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23 de abr de 2012

Jesus é o Bom Pastor - José Salviano



Jesus é o Bom Pastor e nós somos o rebanho, que apesar das nossas fraquezas, conseguimos fazer coisas maravilhosas, pois encontramos no Bom Pastor, as forças necessárias de que precisamos para seguir firme na caminhada, com o objetivo de levar conosco, os nossos irmãos, ovelhas desgarradas, rumo à casa do Pai, morada eterna.
Jesus é o Bom Pastor que nos acolhe com imensa ternura, quando decidimos seguir os seus passos, quando decidimos deixar que Ele governe a nossa vida.
Prezados irmãos, aqui estamos reunidos para celebrar a grande alegria de sermos considerados filhos de Deus, aqui estamos para nos abastecer dessa fonte de água viva que é a sua graça santificante, e fazemos isso em união com toda a comunidade. Estamos aqui para ouvir a voz do Pastor que nos fala pelas leituras, pela boca do celebrante que nos explica a palavra, e palas pessoas dos nossos irmãos, que juntamente conosco, unidos numa só fé,  assim como nós também testemunhamos, nos dá exemplo vivo de fé e coragem nessa caminhada.
O mesmo Pastor que hoje nos fala, também escuta a nossa prece, nossos pedidos feitos em comum acordo, em comunidade, em grupo de oração. Isso é a Igreja viva que se reúne para pedir perdão, agradecer e suplicar a ajuda do  Pai para vencer as dificuldades dessa jornada rumo ao Céu. 
Dessa forma, a Terra está repleta do amor de Deus, da presença de Deus, do seu poder infinito expressado pela natureza transbordante que nos circunda, pelo vento que nos acaricia, pela água que nos lava, alimenta as plantas fonte de nossos alimentos, e que nos mata a sede. Porém, a nossa sede maior é a sede de Deus. Mesmo aqueles que se julgam auto-suficientes, pelo poder e pelo dinheiro, eles não estão totalmente satisfeitos, pois lhes falta o melhor. Falta-lhes Deus!  E se têm muitos que não nos conhecem é porque não conheceram o Pai.
Então compete a nós, levar até eles o essencial, o invisível, o indispensável para se ter a plenitude.
Assim como o pastor conduz o rebanho ao curral com proteção, Jesus que é o nosso eterno Pastor nos conduz às alegrias celestes. E se existem muitos que não experimentam as alegrias terrenas dessa santa caminhada, é porque não deixaram ou ainda não decidiram em aceitar o convite de Jesus, o Bom Pastor. Então, vamos trabalhar!
Sal.

22 de abr de 2012

Buscar o Senhor na aflição - Alexandre Soledade


Buscar o Senhor na aflição - Alexandre Soledade


Bom dia!
Tiberíades era uma cidade muito importante para o império romano, durante certo tempo foi a capital da Galiléia. Foi de lá que Jesus vinha antes de chegar a Cafarnaum, cidade esta considerada a “base” de Jesus, pois lá residiu e de sua redondeza saíram boa parte dos apóstolos.
Muitos milagres foram vistos em Cafarnaum; Jesus a considerava como sua cidade, mas mesmo assim, mesmo com tantas demonstrações de amor, o povo insistia em não se arrepender sendo talvez por isso justificado a forma mais enérgica e exortativa ao se referir aos que o procuravam apenas por interesses. “(…) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres”.
E hoje, o que mudou? Jesus continua a operar, continua a curar, a fazer milagres no nosso meio, mas a quantas anda nosso arrependimento?
É duro dizer isso, mas o texto do evangelho de hoje demonstra um Jesus profundamente chateado com a demagogia na fala das pessoas ao omitir seus verdadeiros interesses. Pessoas essas, e infelizmente ainda hoje, que vão à busca de situações favoráveis transitórias, esquecendo do que pode ser permanente e duradouro.
Quando buscamos ao Senhor, apresentamos o que na real queremos? E quando recebemos ou somos atendidos, permanecemos junto dele ou também partimos até a próxima vez que precisarmos?
Buscar o Senhor na aflição é bíblico e amplamente orientado nas passagens do novo e antigo testamento; é bom, prudente e valioso esse contato íntimo, mas não podemos ter Jesus como milagreiro e sim como Senhor. Temos a ingrata “mania” de procurá-lo e logo em seguida esquecê-lo. Quantas pessoas lotam reuniões e grupos onde se lê “semana da graça”, “corrente dos milagres” e ao terminar somem?
Precisamos repensar essas concentrações sobre a ótica de alguns pontos de vista:
O movimento interessante é ainda viável, mas precisamos repensar de quem estamos fazendo propaganda: Jesus ou do milagre?
É importante que continuem acontecendo, mas saber de fato o que esperamos: adoradores ou quantidade de gente?
Que tipo de pessoa queremos que surja desses encontros?
Adoro a idéia de acampamentos de oração promovidos pela Canção Nova. Pessoas que se reúnem para louvar e ouvir a palavra de Deus. Ao se encontrar assim deixamos sob a vontade plena de Deus tudo que ali acontecer.
Criamos concepções que geram expectativas nas pessoas. Precisamos ensinar as pessoas que tudo acontecerá a seu tempo, pois Deus deseja muito o nosso bem. Ouço essa política milagreira muito bem definida nas igrejas neopentecostais, uma política onde o Espírito Santo é “empregado” com hora e lugar marcado para “realizar” milagres mediante a NOSSA vontade (hunf!). É esse tipo de respeito que temos com Deus?
“(…) Considerai os lírios, como crescem; não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles. Se Deus, portanto, veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã se lança ao fogo, quanto mais a vós, homens de fé pequenina! Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber; e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com todas estas coisas. Mas vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. NÃO TEMAIS, PEQUENO REBANHO, PORQUE FOI DO AGRADO DE VOSSO PAI DAR-VOS O REINO”. (Lucas 12, 27-32)
Um imenso abraço fraterno


Jesus é o alimento que permanece até a vida eterna e só Ele pode saciar a nossa fome de verdade e de justiça – Maria Regina.



                                                  O povo via os sinais que Jesus realizava como o de saciar a fome de cinco mil homens, de saber que Ele andara sobre o mar e tantas outras curas, no entanto, a maioria se apegava somente ao que Jesus podia lhe proporcionar física e materialmente. No entanto, Jesus queria lhes mostrar que tudo o que lhes acontecia era apenas uma consequência do que era operado no interior dos seus corações. A multidão hoje também persegue os sinais de prosperidade, de poder, de ganhar alguma coisa.
                                             Quantas vezes nós vemos as pessoas se aproximarem da Igreja nos momentos de provação quando enfrentam alguma enfermidade ou quando precisam de um emprego, quando estão com a situação financeira precária e passam por dificuldades, porém depois que encontram conforto e segurança elas se afastam e voltam à mesma vidinha de antes. No entanto, desde aquele tempo Jesus já nos advertia: "Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará!" O alimento que perdura nós só o encontramos quando permanecemos fiéis a Jesus.
                                                Jesus é o alimento que permanece até a vida eterna e só Ele pode saciar a nossa fome de verdade e de justiça. A multidão que continua procurando Jesus está no mundo, envolvida com as coisas materiais e passageiras, com felicidades efêmeras, com momentos de euforia e não percebe que para encontrar Jesus nós precisamos apenas nos dirigir a Ele que habita no mais profundo do nosso coração, lá onde está o nosso espírito. Basta para nós a graça de pararmos em nós mesmos penetrando no nosso eu mais intenso para encontrarmos o autor das obras que nos fazem felizes. Reflita – Qual é o alimento que você tem buscado no mundo? – Em sua opinião este alimento serve para o corpo ou para a alma? – O homem é corpo, alma e espírito, onde poderemos encontrar um alimento que traga a unidade entre as três partes do nosso ser? – O que você entende sobre o que Jesus falou em relação ao selo que o Pai marcou em nós? – Aonde e quando você recebeu esta marca?
amém
abraço carinhoso
Maria Regina

“Jesus é o pão vivo que desceu do céu”- Claudinei M. Oliveira




Quinta – feira, 26 de Abril de 2012.
Evangelho: Jo 6, 44-51

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne”. São palavras fortes de Jesus. Ele faz a ligação do homem com o Pai Celestial, pois para conhecer o Pai precisa conhecer bem este Jesus. Não tem como chegar ao Pai se não ouvir e agir  da forma que o Mestre fez no mundo.
No entanto precisa ter fé. Simplesmente acreditar no Cristo Ressuscitado que labutou muito para fazer os infelizes sair da opressão. Seu legado de compaixão e amor pelos abandonados e pobres não pode ser esquecido. Deve ser memorada a cada celebração que participamos. Ao memorar sua passagem na terra e seu trabalho o cristão estará alimentando do seu corpo e do seu sangue derramado na cruz. O alimento do pão e do vinho na Eucaristia  fortalece o cristão para manter a chama do Espírito acesa.
Manter-se alimentado do pão descido do céu deve ser uma constância na vida de cada um. Pois somente os fortes no Deus vivo são capazes de vencer os males que atormentam o mundo. São tantas atrocidades acontecendo em nosso meio que amedrontamos. Não temos a coragem de enfrentar os males causadores de desordem. O que assistimos são filhos enfrentando os pais e levando muito a morte na mais fina brutalidade. Sem piedade e sem pudor muitos pais e avós são tombados por aqueles de deveriam em tese terem o respeito e a gratidão. Mas o encardido não perdoa e adora fazer intrigas entre os membros das famílias.
Falta Deus no seio dos incrédulos. Falta o amor de Jesus para amar com tenacidade àqueles que criaram, falta consciência cristã que busca o Deus que é alimento para a alma. Falta acreditar em si que faz parte da família abençoada e perfeita.
Alimentar-se do pão descido do céu é saber amar, saber perdoar, ser solidário, ajustar a fraternidade e gozar a gratuidade do Criador. Não tem como ser amigo de Jesus se não abraçar tudo aquilo que Ele fez com carinho para toda a humanidade.
Para tanto, não devemos nos enganar quanto ao verdadeiro Pão descido do céu. São muitos escorpiões famintos e cheios de veneno prontos para derrubar sua presa com falsas ideologias interesseiras. Prometem curas, empregos  e libertação do diabo, mas na verdade, estes escorpiões são os verdadeiros satanás transvestidos ou dissimulados  na benignidade. Estes constroem impérios a custa do suor de tantos Cristãos que, na humildade e na simplicidade entregam tudo pela sua fé. Foram enganados pelo falso  e traiçoeiro inseto venenoso.
Por isso, devemos ouvir melhor os missionários, padres, irmãos e imãs que deixaram tudo para seguir a missão de evangelização. Eles sim levam o verdadeiro pão descido do céu que pode abastecer a alma para chegar até Deus no plano Celestial com muito amor. Eles são os heróis que não mediram esforços para bendizer ao Senhor e anunciar a palavra que salva e da coragem para seguir o caminho reto e honrado.
Finalizamos afirmando que Jesus é o grande homem que fez sua parte na terra com objetivo de levar a humanidade para junto do Pai e cabe a nós fazermos chegar aos ouvidos de muitos descrentes a verdadeira palavra que abastece o ser na intenção do fortalecimento para a construção do Reino. Que assim seja, amém!
Claudinei M, Oliveira.

Jesus apareceu para seus discípulos - Claudinei


Quarta – feira, 25 de Abril de 2012.
Evangelho: Mc  16,15-20

            No Evangelho de hoje Jesus apareceu para seus discípulos e pediu que continuasse seu projeto de libertação.  As obras iniciadas não poderiam ser paradas, pois aqueles que acompanharam de perto a vivacidade de Jesus tinham que dar sustância para o crescimento do Reino.
            A preocupação de Jesus com seu projeto fez a comunidade de Marcos refletir um pouco mais. Marcos sentia a necessidade de levar novas reflexões de ânimo para ascender à chama do trabalho missionário. Ao voltar-se para as palavras de Jesus, propõe-se na comunidade o ardor apostólico, pois aqueles que levarem avante as riquezas das bem-aventuranças serão protegidos de todos os males e nada de errado apoderar-se das suas entranhas. Nas palavras do Mestre Marcos relata: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
A missão da comunidade de Marcos consistia no anúncio da palavra revelada pelo Pai. O Evangelho não poderia alimentar somente um grupo fechado de cristãos, o Santo Evangelho deveria ultrapassar as fronteiras da ignorância e da intransigência do mundo romano. Nada poderia segurar ou tentar aniquilar o anúncio da boa-nova. Jesus lutou para que o homem conhecesse de perto o caminho que levasse ao encontro do Senhor e para tanto seus discípulos deveriam fazer o Evangelho alcançar os quatro cantos da terra.
 A bela frase citada pelo evangelista Marcos ainda é contemporânea. Hoje somos a comunidade de cristãos que deve levar o anúncio da paz, da fraternidade e da unidade. Para que isso aconteça é preciso ser humilde. Aceitar os ensinamentos do Mestre e, na humildade, levar para serem degustadas por todas as pessoas. Somos a comunidade de Marcos que tem a missão de não deixar a luz ser ofuscada por elementos estranhos. Somos, com todo respeito e amor, a comunidade cristã, presente e preocupada, com o Reino da igualdade.
O evangelista Marcos ainda escreve nas palavras de Jesus: “quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado”. Neste argumento de comprometimento não temos como escapar do serviço. Buscamos na igreja o batismo para fazer parte da família de Cristo, comprometemos com a igreja de servi-la em todas as circunstâncias, tudo isso para garantir o passaporte para o céu. Mas em contra partida esquecemos-nos de levar o anúncio do Evangelho e fazemos de conta que não lembramos mais das promessas feitas pelos nossos pais e padrinhos. Assim, a luz acesa no círio pascal vai se apagando com o tempo. Nada mais será claro e o caminho começa a ficar cheio de percalços. Os tropeços serão inevitáveis e a meta não será alcançada.
Então ouvimos frases soberbas de cristão desatento de que Deus se esqueceu de atender seus pedidos, foi abandonado pelo criador e, portanto não tem mais fé. Perdeu a esperança e a crença no Deus Verdadeiro. Isto não passa de fraqueza e desamor com o Criador. Ele fez de tudo para nos atender, até enviou seu filho amado para ser massacrado pelos malvados e, nós, nos momentos de rejeição do Criador sopramos blasfêmias “imperdoáveis”.
Precisamos revitalizar nossa fé e fazermos como os discípulos após o encontro com Jesus. Levantar a cabeça e partir para o campo de batalha. Não ter medo de falar de Deus e do seu amor para com seu povo. Apresentar com vontade e querer o Deus da vida e da alegria. Este Deus que caminha com seu povo desde formação do primeiro homem e da primeira mulher faz-se presente em todo tempo e espaço. Quer o bem dos filhos que souberam encontrá-lo para pedir, agradecer e louvar pelas maravilhas que fizestes.  
Portanto, ir pelo mundo e anunciar a palavra de Jesus  é a nossa missão de cristão que almejamos um dia morar na eterna casa celestial junto com o Criador. Para isso formos batizados e selamos o compromisso como fiel e amoroso com o Reino da paz. Amém.
            Claudinei M. Oliveira.

Jesus apareceu aos discípulos - Padre Queiroz




Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia.
Este Evangelho narra a aparição de Jesus aos onze Apóstolos, após a ressurreição. Jesus procura fortalecer a fé deles, mostrando-lhes suas mãos e pés com as chagas, e comendo com eles.
Apesar das evidências, os discípulos ainda relutavam em acreditar, devido ao forte impacto que lhes causou a morte e o sepultamento de Jesus. Só pode ser um fantasma, isto é, um tipo de alucinação coletiva, pensaram.
“Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia.” Esta prova das Escrituras está ao alcance de todos nós, pois quando lemos corretamente a Bíblia, o Espírito Santo abre a nossa inteligência para a entendermos corretamente.
E Jesus pede que “no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações... Vós sereis testemunhas de tudo isso”. Os discípulos atenderam bem a esse pedido, como vemos, na primeira Leitura da Missa, Pedro falando em nome de todos os discípulos: “Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas” (At 3,15). Na segunda Leitura (1Jo 2,1-5a), S. João nos convida a renunciar ao pecado.
A recomendação de Jesus, de anunciar o seu nome a todas as nações, vale também para nós que “cremos sem ter visto”. Pela fé, somos testemunhas de que Jesus está vivo, e levamos essa verdade a todas as pessoas. A Comunidade cristã, através da sua alegria, união e vitalidade, é a principal testemunha de que Cristo está vivo e presente nela. É um testemunho que ela dá pela sua própria vida.
Recebemos essa fé dos nossos pais e da nossa Comunidade; e nós a levamos para frente, através da nossa dedicação à Comunidade e do nosso testemunho no meio em que vivemos. “Vós sereis testemunhas de tudo isso”.
E se estivermos fraquejando na fé, Jesus terá outros meios de aparecer no nosso meio e nos encorajar novamente. Ele costuma usar para isso os seus próprios discípulos que, capacitados pelo Espírito Santo, têm o dom de fortalecer a fé dos irmãos.
Jesus aproveitou ao máximo os seus dias na terra. Ele não ficava esperando as pessoas, mas ia atrás delas. Anunciava a Boa Nova nas praças, nas sinagogas, na beira dos rios, nas estradas... em qualquer lugar.
Houve, certa vez, um incêndio numa floresta. Um beija-flor ia até o córrego, enchia o biquinho de água, vinha voando bem alto e jogava em cima do fogo para apagá-lo. Um elefante viu a e zombou do beija-flor: “Você acha que, com esse pouquinho de água, vai apagar este incêndio?” “Eu estou fazendo a minha parte” – respondeu o beija-flor – “Se cada um aqui fizer também a sua parte, tenho certeza que apagaremos este incêndio”.
Diante dos grandes problemas do mundo, as pessoas costumam ter três atitudes: 1ª) A acomodação: eu não dou conta mesmo, por isso não faço nada. Esta foi a atitude do elefante que, com a sua enorme tromba, poderia jogar muita água no incêndio. 2ª) A revolta: a pessoa fica triste e desiludida diante dos problemas que são maiores do que a sua capacidade de resolvê-los. 3ª) Dar o primeiro passo, por pequeno que seja, na esperança de que Deus entrará no meio, abençoará e maravilhas acontecerão. Esta foi a atitude do beija-flor. Não nos esqueçamos dos cinco pãezinhos que o Apóstolo apresentou a Jesus, para alimentar cinco mil pessoas.
Que Maria Santíssima nos ajude a ser “discípulos e missionários do seu Filho, para que nossos povos tenham mais vida nele”.
Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia.

21 de abr de 2012

“Jesus é exigente com seus seguidores” - Claudinei M. Oliveira



Terça – feira, 24 de Abril de 2012.
Evangelho: Jo  6, 30-35

            O maior alimento para o corpo e para a alma é Jesus. Ele fortalece a totalidade do ser do homem dando vigor para o discernimento no dia-a-dia. Quem acredita e vive a plenitude de Jesus vive na harmonia, na paz e na solicitude para sempre. Entretanto, quem não acredita e não tem fé no filho de Deus padece severamente e vive na tribulação da ganância e do poder, não respeita o irmão e atropela as dádivas de Deus. Por isso, Jesus é exigente com seus seguidores e exige que revele a presença Dele na terra para que  legião de homens e mulheres volte-se para a graça do Pai como princípio de todas as coisas e observe atentamente seus ensinamentos.
            Diante da multidão Jesus exclamau: “Eu sou o pão da vida.  Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim, nunca mais terá sede”. São palavras fortes que exigem  de cada cristão o máximo possível  de atuação nos afazeres do cuidado com a vida. O cuidado com a vida requer amor, gratidão e solidariedade. Parecem palavras sem fundamento para sociedade que está preocupada com ostentações e privilégios, mas para um seguidor de Jesus exprimem vivacidades relevantes.
Amar não pode ser um gesto carinhoso passageiro, mas comprometimento  com o outro,  significa fazer o que Jesus fez para a multidão, veja, depois de um dia de viagem e de anunciar o Reino, Jesus e seus discípulos foram descansar, mas perceberam que uma multidão que os seguia estava faminta diante deles. O que Jesus fez: ficou tranquilo e esperou o novo dia para continuar a pregação? Não, colocou seus discípulos  a encontrar alimentos para todos, na festa da multiplicação dos pães. Jesus trabalhou incessantemente. Isto é AMOR.
Se realmente queremos ser amigo de Jesus e praticar a solidariedade para a construção de uma sociedade justa e igualitária, precisamos abastecer do pão e da palavra de Jesus e trabalhar sem nada em troca. Fazer com carinho transpirando fé naquilo que está fazendo para o bem comum, podemos afirmar que estamos abastecidos verdadeiramente para o trabalho na messe.
A missão do cristão consiste em anunciar o Reino e levar credibilidade para os céticos que Jesus, filho de Deus, lutou para a humanidade com fervor. Tudo que Jesus fez e assumiu não pode ser em vão. Tudo que Ele fez com gesto fraterno foi por causa nobre: libertar o homem do mal e dos predadores. Jesus ensinou seus discípulos os meandros do caminho reto e pediu para que levasse a severidade  da justiça coesa, assistida, para todos os cristãos. Ele fez primeiramente, deu seu exemplo, motivou os descrentes e abriu os olhos dos cegos. Cabe a cada um de nós sedimentar sua palavra que salva e dá vida abundante para cada filho e filha de Deus.
Entretanto, caso não temos força para lutar pela dignidade dos irmãos, caso fracassamos diante dos projetos de libertação do povo sofrido, caso desanimamos em não assumir a vontade de anunciar o Reino, NÃO estamos alimentados  da palavra de Jesus. Significa que negamos a vida feliz e abundante anunciada por Jesus e prevalecemos no projeto da morte. Ou seja, desconhecemos a verdade do Pai e compactuamos com a morte do encardido, destruidor de vida. Claro que somos ensinados pela mídia buscar a diversão e vangloriar à custa alheia, mas não podemos fraquejar e deixar nosso ser envolvido pelas ideias maléficas, devemos ter a coragem de lutar contra o mal com energia da fé contraída na pessoa de Jesus.
Portanto, se Jesus exige de cada cristão o desejo do anuncio da verdade na intenção da libertação das forças pecaminosas, devemos sim, abraçar seus ensinamentos e praticar a justiça com todo amor, carinho e fraternidade. Caro irmão e irmã: alimentamos da palavra de Jesus sempre. Amém.
Claudinei M. Oliveira.

A primeira manifestação de que estamos tocando Jesus é o sentimento de paz que invade o nosso coração. - Maria Regina



Os discípulos de Emaús não perderam tempo e foram dar aos outros a notícia do seu encontro com Jesus. Na mesma hora, como que para confirmar as suas palavras, Jesus apareceu-lhes e disse: "A paz esteja convosco!" Jesus mostrava-se a eles, marcado, cicatrizado, porém vivo e ressuscitado. Embora, alegres e surpresos, eles ainda tinham dúvidas no coração, mas Jesus os convidou a que tocassem nele e pediu-lhes algo para comer.
Por meio das palavras e dos gestos de Jesus os discípulos começaram a entender o porquê de todos os acontecimentos. Assim, Jesus abriu-lhes a inteligência para compreenderem as Escrituras dando-lhes a paz e o entendimento de tudo quanto lhes dissera antes. Do mesmo modo acontece conosco: para que possamos compreender Jesus nós precisamos nos aproximar Dele, tocá-Lo e alimentarmo-nos com Ele.
Quando temos uma experiência com Jesus e chegamos a tocar no Seu mistério de Amor por meio da Sua Palavra nós também alimentamos a nossa alma e temos a inteligência iluminada para compreendermos a obra que Ele quer realizar em nós. Na verdade, a primeira manifestação de que estamos tocando Jesus é o sentimento de paz que invade o nosso coração. Jesus vem também nos dizer que o sofrimento, a dificuldade, a aflição, são os acontecimentos próprios da nossa vida que nos trarão mais tarde a paz, o entendimento, a alegria da superação quando nos apoiamos e temos como exemplo a Sua Ressurreição.
A paz é fruto da justiça. Jesus é o Justo por excelência por isso Ele é o doador da Paz. Porém, a paz que Ele nos trouxe, Ele a conquistou, justamente, na Cruz. O Seu sofrimento e a Sua entrega foram por Amor, por Paixão. Reflita – Você agora entende melhor os acontecimentos que Jesus viveu? – E os acontecimentos da sua vida, você compreende-os? – Você sente essa paz que Jesus veio nos dar? – Ela acontece em você apesar das suas dificuldades? – Você tem mostrado isso na sua vida?
amém
abraço carinhoso
Maria Regina
 

“Por que procurar Jesus” - Claudinei M. Oliveira


“Por que procurar Jesus” -  Claudinei M. Oliveira

Segunda – feira, 23 de Abril de 2012.
Evangelho: Jo  6,22-29

            No Evangelho de hoje Jesus interpela as pessoas que O procuram: como chegastes aqui do outro lado do mar? Perguntaram a Jesus. Jesus respondeu:estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos.
            Ao procurar o Deus vivo na igreja devemos ter a certeza de que estamos bebendo do seu ensinamento. Palavras e ações de Jesus transformaram realidades de opressão do povo que era submisso ao poder dos judeus, e seu ensinamento procurava dar soluções cabíveis para uma vida de paz e de justiça. Para tanto, devemos procurar este Jesus forte e poderoso que não mediu esforços para salvar a humanidade do pecado. Devemos sim, ir à igreja, sentir a presença do Criador a partir do homem que se fez homem na intenção de mostrar horizonte sereno. Quando abraçamos a causa dos oprimidos sem direito e sem voz maturamos a fé no filho do Homem, ou seja, caminhamos na estrada para a felicidade abastecido do pão e da palavra.
            O exemplo de Jesus de andar sobre as águas do mar não foi para impressionar o povo, mas para aproximar o homem descrente  naquele que está a sua frente com poder revelado por Deus com intuito de aumentar a fé. Jesus não fez milagre algum ao andar sobre as águas, mas fez o necessário para deixar o  legado da fé preso no peito do homem que acredita e teme a sua verdade. Pois Ele é o verdadeiro Filho do Homem e ninguém poderá negar!
            Abastecer da palavra e do pão na Eucaristia simboliza o comprometimento com o homem de Nazaré. Na simplicidade e no acolhimento foi humilde ao ponto de não fugir das tentações,  porém, não deixou que os desejos alheios oriundo do diabo perfizessem seu modo de pensar. Jesus, filho de Deus, estava constituído para viver às tentações. Entretanto, seus discípulos, ás vezes, fraquejavam diante das ameaças. As tentações queriam destruir o caminho da comunidade de Jesus. Mas, os discípulos, mesmo cansados e temerosos, asseguravam na força da palavra  e do pão do irmão Jesus. Por isso, venceram as tentações.
            Na verdade os discípulos seguiam Jesus por um objetivo simplesalimentar do amor de Jesus para com as pessoas que necessitam e levar a dignidade no seio de cada irmão. Assim, eles não tinham intenções de ficar famosos e vangloriar por estar perto do filho de Deus. Eles vislumbravam a vida eterna constituída a partir das ações aqui na terra.
            Contudo, seguir Jesus é fazer o que Jesus fez com muita coragem. Jesus desfez dos privilégios e não aceitou suborno de nenhuma autoridade. Ele foi fiel  e coeso com os princípios da verdade revelada por Deus. Nós devemos agir da mesma forma que Jesus agiu. Não ficarmos atrás de falas e teorias lindas, mas morta porque não tem ação relevante para os irmãos. Aí, pergunto: será que  temos a coragem e o discernimento para realizar os projetos rascunhados e concretizados por Jesus? Será que alimentamos da mesma palavra e da mesma fé que Jesus alimentou? Será que despojamos para a vida do irmão?.
            Portanto, somente eu e você no  íntimo de nosso ser a partir do que faço e atuo posso responder com sinceridade. Pelo menos, para Deus, não podemos mentir. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado. Amém.
            Claudinei M. Oliveira.

Esforçai-vos não pelo alimento que se perde - Padre Queiróz


Dia 23 de abril - segunda
Jo 6,22-29


Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.
Este Evangelho é a introdução ao discurso sobre o pão da vida, que Jesus fez. Preparando o povo para acreditar que ele tinha realmente poder de dar a sua carne como comida e o seu sangue como bebida, Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães e depois caminha sobre as águas.
E Jesus reclama do pouco interesse do povo pela Boa Nova, e do demasiado interesse pelo pão material: “Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
Como sempre acontece com toda multidão, o povo alimentado por Jesus até à saciedade, com cinco pães e dois peixes, queria um deus de uso e consumo, um deus que sirva os nossos interesses e necessidades, um deus comercial que oferece e distribui os seus dons ao capricho do pedido. Este é o deus de muitas religiões criadas por pessoas humanas, que querem encerrar Deus nos limites dos ritos e das leis culturais, procurando servir-se da divindade em vez de a servi-la e adorá-la.
Por isso o povo mereceu essa advertência de Jesus: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
E o povo pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus responde: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Os mestres da Lei apresentavam uma série de obras que agradavam a Deus. Jesus resume: agrada a Deus quem acredita nele, o enviado de Deus. Claro, uma fé levada à prática, acompanhada do seguimento de Jesus e da prática do seu Evangelho. A fé não basta para se salvar; mas também não basta o bom comportamento, é preciso a fé do jeito que Jesus ensinou. As boas obras são decorrências da fé. Este é o “alimento que permanece até a vida eterna”.
Quando foi tentado no deserto, Jesus falou: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. E em outro lugar ele disse também: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”.
Comparando a nossa vida com uma canoa, ela tem dois lemes: de um lado a fé e do outro as obras. Que não nos esqueçamos de nenhum desses dois lemes, para que a nossa canoa possa ir para frente e nos levar à vida eterna.
O “alimento que permanece até a vida eterna” é sintetizado por Jesus na Eucaristia. “Quem come a minha carne tem a vida eterna”.
De fato, o encontro com Jesus transforma a pessoa. Basta ver Maria Madalena, os discípulos de Emaús, a samaritana, Zaqueu... Na Eucaristia nós nos encontramos com o mesmo Jesus, com a mesma força que ele tinha naquele tempo.
A transformação que a Eucaristia exerce em nós é lenta, mas eficaz; é como o fermento na massa. Ela é bem simbolizada naquele pão e água que o profeta Elias comeu no deserto, e depois teve forças para viajar quarenta dias e quarenta noites (IRs 19,4-8). O profeta estava sendo perseguido por seus inimigos, fugiu para o deserto e lá ficou vários dias sem comer nem beber. Aí ele rezou e Deus o fez dormir. Quando ele acordou, havia ao seu lado um pão e uma jarra de água. Comeu e bebeu e assim teve forças para continuar a sua caminhada. Elias representa a nós cristãos que estamos atravessando o deserto da vida. Como disse Jesus: “Quem come deste pão, jamais terá fome”.
Certa vez, um homem foi internado em um hospital para ser operado das amígdalas. Ele estava triste, preocupado, nervoso e deprimido, devido ao medo da cirurgia.
Ao chegar ao quarto, com a sua mala, viu na cama ao lado outro homem internado. Este percebeu logo o nervosismo do colega e começou a animá-lo dizendo palavras bonitas de alegria e de esperança.
A certa altura, o recém chegado perguntou a ele: “E você, por que está aqui?” Ele respondeu: “Amanhã serei operado do coração”.
A Eucaristia é um alimento mais forte do que nós que, ao contrário dos outros alimentos, nos transforma nele. Quem comunga sempre é capaz de enfrentar os maiores problemas, sofrimentos e perigos com tranqüilidade, como fez Jesus. As nossas tristezas e alegrias são bastante subjetivas; mais do que dos fatos em si, esses sentimentos decorrem da maneira como vemos os fatos.
Maria foi a pessoa humana que mais amou a Jesus. Que ela nos ensine a amá-lo hoje, presente na Eucaristia.
Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.
Padre Queiroz


“Eu Sou a videira verdadeira” Rita Leite

Quarta-Feira 09 DE Maio

Evangelho João 15, 1-8
 “Eu Sou a videira verdadeira e meu pai é o agricultor todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta”.
 Com estas palavras Jesus nos convida a permanecer nele para que possamos produzir frutos para a vida eterna. Frutos de amor que agradam a Deus Pai.
Se não dermos frutos seremos cortados do numero dos eleitos de Deus. Deus nos dá certos dons, mas esses dons devem produzir e ajudar a igreja na missão de evangelizar e promover a vida. Se não ficarmos unidos a Jesus nada poderemos fazer. Morreremos aos poucos como morre todo galho que é arrancado da árvore. Perderemos nossos dons, Deus os tirará de nós e dará a outro que possa produzir mais que nós.
Somos chamados a produzir frutos na realidade que nos encontramos, no estado de vida que Deus nos concedeu. Mas para que isso aconteça é necessário estar unidos a Jesus se nutrir da seiva que é a palavra de Deus. È a palavra que nos dará a força para continuar a missão de discípulos e missionários.
Jesus nos diz que aquele que produz frutos Deus o poda para que dê mais frutos ainda. Como doem essas podas, mas são necessárias. No momento que acontecem não compreendemos, só depois é que entendemos que eram necessárias para que produzíssemos mais e melhores frutos. Quem nunca sofreu uma poda? Algum fato que nos deixou tristes e desanimados e que só depois, vimos ali à mão de Deus a nos guiar. Deus se utilizou de tal fato para que pudéssemos ficar mais fortes, mais firmes na fé. E foi justamente aí nessas podas que testemunhamos nosso amor a Deus.
 Permaneçamos unidos a videira que é Jesus e deixemos que o pai faça as podas necessárias para que possamos produzir os frutos do espírito que são: Amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si. (Gálatas 5, 22).
Irmãos um dia o senhor virá a nós procurar os frutos que ele deseja. Estamos aproveitando o dom que temos para ajudar nossos irmãos a conhecer, amar e seguir Jesus? Ou estamos sendo ramos secos que não servem para nada? Lembremos sempre sem Jesus é impossível produzir bons frutos. Unidos a Jesus vamos construindo uma vida nova pautada no amor na solidariedade, na paz e justiça.
Em Cristo.
Rita Leite

Eu vi o Senhor




26 de Maio -  Sábado
Evangelho João 21,20-25

   " Autenticidade dos escritos joaninos e aceitação da comunidade"– Diac. José da Cruz
Qualquer leitor do Novo Testamento percebe que o evangelho de João é totalmente diferente dos sinóticos. Considerando-se que os evangelhos são frutos de uma experiência de vida das comunidades, conclui-se que a Comunidade Joanina era atípica e as desconfianças eram muitas, falava-se em Gnosticismo, por causa do modo de João escrever sobre Jesus, usando uma alta Cristologia que realçava sua Divindade. O fato é que  esse capítulo 21, que foi acrescentado ao evangelho quando João já tinha morrido, atesta a autenticidade do evangelho, e aceita no seio da Igreja essa comunidade Joanina, que tinha captado na essência o que era o verdadeiro cristianismo.
A pergunta de Pedro a Jesus, "Senhor, e este, o que será dele?" demonstrava a desconfiança que a Igreja Tradicional de Jerusalém tinha em relação a essa comunidade. Era como se perguntasse, "Podemos confiar nessa comunidade de João? O que será que vai acontecer com ela?".
A resposta de Jesus a Pedro  "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha?", pode ser vista como uma alusão a autenticidade da comunidade, que faz parte da Igreja e com ela permanecerá até a sua volta. Mas não é só isso, o próprio texto traz uma razão muito simples para confirmar a autenticidade do escrito Joanino: o autor era íntimo de Jesus, e na última ceia estava com a cabeça recostada em seu peito (sinal de intimidade), portanto quem viveu essa experiência tão íntima com Jesus amando-o e sentindo-se amado, pode escrever com autoridade sobre Jesus, da mesma forma que Jesus fala do Pai, porque com Ele está intimamente unido pelo Amor. E uma afirmação Joanina poderia concluir essa reflexão "Deus é amor....só quem ama pode dizer que conhece a Deus...."
Muito mais do que simplesmente comprovar a autenticidade do escrito joanino, esse evangelho ensina que a única forma de conhecermos a Deus e vivermos em comunhão com ele, para podermos falar dele com conhecimento de causa, é Vivermos no Amor., exatamente como o evangelista João.....

ABORTO PARA CRIAR UMA SOCIEDADE PERFEITA - José salviano



Eliminação para o bem social.

Uma seleção artificial das pessoas
Naquele país distante foi aprovada a lei do aborto livre. Pouco tempo depois já se viam as conseqüências: Primeiro, as meninas começaram a brincar de engravidar, e depois tiravam o filho(a) com a maior naturalidade. E isso ocasionou uma grande desordem moral e social.
Os fetos defeituosos, eram todos abortados. E assim, no país da novidade da seleção artificial das pessoas, o direito de abortar teve uma grande ampliação, ou seja, aquele povo estava alucinado pelaidéia de perfeição, chegando ao ponto de eliminar crianças até mesmo depois de nascidas.
O ideal de criar uma sociedade perfeita de causar inveja ao mundo todo, subiu a cabeça daquele povo. A idéia de seleção social atinge então conseqüências assustadoras. A coisa estava funcionando assim. Os jovens, depois de certa idade, passavam por uma bateria de testes, e se não fossem inteligentes o suficiente com Q.I. acima de 140, ambiciosos, trabalhadores, bonitos talentosos, etc, ou se tivesse alguma tendência criminosa, eram eliminados.
Agora o nome não era mais aborto, mas sim, Eliminação para o bem social. Assim, desse modo, o objetivo era a perfeição. Visavam criar dentro de 20 anos, umasociedade perfeita, o que seria imitado pelo mundo inteiro. Todo ser humano que apresentasse qualquer tipo de defeito, seria eliminado. As fronteiras daquele país estavam sobre controle, para que não entrasse nenhum imigrante.
CONSEQUÊNCIAS – Trinta anos depois, aquela sociedade perfeita, aquela sociedade de pessoas selecionadas, começou a enfrentar sérios problemas. Como todas as pessoas eram inteligentes, ricas e importantes, nenhuma delas se submetia a humilhação de lavar as privadas, de recolher o lixo, assim como lavar louça, fezes, roupas, fazer comida, etc. Ninguém queria fazer os serviços humildes, e aquela sonhada sociedade perfeita estava à beira do caos total. Porque gente fina é outra coisa.
A sujeira e o mau cheiro tomou conta da sociedade perfeita. Por causa disso, aquela sociedade da elite, teve de abrir as fronteiras para a entrada de mão-de-obra estrangeira. Era grande a leva de pessoas, principalmente de jovens que entrava naquele país distante, para fazer o serviço sujo, que os selecionados não faziam. Era grande o controle sobre os imigrantes. Eles não podiam praticar suas religiões, não podiam se misturar com os perfeitos, nem mesmo dirigir-lhes a palavra. Toda a comunicação com eles era feita através de aparelhos de comunicação especiais.
Isso causou uma grande indignação nos imigrantes, os quais já representavam um número expressivo dentro da sociedade perfeita. Eles então começaram a bagunçar de propósito, e não tinha como controlar a sua revolta, pois a polícia era composta de imigrantes e por descendentes de imigrantes. Portanto, eles eram todos, farinha do mesmo saco. Eram todos da mesma origem: eram pobres, não eram selecionados, não eram importantes não pertenciam àquela sociedade.
Anos depois, a elite passou a ser reduzida, muitos emigraram para outros países ricos, enquanto os misturados imigrantesaumentavam cada vez mais.
CONSEQUÊNCIA 2 : 60 anos depois da grande virada para aperfeição social, aquele país distante estava pior do que antes. Estava mesmo em situação pior do que os países vizinhos. Porque a desordem e a anarquia tomou conta daquela sociedade. Os elitistas chegaram a conclusão de que OS RICOS PRECISAM MUITO MAIS DOS POBRES DO OS POBRES PRECISAM DOS RICOS. Eles descobriram que todas as pessoas são importantes, o rico precisa do pobre para lavar a sua sujeira, sua roupa, sua casa, para fazer a sua comida, cuidar dos seus barcos, carros, casas, jardins, dos seus idosos, etc. Descobriram que a causa número um da riqueza, é a existência da pobreza. Pois é o trabalho e o próprio dinheiro do pobre que geram a fortuna do rico. Por isso, os ricos deveriam Ser muito gentis com os pobres, como o são os políticos, (mas isso somente acontece na campanha eleitoral).
Descobriram ainda que o sonho de uma sociedade perfeita, onde todos são bonitos, inteligentes, saudáveis, é uma grande ilusão. Pois Deus sabe o que faz. A existência de pessoas desiguais, é exatamente para que um complete o outro. Pois é na diversidade que atingimos a unidade.
Muito embora nós reclamamos de algumas das obras de Deus, reclamamos de algumas de suas criações, é bom saber que tudo que Deus criou, é importante. Para cada fechadura existe uma chave. O problema todo está no mau uso que fazemos das coisas criadas por Deus.
Nós reclamamos, por exemplo da existência de mendigos nas calçadas. Pessoas importantes reclamam do mau aspecto causado por eles, outros reclamam do mau cheiro, e tem gente que até botam fogo neles ou mesmo os matam para que não manchem a beleza da cidade.
Porém, o que essas pessoas tão importantes não sabem, é que aqueles zumbis, como são chamados, os mendigos, são de suma importância para a nossa salvação eterna. Se não houvesse nenhum mendigo, como poderíamos praticar a caridade? E se não praticarmos a caridade como poderemos merecer a vida eterna?
Conclusão. Depois de tanta vira-volta, aquele país distante hoje está em paz. O ABORTO PARA UM SELEÇÃO SOCIAL foi abolido, e todos convivem normalmente, sendo fraternos à medida do possível, pois estão conscientes de que todos somos importantes, mesmos os que não são importantes.
Sal.

20 de abr de 2012

Para Deus nada é impossível - Rosa Camila


Rosa Camila.


O IMPOSSÍVEL ELE PODE REALIZAR
O evangelho de hoje narra à história de Jesus andando sobre as águas. Ao ler o evangelho fiquei imaginando a reação daqueles discípulos ao ver Jesus na escuridão e com o mar agitado andando sobre as águas em direção a barca. É de assustar, não acham??? Na verdade, para mim, seria aterrorizante ver uma pessoa andando em minha direção no mar. E, realmente, foi isso que aconteceu, os discípulos ficaram com medo. Contudo Jesus disse: "Sou eu. Não tenhais medo".
Nessa parte do evangelho de hoje não está presente a parte que conta a parábola de Pedro que foi ao encontro de Jesus nas águas, mas certamente você já deve ter escutado algum padre ou pregador falar dessa história onde Jesus chama Pedro para ir ao seu encontro andando sobre as águas no mar e ele aceita o desafio, porém no meio do caminho o vento sopra, o mar fica mais revolto e naquele instante ele sente medo e desvia o olhar de Jesus dizendo ao Senhor que estava com medo. E o que aconteceu com ele? Começou a afundar até que Jesus disse: "Não tenhais medo". E Pedro confiante nas palavras de Jesus volta a fixar o seu olhar no Senhor e pára de afundar no mar.
Então, qual o sentido de tudo isso para nós? Qual a aplicabilidade desse evangelho para a nossa vida prática? Acredito que seja nos mostrar que enquanto estamos confiantes e com o nosso olhar voltado e fixado em Jesus, nada irá nos fazer cair, mesmo que em torno de nós esteja existindo uma tempestade de problemas, preocupações, dor, sofrimento, solidão, angústia e quedas. Se você permanece acreditando que Deus é mais que tudo isso e que Ele não te abandona, está sempre ao seu lado, certamente aquela situação difícil da sua vida será tocada pelo impossível do Senhor. Mas, para isso é preciso ter fé!!!
Muitos de nós cantamos a canção do Pe. Cleidimar da Canção Nova que diz: O impossível Ele pode realizar... Mas poucos de nós verdadeiramente cremos que Jesus pode e opera milagres nas nossas vidas. E porque isso acontece? Porque sempre estamos esperando por milagres extraordinários como esse que fez Pedro andar sobre as águas e não percebemos os milhares de pequenos milagres que Jesus já operou na nossa vida e que foram extrema importância para o nosso plano de salvação e para a nossa VIDA NOVA em Cristo.
Os grandes milagres estão nas pequenas graças que recebemos e na simplicidade de ser Deus, pois enquanto eu esperava que Jesus operasse na minha vida o milagre da cura do câncer da minha mãe, não conseguia enxergar que Ele já havia operado o maior milagre de todos que foi o de converter o meu coração e salvar a minha alma.
Será que você também não está conseguindo perceber o impossível que Jesus já realizou e anda perdendo a sua fé porque aquilo que você pensava ser o grande milagre da sua vida ainda não aconteceu?
O IMPOSSÍVEL ELE JÁ REALIZOU!!!
Deus abençoe vocês!!!!!    

Creia!Jesus Cristo está vigilante e sempre por perto vencendo as nossas dificuldades empunhando na mão a vitória que conquistou para nós. MARIA REGINA




 
                                 Meditando neste Evangelho nós podemos fazer um paralelo com a nossa vida, quando também o mar está agitado porque as coisas e os acontecimentos estão fora dos padrões normais por isso, no sentimos na escuridão sem enxergar uma saída para os nossos problemas. Anoitecia e os discípulos desceram ao mar, sozinhos; estava escuro e durante a travessia soprava um vento forte, por isso o mar estava agitado; os discípulos já tinham remado bastante; e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles! Nós também já remamos muito, já tentamos tudo, no entanto, não sentimos paz, a escuridão nos ronda e, algumas vezes entramos em desespero.
Precisamos, porém avaliar se isto acontece porque estamos indo para o "mar", sozinhos, isto é, assumindo compromissos, em hora imprópria, por nossa conta sem o direcionamento do Espírito Santo. Muitas vezes nós entramos na "barca", e enfrentamos os trabalhos e tomamos as decisões sem esperar por Jesus. Não estamos orando, não refletimos a Sua Palavra e queremos resolver tudo sozinhos ! Assim sendo, remamos por conta própria e a tempestade é consequência das nossas deliberações equivocadas e as coisas não dão certo porque estamos confiando em nós mesmos .
                                Na maioria das vezes não nos importamos muito em saber a opinião de Deus, se é hora para ir ou para ficar e escolhemos caminhar sozinhos . Nós nos antecipamos e traçamos os nossos planos, os nossos projetos sem esperar pelas sugestões do Espírito Santo que conhece melhor o caminho pelo qual vamos cruzar e então o inesperado acontece. Durante o percurso que escolhemos o mar encontra-se agitado e a tempestade nos surpreende, o vento nos tira do sério e ficamos aflitos e angustiados . O que fazer? Já está escuro e o temor nos assalta! Mas precisamos ter confiança!
                                   Jesus Cristo está vigilante e sempre por perto, nos acerando e oferecendo ajuda, pois sabe o que está se passando conosco! Ele chega "andando sobre as águas", vencendo as nossas dificuldades empunhando na mão a vitória que conquistou para nós. Precisamos acreditar na Sua intervenção e não confundi-Lo com as pessoas comuns, distinguir a Sua voz e acolhe-Lo com alegria e sem temor. Ele hoje também nos fala: "Sou eu "Não tenhais medo!" Se, na hora das nossas tribulações, procurássemos enxergar a Jesus e ouvir a Sua voz não padeceríamos tantas aflições.
                                   O encontro com Jesus requer compromisso com Ele do nosso testemunho para o mundo de fé e de confiança. Mesmo na tempestade, mesmo que o mar se agite podemos estar certos de que não estamos longe da praia e que Jesus recolhe a nossa barca e a coloca em lugar seguro. – Alguma vez você já viveu essa situação? – Você reconhece a voz de Jesus no meio do mundo? – Você também tem enfrentado as dificuldades sozinho? – Você leva sempre Jesus na sua barca ou algumas vezes O tem esquecido na praia?
AMÉM
ABRAÇO CARINHOSO
MARIA REGINA