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31 de out de 2011

Não ficará pedra sobre pedra - José da Cruz

17 de novembro  Quinta Feira

Evangelho Lucas 19, 41-44

 

                                                    "Um alerta as comunidades do nosso tempo..." – Diac. José da Cruz

( A Graça e Salvação é um processo dinâmico em nossa vida ,em um círculo virtuoso que nos levará a plenitude, entretanto, como um dom e presente de Deus para nós, é necessário que a desejemos como o bem supremo de nossa vida, e a busquemos em todos os momentos porque sem ela não teremos a Vida em plenitude, como é o desejo de Deus)

Jerusalém não foi invadida e destruída como castigo por ter rejeitado a Jesus, mas porque perdeu a grande oportunidade de acolher a Graça e a Salvação presentes Nele, a cidade Santa é contemplada uma última vez  antes da sua entrada triunfal, Jesus sabe que aquela aparente glória irá acabar em fracasso, ele será esmagado na paixão e morte na cruz do calvário, e por um instante ficará a impressão de que as Forças do Mal acabaram o destruíram bem como o seu Reino de Amor, entretanto da escuridão surgirá a luz definitiva, do fracasso virá a vitória  sobre o Mal, o amor é mais forte que a morte.

Jesus chora porque Jerusalém está a um passo da pior de todas as tragédias, será destruída sem ter experimentado a esperança que brota do coração de Deus. Sua esperança de restaurar a realeza com a força e o poder do Ungido de Deus, cairá totalmente por terra, sem essa esperança que dá sentido e razão para a vida, Jerusalém ficará a mercê dos inimigos e não resistirá.

Jerusalém tinha a seu favor toda uma tradição religiosa que apontava para os tempos messiânicos que havia chegado com Jesus, deveria por isso mesmo ser a primeira a acolher no coração o Messias Salvador enviado, para manifestar aos homens todo o grande Amor acalentado no coração de Deus, desde os primórdios da humanidade.

Também hoje o Reino de Deus não está oculto, e diante dos olhos da nossa Fé ele vai se manifestando nas comunidades cristãs e em todas as pessoas de bem, é preciso acreditar nele, alimentar a esperança que brota da Fé pois a visita de Jesus á humanidade não terminou com a sua ascensão, ao contrário, ela se prolonga há três milênios, é preciso perceber a sua presença entre nós, é preciso acreditar que o homem não poderá resistir a Deus, sua graça e seu amor, e fazer dessa esperança o caminho mais seguro para irmos de encontro a plenitude.

 

 

 

 

 

 

Enchem Deus de pedidos, mas ao ser chamado para o banquete, correm-Alexandre Soledade

 

 

Bom dia!

Esse evangelho sempre me trás algo diferente todas as vezes que o leio. Dessa vez não teve como não associá-lo a uma canção do Padre Fábio de Melo que é interpretada por Ele mesmo e pela Adriana chamada Milagres. Vou tentar me fazer compreender.

Imagino o tempo do gênesis, lembro-me da fidelidade de Noé e do motivo do dilúvio. Sabemos sim que o livro do gênesis é repleto de tradições e da forma que o povo compreendia o mundo ao seu redor, mas o motivo do dilúvio, mesmo perdoado por Deus, sobreviveu à enchente:

"(…) O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração: 'Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem porque os pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude, e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz'". (Gênesis 8, 21)

Deus sempre se mostrou amoroso, até mesmo no dilúvio. Em vários momentos da história do seu povo Ele mudou um desígnio ou o destino trágico pela fé de apenas um ou de um grupo de fieis. E assim foi com Noé.

Imagino construir uma arca de cerca de 130 metros, três andares, (…). Creio eu que na construção ele só pode contar com os seus. Tamanha obra despenderia de muitos braços fortes, mas como no evangelho do banquete, cada um a sua maneira e motivo, pôs-se a se desculpar. Esses "santos" homens e mulheres, que as vezes nos remetem a nós mesmos, cheios de atribuições, sem tempo, acabam não sendo convidados ao banquete sendo assim distribuído àqueles em que Jesus encontrar disposição.

O Senhor nunca pediu que tivéssemos que nos sobrecarregar de tarefas e assim abandonar aqueles que dependem de nós (família, trabalho, estudo), mas que optássemos pelo que AGORA Ele nos chama. Quantos eu conheço que "constroem arcas" todos os dias enquanto outros tantos só olham? Esposas ou esposos que "levam nas costas" seu casamento, a educação dos filhos, as finanças, (…) enquanto o (a) outro (a) apenas olha; comunidades que descarregam sobre poucos a atribuição de muitos… (hunf)

Mas há na minha opinião uma classe de "santos" que são terríveis. Aqueles cuja a  "santidade" de vida já lhes concedeu o céu. Deixo claro que esse equívoco não é exclusividade de católicos. São aqueles que não ajudam a comunidade, a igreja, (…) se enfiam em suas pastorais e movimentos e fogem de toda a responsabilidade sobre a igreja. São aqueles que vivem uma doutrina particular chamada "só olho pra frente". Enchem Deus de pedidos, mas ao ser chamado para o banquete, correm.

Daí surgiu a lembrança da música que citei acima em especial um trecho que diz assim:

"(…) Quem faz da santidade uma vaidade possivelmente já esqueceu Que muitas prostitutas nos precedem na entrada do reino dos céus. Eu me recordo de Jesus do jeito como olhava os pecadores e me surpreendo ao vê-lo assim tão frágil lhes pedindo alguns favores". (Milagres – Padre Fábio de Melo)

Não estou aqui a apontar ninguém, mas a perguntar: O que Deus hoje (AGORA) lhe chama a fazer?

Se temos coordenadores, políticos e representantes que temos é porque não nos dispusemos a assumir o chamado do banquete e por que também eles, bons ou ruins, aptos ou não, aceitaram a missão de construir a arca. Se desvirtuam ou desvirtuaram do caminho, como fizeram Salomão, Davi, (…), ai já são outros quinhentos, pois terão que se resolver com quem os convidou. É claro que não justifica, mas creio eu que pelo menos eles dispuseram. E nós?

Um imenso abraço fraterno

 

 

 

Felizes nós seremos quando, reconhecendo as nossas deformidades, buscarmos o alimento de Deus através da Sua Palavra –Maria Regina

 

 

                                                   O coração de Deus nos aguarda para nos saciar com o pão da vida, por isso, Jesus nos convida a participarmos do Banquete do Amor do Pai. Para cada um de nós há um lugar reservado a fim de que nos fartemos com o alimento adequado para a nossa alma. Neste Evangelho Jesus nos fala das coisas "lícitas" que nos impedem de aceitar o convite do banquete no reino de Deus. Da mesma forma como na Parábola, nós vivemos dando desculpas e justificativas para não aceitarmos o convite de Jesus. Nós nos escusamos, muitas vezes, de entrar no reino dos céus por causa das nossas ocupações.

                                           Só aceitamos o convite que Jesus nos faz por meio de outras pessoas na hora que nos convêm, damos preferência aos nossos negócios e interesses pessoais e desprezamos o pão de Deus para nos "deliciarmos" com o "pão do mundo". Esta é uma verdade factual na nossa vida. A parábola do banquete é uma mensagem que abre os nossos olhos para as realidades de Deus que deixamos de usufruir em vista das nossas "ocupações" e que, mais tarde, talvez nós não tenhamos o tempo hábil para participarmos.

                                          No entanto, Jesus continuará a nos atrair quando acena para os coxos, os cegos, os aleijados, os pobres e miseráveis. Muitas vezes, nós precisamos nos sentir assim para que o convite de Jesus seja aceito por nós. "Feliz é aquele que come o pão no reino de Deus"! Felizes nós seremos quando, reconhecendo as nossas deformidades, buscarmos o alimento de Deus através da Sua Palavra, da Eucaristia, da Oração, da Adoração ao Santíssimo, do estar em comunidade no serviço e no amor. Reflitamos – Você já aceitou o convite para participar do banquete do reino de Deus? – Você tem certeza que tem atendido ao convite de Jesus? – A que alimento você tem dado prioridade para saciar a sua fome: ao pão do céu ou ao pão do mundo? – O que tem sido mais importante para você: o banquete de Deus ou as suas ocupações e preocupações?

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina 

 

O banquete do rei - Nancy

01/11/2011: 3ª feira

 

"Que resposta damos ao Mestre que nunca desiste de cada um de nós, e que persiste em nos convidar para essa celebração de aliança com Ele?" – Nancy

 

*Lc 14,15-24*

 

            Somos convidados todos os dias para o banquete do Senhor. Aliás, ele nos concede todos os dias uma oportunidade de desfrutarmos de um banquete, nos mais diversos momentos: almoçando num domingo com a família reunida, confraternizando com os amigos numa data natalícia, tomando um café com bolo numa reunião informal, juntando as panelas num dia de trabalho coletivo, entre outras inúmeras oportunidades de celebração do banquete da vida.

 

            Neste evangelho de hoje a parábola fala de uma festa onde os convidados do patrão não comparecem e todos se desculpam pela ausência, citando um motivo pela recusa ao convite festivo.

 

            No entanto, o patrão que já estava com tudo preparado, faz a festa com outros convidados: os pobres, aleijados, os coxos, os cegos. Enfim, os desclassificados, socialmente falando.

 

            O patrão é o Mestre Jesus. Os convidados, hoje, somos nós. O povo eleito, naquela época, era o povo judeu, que não aceitou o convite para o banquete, enquanto os renegados da sociedade acolheram a proposta da confraternização.

 

            E nós, qual é a nossa atitude diante desse convite de Jesus? Que resposta damos ao Mestre que nunca desiste de cada um de nós, e que persiste em nos convidar para essa celebração de aliança com Ele?

 

            Preferimos dizer sim aos convites mundanos dos amigos que nos chamam para uma noite na discoteca, num teatro, cinema, num baile funk? Nada contra os encontros festivos com os amigos e familiares, de forma saudável. Mas desde que em primeiro lugar cumpramos com os nossos compromissos de cristão.

 

            Nem sempre colocamos Deus em primeiro lugar em nossas vidas, embora cantemos nas missas: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado, aleluia!"

 

            Pensemos que a nossa recusa ao convite de Jesus para participarmos do banquete da sua Palavra e da Eucaristia é similar à atitude dos líderes judaicos, eleitos como o povo de Deus, que estavam apegados às suas tradições culturais e religiosas, acima de tudo.

.

 

            Irmãos e irmãs em Cristo, que Maria – mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, nos ensine a imitá-la, respondendo afirmativamente aos chamados de Deus Pai, conduzindo-nos à participação na igreja e a um melhor relacionamento com os irmãos, construindo assim um mundo mais humano e mais fraterno.

 

            Abraços fraternais.

 

            Nancy – professora 

A alegria de encontrar a ovelha perdida - Claudinei

"A cada conversão, uma festa!" – Claudinei M. Oliveira
       
Quinta - feira, 03 de novembro de 2011.
                                     
Evangelho –   Lc 15,1-10


            O capitulo 15 de Lucas é o coração de todos os Evangelhos. Nele encontramos a proposta da vinda de Jesus e seu papel fundamental: salvavidas.  Jesus não perde tempo em anunciar para todos que o Pai quer uma transformação radical na situação da vida de cada um.  Para tanto, discute com os práticos – os fariseus – e com os teóricos – os intelectuais, os doutores das leis – projetos que resgatam a dignidade da pessoa.  Sempre atento para não cair nas ciladas dos opositores, Jesus sai das perguntas com insinuações de que muitas pessoas importantes devem mudar de vida urgentemente.

            A maneira de Jesus se portar incomodava os homens importantes da cidade. Os cobradores de impostos e os pecadores eram considerados marginalizados. Encontrar Jesus dialogando com os "marginalizados" era uma blasfêmia: como pode um homem do porte de Jesus que se diz ser filho de Deus, que divulga vida diferente para garantir a salvação, sentar-se juntos com os pecadores, pessoas sujas, sem vocação para a dignidade!   Isto é uma afronta para nossa lei severa!

            Contudo a parábola da ovelha e da moeda perdida exemplifica bem a resposta de Jesus dada aos fariseus e aos doutores da Lei. Nas parábolas Jesus coloca-os contra a parede, pois não deixaria desaparecer uma ovelha de seu rebanho de 100, mesmo sabendo que 99 estavam seguras. Claro que voltaria ao campo para procurá-la, e , se a encontrasse faria uma festa, pois recuperaria um bem e não teria prejuízo. A mesma coisa aconteceria se perdesse uma moeda. Procuraria em todos os lugares possíveis e, se encontrasse, faria uma festa. Assim é a alegria de nosso Deus. A cada conversão conquistada de seu filho perdido, uma festa acontece no céu. 

            Mesmo sabendo da missão de Jesus ainda encontramos pessoas que duvidam das propostas da salvação. Acreditam que a vida fácil pode levar a um mundo desconhecido que não temos como mudar. Estas pessoas estão enganadas. Nossa vida na terra é passageira e temos uma missão também a cumprir. Por isso que a grande festa a ser feita não é a comemoração de um aniversariante ou uma festa de casamento, mas uma conversão de alma. Isto mesmo, entregar-se de coração para Deus, na certeza de que o projeto instruído por Jesus é vivificador. Nele o homem se compromete a viver na igualdade e na fraternidade. Onde não há diferenças entre as pessoas.

            Nós seguidores do Santo Evangelho devemos partilhar das experiências com todas as classes sociais, seja elas pobres ou ricas, afamadas ou desgarradas, de prostitutas até professores. São filhos e filhas de Deus que se volta para as graças do Pai e merecem o mesmo respeito. E quando soubermos que alguém desgarrados se converteu para nosso Deus, não nos esqueçamos de fazer a festa, pois estavas perdidos  e agora encontraram o caminho da salvação. Amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

Jesus veio fazer a vontade do Pai – Claudinei

"A  serviço do Pai" – Claudinei M. Oliveira
       
Quarta - feira, 02 de novembro de 2011.
                                     
Evangelho –  Jo  6,37-40
    

            O evangelista João declara a sua comunidade que os passos de Jesus são os  maiores exemplos a serem seguidos. Por onde passava semeava palavras que enalteciam os seguidores, enchia de esperança  quem sonhava com realidades diferentes, onde o filho de Deus partilhasse a bondade e o amor. Cumpriu fielmente a missão do Pai, mesmo sendo tentado a tomar atitudes diferentes, conteve nas metas de levar vida e dignidade para os irmãos.

            Ao afirmar para a multidão que  desceu do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade, Jesus assegurava a certeza de que Ele estava a serviço do bem-comum.  A vontade de Quem enviou para semear palavras de pura libertação contradizia o modo de vida da maioria do povo que cercava os templos e os palácios.  Por isso Jesus com vigor nas expressões disse: E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia. Pois a vontade do meu Pai é que todos os que vêem o Filho e crêem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei. 


            A vontade de nosso Deus ainda perdura. Muitos filhos ainda não encontraram o Pai que Salva e Liberta. Muitos ainda persistem nos caminhos que levam a morte, a dor, a destruição, a maldade e a vida da perdição. São pessoas que não reconheceram em Jesus a persona do Filho do Deus vivo. Ainda não sabem que Jesus já pisou na terra para arrancar todo o mal, toda a desgraça que destrói a pessoa.

            O Filho do Homem nasceu pobre, lutou contra o demônio dos templos de Jerusalém, apontou projetos de vida sem limite, morreu pelas mãos dos homens que não enxergaram a nova proposta. A morte de Jesus é um exemplo de bondade para com seu povo, isto quer dizer: morri para libertar meus irmãos em nome de Nosso Pai que está no céu.

            É preciso acreditar! É preciso viver a Sagrada Escritura! É preciso ter fé! É preciso amar de todo o coração. Portanto, é preciso enxergar Jesus como Filho do Criador da vida que almeja vida plena para todos.

            Que nenhum filho se perca pela vida afora por desconhecer o rosto milagroso de Jesus. Cabe a nós levarmos para as pessoas que ainda desconhecem a figura eterna de nosso Deus. Temos este compromisso com nossa igreja. E a certeza de que junto com o Pai morreremos para o pecado, mas nasceremos para a vida da graça em nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

-- 
Claudinei M. de Oliveira
Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

“Somos convidados para a festa no Reino” – Claudinei M. Oliveira

       

Terça - feira, 01 de novembro de 2011.

                                     

Evangelho –  Lc    14,15-24

 

 

 

             Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!  Todos são convidados para ceiar no melhor banquete, a festa será grande, pois o patrão faz  questão de servir as melhores guloseimas para agradar os convidados. O espaço é grande e, para tanto, a meta é abarrotar todo o ambiente.

 

            Aparece a surpresa. Os convidados de ponta, aqueles que cultuam o Deus Supremo, pregam e professam as Leis mosaístas, dão as costas para o convite. Inventam desculpas esfarrapadas e vão cuidar de suas vidas particulares, ou seja, de suas riquezas. Isto significa que deixaram na mão o dono da festa com uma desfeita invejável.

 

            Os convidados que recusaram o convite são os fariseus e os doutores das leis. Vejam que para fazer parte do Reino da Justiça que consola os filhos que sofrem para manter a dignidade é preciso estar de coração aberto e acessível para as palavras verdadeiras. Os fariseus e os inteligentes representavam diante da Sagrada Escritura. Tinham o coração duro, trancado para a misericórdia da justiça. Estudavam e compreendiam as lições dos livros Sagrados, mas só aproveitava  aquilo que lhes interessavam.

 

            O dono não desanima e quer que a festa aconteça. Para tanto os serviçais vão procurar os "marginalizados" que perambulam pelas ruas da cidade a pedido do Senhor. Como não realizar um banquete que já está preparado?  Como deixar estragar os alimentos já cozidos? Ademais, a festa duraria poucas horas. Sabia Ele que há muitos necessitados pelas vielas da vida que adorariam esbanjar-se nas iguarias bem preparadas. Entretanto, segundo os empregados, os convidados da cidade não são suficientes para encher todo o salão. Receberam, então, a ordem do patrão de sair pelas estradas, distantes da cidade para completar o salão.

 

            Todavia, qual a mensagem dada por Jesus aos presentes à mesa? Por que Jesus resolveu contar a história do banquete que foi recusado pelos nobres da cidade?  Qual o significado do banquete oferecido por um Nobre Homem?

 

            Na verdade Jesus estava falando dos poderosos da cidade de Jerusalém. Eles com suas arrogâncias e volúpias consumiam as vitalidades do povo. Mas com esta prática dificilmente chegaria à festa do Reino que Deus estava preparando.

 

            O Reino estava sendo construído para aqueles que dispõem da simplicidade  e da humildade. Por isso foram chamados os marginalizados da cidade, porém não parou por ai, foram chamados também os cristãos distante da Palestina, ou seja, todos as pessoas do mundo inteiro são convidados para ocupar o seu lugar na festa do Nosso Senhor. 

 

            Como escreveu o Pe. João Carlos numa bela canção: me leva pro Reino que Deus preparou / me leva pra festa que já começou / me leva à terra dos filhos de Deus / me leva. Mas para chegarmos à festa do Reino e participar da grande solenidade é preciso entregar de corpo e alma no seu projeto de vida. Jesus pediu para preocupar primeiramente com a fé e com o Criador, depois com as futilidades da vida. Às vezes, preocupamos demasiadamente com situações corriqueiras, dando valor singular,  colocando em primeiro plano circunstância nada primária com a coisa de Deus, esquecemos do principal: o amor com o dono da festa, o amor de nosso Deus.

 

            Portanto, somos convidados para a grande festa  no Reino. Temos um convite especial.  A decisão de ir  ou não para a festa está em nossas mãos. Já temos o exemplo dos homens ricos de Jerusalém e, com certeza, percebemos que é um mal negócio. Em contra partida os marginalizados, os excluídos, os abandonados, os famintos, os coxos, os "sem nada" foram a festa. E nós, vamos ou não? A decisão é sua! Amém!


-- 

Claudinei M. de Oliveira

Tenha a Paz de Cristo em seu Coração!

 

"A riqueza dos nossos talentos e carismas" – Diac. José da Cruz

16 de novembro Quarta Feira

Evangelho Lucas 19, 11-28 

                                                             

Em nossas comunidades há pessoas carismáticas dotadas de dons maravilhosos concedidos por Deus, as pessoas desenvolvem aptidão para alguma coisa, alguma tarefa, mas há muitos que se omitem em usar seus dons, dizendo que não querem aparecer, achando que assim estão sendo "humildezinhas", esse é um grave pecado chamado de omissão... É como aquele servo avarento que recebeu uma dessas minas para administrar, e com medo da responsabilidade e de uma punição pelo mau uso do seu talento, manteve o seu dom trancado a sete chaves para restituir ao Senhor no momento certo porém, a sua produção foi zero, usou o talento e o dom apenas em benefício próprio, querendo só salvar a sua vida e a sua alma.

Jesus inaugurou o Reino de Deus entre nós, mas só inaugurou. Isto é, colocou a pedra fundamental que é ele próprio, e depois confiou á sua Igreja a missão de edificá-lo. O homem que foi para um país distante confiou a administração de suas minas a um grupo de pessoas, e como qualquer bom acionista, Deus quer ver o seu reino se expandir, para que todos o conheçam e venham dele participar. A construção do Reino de Deus depende dos homens! Essa afirmação poderá escandalizar os que não a compreenderem,  mais isto é a mais pura verdade. Deus só age quando o homem colabora.

Basta imaginarmos o que teria acontecido com a nossa Igreja, se o grupo de apóstolos tivessem mantido a comunidade apenas em Jerusalém, não permitindo que ela se expandisse entre os pagãos, através do apóstolo Paulo. Nos dias de hoje precisamos pensar com muita seriedade no ensinamento desse evangelho, pois diante dos desafios da evangelização na pós modernidade, temos todos a tentação de vivermos o cristianismo "enterrados" em nossas comunidades cristãs, preservando assim o santo evangelho como coisa santa e sagrada que não pode e nem deve ser levado a um ambiente profano que é a sociedade atual e todos os seus segmentos.

Esquecemos que a missão primária da Igreja teve início com uma ordem do Senhor... "IDE, a todas as Nações da terra". O cristianismo quando vivido com autenticidade e coerência, tem essa força de penetrar em qualquer cultura de qualquer época da nossa história, a Palavra que levamos e o testemunho que vivemos, tem essa força transformadora que ninguém consegue segurar. É exatamente isso que Deus espera de nós, é essa a missão que Jesus nos confiou.

Estamos investindo bem e negociando em nossas relações a riqueza da sua graça, ou egoisticamente queremos guardar tudo para nós e garantir a nossa salvação? Se assim procedermos, esse pouco que dispomos nos será tirado e ao chegarmos diante de Deus estaremos de mãos abanando....

 

Quando deres uma festa, convida os pobres -Padre Antonio Queiroz

 

 

Quando deres uma festa, convida os pobres... Então será feliz!

Neste Evangelho, mais do que uma parábola, Jesus nos faz um pedido muito claro: Quando dermos uma festa, não convidemos os nossos parentes, ou amigos, ou vizinhos ricos. Pois estes poderão nos retribuir, convidando-nos também. Pelo contrário, que convidemos os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos... Porque estes não nos poderão retribuir, e receberemos a recompensa de Deus, na ressurreição dos justos.

O pedido de Jesus é facílimo de entender, porque todos nós fazemos festinhas, de vez em quando, seja de aniversário natalício, de casamento, de batizado, por ocasião do Natal... O problema é que a fé ainda não penetrou tanto em nós, a ponto de nos mover a atender o pedido de Jesus. Alguns fazem até uma "releitura", dizendo que Jesus não quis dizer isso que ele disse, mas outra coisa. Tudo para escapar do pedido dele, que é muito forte.

Sabemos que a recompensa de Deus é infinitamente mais generosa que a de qualquer ser humano. É o que disse Jesus em outra ocasião: "Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós" (Lc 6,38). Naquele tempo, o povo usava túnicas, também os homens; e costumavam medir cereais na dobra da própria túnica.

Como é distante a vida que levamos, da vida que Jesus nos propõe! Este é apenas um exemplo; há muitos outros ensinamentos dele que têm a mesma radicalidade. Por exemplo:

- Os que se casam, "já não são dois, mas uma só carne. O que Deus uniu, o homem não separe" (Mt 19,6).

- "Se alguém te der uma bofetada na face direita, oferece-lhe também a outra" (Mt 5,39).

- "Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!" (Mt 5,40).

- "Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele!" (Mt 5,41). Etc.

Jesus cita o almoço porque eles estavam almoçando. Foi apenas um exemplo. O que ele quer é uma mudança de coração. Quando o nosso coração muda, muda todo o nosso comportamento.

Neste Evangelho, Jesus nos pede para dar preferência aos mais pobres e excluídos. No início de sua vida pública, ao apresentar seu programa de vida, ele disse: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor" (Lc 4,18-19).

Isso foi opção de Deus Pai. O mesmo Deus que escolheu uma mãe para seu Filho, escolheu também uma classe social para ele viver, a fim de mostrar ao mundo de que lado Deus está.

Jesus disse que continuaria presente na terra, em quatro situações: 1) Na Eucaristia: "Isto é o meu corpo". 2) Na Igreja: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei aí no meio deles". 3) Nas crianças: "Quem acolher em meu nome uma criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo" (Mt 18,5). 4) E nos pobres: "Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!" (Mt 25,40).

No Evangelho de hoje, após nos pedir para convidar os pobres para o almoço, Jesus diz: "Então serás feliz!" Realmente, é indizível a alegria que sente uma pessoa que tem a coragem de atender a este pedido de Jesus.

Fica para nós a pergunta: A nossa Comunidade tem o mesmo coração de Jesus? Ela atende a esse pedido dele? "Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida." Que mostremos ao povo do terceiro milênio o verdadeiro rosto de Jesus!

Certa vez, estava se aproximando o Natal, e as catequistas de uma Comunidade resolveram armar o presépio de forma comunitária. Cada criança devia trazer, ou sugerir, aquilo que ela acha que devia haver no presépio.

Um menino trouxe de casa um recorte de revista, contendo a foto de moradores de rua, entre eles várias crianças, e colocou no presépio.

A catequista lhe perguntou por quê, e ele explicou: "Eu acho que Jesus está no meio dessas pessoas, e quer que elas tenham moradia".

Esse garoto demonstrou um profundo conhecimento de Jesus e do seu Evangelho.

Nossa Senhora seguiu à risca o Evangelho do seu Filho. Além de viver no meio dos pobres, ela, no hino Magnificat, criticou duramente os ricos. "Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias." Que ela nos ajude a viver com coragem o que seu Filho ensinou, mesmo estando no meio de uma sociedade que segue, muitas vezes, o caminho contrário.

Quando deres uma festa, convida os pobres... Então será feliz!

 

 

 

30 de out de 2011

Quando der uma festa, convida os pobres - Nancy

31/10/2011: 2 ª feira

 

"Que mérito há em convidar aqueles que já fazem parte do nosso grupo social?"

 

*Lc 14,12-14*

 

 

            "(...) quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir!"

 

            O evangelista Lucas nos fala neste evangelho a respeito da importância de olharmos para os nossos irmãos mais necessitados, para que sejam os convivas especiais em nossa casa. Servir desinteressadamente – eis a questão!

 

            Chamar os pobres e marginalizados sociais para comer em nossa casa é assegurar a recompensa na ressurreição dos justos, pois sabemos que esses não irão retribuir o nosso convite. Aliás, nem é necessário retribuição alguma, pois estamos servindo Jesus através desses irmãos.

 

            Mas o que fazemos geralmente é o contrário, convidamos o nosso grupo de amigos, aqueles seletos que poderão retribuir a nossa gentileza num outro convite para almoçar ou jantar. Essa é a dinâmica normal de um grupo social. É característico do ser humano ter o seu grupo, conviver naquela panelinha, muitas vezes fechada a qualquer outro novo membro que queira, porventura, adentra-la.

 

            Que mérito há nessa atitude? Os que já estão ao nosso redor já fazem parte da nossa vida, nós já os conhecemos e partilhamos muitas coisas do nosso cotidiano.

 

            É preciso, porém, enxergar além do horizonte, acolher esses outros irmãos para fazerem parte do nosso grupo, comendo em nossa casa, sentando à nossa mesa, compartilhando os problemas e as conquistas do dia a dia. É preciso ouvir essa parcela excluída da sociedade.

 

            Humildade é a palavra de ordem neste evangelho! Humildade para acolher, servir, doar-se pelos irmãos. Humildade para receber em nossas casas os considerados desvalidos da sociedade, necessitados muitas vezes não da esmerada e abundante comida, mas da palavra de Deus Pai, de um ombro amigo que conforte, da manifestação do amor gratuito que deve existir em cada um de nós.  

 

            Como estamos em nossa vida de comunidade? Vivemos apenas, deixando a vida nos levar, ou convivemos com a nossa comunidade? Servimos aos irmãos, desinteressada e amorosamente, sem esperar nada em troca, dando o melhor que há em nós?  Ou, pelo contrário, deixamos que a igreja faça essa parte, como se nós não fossemos a igreja...

 

            E então: a nossa vida se espelha nesse evangelho? Podemos dar graças pela nossa comunidade, onde o relacionamento entre as pessoas é de serviço e acolhida a todos os irmãos, indistintamente?

 

            Que assim seja, amém! Pois: "Que mérito há em convidar aqueles que já fazem parte do nosso grupo social?"

 

            Abraços fraternais em Cristo Jesus!

 

            Nancy – professora