus – a sua vida e a fé que provocou – Ele o levará a termo no Juízo. Enquanto temos esta esperança, o mundo, alheio a ela, não pode inspirar medo, nem ao apóstolo, nem a nós.

Jesus veio refazer em definitivo e ampliar ao máximo a aliança de Deus com o povo (cf. Mt. 17,1-9). A grande aliança de Deus com o povo no deserto acontecera no alto do Sinai, e as tábuas da Lei eram o sinal concreto, visível e viável do pacto entre Deus e o povo eleito: "Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo" (cf. Lv. 26,12). Jesus está agora caminhando para o momento decisivo da recriação da aliança entre Deus e o povo, está para fazer "a nova e eterna aliança", como dizem as palavras da Consagração da Missa, já não mais gravada em pedra, mas escrita com seu sangue no coração de cada criatura humana.

No Sinai, o povo traiu a aliança, e preferiu um bezerro de ouro (cf. Ex. 32). Agora, pouco antes do episódio da Transfiguração, o povo se divide: a maioria se nega a aceitar a pregação de Jesus; e a minoria torna-se a dividir: uns esperam para logo um reino terreno de liberdade política, liderado por Jesus; outros estão perplexos, apesar da declaração de Pedro, que professara em nome dos doze: "Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo" (cf. Mt 16,16). Tanto a incredulidade da maioria quanto o comportamento dúbio da minoria vêm anotados por Mateus no contexto da Transfiguração. Jesus seleciona três entre os que ainda podiam crer, e que se tornariam "as colunas da Igreja" (cf. Gl. 2,9), e os leva para o monte, confirma-lhes o caminho da paixão como passagem obrigatória para a ressurreição, o milagre-prova para todo o sempre da nova e eterna aliança.

Abraão vivia em Ur dos Caldeus, aproximadamente 1800 anos antes de Cristo. Ur seria o Iraque atual. Deus o chama e ele obedece. Vamos notar que é Deus que o chama. Na história da humanidade e na história de cada um há sempre um chamado de Deus. Deus sempre precede aos nossos pensamentos e decisões. Contudo, o chamado gratuito de Deus se perde, se não houver a colaboração nossa com respeitosa resposta, pronto atendimento ao chamado do Senhor. Deus nos deu a inteligência, a vontade e os sentimentos suficientes para perceber o chamado divino e decidir aceitar ou não aceitar a sua convocação. O chamado de Deus – e está tão claro na história de Abraão – nem sempre vem com explicações ou com promessa de recompensas; pode ser até muito exigente, como o foi no caso de Abrão: teve de deixar sua terra, sua tribo, sua família; teve de partir para uma terra desconhecida. Teve de "morrer" para um passado e recomeçar tudo do nada, até mesmo sem saber o que significava esse recomeçar. Simplesmente confiou, plena e completamente, na vontade de Deus. Essa deve ser, caros amigos, a nossa atitude.

Abraão deve ser para nós o pai da confiança na misericórdia e na vontade de Deus. Confiou profundamente e com tanta unção que por um fio quase sacrificou o seu filho Isaac (cf. Gn. 21,1-19). Por isso, pela sua fé radical, Deus o fez e o proclamou pai de um povo abençoado, o povo eleito.

A fé de Abraão, de sua descendência, brotam inumeráveis bênçãos, das quais a maior de todas é Jesus de Nazaré, o Filho de Deus que se encarna no seio de uma mulher abraâmica.

Os apóstolos estavam na mesma posição de Abraão. Jesus os convoca para serem testemunhas e protagonistas da nova criação, da nova Terra Prometida, que Jesus chamou de "Reino de Deus". Mas tudo isso foi possível porque os discípulos saíram de si mesmos, tiveram que deixar de pensar curto com a inteligência humana, mas aos olhos da fé que tudo vence. Ultrapassaram a visão humana do projeto divino. Acreditaram no desconhecido. Abraçaram a vontade de Deus. Arrancaram seus próprios interesses para carregar a cruz com Jesus e com Ele morrer no Calvário. Abraão creu no Senhor, mesmo quando o Senhor pedia a morte do seu único filho. Os apóstolos, e nós hoje, devemos crer em Jesus, mesmo vendo-o pregado na cruz. Na obediência e no serviço solidário vamos haurir as bênçãos celestiais e a filiação por parte do Senhor Deus.

Abraão e o Calvário: duas histórias que nos acompanham por dentro de todo o caminhar de nossa existência. Obedecer à vontade de Deus ou compreendê-la eis o dilema para nossa vida. A Transfiguração é escola de fé. A glória passa pelo pedágio da cruz, sem alternativa. Abraão caminhou sozinho. Os discípulos caminham com Jesus. Cristo caminha conosco. Porque Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Assim, a prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, para arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo e junto com os irmãos. Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o Evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dEle – até a glória, passando, se preciso, pela Cruz. Assim como Abraão ouviu a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometeu, devemos, também nós, largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.

Quando se propõe o problema da realização futura, as trevas caem sobre nós. Estamos diante de um devir que é muito mais obscuro do que se pode pensar; nossa fé vacila. Nossa fé não nos diz nada mais do que isto: para adotar as opções que nos permitam obter sucesso é necessário abranger-nos os dois extremos da história e podermos concentrar num instante o passado e o futuro. Esse é o risco que a fé comporta. O cristão que recebeu o batismo decide viver nesse risco. Sente a obscuridade que pesa sobre todos os homens na construção do presente, e não se assusta, não tem medo porque vê a meta, o Cristo transfigurado, e em Abraão o modelo a seguir.

Bento XVI, em sua mensagem para a Quaresma de 2011, ao comentar o Evangelho de hoje, nos ensina: "O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt. 17,1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n'Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb. 4,12) e reforça a vontade de seguir o Senhor".

Também, na vida da Comunidade eclesial, dão estes momentos de Tabor: a reunião da Assembléia, a escuta da Palavra, a celebração da Eucaristia e tantos outros. Eles reanimam e fortalecem, para que possamos descer com Cristo o monte Tabor e, tomando a sua Cruz, segui-lo pelas planícies da vida a subir com Ele a colina do Calvário, que por sua vez se há de transfigurar.

 

padre Wagner Augusto Portugal

 

“A TUA FÉ TE SALVOU”! - Olívia Coutinho

"A TUA FÉ TE SALVOU"! - Olívia Coutinho

 

04 de julho de 2011

Evangelho- Mt 9,18-26

 

A palavra de Deus nos orienta nos ensina o caminho da vida, revelado nas ações misericordiosas de Jesus!  

O Seu amor pela humanidade, de tão grande, O levou a Cruz!

Em todos os seus ensinamentos, Jesus nos deixa claro, que só o amor constrói! Só o amor gera vida!

Sua sensibilidade diante dos que sofriam, O levava a fazer longas caminhadas ao encontro dos sofredores!   

O seu testemunho nos convida a fazer o mesmo!  Todas as nossas atitudes, devem ter como foco, o amor! Um amor incondicional, que nos desinstale, que nos leve ao encontro do outro!

Como é bonita a ação de Deus, nos corações daqueles que se abrem aos ensinamentos de Jesus, e que se deixam tocar por Ele!

É a mão de Deus em nossas mãos, que tornam grandes, nossos pequenos gestos de amor!  

Quem carrega no peito, os mesmos anseios de Jesus, sente necessidade de partilhar a vida, o amor que transborda no seu coração!

E para que nossos corações se inundem deste amor que liberta, que nos impulsiona, precisamos primeiramente nos abastecer na fé! Pois a fé é o pilar que nos sustenta e solidifica este amor que nos move!

A fé é um Don de Deus! E esse dom é sinal do seu imenso amor!

Cabe a cada um de nós, abraçar esta fé, reconhecer nossas fragilidades, nos colocando por inteiros nos braços do Pai! Temos a certeza de que Nele, está nossa total segurança, pois  o nosso Deus é o Deus da vida!

Confiantes no seu amor misericordioso, podemos dizer que, com Deus, nada nos é impossível!

Por maior que seja as nossas dificuldades haverá sempre uma força maior, que nos sustentará!

Mesmo quando tudo nos parecer perdido, que todas as portas se fechem para nós, uma certeza poderemos ter: Jesus nunca nos abandona! Ele é a porta aberta que nunca se fecha!

O evangelho de hoje nos trás duas realidades de fé, que aos olhos humanos pode parecer impossível! Uma, nos mostra claramente a força da fé de uma mulher, acometida por uma enfermidade do corpo, que lhe atingira também a alma!

Movida pela fé, ela, discriminada pela sociedade, enfrentou com coragem e determinação, todos os obstáculos, para chegar até Jesus! Sua confiança Nele era total!  Sabia que bastava tocar no Seu manto para ficar curada! E Jesus, o homem Deus, ao sentir que alguém havia lhe tocado, voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem filha! A tua fé te salvou"!

Em seguida, o evangelho nos mostra  também, a sensibilizada de Jesus, diante do sofrimento de um pai, que acabara de ver morrer a sua filha querida! A confiança daquele homem, no poder misericordioso de Jesus, o levou até Ele! E a sua fé, tocou Jesus, levando-O a devolveu a vida a sua filha!

Por maior que seja o nosso sofrimento, nunca devemos perder a fé! É a fé que nos salva, que nos devolve a vida!

Onde está Jesus, o amor se faz presente!

As trevas se transformam em Luz!

A esperança vira verdade!

 

Olívia Coutinho

 

Jesus é o Filho de Deus, só Ele tem poder para nos libertar do maligno” -Maria Regina





                                      Na nossa vida também, há ocasiões em que nós agimos e falamos como os dois homens da história narrada por Mateus. Muitas vezes, até inadvertidamente, nós nos deixamos apossar pelas obras do maligno e ficamos vagando na vida, acomodados no nosso modo de viver cercando os túmulos do mundo. Reconhecemos que Jesus é o Filho de Deus, sabemos que só Ele tem poder para nos libertar do pecado, todavia nos rebelamos contra Ele e entendemos que ainda não é tempo para sairmos da vida de escravos. Nesta narrativa os próprios endemoniados gritaram reconhecendo Jesus como Filho de Deus e replicaram: "o que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?  

                                     O inimigo de Deus persegue os Seus filhos, por isso, o seu maior desejo é fazer com que a criatura rejeite o Seu Criador.   No entanto, nós sabemos que Jesus já  o derrotou quando venceu a morte que é  conseqüência do pecado. Portanto, ele tem conhecimento de que já foi vencido por Jesus, e, mesmo assim continua explorando o ser humano. Jesus sabe para onde deverão ir os "espíritos maus" que tentam nos acorrentar para nos fazer pessoas infelizes. Os espíritos maus que podem nos atormentar ainda hoje, fazem de nós pessoas iradas, rebeldes, idólatras, materialistas, impacientes, murmuradoras, intolerantes, medrosas, arrogantes e às vezes, tão violentas que podemos ser comparados com verdadeiras "feras" .

                                    Se nós tivermos consciência de que Jesus já venceu a morte e que já nos deu a vida eterna, nós não cairemos nas malhas dos inimigos. E se tivermos inteligência nós deixaremos que Jesus se aproxime de nós e não O impediremos de entrar na nossa vida.Reflitamos:-  Você é uma pessoa fácil de ser influenciada e atraída para as coisas mundanas? – O inimigo também costuma  cerca-lo? – Você está acomodado  em alguma situação que o  escraviza? – Você quer ser libertado ? – O que precisa mudar em você? – Você se sente em paz diante das suas ações com as pessoas?

Amém

Abraço carinhoso 

Maria Regina

Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?- Padre Antonio Queiroz

 

Neste Evangelho narra que Jesus, ao entrar numa cidade, expulsou o demônio de dois homens. Os demônios foram para uma grande manada de porcos, os quais se atiraram no mar e morreram. Então os habitantes da cidade pediram a Jesus que se retirasse da região deles.

A criação de porcos era a principal economia daquele povo. A libertação do pecado, muitas vezes, tem como preço a diminuição da renda em dinheiro, especialmente quando essa renda provém ou está sendo fonte de pecado.

Deus só aceita quem o ama sobre todas as coisas. Não podemos servir a dois senhores: a Deus e ao dinheiro.

Os possessos saíram dos túmulos. Os mortos querem viver entre os mortos. Os pecadores querem viver entre os pecadores. Por outro lado, os santos querem viver entre os santos. "Diz-me com quem andas e te direi quem és". O túmulo é um lugar escuro. "Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas" (Jo 3,20).

"Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho." Quem vive com Deus é pacífico, quem não vive, é violento. Existem ruas, e até bairro, em que o povo tem medo de passar. A violência moral às vezes é pior que a física.

"Que tens a ver conosco, Filho de Deus?" As estruturas do mal conhecem quem é mais forte que elas e tem poder de destruí-las. A Igreja de Jesus, una, santa, católica e apostólica, é a religião mais atacada do mundo. Todas as religiões se unem apenas em um ponto: para atacar os católicos. Quem está fora da Igreja católica sabe que ela é o Corpo Vivo de Jesus, o Filho de Deus, por isso a ataca.

"Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" É uma referência ao inferno, o tormento no tempo certo.

"Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos." O porco era considerado um animal impuro, porque vive na lama e anda sempre sujo. Combina, portanto, com o "pai do pecado" que é o demônio.

"A cidade toda foi ao encontro de Jesus, e lhe pediram que se retirasse da região deles." Preferiram o dinheiro (porcos) a Jesus. Na verdade, todos os habitantes da cidade eram possessos, ou possuídos pelo deus dinheiro. Quem não renuncia a tudo o que possui não pode entrar no Reino de Deus. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Lc 16,13).

E assim, a recusa a Jesus ia crescendo dia-a-dia e o seu campo de trabalho diminuindo, até que, na ressurreição, explodiu para o mundo inteiro, e nunca mais será barrado.

Certa vez, um pastor estava no campo cuidando de um enorme rebanho de ovelhas. E estava ao lado de uma estrada. De repente um carro parou. Saiu do volante um rapaz, com jeito de distinto, e disse ao pastor: "Se eu lhe disser quantas ovelhas o senhor tem neste rebanho, o senhor me dá uma?" O pastor respondeu: "Tranqüilo!". O rapaz pegou no carro o seu not-boock, conectou-o na internet via satélite, acessou um programa especial de contagem de animais pelo satélite e, em poucos segundos, apareceu na tela o número: Havia ali 1586 ovelhas. "É exatamente este número", confirmou o pastor. Então o jovem pegou uma ovelha, pôs no carro, e já estava indo embora, quando o pastor o chamou e disse: "Moço, se eu lhe disser algo da sua vida particular, você me devolve a ovelha?" "Sim", respondeu ele. O pastor falou: "Você leva uma vida bastante isolada, tanto das pessoas como dos animais". "Acertou de cheio" – disse o jovem – "mas me diga uma coisa: Como que o senhor sabe disso?" O pastor respondeu: "Porque você teve um comportamento estranho: parou aqui sem necessidade, contou minhas ovelhas sem eu pedir, e me cobrou uma ovelha para dizer o que eu já sabia. E não entende nada de ovelha, porque o que você pegou não é ovelha, mas o meu cachorro!"

Rapaz tão inteligente em umas coisas, mas tão burro em outras. Quantos jovens de hoje estão na mesma situação! Há muitas maneiras de ser possuído pelo demônio; apegar-se demasiadamente à técnica e à ciência e se esquecer da caridade e do respeito ao próximo é uma delas.

Maria Santíssima acolhia sempre seu Filho com amor de mãe. Que ela nos ajude a recebê-lo bem e segui-lo, renunciando a tudo o que é contrário a ele.

Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?

“Que possamos ser revestidos da armadura do Espírito Santo!” Nancy

29 de Junho: 4ª feira

Evangelho - Mt 8,28-34


            Atravessar para o outro lado do lago subentendia passar para o lado que apresentava resistência às palavras do Mestre, era o lugar onde o povo judeu estava ainda com o coração endurecido, fechado à Boa Nova de Jesus. Significava, portanto, enfrentar os mares tempestuosos.   

            Mas a missão de Jesus era exatamente essa: ir ao encontro daqueles que não o conheciam, ou não o reconheciam como o Messias. Ele precisava chegar a todos os povos, anunciar o Reino de Deus, abrir os olhos, ouvidos e boca daqueles impossibilitados de ver, ouvir e falar.  Precisava libertar os cativos.

            E lá do outro lado se encontravam dois possessos que, à chegada de Jesus, já o reconheceram, dizendo: "O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" E à resposta de Jesus, prosseguiram: "Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos."

            Jesus, no entanto, com poder e autoridade, apenas com uma palavra de ordem, proferiu: "Ide", expulsando assim os espíritos malignos dos dois possessos. E qual não fora o espanto de todos ao ver aquela manada de porcos, lançada ribanceira abaixo, morrer afogada nas águas do mar.

            Tamanha fora a admiração do povo que vira e comprovara o que acontecera com aqueles dois possessos! Todos tinham medo daquela travessia, ninguém passava por perto daquele local aonde aqueles possessos habitavam... Eis que Jesus os enfrenta, expulsa os espíritos imundos e liberta aqueles irmãos daquela legião do mal. 

            Entretanto, diante de tal milagre, o povo não louvou e nem adorou Jesus que havia libertado e salvo aqueles dois seres humanos do poder da escravidão. Muito pelo contrário, o expulsaram porque haviam perdido financeiramente com a morte dos porcos. E o que deixavam transparecer era que o material tinha mais valor do que o humano.

            E nós: como reagimos quando Jesus nos pede que também passemos para a outra margem, enfrentando os mares agitados, nebulosos, tempestuosos? Nós o reconhecemos como nosso único Senhor – libertador, salvador e redentor de nossas vidas? Cremos nas palavras de São Marcos quando nos fala sobre os milagres realizados por Jesus, dizendo: "(...) os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados." (Mc 16, 17-18)

            Caros irmãos e irmãs: Somos religiosos e às vezes até freqüentamos a Igreja, mas nosso coração está longe de Jesus, deixando assim uma porta aberta ao inimigo. Fiquemos sempre vigilantes, pois precisamos viver na presença do Senhor, em jejum e oração, para sermos revestidos do Espírito Santo e, assim, sermos também libertos.

            Que possamos ser revestidos da armadura do Espírito Santo. Amém!

            Abraços fraternos, com carinho.

            Nancy – professora

 

Jesus tem o poder de nos libertar das trevas da morte para vida. - Newton


 

Mateus 8,28-34

Quarta-Feira, 29 de Junho de 2011.

13ª Semana Comum

 

Para a nossa reflexão podemos nos perguntar: por que será que os dois homens possuídos pelos demônios saíram justamente do meio dos túmulos? O que representa para nós os túmulos, senão os lugares onde habita a morte. Isto nos faz pensar que quando alguém se distancia de Deus, vai se deixando dominar por tais espíritos, vai perdendo a noção de vida, e, acaba buscando lugares onde a morte habita. Deus dá a vida, e o inimigo vem para destruí-la.

 

Assim acontece com as pessoas que se deixam dominar pelo vício das drogas, ou por vontades contrárias aos propósitos de Deus para a nossa vida. Na bebida alcoólica e nas drogas propriamente dita as pessoas vão se ferindo e morrendo aos poucos, física e espiritualmente. Por mais que alguém tente ajudar, muitos não conseguem lutar contra esta força terrível, que lembra justamente a força que dominava os homens possuídos pelo demônio na região dos gadarenos. Infelizmente, muitos morrem antes que alguém possa ajudá-los, seja por inanição, ou por uma doença incurável como a aids, ou até mesmo assassinados pelos mestres que os iniciaram neste caminho.

 

É bom lembrar que não é somente nas drogas que as pessoas se sujeitam à morte, mas também na prostituição, e, outros meios considerados ilícitos diante de Deus.

Deus é Pai, não abandona ninguém, e, na sua misericórdia quer ajudar justamente os mais necessitados, e os mais necessitados não são apenas os que precisam de bens materiais, mas, principalmente os que andam nas trevas pelo domínio do pecado. Quando tudo parece difícil de resolver, é em Deus que devemos buscar a ajuda.

 

Os dois homens daquela região, andavam nas trevas, dominados por uma legião de espíritos impuros e, não havia quem o pudesse livrar deste mal. Jesus o Filho do Deus, como reconheceram os espíritos, tem o poder sobre todas as coisas, e nesta hora, expulsou os demônios, os curou, livrando-os da morte. Por nós mesmos não seríamos capazes de destruir o mal sozinhos, embora tenhamos a nossa capacidade dada por Deus, precisamos buscar sempre n'Ele a força necessária para vencer as trevas.

 

A única energia capaz de desfazer as trevas é a luz, por isto Jesus diz: "Eu sou a luz do mundo". Jesus veio para iluminar os caminhos dos homens. "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz e sobre os que habitavam nas regiões da sombra da morte resplandeceu a luz". (Isaías 9:2).

 

Jesus é o filho de Deus, e o próprio Deus agindo em nosso meio para nos libertar de todo o mal. "Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho e chamá-lo ao pelo nome de Emanuel". (Isaías 7:14). Emanuel significa "Deus conosco".

 

E ainda segundo Isaías, seu nome será: "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". O anjo Gabriel foi enviado por Deus para anunciar à Maria a seguintes palavras: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim" (Lucas 1,3-33).

 

Os espíritos impuros que dominavam aqueles homens, conheciam muito bem a Jesus ao chamá-lo "Filho do Deus altíssimo", e por isto se dobraram diante do Príncipe da Paz, e foram expulsos. Os homens foram libertos.

 

Que coisa maravilhosa! Que poder maravilhoso! Está escrito: "Todo joelho se dobrará e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor". Nele está a nossa vitória, e as nações verão a glória de Deus. "Pois o Senhor se inclinou do alto do seu santuário, dos céus olhou para a terra, para ouvir os gemidos dos cativos e libertar os condenados à morte" (Salmo 102, 20-21).

 

Jesus é o caminho a verdade e a vida, quem crer em Jesus mesmo que esteja morto viverá, e viverá eternamente, esta é a sua promessa. Em Jesus devemos depositar toda a nossa confiança, pois n'Ele está a nossa salvação.

 

Newton

 

Jesus acalmou a tempestade - Fr. José Luís Queimado, CSsR

 

 

Seremos chamados de δειλοί E λιγόπιστοι?

 Alguns relatos miraculosos sobre Jesus nos deixam atordoados e espantados, principalmente quando ele dá ordem às forças da natureza e elas lhe obedecem. Esta passagem de hoje também é relatada por Marcos (4, 36-41) e por Lucas (8, 23-25).

Imaginemos uma cena deste estilo: Jesus e seus discípulos dentro de um barco, possivelmente pequeno e sem muitas estruturas, navegando pelo Lago de Genesaré (Mar da Galileia ou Lago de Tiberíades). De repente, um vento muito forte assopra com muita violência (e o texto grego diz que Jesus dormia: κάθευδεν – ekátheuden). A tempestade estava furiosa, mas mesmo assim Jesus não acordou. Os discípulos, amedrontados, chamam pelo Mestre que, calmamente, levanta-se e ordena à tempestade que se cale, e ela obedece às suas ordens. Jesus ainda repreende os discípulos, chamando-os de covardes (δειλοί – deilói) e homens de pouca fé (λιγόπιστοι – oligópistoi). Mas quem de nós faria diferente?

Nós, também, nas situações mais difíceis de nossas vidas, gritamos por socorro. Temos medo de enfrentar as situações complicadas que cruzam os nossos caminhos! Jesus, muitas vezes, também nos chama à atenção quando deixamos de confiar em seus projetos e em seus sonhos! Quantas vezes já não nos encontramos no fundo do poço! Mas devemos fazer igual ao cavalinho que caiu num grande buraco e seu patrão, sem esperanças de recuperá-lo, mandou enterrá-lo vivo. Mas a cada pazada de terra que jogavam em suas costas, ele reagia, chacoalhando-se todo! E, a cada chacoalhada, pisava encima da terra. Assim, de chacoalhada em chacoalhada, pisando toda a terra que caía de suas costas, o cavalinho conseguiu sair do buraco.

Essa é uma historinha para simbolizar a nossa atuação na comunidade e na vida de cristãos e de cristãs. Se a cada "pazada" de terra que levarmos em nossas comunidades (seja por uma humilhação, por uma briga ou por rixas de poder), se nós desistirmos da vida comunitária, seremos enterrados vivos neste mundo. Mas se pisarmos a terra que nos jogam com violência, sairemos do fosso e seremos vitoriosos na construção de um Reino de Paz e Amor, tão desejado por Jesus.

Muitos problemas serão complicados de resolver em nossas vidas (por exemplo, uma tempestade violenta). Mas se deixarmos de confiar no anúncio de Jesus, que nos apresenta um Deus misericordioso e preocupado com a vida humana, morreremos enterrados sob a terra de nossa covardia. Seremos chamados de covardes (δειλοί – deilói) e pessoas de pouca fé (λιγόπιστοι – oligópistoi). Não queiramos isso para nós!

Seremos chamados de δειλοί E λιγόπιστοι?

 

 (jlqueimado@ig.com.br)

Jesus e a tempestade - Alexandre Soledade


 

Bom dia!

Qual é o limite que suportam nossas forças? Sabemos até onde podemos chegar ou suportar antes de "entregar os pontos"?

A tolerância que temos para suportar as pressões pode sim variar de pessoa para pessoa, sendo assim a fé também uma das possíveis vítimas. Ela pode sofrer abalos momentâneos ou permanentes quando somos submetidos diretamente ao sofrimento em especial nas situações de sofrimento ou penúria imposta pelas moléstias (doenças) ou pela morte.

Quantas pessoas que ao passar por momentos de profundo e intenso estresse sucumbiram à descrença?

Moisés certa vez, cansado da incredulidade e "pedição" do povo, desconta toda sua raiva e decepção num rochedo que "se nega" a dar água da primeira vez e que novamente é atingido para que se contentasse o povo descrente. Deus concedeu muito a Moisés, mas naquele momento o humano "escapou" do divino e a raiva tomou conta.

"(…) Em seguida, tendo Moisés e Aarão convocado a assembléia diante do rochedo, disse-lhes Moisés: 'Ouvi, rebeldes: acaso faremos nós brotar água deste rochedo? Moisés levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os animais. Em seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão: "Porque faltastes à confiança em mim para fazer brilhar a minha santidade aos olhos dos israelitas, não introduzireis esta assembléia na terra que lhe destino'". (Números 20, 10-12)

Como enxergamos as fatalidades? Como vemos a morte? Em ambas as perguntas a resposta deveria vir precedida da palavra DEPENDE.

Sim! A resposta é proporcional a importância que damos a pergunta. Como assim? A fatalidade geralmente acontece na casa dos outros, mas quando ocorre no nosso quintal é catástrofe!

Anos e anos de RCC (Renovação Carismática Católica) me fizeram refletir algo: Quem nos procura volta pra casa com algo melhor? Será que estamos ensinando o que Jesus nos pediu?

O próprio documento de Aparecida nos sugere um ensino querigmático, ou seja, com foco no anúncio da Boa Nova, mas por que muitos grupos dão mais importância ao povo "pidão" que insiste em ver a água brotar da terra? Temos em nossos grupos um povo que tem medo de enfrentar as tempestades e já no primeiro vento acorda Jesus. O foco do QUERIGMA é ensinar que antes de gritar é ACREDITAR QUE JESUS ESTA NO BARCO!

Não quero aqui diminuir a dor de quem sofre fisicamente com uma doença ou uma perda, mas dar a ela um sentido que gere o conforto. Deus esta no Barco!

Lembrei de outra passagem em que o apóstolo dos gentios, Paulo, ia em direção a Roma para ser julgado. A vontade de ser levado a Roma o fez enfrentar uma tremenda tempestade que sacudia o barco e tudo levava a crer que viraria e levaria todos os ocupantes a morte. Lançaram ao mar todo material que podia ser desprezado e ao final restando apenas a tripulação veio a idéia de pularem no mar. Paulo então diz:

"(…) Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas. Agora, porém, vos admoesto a QUE TENHAIS CORAGEM, POIS NÃO PERECERÁ NENHUM DE VÓS, MAS SOMENTE O NAVIO. Esta noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me disse Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus deu-te todos os que navegam contigo. POR ISSO, AMIGOS, CORAGEM! EU CONFIO EM DEUS QUE HÁ DE ACONTECER COMO ME FOI DITO. VAMOS DAR A UMA ILHA". (Atos 27, 21-26)

Não abandonemos o barco, haverá sempre uma ilha.

Pessoas que passaram por grandes tormentas na vida testemunham que em um dado momento, quando viam a esperança a certa distancia, perceberam a mudança no sentido do vento. No olho do furação que viviam, Deus concedia pela fé uma ilha de tranqüilidade a aqueles que não desistiam. Derrotas, percas, tormentas, (…) também nos ensinam, mas nos acostumamos a sempre vencer

Por fim, saiba que ACREDITAR, no dicionário, vem antes de gritar, portanto, não pule do barco!

Um imenso abraço fraterno!

Jesus acalma a tempestade- Padre Antonio Queiroz



Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.

Este Evangelho narra a cena da tempestade que é acalmada por Jesus. A barca com os discípulos representa a Igreja, a Comunidade cristã atravessando o mar revolto da vida.

A outra margem é a nossa vocação, a nossa missão na terra, é o Reino de Deus, que somos chamados a construir. Um mundo de mais justiça, fraternidade, verdade, união com Deus e vida plena para todos..

Haverá tempestades na travessia. Seria muito mais seguro ficarmos parados na praia, pois não teríamos de enfrentar as tempestades. Mas o mundo não se beneficiaria dos dons que Deus colocou em nós, e estaria ainda mais distante do projeto do Reino de Deus. A travessia é difícil, mas quando chegarmos do lado de lá, veremos que Deus nos ajudou e compensou o sacrifício. Afinal, Jesus está na barca.

Quem dorme não tem condições de ajudar ninguém. Deus não dorme, mas, apesar de ver tudo e guardar na memória, ele age como se estivesse dormindo, isto é, não interfere, devido ao seu respeito à nossa liberdade. Ele não age, se não o chamarmos através da oração, abrindo a porta do nosso coração para ele entrar.

Deus não interveio nem quando fizeram o maior pecado da história, que foi matar o seu Filho. Hoje as maldades são também grandes: aborto, guerras injustas, tráfico de pessoas e de drogas, a destruição da natureza...

Mas vê tudo o que se passa, e um dia vai cobrar de nós, vai perguntar de que lado estávamos diante dos pecados sociais.

"Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?" Os discípulos deviam ter acordado Jesus antes, e sem ficar apavorados, pois Deus estava com eles. Foi isso que Jesus repreendeu.

"Quem fechou o mar?Quem dominou a natureza e tudo o mais?" (Jó 38,8-11). Deus é poderoso, qualquer problema é "fichinha" para ele. Com ele dentro da barca estamos seguros e podemos entrar em qualquer tempestade.

Depois que os discípulos perceberam que todos os seus esforços estavam sendo em vão, aí que recorreram a Jesus. Quantas vezes acontece isso conosco. Deus está ao nosso lado, e não o procuramos, preferindo lutar sozinhos para vencer. "Orai sempre e nunca cesseis de o fazer", disse Jesus. O cristão reza o dia inteiro. São jaculatória ou pequenas orações que ele ou ela faz, quando aparecem as tentações. As tentações começam na nossa cabeça, no nosso pensamento, e aí a enfrentamos logo com a oração.

Nós, como os discípulos, ainda não conhecemos bem a Deus, nem sabemos andar na presença dele. Por isso que Jesus proibia as pessoas de divulgarem seus milagres, que mostravam claramente a sua divindade. Ele queria que os discípulos primeiro aprendessem a viver com Deus, para depois saberem que ele é Deus.

Os Evangelhos sempre narram que, após um milagre, os discípulos ficavam com medo. Imagine se todo mundo ficasse sabendo! Ninguém se aproximaria de Jesus.

Deus é o Senhor de tudo, até do mar. Mas é principalmente Pai, e quer seus filhos e filhas bem pertinho de si.

Há muitos modos de vivermos no mundo: 1) Ficar na margem. 2) Ajudar a criar mais tempestades. 3) Entrar em outros barquinhos por aí, que não levam à outra margem. 4) Ficar lutando sozinho contra as ondas, sem buscar Jesus e a Comunidade. 5) Fazer o que fizeram os Apóstolos, isto é, indo atrás de Jesus, que agiu e fez uma grande calmaria.

Certa vez, uma família distinta convidou uma noviça para jantar com eles num restaurante de luxo. A madre superiora deixou, e a jovem foi. Mas na hora da refeição, a noviça ficou tão chocada com a cena que viu, que perdeu o apetite: do lado de fora do restaurante, havia várias crianças sujas, maltrapilhas e certamente famintas olhando pela janela. Já a família, que estava acostumada com aquilo, não se chocou; nem os demais comensais e os garçons.

O noviciado é uma escola para se construir o mundo da outra margem, isto é, o Reino de Deus levado a sério. E a tempestade surge justamente quando começamos a dar passos na construção deste mundo novo, rompendo com o mundo velho do pecado e da injustiça. Neste caso, a tempestade já começou dentro da noviça, e essa tempestade só se acalmará quando ela, junto com a Comunidade cristã, começar a colocar em prática as suas convicções, nascidas do Evangelho.

Maria Santíssima foi a mulher de fé, que venceu todos as tempestades e cumpriu de forma brilhante a sua vocação. Santa Maria, rogai por nós!

Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.