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27 de jun. de 2009

SEGUIR JESUS É DOAR-SE

Dia 29 de Junho de 2009- Segunda-feira

Evangelho (Mateus 8,18-22)


Um escribas se mostra disposto a seguir Jesus. “ Respondeu Jesus: As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.”

Jesus fala que para segui-lo é necessário ser uma pessoa despojada de si mesma, sem reservas, sem apegos às coisas desse mundo, sem ser meio lá meio cá. É o caso dos nossos sacerdotes, que morrem para si mesmo e se entregam para continuar a missão de Jesus. Para isso é preciso ter coragem! Não é coisa muito fácil. Pois o sacerdote olha do lado e vê as pessoas integradas mal ou bem com suas famílias. E ele, na solidão. Eu estudei para padre. Fiz Filosofia e teologia. Ao terminar o curso de filosofia, ou seminário menor, sofri um acidente de carro, depois que me recuperei fisicamente , eu desisti do sacerdócio por que percebi que não iria suportar o peso da solidão. Talvez eu até fosse um bom padre se não tivesse que ser celibatário. Nós os membros da comunidade paroquial, temos que dar todo apoio possível ao sacerdote, convidando-o para almoçar em nossa casa, ficando mais tempo em sua companhia, dando todo o carinho fraterno que ele merece e precisa para não se lembrar que é um celibatário. Porque o problema é parecido com o seguinte exemplo: A Televisão no seu noticiário anunciou que a partir do meio dia vamos ficar sem água por cinco dias. Que acontece na nossa mente? Ficamos com sede na hora. Só de pensar que não terá água, além da sede, começamos a nos sentir sujos, até com coceiras pelo corpo com vontade de tomar aquele banho. É o que acontece com o seminarista. Só de saber que não poderá se casar, ele sente mais vontade de construir um a família. Outros jovens solteiros da sua idade, nem estão pensando no assunto. É igual a pessoa que mora em frente ao mar. Fica dias , até meses sem ir à praia. Ela pensa. A praia está aí mesmo, quando eu quiser, eu vou. Hoje não. Deixa para outro dia. Assim, os dias vão se passando, e aquela pessoa nem se preocupa com a praia. Ao contrário, uma pessoa que mora longe do mar, fica pensando o verão inteiro como seria bom morar perto da praia para tomar banho de mar todos os dias! E quando tem a oportunidade de ir ao mar, aproveita tanto como se fosse morrer amanhã. Isso é parecido com o problema do celibato. Se ele não fosse obrigatório, os seminaristas e padres não teriam nenhuma complicação com relação à solidão. Já sei que você está se preparando para mandar-me um recado dizendo que o problema da solidão é superado com a graça de Deus, e da Virgem Maria. Claro, que é. Mas não se esqueça das tentações do mundo atual que nos cercam por todos os lados. Na rua, na internet, no cinema, na televisão, até quando olho para fora pela janela do meu quarto.

ORAÇÃO:

Livrai-nos ó Pai de todos os perigos: Assaltos, roubos brigas, e principalmente de todas as tentações. Por Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Senhor. Amém.

Sal

http://catequeseatual.blogspot.com/

POR QUE TEMEIS, HOMENS DE POUCA FÉ?

Dia 30 de Junho de 2009- Terça-feira

Evangelho (Mateus 8,23-27)

Também nós no mar de nossa vida enfrentamos de vez em quando, algumas tempestades: Um acidente, uma briga, na hora do desemprego, o filho que seguiu o caminho errado na vida, a filha que fugiu de casa com o rapaz que não era bem a sua outra metade, etc. Todas essas tempestades nos pegam de surpresa, no momento em que menos esperamos um contratempo. E qual tem sido a nossa reação? Rezar? Pedir ajuda ao pessoal da pastoral? Pedir a visita do padre em nossa casa? Xingar? Descabelar? Revoltar-se contra Deus? E depois dizer que não vai mais à missa? Etc.

Acontece que a nossa atitude ou a reação diante do mar revolto, vai depender única e exclusivamente da nossa fé. Se realmente temos fé, vamos estar derrotados, doloridos, sentidos, sofrendo muito, mais tudo isso com a calma de quem sabe que alguém que tem o poder sobre tudo, nunca dorme. E está sempre ao nosso lado, tanto na hora da calmaria, como na hora da tempestade. Acontece, que quando na nossa viagem marítima o sol brilha na nossa escuna, o vento é só uma brisa, e estamos curtindo um cruzeiro particular inesquecível, de vento em poupa, nem pensamos em agradecer ao Pai que nos proporcionou aquilo tudo, e que apesar da nossa indiferença, está sempre do nosso lado. Mais quando o tempo vira, e o mar se agita, quando o barco da nossa vida está quase virando inundado de tantos problemas, é nessa hora que nos lembramos de gritar. Senhor, Senhor não vai fazer nada? Vai me deixar morrer aqui?

“ Por que temeis, homens de pouca fé?” Não contem para ninguém, mas eu confesso que já “amarelei” diante de algumas tempestades. Diante de uma agulha mais ou menos da grossura de uma agulha de crochê na mão de um estagiário que ia fazer uma Mielografia na minha coluna no lugar do meu médico de confiança que teve de atender uma grande emergência, naquele momento, eu entrei em pânico, reclamei, quase chorei, mas finalmente recorri a Deus e consegui submeter-me àquela tortura e hoje estamos aqui.

Oração: Creio em De Pai todo poderoso, em Jesus Cristo, nos milagres, na hóstia consagrada, no perdão dos pecados, e na vida eterna. Amém.

Sal

http://catequeseatual.blogspot.com/

JESUS LIBERTOU OS POSSESSOS

Dia 1º de Julho de 2009 - Quarta-feira

Comentário o Evangelho-(Mateus 8,28-34)

Mais uma vez, o evangelho nos prova que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus (os próprios demônios confessam isso). Aqueles dois homens possessos de demônios foram libertados de seu sofrimento, por Jesus, porque Ele é o nosso libertador. Liberta-nos do pecado, de todas suas causas e de todas suas conseqüências. Só Jesus pode nos libertar dos demônios que no nosso dia a dia tentam-nos para poder nos arrastar para o pecado, para longe de Deus, e da vida eterna. Mais essa libertação não acontece se nos afastarmos de Deus, ficando muito tempo sem rezar, e principalmente sem comungar. Foi assim que aquele sacerdote sucumbiu-se com a pressão da legião de demônios que o arrastou como uma torrente poderosa para longe da Igreja, e de Deus. Sendo jovem recém ordenado, foi designado para uma paróquia de uma cidade no Nordeste, onde as tentações são muitas e a solidão se avoluma principalmente à noite. Apesar disso aquele padre desempenhava seu sacerdócio com muita vontade, humildade e por que não dizer, com fé. Celebrações, reuniões, encontros de jovens, elogios a sua pessoa, olhares, tentações, até que em um domingo à noite, final de um encontro de jovens, quando fechava a última porta da casa paroquial, ela estava lá, sentada, com o olhar fixo nele, ficou pasmado quase sem voz, mas afinal conseguiu perguntar o que ela estava fazendo ainda ali? Por que não foi para casa?... ....Conclusão, hoje este padre, (porque sempre será padre) está cassado com aquela tentação morena, e as missas viraram celebrações feitas por uma freira, e outras vezes por catequistas da paróquia. Segundo informações, a situação é bastante desagradável, e maledicente para a própria Igreja. Aquele tímido padre, apesar de possuir um pequeno defeito físico, é de boa aparência. Ele tinha que viajar de uma cidade a outra principalmente no fim de semana para atender confissões, casamentos, batizados e celebrações. Com muitas atividades, suas orações pessoais foram substituídas por horas ou minutos de descansos. E, diante deste quadro de muita ação e pouca oração, o espírito que mesmo estando preparado pode cair por que a carne é fraca, imaginem um espírito despreparado mais carne fraca mais solidão mais grades tentações. Não deu outra. A Igreja perdeu mais um padre!

=================================================================ORAÇÃO: Jesus que dissestes aos apóstolos: Eis que estarei convosco até o que o fim dos tempos. Proteja os teus sacerdotes de toda armadilha do demônio, de toda tentação. Amenize a solidão que eles experimentam no seu dia-a-dia, uma vez que o celibato continua sendo obrigatório. Amém.

Sal

Sal.salvideo@gmail.com

JESUS CURA UM PARALÍTICO

Dia 2 de Julho de 2009 - Quinta-feira

Evangelho (Mateus 8,28-34)

Comentário ao Evangelho

No tempo de Jesus, a doença era um castigo associada aos pecados da pessoa e representava uma impureza. É por isso que Jesus primeiro perdoa os pecados daquele homem, para depois então curá-lo. Ele fica admirado pela fé tanto do paralítico como do grupo que o carregava, e diz-lhe que os seus pecados estão perdoados. Primeiro Ele faz uma purificação, para que, segundo a Lei, o paralítico mereça ser curado. Porque Jesus respeitava a Lei e os costumes ou a cultura daquele povo. Os fariseus e mestres da Lei acusa-O de blasfêmia, porque só Deus tinha o poder de perdoar os pecados segundo a Lei vigente . Por isso eles pretendiam condená-lo. A cura do paralítico é sinal do poder de Jesus, do perdão dos pecados, que é fruto do seu amor misericordioso.

Reparem que os líderes judaicos não pronunciaram nenhuma palavra. Eles somente pensaram. Mais como Jesus é Deus, Ele viu ou ouviu os seus pensamentos.

“ Jesus, penetrando-lhes os pensamentos, perguntou-lhes: "Por que pensais mal...?”
“Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te - disse ele ao paralítico - toma a tua maca e volta para tua casa."

Vamos aqui nos deter em três pontos de reflexão deste evangelho: Jesus demonstra o seu poder de cura, o poder de estar vendo os nossos pensamentos, e a repreensão aos fariseus por terem feito um julgamento. “Quem ele pensa que é, para perdoar pecados?” Essa é uma atitude típica de quem está com ciúmes, com inveja de outra pessoa de igual categoria, ou do seu nível, por ela estar fazendo uma coisa que nós gostaríamos de estar fazendo em seu lugar, como às vezes acontece na própria paróquia. Eu entro na igreja e lá no altar está um colega fazendo a celebração. Qual é a minha atitude? Ei! Por que eu não estou lá? Porque eu não posso fazer celebração também? Quem ele pensa que é para fazer celebração? Infelizmente existe ciúmes e inveja até nos lugares mais santos, porque somos pessoas pecadoras. E isso às vezes atrapalha, emperra o bom andamento das pastorais, e da evangelização.

Quanto a Jesus ver ou ouvir os nossos pensamentos, precisamos tomar mais cuidado, pois estamos pecando direto por pensamentos. E até consideramos serem santos pensamentos, como, naquele dia em que pensamos ser mais santos que aquela pessoa. Isso não é o cúmulo do absurdo? Pois acontece. Um exemplo: Uma pessoa santa, talentosa, de muita fé, e conhecimento da doutrina da Igreja, enfrenta muitas dificuldades para se engajar em uma determinada comunidade, simplesmente por inveja ou ciúmes dos que fazem parte do centro de decisões, ou da coordenação. Sinto que estou me repetindo em algo que já escrevi em reflexões anteriores. Mais acredito que certas coisas muito importantes da nossa vida devem ser repetidas, refletidas para serem eliminadas ou corrigidas.

ORAÇÃO:

Jesus. Abençoe as nossas comunidades, para que não haja discórdias, inveja, nem desentendimentos. Amém.

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