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9 de out. de 2009

ARREPENDIMENTO E PENITÊNCIA

24 DE OUTUBRO – SÁBADO

(Lucas 13,1-9)

Alguém pouco religioso perguntou. O pessoal que estão sofrendo com as enchentes são mais pecadores que nós? Resposta: Claro que não. Os culpados pelas enchentes são aqueles que estão jogando muita fumaça na atmosfera através das chaminés das suas fábricas. As vítimas das enchentes tiveram a infelicidade de ter de morar em áreas de risco, isto é, áreas que podem ser alagadas com as chuvas fortes.

“Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. Nestas palavras está implícita a sugestão de penitência. Porque não basta dizer que está arrependido. Prove isto fazendo algum tipo de penitência. Todos nós devemos fazer penitência. Ninguém está dispensado. Jesus chama a atenção dos discípulos para que eles não se considerassem dispensados da necessidade de fazer penitência. A condição de discípulos, de estarem próximos de Jesus, poderia dar-lhes uma falsa segurança e levá-los a se considerarem perfeitos, e, portanto, com a salvação garantida.

Prezados irmãos. Isto pode estar acontecendo neste instante com algum de nós líderes de comunidades, catequistas, padres, seminaristas, etc. Podemos ser tentados a ter uma falsa idéia sobre nós mesmos e pensar que já somos santos, que não precisamos fazer penitência, e que a Vida Eterna já está garantida. Cuidado. Por mais intensa que seja a nossa entrega a Deus, e ao seu serviço, ela sempre deixa a desejar. Porque o muro do limite ou fronteira entre o PECADO e ESTADO DE GRAÇA é muito vulnerável. Estou em estado de graça agora e em menos de um minuto posso cair em tentação e já estar do outro lado, num piscar de olhos, em frações de segundo sem menos esperar, acontece. É PRECISO REZAR MUITO e FAZER PENITÊNCIA, Pois os tropeços não marcam hora.

Mais não se desespere meu jovem! Pois você nunca será tentado acima de suas forças. Mais é importante que você esteja fortificado pela oração, leituras meditações, etc.

Para você que está numa situação de desespero, até pensando em desistir do seminário ou do sacerdócio porque não consegue manter-se casto, a melhor sugestão sem efeitos colaterais, é tomar CHÁ DE CAPIM CIDRÃO OU ERVA CIDREIA. Meu filho. É tiro e queda. Experimente.

Só o cristão insensato tem a pretensão de se considerar plenamente fiel a Deus esenhor de uma vida em estado de graça intocável. Por isso, recomenda-se não excluir a penitência, pois ela manifesta a disposição de não acomodar-se no empenho de ser sempre mais fiel ao Senhor. A exclusão da penitência pode tornar estéril a vida de qualquer santo.

E uma coisa perigosa pode acontecer com essa falsa confiança ou atitude de pensar que somos santos, isentos de qualquer pecado. Porque não nos sentido pecadores, é muito fácil nos colocar na condição de juiz do próximo e seremos incapazes de reconhecer a malícia de nossas ações.
Jesus é muito paciente conosco. Paciente quando nos julgamos dispensados de fazer penitência. Entretanto, a paciência tem seus limites. E chegará a hora em que nos confrontaremos com o Senhor e pode ser tarde demais para voltar atrás e fazer uma penitência.

Aliás, o sofrimento pode ser oferecido como penitência. Deus não nos castiga, porque Ele é amor. Mais permite o sofrimento para nos purificar. Portanto, não fique esperando um sofrimento para se penitenciar. Escolha você mesmo um. Privando-se de algo muito agradável, sendo mais paciente com aquela pessoa que lhe é antipática, (Lembre-se. Não existem pessoas chatas ou antipáticas. Mais sim, pessoas que nos são chatas ou antipáticas. Vamos explicar isso melhor em uma próxima reflexão).

Vejamos. Jesus disse que não queria sacrifício e sim caridade. Então, em vez de você amarrar na cintura um cordão com pedaços de vidro para lhe machucar, que tal levar comida e roupa para seu irmão que agora está caído naquela calçada? Faça penitência com a orientação do se pároco, mas, principalmente, faça caridades. Muita caridade!

Sal

JULGAMENTO


Nós por diversas vezes somos pegos com nossas línguas afiadas, descascando, cortando, resumindo, julgando os outros. E Jesus já havia nos repreendido: "Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos".

Foi por AMOR que Deus nos enviou Jesus, e Ele com suas atitudes nos ensina a caminhar neste mundo, e no evangelho de hoje, nos mostra como será no dia do Juízo final, e que só depende de nós. Cabe a cada um DECIDIR corresponder a este AMOR. Só se ama aquilo que se conhece, e precisamos fazer as pessoas terem esta experiência com Jesus. Quantas vezes já nos faltou, uma palavra de consolo, para uma pessoa que estava em meio em uma tribulação? Neste último final de semana, fui convidado para ir rezar por uma senhora, vizinha de um casal amigo meu, e no meu coração, pensava que era um caso de doença grave na família, porém, ao chegar na casa desta família me deparei com a seguinte situação: a família se envolveu em janeiro em um acidente de carro e morreu a filha mais nova e o marido (casados há 30 anos). Ao mesmo tempo em que pedia a força do Espírito Santo, eu gelei, pois estava diante de uma situação de dor "incomparável" a que Deus/Jesus teve, porém Ele sabia, e eu, só a misericórdia. Começamos a oração e o Senhor em sua infinita bondade, nos enviou o Salmo 17 "Eu vos amo, Senhor, minha força! O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela. Invoco o Senhor, digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos.; Circundavam-me os vagalhões da morte, torrentes devastadoras me atemorizavam, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos, a própria morte me prendia em suas redes. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei para meu Deus: do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor em sua presença chegou aos seus ouvidos."

E concluo, pois já estou me alongando, que ninguém nunca será capaz de nada se não estiver na LUZ, que é a VERDADE. Mas não confundamos com as nossas verdades, pois Ele nos diz: EU SOU O CAMINHO, A VERADADE E A VIDA, e é isto que temos que buscar viver: POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO.

FIQUE SABENDO

JULGAMENTO (JUÍZO)

As questões judiciais na sociedade israelita se resolviam diante de testemunhas (os anciãos) ou eram levadas à decisão de um juiz (Dt 1,16s). Podia-se também recorrer a um tribunal superior, seja ao templo (17,8-13), seja à decisão divina dada pelo ordálio (cf. Nm 5,11-31 e nota). O rei podia também julgar questões (1Rs 3,16-28). Para contornar os abusos nos julgamentos (cf. Sl 58; 94) foram estabelecidas normas legislativas (Ex 23,1-9; Dt 16,18s).

A ação de Deus na história é apresentada como um julgamento. Deus ora liberta seu povo ora o pune por causa das infidelidades (Dt 32,36; Jr 30,11-13). O julgamento de Israel e das nações se dará no dia do Senhor (cf. Am 5,18 e nota). No NT o julgamento é relacionado com Jesus (Jo 3,17-21; 8,15; 12,31). O cristão deve viver na expectativa do julgamento do último dia, que marcará o triunfo definitivo de Cristo (Mt 25,31; 1Ts 4,16; 2Ts 2,3-10). Ver 'Parusia'.


Deus te guarde,

Raoni

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/

RECONCILIAR ANTES DO JULGAMENTO

23 DE OUTUBRO - SEXTA-FEIRA

(Lucas 12,54-59)

“...quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele te não arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão.”

Esta comparação que Jesus faz é para que a comparemos com o caminho da nossa vida. Temos de aproveitar o tempo que nos resta para nos reconciliar com o nosso irmão ou irmã entes que estejamos diante do juízo final.

Na nossa caminhada às vezes passamos por situações complexas, confusas que nos levam a ter atritos com alguns irmãos, do tipo colega de trabalho, vizinhos, ou mesmo familiares. Tais situações desagradáveis nos deixam em desconforto com as nossas convicções religiosas, ou com nossa consciência moral, mesmo sabendo que só estávamos nos defendendo de um injustiça por parte do nosso irmão. Nossa consciência moral nos espeta por ter agido tão duro mesmo se tratando de uma pessoa injusta.

Mesmo depois de ter confessado, ainda fico com receio de comungar, por causa de uma discussão com o meu vizinho. Disse-me aquela senhora que o povo chama de “beata”.

Ocorre que se fomos injustiçados, é nosso direito de nos defender, agindo até com certa firmeza ou dureza com relação às atitudes daquele nosso irmão desonesto. E se confessarmos após ter avaliado a nossa dose de culpa naquele caso, já fomos ou já estamos perdoados. Não podemos duvidar do poder da absolvição, e da graça de Deus contida nela. Não podemos espremer demais a nossa Consciência Moral. Errados, seríamos se fôssemos nós os injustos, e que estivéssemos prejudicando alguém. Mas não é esse o caso.

De qualquer forma, depois de passar um certo tempo, vamos ficar de olho em uma oportunidade para nos reconciliar com a pessoa com a qual nos desentendemos, enquanto estamos na caminhada rumo ao juízo final e a Vida Eterna.

Prezados irmãos. Essa vida é muito curta, e seria bom a gente colecionar boas ações que semeamos pelo caminho, como os gestos de caridade, e mesmo algum “sapos que engolimos” pelo caminho, porque, às vezes é preferível ficar no prejuízo que recorrer aos nossos direitos, ganhar a questão, mais perder em termos de saúde. Então, a nossa paz vale mais que alguns trocados que podemos perder.

Sal.

6 de out. de 2009

A VOLTA DO SENHOR.

21 DE OUTUBRO - QUARTA-FEIRA

(Lucas 12,139-48)

Mais uma vez Jesus nos previne que devemos estar preparados porque não sabemos o dia nem a hora em que iremos desta vida. Para onde? Só depende de nós. Porque o futuro da nossa alma está sendo traçado pelos passos que estamos dando neste exato momento de nossa vida atribulada de tantas tentações. E é exatamente por causa de tanta tentação que a graça de Deus vem em nosso socorro. Mas precisamos fazer por merecer esta disposição salvífica da parte de Deus, de preferência durante toda a nossa vida, e não somente quando percebemos que a morte já está rondando a nossa casa. Quando chegamos ao fim da estrada repleta de aventuras nem sempre dignas da presença de Deus. Nem sempre santas. Reflitamos sobre as palavras de Jesus: “Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,...”

Isso acontece conosco durante a nossa adolescência e na fase adulta. Achamos que não vamos morrer por tão cedo e a grande pedida é aproveitar a vida enquanto o Senhor não vem. E, assim, soltos e livres como o vento, esquecemos por uns tempos os ensinamentos do catecismo, as recomendações da nossa mãe e as puxadas de orelhas da nossa avó, e vamos para os embalos dos sábados, e para outras aventuras que nem podemos falar aqui.

Com muita sorte, atravessamos esta faze da nossa vida com muita saúde, e então começa o entardecer glorioso, e é aí que começamos a voltar para a casa do Pai. Começamos a nos preocupar com a possível vinda do Senhor, e começamos a nos preparar. A nossa memória nos lembra daquele lugar indesejável que Jesus falou, no qual haverá choro e ranger de dentes.

Prezados irmãos. Para aqueles que conhecem pouco a palavra de Jesus, a cobrança será menor. Mas para nós que somos catequistas, a cobrança será bem maior. Foi o que disse o Mestre. “Mas o empregado que não sabe o que o patrão quer e faz alguma coisa que merece castigo, esse empregado será castigado com poucas chicotadas. Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido.”

Viu? Tome cuidado! A nossa atitude não deve ser de acomodação, de pensar que o Céu já “está no papo”. Que a Vida Eterna já está garantida. Pois nós fazemos parte do grupo a que foi dado muito. Por isso Deus vai cobrar muito de nós.

Ei! Vem aqui! Não fuja da responsabilidade de ser catequista só porque leu (ouviu) isso! Vamos pensar na melhor parte. Na promessa de Jesus a quem deixar mulher e filhos para evangelizar. “Terás cem vezes mais nesta vida e ainda a vida eterna”. Isso foi só a repetição de um lembrete.

Sal

JESUS, MOTIVO DE DISCÓRDIA?

22 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA

(Lucas 12,49-53)

Parece muito contraditório ouvir daquele que disse: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”, que Ele veio para “lançar fogo à terra ... Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação.” E na verdade, Jesus veio nos trazer uma mensagem geradora de paz e felicidade para todos nós da Terra. Porém, esta mesma mensagem de paz, às vezes pode funcionar como uma espada de dois gumes, não que a intenção fosse essa, mas por causa daqueles que sendo injustos ou não, seguem o caminho do prazer e da violência, e não admitem ouvir nenhuma doutrina que revele seus erros.

Para aquele seu vizinho que não respeita os direitos dos demais, que lhe ameaçou só porque você reclamou do barulho que ele faz na hora de você descansar, a mensagem de paz de Jesus, é algo que o incomoda por demais, a ponto de brigar com quem lhe fizer qualquer referência a Jesus.

Como se explica isso? Simplesmente pelo fato de que as pessoas podem ser classificadas em justas e injustas, para evitar os adjetivos bons e maus. Desta forma, a proposta de paz de Jesus tanto pode ser acatada como rejeitada. E quem rejeita a mensagem de paz são exatamente aqueles que estão do outro lado da sociedade. Aqueles que optaram pela inversão da escala de valores. Desse modo, temos duas atitudes diante da palavra de paz do Filho de Deus: De um lado, estão aqueles que acreditam na força do amor fraterno, na justiça e no perdão. De outro lado, ficam os que acreditam na esperteza, no uso da violência como solução de toda questão de injustiça, e, acima de tudo, no egoísmo. Infelizmente, não é possível conciliar estes dois mundos. É muito alto o muro que os separa.

“É ingênuo e inútil pretender juntá-los a qualquer custo, pois são inconciliáveis.
Pode acontecer que, numa mesma família, o pai faça sua opção pelo Reino e o filho não, a mãe sim e a filha não, a sogra sim e a nora não, ou vice-versa. Assim, se estabelece uma divisão irremediável dentro da família, por causa do Reino. Este não une, ao contrário, desune. Não pode acontecer, porém, que o pai pactue com a maldade do filho, ou a mãe ceda ao egoísmo da filha e, ainda, a sogra concorde com a injustiça da nora, ou vice-versa, só para não desagradar. (
Pe. Jaldemir Vitório)”

Como vimos, e como estamos cansados de vivenciar, em uma mesma família, nem todos são católicos praticantes, nem todos vão à missa, nem todos aceitam a mensagem do Evangelho de Jesus. Assim, entendemos porque que Jesus disse que Ele não veio para que houvesse paz, mas sim divisão entre as pessoas. As discórdias e as divisões resultam do fato das pessoas serem diferentes e não exatamente por que Jesus teve a intenção de atear fogo à Terra, e gerar brigas entre nós. Deus respeita as nossas diferenças individuais. Tanto é, que segundo a psicologia, não existem duas pessoas exatamente iguais neste Planeta. Assim. Somos iguais, porém diferentes. E decorrente disto, é que a mensagem de justiça e paz não é aceita por todos nós. Parabéns a você que aceita e segue a mensagem de Jesus Cristo! Que Deus te preserve assim por toda a sua vida. Amém.

Sal.