BOM DIA

BEM VINDOS AOS BLOGS DOS

INTERNAUTAS MISSIONÁRIOS

SOMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS, MAS RESPEITAMOS TODAS AS RELIGIÕES. CRISTÃS OU NÃO.

CATEQUESE PELA INTERNET

LEIA, ESCUTE, PRATIQUE E ENSINE.

PESQUISAR NESTE BLOG - DIGITE UMA FRASE DE QUALQUER EVANGELHO

3 de set. de 2009

QUEM É JESUS PARA VOCÊ ?

(Lc 9,18-22)


O Evangelho de ontem narra a reação de Herodes ante as notícias que se espalhavam sobre Jesus. Após esse episódio, Lucas narra a multiplicação dos pães (que não entrou nessa seqüência da Liturgia Diária), e hoje continua com o versículo 18, onde Jesus pergunta o que falam dEle, e o que os discípulos pensam dEle. E o interessante disso tudo é que os discípulos escutavam os mesmos comentários que chegaram aos ouvidos de Herodes... que Jesus era ou João Batista, ou Elias, ou algum dos profetas antigos, que ressuscitou. Mas o que Jesus realmente queria saber era o que os seus discípulos pensavam a respeito dEle. E nesse momento é Pedro quem se adianta, dizendo: "Tu és o Cristo de Deus!"

A palavra "Cristo" vem do grego, é uma tradução literal de "Messias", e significa "ungido". Esta resposta de Pedro tem todo um significado, e é sobre isso que vamos refletir hoje.

Os livros proféticos do Antigo Testamento falam da vinda do Messias, o Salvador. E atribui a Ele o poder de curar os doentes, expulsar demônios, e trazer a paz ao povo. João Batista sabia disso. E é por isso que quando ele mandou seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele era o Messias (ou se ainda viria outro), Jesus pediu que os discípulos de João o acompanhassem durante aquela tarde enquanto Ele realizou a cura de cegos e aleijados. Depois disso, Jesus disse aos discípulos de João que voltassem para dizer o que tinham visto. Jesus não queria dizer, neste momento, que Ele era o Messias, pois muitas coisas ainda precisavam acontecer antes do seu martírio. João Batista, como conhecedor das escrituras, sabia desses sinais. Se Jesus já afirmasse desde esse momento que era a Promessa de Deus, o alvoroço e a polêmica seriam ainda maiores do que este que já estava acontecendo. E isso poderia encurtar a sua trajetória no meio de nós.

Mas então as pessoas da época não sabiam que Ele era o Ungido de Deus? O Filho de Deus? Que não deveriam esperar que viesse outro? Pois é, não sabiam. Somente os discípulos sabiam disso. E foram SEVERAMENTE PROIBIDOS de comentar isso com alguém até que Ele passasse pelo martírio, morte e ressurreição.

Ainda hoje os judeus esperam a primeira vinda do Messias. Para eles, Jesus foi apenas mais um profeta, que teve a sua importância, mas que não libertou o povo, como eles esperavam. O entendimento deles não permite que vejam a libertação que Jesus veio trazer... A libertação da escravidão do pecado. Essa libertação vai muito além da libertação que eles esperavam, que era a libertação da servidão aos romanos da época, e depois a tantos outros povos ao longo da história. A libertação que Jesus veio trazer é de dentro pra fora. Você pode estar acorrentado numa prisão, e ser livre. Você pode estar doente em um leito de hospital, rejeitado pelos seus pais e estar em um orfanato ou um asilo, pode ter perdido a saúde, a dignidade, o dinheiro, a liberdade de ir e vir... e ainda ser livre. Parece contraditório, mas é a Verdade. E "a Verdade vos libertará". Nem a morte causa medo a quem tem essa liberdade. E essa é a maior prova de fé: não temer a morte.

Tem uma música de Roupa Nova que diz assim: "Lá no final, há um lugar... ondas de puro amor vão nos envolver... feito o mar..." Esse é o nosso destino. Somos rios, e quando o rio pensa que vai morrer, ele se encontra com o mar... e é envolvido pelo mar, se mistura a ele, e passam a ser um só... o mar é Deus.

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

PESCADOR DE HOMENS


(Mt. 4,18-22)

Santo André: pescador de homens

O Evangelho dessa sexta-feira difere da temática desta semana, na qual estamos refletindo sobre o fim dos tempos. A exceção foi aberta porque hoje é o dia de um santo muito querido: Santo André.

Das passagens em que André é citado nos Evangelhos, a Igreja escolheu aquela em que ele foi chamado para ser "pescador de homens". Ele era irmão de Simão Pedro, e foi um dos primeiros a ser chamado para fazer parte da seleção de Jesus. Estava pescando com seu irmão no momento em que ambos foram convocados por Jesus.

No Evangelho de João, André é citado 4 vezes. Mas é durante a multiplicação dos pães, a única cena em que vemos André se pronunciar a Jesus: "Está aqui um menino que tem 2 pães de cevada e dois peixes. Mas que é isto para tanta gente?" (Jo 6,8-9)

Diz a tradição que sua marca registrada era a coragem e a alegria. Ele morreu mártir, numa cruz em forma de X, na Acáia, após ter pregado o Evangelho e fundado igrejas na região do Mar Cáspio e Negro.

Neste dia de Santo André, Jesus vem "interrompê-lo" no seu trabalho para chamá-lo: "Segui-me. E eu farei de vós pescadores de homens." Esse chamado também é para mim e para você. Jesus não buscou pessoas sábias, nem ricas... não procurou pessoas desocupadas, nem tampouco preparadas para entender a sua mensagem... não buscou guerreiros armados, nem pediu o currículo... Apenas fez o que diz aquela linda canção...

"Senhor, tu me olhaste nos olhos... a sorrir, pronunciastes meu nome... lá na praia, eu larguei o meu barco... junto a Ti, buscarei outro mar..."

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

COMO AMAR OS INIMIGOS

Mateus (5,43-48)


Mateus continua a nos exortar em relação a viver a forma mais difícil do amor, que é por alguém que nos fez algum mal. Mais uma vez, não existe muita explicação para o Evangelho, porque ele é auto-explicativo, mas assim como fazer o bem a quem nos fez mal, também é muito difícil amar quem não nos é caro.

Como uma vez me disseram, é uma pena que tantos tipos de Amor sejam resumidos numa só palavra. Temos na nossa cultura cristã pelo menos 3 tipos de amor: o amor eros, o amor filos e o amor ágape. Explicando de forma bem resumida, é mais ou menos assim. O amor eros é aquele amor egoísta, onde o ser amado é objeto de desejo, onde a atração fala mais alto. O Amor filos é aquele amor de amigo, aquele amor companheiro, onde fazer o outro feliz faz parte da relação, a pessoa deixa de ser um objeto para ser parte da vida da pessoa. Já o amor ágape é o amor incondicional, é o amor de Deus. Nós sozinhos não sentimos esse amor, precisamos ter Cristo como referencial e através dEle exercer esse amor aqui na terra. Por exemplo, no matrimônio, que através da benção de Deus os casais vivem um amor que só acaba na morte, pelo menos teoricamente, infelizmente. Os três amores não vivem separadamente, eles se completam e unidos vivemos de forma saudável e divina o AMOR. O amor CARIDADE, que também faz parte de uma das denominações do Amor, se encaixaria no ágape (1Cor13).

Olhando por essa ótica, de fato, considero bastante complicado viver qualquer um dos três tipos de amor citados, pelo inimigo. Mas, peço licença para listar outro tipo de Amor, que eu, no meu leigo entendimento, acho que é o Amor que Cristo pede e ele se chama RESPEITO. Amar nosso inimigo não é ser o melhor amigo dele, não é de uma hora pra outra sair pra lanchar depois da Missa, não é ligar todos os dias para saber como vai a família, o trabalho, a vida. Isso já é demais. Mas, amar o inimigo é respeitar as diferenças que existem, é entender que apesar de pensamentos distintos vocês são filhos de Deus e portanto irmãos em Cristo. É não maldizer, é não caluniar, é uma compreensão no erro, é não fazer fofoca. É amar o Cristo que existe nEle também, superar muitas vezes os problemas e num momento de aflição, ajudar, sem expectativa de que isso os torne amigos de infância.

A partir do momento que o RESPEITO é mutuo, conseguimos tirar as traves de nossos olhos, esquecemos de falar mal dele e passamos até mesmo a admirar algumas características que aquele rancor sem sentido nos fazia cegos. Muitas vezes, ao dar esse passo, nos arriscamos a perder o inimigo e ganharmos um amigo. Pense nisso!

Ana Luíza Medeiros

analu_medeiros_86@hotmail.com

www.reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com

JESUS É O MESSIAS

13 SE SETEMBRO – DOMINGO
Evangelho (Marcos 8,27-35)


Jesus pergunata aos discípulos: Quem dizem os homens que eu sou? Responderam-lhe: Uns dizer que é João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas. Então perguntou-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? E Pero respondeu em nome de todos: Tu és o Cristo. Que quer dizer, O messias.

A palavra Cristo vem da tradução grega do termo hebraico que quer dizer, "Messias", ou seja, o "ungido". E só toma o nome próprio de Jesus porque este leva à perfeição a missão divina que significa. Com efeito, em Israel eram ungidos em nome de Deus os que lhe eram consagrados para uma missão vinda dele. Era o caso dos reis, dos sacerdotes e, em raras ocasiões, dos profetas. Esse devia ser por excelência o caso do Messias que Deus enviaria para instaurar definitivamente seu Reino. O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor ao mesmo tempo como rei e sacerdote, mas também como profeta. Jesus realizou a esperança messiânica de Israel em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei.

Desde o inicio Ele é "aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo" (Jo 10,36), concebido como "Santo" no seio virginal de Maria. A consagração messiânica de Jesus manifesta sua missão divina. "É, aliás, o que indica seu próprio nome, pois no nome de Cristo está subentendido Aquele que ungiu, Aquele que foi ungido e a própria Unção com que ele foi ungido dado: Aquele que ungiu é o Pai, Aquele que foi ungido é o Filho, e o foi no Espírito, que é a Unção." Sua consagração messiânica eterna revelou-se no tempo de sua vida terrestre, por ocasião de seu Batismo por João, quando "Deus o ungiu com o Espírito Santo e poder" (At 10,38), "para que ele fosse manifestado a Israel" (Jo 1,31) como seu Messias. Por suas obras e palavras será conhecido como "o Santo de Deus". (Fonte: Catecismo da Igreja Católica)

No evangelho de hoje, a primeira intervenção de Pedro foi perfeita, pois sua resposta foi inspirada pelo Espírito Santo. Porém, a segunda interpelação, foi um desastre.

Jesus continuou a falar, e faz referência ao sofrimento ao qual Ele vai ter de passar. Pedro, reage espontaneamente e sem pensar, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.

Jesus repreendeu a Pedro dizendo palavras muito duras: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens.

Não parece que Jesus estava, necessariamente chamando Pedro de Satanás, mas sim, que ele estava sendo tentado por Satanás.

Pedro, era uma pessoa sincera e simples, e costumava agir espontaneamente, por causa da sua pouca inteligência, a qual só foi transformada no dia de Pentecostes, quando, pela luz do Espírito Santo, fez um discurso espetacular que converteu muita gente. A outra vez que Pedro deu uma grande “mancada” foi no dia da transfiguração de Jesus, em que ele reagiu mais ou menos assim: Jesus! Que beleza! Vamos montar umas tendas e ficar aqui para sempre...!

Irmãs, e irmãos: Nós também às vezes podemos reagir e emitir respostas espontâneas ou impensadas que podem ofender as pessoas mais queridas. Mais, a bem da verdade, as reações e respostas impensadas, espontâneas, são exatamente a pura expressão do que realmente estamos sentindo naquele momento.

Imagine que você está sendo homenageado(a) em um Clube não sei das quantas , e alguém lá do palco lê um discurso lindo, no qual fala coisas maravilhosas sobre a sua pessoa. Um tanto verdade, um tanto exagero, mais você foi pintado(a) de uma pessoa ideal e maravilhosa. No fundo você fica muito lisongeado(a), mais fica pensando. Aquelas palavras não lhe saíram de dentro da alma... Foi uma coisa pensada, ensaiada, do tipo pré-fabricado. Não é a mesma coisa que um murmúrio, um suspiro, ou mesmo um gemido de alguém muito querido(a) que lhe diz meio sussurrando, “ Te amo muito”, gosto de você... etc.

A intenção de Pedro era reta e pura, mais, como nós às vezes, fazemos, ele foi infeliz no modo se expressar. E Jesus, que como Deus vê tudo, detectou a presença de Satanás atentando-o a se manifestar daquele jeito, não reconhecendo o plano de Deus com relação a Jesus.

Sal

EXALTAÇÃO DA CRUZ

15 DE SETEMBRO – TERÇA

Evangelho (João 19,25-27)



“ Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena”.

DEPOIS DE JESUS, A CRUZ PASSA A TER UM NOVO SENTIDO

Antes de Jesus, a cruz era vista como um instrumento de castigo, de humilhação, de condenação dos criminosos.

Porém, o fato de Jesus, o Filho de Deus ter sido crucificado deu à cruz um sentido novo: deixou de evocar a condenação e a morte, para significar exaltação da vida. E esta mudança radical da maneira de se ver a cruz foi por causa da vida de Jesus. Jesus, pela sua existência impecável só fazendo o bem e anunciando a Boa Notícia para a nossa salvação, aceitou a morte de cruz, e isto demonstrou a sua fidelidade ao plano do Pai em relação de ao Filho, Cordeiro imolado pesos nossos pecados e para a nossa salvação. Nela ficou patente que Deus era o senhor único e exclusivo da vida de Jesus, e que nenhum fariseu ou escriba foi suficientemente forte para desviá-lo do caminho traçado pelo Pai.

Jesus, apesar de ter pedido ao Pai no Horto das Oliveiras que o livrasse daquele cálice amargo, deixou, contudo que se realizasse a vontade desse mesmo Pai. Por isso Jesus não vacilou e enfrentou o martírio de cruz com cabeça erguida, até final em que disse: “Pai tudo está consumado, a Ti entrego o meu espírito”.

Espero em Ti meu Deus também ter a oportunidade de repetir estas mesmas palavras de Jesus, no meu último instante de vida.

É daí que se originou o respeito dos cristãos pela cruz que passou a simbolizar, sinal de vida eterna. Ao olhar a Cruz, não devemos nos fixar na paixão de Cristo, mas sim na sua ressurreição e no que isto significa para nós durante a nossa caminhada terrena. A cruz nos lembra a fidelidade de Jesus ao plano do Pai. A cruz é um resumo do amor de Jesus pela humanidade, ao entregar-se para resgatá-la do pecado, e é um convite para que façamos o mesmo. Para que nos amemos sem reservas, e para que nos entreguemos também sem reserva ao plano de salvação de Deus Pai, evangelizando: Seja, com o exemplo, seja com a palavra, seja com o testemunho.

Isso porque a cruz representa a dedicação radical e incondicional de Jesus ao Reino, e estimula a todos nós a fazer o mesmo. Portando, não se trata de idolatrar dois pedaços de madeira como já fomos criticados pelos nossos irmãos separados, mais sim. Exaltar a cruz é, pois, exercer o nosso papel de cristãos, isto é, aqueles que imitam a Cristo não só com a palavra, mais acima de tudo, com o exemplo.

Sal

1 de set. de 2009

FAZEI O BEM AOS QUE VOS ODEIAM

DIA 10 DE SETEMBRO - QUINTA-FEIRA

Evangelho (Lucas 6,27-38)

Esta mensagem mostra claramente o amor radical de Jesus e seu Pai, e que deve ser como um sinal dos cristãos. É um amor tão desmedido, que põe à prova os discípulos e nós também, pois é o amor incondicional, sem limites, o amor aos inimigos, que não pode ser compreendido nos padrões terrenos e que só acontece se estiver muito bem alicerçado na fé.

As expressões "amar", "fazer o bem", "dar", aparece por três vezes no texto (vv. 27-30.32-34.35). "Amar, fazer o bem e emprestar", é apenas uma boa política, um bom negócio. Para sermos bons cristãos, considerados filhos de Deus, é preciso mais, pois Sua medida, são nossas atitudes. Assim, como julgarms, seremos julgados; como condenarmos, seremos condenados, mas também, como perdoarmos seremos perdoados..

É neste contexto, onde Jesus nos chama à generosidade, que Ele chama também a Deus de PAI, pela primeira vez em sua vida pública, embora, no v. 35, esteja subentendido esse parentesco.

O Pai é nosso exemplo. Ser como Ele, é ser generoso, pois Ele não julga, não condena, perdoa as ofensas e dá sem medir custos. E nos ama com tanta intensidade, que jamais poderá ser superado. Estejam certos de que nunca poderemos retribuir tanta generosidade.

Maria Cecilia

mc_kairos@yahoo.com.br