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30 de jul de 2010

O testemunho de João Batista - Vera Lúcia


Mt 14,1-12

- Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

A fama de Jesus é comparada com a de João Batista

O Evangelho narra a denúncia que João Batista fez ao rei Herodes, por viver com Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe. E narra a conseqüência desse seu profetismo, que foi o martírio.

Naquele tempo, o povo imitava o rei. O que o rei fazia, isso era o certo. E alguns reis se julgavam quase como deuses, passando por cima da Lei de Deus e dos princípios morais. “A lei sou eu”, disse uma vez um rei.

Herodes se ajuntou com a cunhada, desprezando a Lei de Deus sobre a família, e não estava nem aí. A vida continuou normal no palácio e no reino, sem ninguém abrir a boca, de medo. Medo principalmente de Herodíades que era inteligente, perspicaz, cruel e dominadora do amante.

Mas felizmente havia no seu reino um profeta corajoso, que era João Batista. Foi até ele e disse: “Não te é permitido tê-la como esposa”.

Não foi bem Herodes, mas a sua amante Herodíades que se vingou. E João Batista tornou-se um mártir da família.

Nós somos convidados a imitar João Batista, como profetas e profetizas. Pois o profeta não só anuncia o caminho de Deus, mas também denuncia as situações contrárias. E ele não pode ser teórico, tem de colocar os pingos nos “is” e dar nomes aos bois. E se atingir algum poderoso ou poderosa, o que fazer? O profeta e a profetiza falam sempre a verdade, doa a quem doer.

O pecado do sexo degrada a pessoa e gera outros pecados. Veja o caso de Davi com Betsabéia, narrado em 2Sm 11-12.

Logo após o Evangelho de hoje, S. Mateus narra a multiplicação dos pães. São os dois banquetes, tão comuns na sociedade, o da vida e o da morte. Os banquetes da morte são palcos de conspirações contra aqueles que promovem a vida. A justiça do mundo nunca é objetiva e muito menos isenta. Ela vive condenando inocentes, apresentando “crimes” inventados para ocultar os verdadeiros motivos. Que bom seria se houvessem muitos João Batistas na nossa sociedade!

Aqueles que pretendem implantar no mundo um sistema de morte, antes querem apagar a Luz, que é Jesus e seus enviados. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la” (Jo 1,4-5).

O mundo continua não suportando a Luz, que é Jesus, porque vive nas trevas da mentira, da ganância, da corrupção e do pecado. Nós cristãos até aprendemos a “fechar um olho”, porque temos medo de perder cargos, oportunidades, a vida. Como João Batista faz falta!

Certa vez, havia um circo numa cidade, e este circo pegou fogo. Foi terrível. Era à tardezinha, e o palhaço já estava com o rosto pintado e a maquiagem pronta para o espetáculo.

Como a equipe não conseguia apagar o fogo, o palhaço saiu pelas ruas gritando, desesperado, pedindo ajuda para apagar o fogo.

Mas as pessoas, ao vê-lo, em vez de atender ao seu apelo, davam risada, pensando que era mais uma palhaçada dele.

Assim, não houve jeito. Em pouco tempo o circo se transformou em um montão de cinzas.

O nosso comportamento influi fortemente no peso das nossas palavras e do nosso testemunho. Se uma pessoa não dá bom exemplo de vida, quando fala de Jesus Cristo, não convence muito. Que sejamos profetas autênticos, como foi João Batista.

Maria Santíssima, imaculada, exerceu um profetismo completo. Por isso é a Rainha dos profetas. Que ela nos ajude!

Vera Lúcua

Mestres da Lei e fariseus hipócritas! - Sal


25 de agosto

Evangelho - Mt 23,27-32

Sois filhos daqueles que mataram os profetas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,27-32

Naquele tempo, disse Jesus:
27Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda podridão!
28Assim também vós:
por fora, pareceis justos diante dos outros,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.
29Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós construís sepulcros para os profetas
e enfeitais os túmulos dos justos,
30e dizeis: 'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais,
não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'.
31Com isso, confessais que sois filhos
daqueles que mataram os profetas.
32Completai, pois, a medida de vossos pais!'
Palavra da Salvação.

Então, eu ou você chega diante da comunidade, no altar, e explicamos para todos: Viram? Os mestres da Lei eram maus! Além de serem descendentes daqueles que mataram os profetas no passado, eles viviam de aparências. Fingiam ser santos porém, na realidade eram parecidos com defuntos maquilados, de batom passados nos lábios, para parecerem pessoas vivas.

Ao explicar tudo isso de forma eloqüente, ainda acrescentamos que a nossa sociedade está cheia de pessoas que são iguais àqueles hipócritas dos tempos de Jesus Cristo. E ainda recomendamos aos ouvintes para que não sejam falsos, mentirosos, e hipócritas também.

Prezados irmãos. Percebeu que nesta reflexão está faltando uma coisa muito importante? Percebeu que está faltando nos incluir no grupo daqueles que são ou que às vezes também são como os mestres da Lei e os fariseus hipócritas?

É! Infelizmente nunca podemos nos excluir da possibilidade de sermos frágeis, ou mesmo miseráveis pecadores. Porque podemos nos acostumar a uma vida corrida de compromissos, de rituais, de uma vida que na realidade não passa de aparência de santidade. PRECISAMOS ENCONTRAR TEMPO PARA NOS ENCONTRAR COM DEUS, e isso se faz necessário ser diariamente! Através da oração constante, da leitura meditada, e da preparação das nossas palestras, sermões ou encontros catequéticos. Não podemos vacilar um só instante. Não podemos deixar a peteca cair. Não podemos nos esquecer que o inimigo de Deus está sempre de olho em nós, para detectar os nossos momentos de fraqueza. E Estes momentos ocorrem pela solidão, pelos vícios, pelo estresse, pela revolta contra as injustiças onde nos aparece a vontade de vingança, etc. Portanto, vamos tomar muito cuidado com a nossa religiosidade, com a nossa espiritualidade, para que não nos tornemos uns hipócritas também.

Sal

CONCLUSÃO

Devemos sempre estar alertas em relação à nossa vivência da fé porque, se não nos cuidarmos, podemos criar um abismo muito grande entre o que falamos e o que vivemos ou, pior ainda, podemos viver uma religiosidade de aparências, uma religiosidade ritual em detrimento de uma real vivência de fé, de uma resposta pessoal aos apelos que nos são feitos para que assumamos os compromissos do nosso batismo a partir de uma vida verdadeiramente profética que denuncie os contravalores do mundo e anuncie a verdade dos valores que foram pregados por Jesus Cristo. Deste modo, a nossa vida religiosa não será simplesmente ritual, mas também compromisso. (CNBB)

Jesus viu Natanael - Sal


24 DE AGOSTO

Evangelho - Jo 1,45-51

Aí vem um israelita de verdade,um homem sem falsidade.

"De onde me conheces?" Jesus respondeu:
"Antes que Filipe te chamasse,enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi".

Jesus sendo Deus, Ele também é onisciente, isto é, Ele sabe tudo. Mesmo antes de você nascer, Deus e Jesus já conhecia ou sabia tudo sobre você. O que vai lhe acontecer, está rascunhado, ou seja, o traçado que dizem os defensores do destino, não existe totalmente. Porque Deus respeita o seu livre arbítrio. Ele respeita a sua decisão de querer ou não o que Ele programou para você. Digamos que Deus tenha projetado, ou escolhido você para ser um sacerdote ou uma freira, no caso de você ser mulher. Então você não aceitou o chamado de Deus, e seguiu outro caminho na vida. Aquele rascunho de destino projetado por Deus foi alterado por você, e Deus respeita a sua liberdade.

E é exatamente nesta liberdade que está a nossa glória. Porque felizes serão aqueles que escolherem o Plano de Deus, dizendo SIM ao seu chamado.

Meu irmão, minha irmã. O que estamos fazendo mesmo pelas vocações sacerdotais e religiosas? Estamos fazendo alguma coisa ou será que permanecemos de braços cruzados? Cada um de nós pode perguntar a si mesmo neste instante: O que eu posso fazer para que haja mais padres e religiosos neste mundo tão dilacerado pela injustiça, pelas discórdias e pela violência?

Deus chama a cada um de nós em particular para divulgar, e defender as causas do Reino de Deus com a palavra e com o exemplo. Será que você está de ouvidos atentos a estes chamados de Jesus os quais acontecem praticamente todos os dias na sua vida? Será que na sua família não existe nenhum caso de vocação? Será que você mesmo não é uma vocação adormecida até agora no tempo? Será que você está seguindo o Plano que Deus traçou para você? Pense. Fale com Deus, e pare um instante para ouvir Deus. Se Ele não falar agora, com certeza quando menos você esperar, Deus lhe mostrará o seu verdadeiro caminho na vida. O CAMINHO DA SUA VOCAÇÃO!

Grande abraço, e coragem. Jesus te ama e Jesus te chama.

Sal.

UM TESOURO ESCONDIDO NO CAMPO

23 DE AGOSTO

Evangelho - Mt 13,44-46

Outra vez, volta Jesus com mais parábolas. Gosta de sentar-se e contar histórias à gente que lhe escuta. Deixa que os que lhe rodeiam interpretem, saquem conseqüências ou se façam perguntas que talvez lhes terminem mudando a vida.

Hoje, o Evangelho presenteia-nos três parábolas muito parecidas. Todas põem seus protagonistas em frente a um dilema. O que encontra o tesouro escondido num campo tem que tomar decisões rápidas. O tesouro pode mudar a sorte de sua vida. Mas outro o pode encontrar. Há que atuar rapidamente. Não há mais solução que vender tudo o que tem e comprar o campo. Algo muito parecido passa ao comerciante de pérolas finas. Leva toda a vida de mercado em mercado. Tem um olho capaz de descobrir o que vale e o que não vale. Ao final, encontra uma pérola que vale realmente a pena. O protagonista da parábola não duvida em vender tudo o que tem, se desfazer de todas as outras pérolas que tem. Não valem nada em comparação com a que acaba de encontrar. Para o comerciante com vista o que fez é o que devia fazer. Arrisca tudo para ganhar tudo. E melhor para ganhar tudo –e o único ao mesmo tempo– que vale a pena.

Algo muito parecido é o que passa aos pescadores que jogaram a rede e que sacam à orla sua colheita de peixes. Não todos valem o mesmo. O que não entende de pesca talvez ponha a todos na mesma cesta. Enorme erro! Há peixes de diferentes classes e nem todos têm o mesmo valor no mercado. Alguns peixes há que os tira-los diretamente. Não valem nada. A arte de separar os bons dos maus, de classificá-los, é tão importante como saber jogar bem as redes.

Histórias de vida, de nossa vida

São histórias que nos falam de nossa própria vida na qual também nos veremos –ou nos vimos– na obrigação de tomar decisões radicais. Há encruzilhadas na vida em que nos temos que decidir. Recordo um artigo numa revista de pastoral juvenil que se titulava algo bem como “Jovem, te decide, não se pode ser de tudo”. A liberdade não significa ter muitas opções ante nós senão a capacidade para optar, para nos decidir por uma ou outra opção e a sabedoria para tomar a decisão mais adequada. Não decidir, manter abertas todas as opções ante nós não significa ser mais livre senão não exercitar nossa liberdade.

Decidir, optar, é atar-se. O que encontrou o tesouro, o que descobriu a pérola, optou, decidiu, vendeu tudo o que tinha, se arriscou. Achou que era a melhor opção e tomou-a. E uma vez tomada, já não há volta. Outras opções, outras possibilidades, abrir-se-ão no futuro mas já não serão as mesmas que se deixaram passar. Assim é sempre nossa vida. Um caminho no qual sempre se abre encruzilhadas, no qual devemos tomar decisões, assumir os riscos e os possíveis erros. Não há outro remédio.

Discernimento e sabedoria

Hoje pedimos a Jesus que nos dê o discernimento suficiente para compreender onde está o que verdadeiramente vale a pena, o que nos enche para valer de alegria, aquilo pelo qual podemos e devemos deixar tudo (não é isso o Reino?). Esse discernimento é a sabedoria que pede Salomão a Deus na primeira leitura deste domingo.

Porém, atenção, Salomão não pede diretamente “sabedoria” senão um
“coração dócil”. É um detalhe importante. A sabedoria não se aprende nos livros nem nas bibliotecas. A sabedoria é a capacidade de ser dóceis à vontade de Deus, a sua Palavra que nos guia pelas encruzilhadas da vida. Porque Deus não quer senão o melhor para nós, nosso bem, nossa felicidade, nossa plenitude, que não outra coisa é o que se diz na carta aos Romanos que se lê na segunda leitura.

Pe. Fernando Torres cmf

http://www.ciudadredonda.org/subsecc_ma_d.php?sscd=157&scd=1&id=2893