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5 de nov. de 2009

A família de Jesus.

21 de Novembro – Sábado

(Mateus 12,46-50)

Jesus não excluiu sua família, nem muito menos foi grosseiro com a sua mãe. O que Ele quis nos dizer, é que todos aqueles que fazem a vontade do Pai, aqueles que seguem seus ensinamentos, são pertencentes a grande família universal de cristãos. Aqueles que seguem ou tentam seguir a Jesus.

Esta é a explicação ou definição de família cristã, explicada pelo próprio Jesus Cristo. É a definição da verdadeira família de Jesus como os que fazem a vontade de Deus. O relato de Mateus não contém nenhuma crítica explícita aos parentes de Jesus; eles servem apenas de realce para enfatizar o ponto prin­cipal: os que obedecem a Deus constituem a verda­deira família de Jesus. Em uma sociedade que atri­buía valor muito alto a laços de sangue, o ensina­mento de que os discípulos de Jesus formavam uma família espiritual era bastante desafiador.

E nós fazemos parte dessa imensa família universal indiferente de raça nação ou país, formamos a grande família de Jesus pelo mundo inteiro. E como participantes desta santa e sagrada família, temos de evangelizar muito com o nosso bom exemplo. Ensinar com o nosso exemplo, como é ser da família de Cristo. Amando-nos, ajudando-nos compreendendo-nos, perdoando-nos, rezando em comunidade, nos unindo para ajudar e converter os que não pertencem à nossa família, atraindo-nos para o nosso meio, etc.

Essa família divina não está fundamentada em nascimento, raça ou tradição, mas a sua razão de ser é a fé em um só Deus todo poderoso Criador do Céu e da Terra, e esta fé que une a nós todos nos conduz a fazer a vontade do Pai.

E é bom não esquecer aqui que fazer a vontade do Pai, é acima de tudo uma coisa prática. É acima de tudo, praticar a caridade. Em outras palavras, é amar a Deus e ao irmão, que é o resumo da vontade do Pai.

É esta a prática a ser assimilada por todos nós na nossa convivência, nessa grande família, nessa grande comunidade cristã mundial, a verdadeira família de Jesus.

Sal.

Jesus e os camelôs do Templo.

20 de Novembro – Sexta

Evangelho (Lucas 19,45-48)


Jesus se enfurece com aquilo que Ele chamou de covil de ladrões, que tinham profanado o Templo de Seu Pai, que era Casa de Oração e não de comércio. O templo que era e é hoje a presença de Deus no meio do povo, a morada terrestre de Deus vivo no Sacrário através do Pão e do Vinho consagrados. O Templo ontem hoje e sempre é o local de encontro dos fiéis com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Também é o lugar onde nos congraçamos como irmãos onde rezamos ao Pai por intermédio de Jesus, pelos pobres, pelos que sofrem, por nós e por nossa família.

“Este ideal grandioso, porém, chocava-se com a realidade. O templo tornara-se um amplo mercado onde se fazia câmbio de dinheiro para facilitar a vida dos peregrinos estrangeiros e se comerciava os diversos tipos de animais usados para o sacrifício. Toda esta intensa atividade visava a ganância do lucro, dificilmente obtido por motivo de pura caridade. Assim, a injustiça e a exploração eram praticadas na própria casa de Deus. Os pobres e ingênuos peregrinos eram expoliados, sob os olhos do Pai. A boa-fé do povo transformava-o em joguete nas mãos de pessoas inescrupulosas. E tudo isso com a benévola anuência da classe sacerdotal, que tirava partido da situação.
A realidade do templo estava em aberta contradição com o ideal de Reino de Deus pregado por Jesus. Daí o furor que se apossou de seu coração e o gesto profético de expulsar os profanadores da casa de Deus, que devia ser espaço do amor.” (
Pe. Jaldemir Vitório).

“Os príncipes dos sacerdotes, porém, os escribas e os chefes do povo procuravam tirar-lhe a vida.
Mas não sabiam como realizá-lo, porque todo o povo ficava suspenso de admiração, quando o ouvia falar.”

Aqueles que visavam apenas o lucro através da exploração da grande população que freqüentava o Templo, enfurecidos com a atitude de Jesus, planejavam matá-lo, mas não era coisa nada fácil.

Caríssimos. Não vamos profanar o Templo de Deus nem com comércio indevido, nem permitindo coisas levianas, ou permitindo que pessoas na porta da igreja fiquem falando alto atrapalhando outros a ouvirem a palavra de Deus, nem com nenhum tipo de atitude que impeça que nos sintamos dentro da casa do Pai. Que nos impeça de sentir a presença de Santíssima trindade naquele local santo fixado no meio de nós.

Sal.

Jesus chora sobre Jerusalém.

19 de Novembro – Quinta

(Lucas 19,41-44)

Jesus está desapontado, decepcionado diante de uma cidade que não entendeu a sua missão de paz. Ele está triste porque os habitantes de Jerusalém não o reconheceram nem o aceitaram, nem o escutaram, e por isso não se converteram.

Jesus, o próprio Deus feito homem que veio ao mundo escolhendo aquela cidade, trazendo uma mensagem de amor, e acaba sendo odiado por uma parte daquele povo que possuía os corações duros. Cegos que não enxergaram a luz divina na pessoa de Jesus. Um povo que só enxergava os ditames da Lei e os hábitos e costumes da sua cultura. Eles não tinham uma mente aberta a uma nova mentalidade, suas mentes estavam fechadas a Boa Nova trazida pelo Mestre. Por isso Jesus chora diante daquela cidade

Consideravam Jesus um impostor, uma espécie de profeta desastrado que anunciava castigos, ameaças e desgraças.

Jesus por sua vez anuncia a destruição futura daquela cidade que não lhe foi hospitaleira, pelo menos pela grande parte daqueles que não abriram mão das suas tradições. Não seria necessariamente um castigo de Deus, mas um pequeno puxão de orelhas pela incredulidade e arrogância daquelas pessoas.

Hoje entre nós existem muitos de corações duros, que não aceitam a pessoa de Jesus. Muitos que, semelhantes aos judeus que não abriram mão das suas tradições religiosas, também não abrem mão do seu orgulho derivado do poder político, econômico e social.

Muitos que preferem solucionar seus problemas pelo poder do dinheiro, ou pelo poder da influência política. Acham que podem dispensar a proteção de Deus. Acham que o poder pode tudo.

Eles esquecem que podem comprar prazer, mais não compram amor nem as pessoas. Podem comprar ou pagar a medicina moderna mas não podem comprar suas vidas.

Meus irmãos. Que isso nunca aconteça com nenhum de nós. Vamos nos esforçar para que Jesus nunca fique decepcionado diante das nossas pessoas. Que nós sempre consigamos corresponder ao infinito amor de Deus na pessoa de Jesus Cristo.

Sal

A parábola dos talentos.

18 de Novembro - Quarta

(Lucas 19,11-28)

Cada um de nós recebe de Deus um talento, um dom, uma riqueza, uma vocação. Uns nasceram com uma linda voz, outros nasceram com habilidades para serem pilotos, outros com o dom de compor ou escrever, etc.

Não é muito fácil descobrir a verdadeira vocação. Tanto é que tem muita gente por aí exercendo a profissão errada. Existem médicos cozinhando, tem pedreiros com talento de professor, tem professor trabalhando no comércio e assim por diante. É por isso que muita gente sofre daquela doença chamada INSATISFAÇÃO PROFISSIONAL que é o desajuste causado por exercer a profissão errada na vida. E a maioria são pessoas frustradas, irritadas infelizes, com tendências de repartir a sua infelicidade com os demais.

Nós podemos fazer bem uma série de coisas na nossa existência. Mais somente fazemos maravilhosamente bem, aquilo que nascemos para fazer. E somente quem exerce a verdadeira profissão na vida é que está realizado(a). Porque excede, extrapola, vibra de forma tão espetacular que acaba sendo pessoas notáveis na sociedade.

São poucos aqueles que tiveram a felicidade de descobrir em tempo de exercerem a sua verdadeira vocação. Podemos contar nos dedos. Pelé, Fitipaldi, Nelson Piquet, Airton Sena, Jailson Ferreira, Roberto Carlos, são alguns exemplos.

Entre aqueles que receberam o dom da fé, existem uns que também receberam o dom de cantar, outros de falar em público, e ainda outros receberam o talento de interpretar e explicar a palavra de Deus, por iluminação do Espírito Santo. Estes últimos são de extrema importância para a divulgação do Reino de Deus, através da evangelização. Esses serão cobrados por Jesus, semelhante a Parábola do evangelho de hoje.

O Espírito Santo sempre nos conduz a descobrir os nossos talentos vocacionais, através do chamamento. Não podemos recusar o seu chamado.

Já pensou que prejuízo seria se você tem o dom da fé, mais o dom da palavra, e mais o dom de interpretar e explicar e ainda não está exercendo este talento, esta vocação?

Vocação é uma palavra de origem do latim, VOCARE que significa chamar, ou chamado. Exemplo: Ele foi chamado por Deus para ser padre. Meu irmão, minha irmã. Se você foi chamado(a) para evangelizar, comece a evangelizar enquanto é tempo. Não enterre o seu talento, pois você será cobrado(a) por isso, no dia do acerto de contas.

Sal