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15 de abr de 2012

" Maria a Isabel, o encontro das duas Alianças..." –Diac. José da Cruz


31 de maio - Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel

 

Evangelho Lucas 1, 39 -56

 

   

Já ouvi dizer que Maria teria percorrido uns 40 km a pé de sua casa até a casa de Isabel que se localizava em uma região montanhosa, Maria não foi sozinha, certamente juntou-se a alguma caravana que seguia naquela direção. O evangelista São Lucas quer colocar neste evangelho, todo o enfoque no encontro dessas duas mulheres, carregado de simbolismo. Isabel, avançada em idade e estéril, representa o Povo da antiga Aliança, que carregava no coração a grande promessa de Deus sobre o Messias, era uma esperança alimentada pela Fé no Deus da Aliança.

Maria representa o Povo da Nova Aliança, que terá a alegria de ver realizada todas as promessas de Deus, tendo em seu meio não Patriarcas ou Profetas, Homens que  foram Mediadores entre Deus e o seu Povo, mas o próprio Cristo, Filho de Deus. O detalhe importante nessa narrativa Lucana é o Elo de ligação entre o Povo antigo e o Povo da Nova Aliança: o Espírito Santo de Deus, foi ele que alimentou de esperança e Fé o coração e na Vida do Povo de Israel,  até aquele momento, é ele que inunda o ventre de Maria com essa grande Graça de ter em si o Germe Divino, gerado pelo mesmo Espírito.

Tanto no passado como no presente o que essa ação de Deus no Espírito Santo espera do homem, é a Fé, pois o Espírito Gerador de Vida, só entra na Vida das pessoas, quando há abertura e acolhimento, virtudes que não faltaram em Isabel e Maria. E assim, as duas histórias se tornam uma só, pois João Batista, o Filho de Isabel, será o último profeta da antiga aliança, aquele que encerrará o ciclo profético em grande estilo, apontando para Aquele que veio anunciar, pois os antigos profetas falaram dessa promessa, mas não a viram realizada.

Se o Espírito Santo é o Elo Divino que une o tempo das promessas ao tempo das realizações, João Batista é o Elo humano que une o antigo Israel ao novo Povo que em Cristo está nascendo pois sem o anúncio de João Batista, a história da antiga Aliança terminaria de maneira melancólica. João Batista é a transição do tempo das promessas pára a plenitude de sua realização. Uma promessa, quando têm crédito, transmite alegria, a realização torna essa alegria plena, assim podemos definir o encontro de Maria e Isabel, como uma explosão de alegria, porque nos olhos de Isabel todo o antigo Israel pode vislumbrar a Fidelidade Divina, com a visita de Maria, a portadora por excelência de Deus, no Jesus que trazia em seu ventre, pois até então, os Santos Homens eram apenas porta vozes da Palavra de Deus e da sua Vontade, Maria de Nazaré não é apenas portadora da Palavra, mas sim portadora do próprio Deus.

Nesse encontro as duas alianças, a antiga e a nova, se entrelaçam em uma única alegria e Esperança, e por isso Maria, agora falando em nome de todo o Povo das Promessas, proclama solenemente o "Magnificat" , pois a travessia chegara ao seu final, e tanto como na páscoa antiga, Moisés e seu Povo entoaram o cântico da Vitória após a travessia do mar vermelho, agora a Serva de Deus entoa na casa de Isabel um hino de Louvor, proclamando que uma vez mais, como no passado, Deus deixou de lado os orgulhosos, arrogantes e poderosos, e agiu nos pequenos, nos desprezados e marginalizados da História onde Maria e Isabel são as primeiras testemunhas disso. Em Cristo a páscoa tornou-se definitiva, e a libertação humana alcançou o sentido mais pleno.....

 

 

 

                                           

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