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15 de abr de 2012

Jesus e Nicodemos - Fr. José Luís


17 de abril – terça-feira

Jo 3,7b-15

 

O Evangelho de hoje é a continuação do diálogo entre Jesus e Nicodemos, a misteriosa figura que aparece unicamente no Evangelho de João, assim como a figura da samaritana, da prostituta que ia ser apedrejada e de Lázaro, irmão de Marta e Maria. Como já dissemos, as palavras de Jesus, já difíceis de serem compreendidas, tornaram-se ainda mais confusas aos ouvidos de um fariseu. O que Jesus queria dizer com a frase: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem? O título Filho do Homem foi atribuído a Jesus pelas comunidades cristãs que ainda se desenvolviam muito timidamente.

A expressão Filho do Homem aparece muitas vezes no Antigo Testamento, mas geralmente sendo sinônimo de homem, de ser humano. O profeta Ezequiel é chamado, por Deus, de filho do homem, em diversas citações (Ez 8, 5; 11, 15; 15, 2; 20, 4; 37, 11; 39, 1; 47, 6 etc.), mas esse é somente um cognome dado a Ezequiel pela própria voz de IHWH (Javé – Deus). No Livro de Daniel, essa expressão aparece duas vezes: em Dn 7, 13, ela toma outro significado, pois fala de alguém que desce dos céus sobre as nuvens, diferentemente do significado de Dn 8, 17, que quer somente fazer referência ao próprio profeta Daniel.

Mas seria, no Livro de Daniel, uma prefiguração da imagem de Cristo glorioso? Certamente o redator (escritor) desse Livro não estava pensando em Jesus de Nazaré, mas em uma imagem visionária e apocalíptica. Um homem que destruiria toda a opressão do imperialismo, principalmente o do imperialismo grego, que dominava na época de Daniel.

Mas os primeiros cristãos viram nessa imagem de filho do homem que desce glorioso dos céus, nas nuvens, o próprio Cristo Ressuscitado. Jesus era o próprio Deus feito carne, pois ele havia assumido a nossa humanidade. Mas o mais interessante é que o evangelista faz notar que o próprio Jesus dá a si o título apocalíptico de Filho do Homem, mas num sentido mais claro: como aquele que quer ser amigo da humanidade.

Jesus, por fim, anuncia a sua morte de cruz. Nicodemos não deve ter entendido o que o Mestre queria dizer com "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna". É certo que o evangelista elaborou melhor as falas de Jesus, visto já terem se passado muitos anos desse diálogo, quando o Evangelho foi posto por escrito. Por isso mesmo é que o objetivo da morte de Jesus é mostrado com mais vivacidade: para que todos tenham a vida nele, crendo.

Peçamos a Deus que aumente a nossa fé em Cristo e em seu projeto de amor, pois somente aqueles que creem e amam podem entender o risco de se entregar totalmente a um crucificado, que disseram estar ressuscitado! A um filho da própria humanidade, que foi visto como Deus Encarnado. A fé é um risco, que deve ser encarado sempre com amor!

 

 FEZ-SE CARNE PARA SER O FILHO DO HOMEM!

Fr. José Luís Queimado, CSsR

jlqueimado@ig.com.br)

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