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1 de out. de 2010

Maria escolheu a melhor parte.- Missionários Claretianos

Terça-feira, 5 de outubro de 2010

27ª Semana do Tempo Comum

São Benedito, o Negro, religioso (Memória Facultativa)

Santos do Dia: Atilano de Zamora (bispo), Faustina Kowalska (religiosa), Flávia da Sicília (mártir), Jerônimo de Nevers (bispo), João de Penna (franciscano), Luís Scrosoppi (presbítero, fundador), Marcelino de Rayenne (bispo), Mateus Carrieri (presbítero, dominicano), Palmácio e Companheiros (mártires de Trèves), Plácido e Mauro (monges de Monte Cassino), Túlia de Manosque (virgem).

Primeira leitura: Gálatas 1, 13-24
Dignou-se revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos.
Salmo responsorial: 138, 1-3.13-15
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Evangelho: Lucas 10, 38-42
Marta, recebeu-o em sua casa. Maria escolheu a melhor parte.

O evangelista Lucas nos apresenta o alcance histórico do discipulado: o seguimento de Jesus é aberto a homens e mulheres. Este é o sentido profundo do texto que lemos hoje. Nele se destaca a universalidade da missão de Jesus. É lógico que se olharmos esta passagem fora de contexto, poderíamos chegar a considerações anacrônicas, injustas e não evangélicas.

Jesus está atuando radicalmente contra todo legalismo destruidor da integridade humana, mostrando-se em total liberdade para deslegitimar três normas culturais de seu tempo: Jesus se encontra sozinho com mulheres que não pertencem à sua família; uma mulher mostra sua hospitalidade; Jesus ensina a uma mulher em sua própria casa.

As atitudes contra-culturais de Jesus configuram as exigências que implica segui-lo: formar uma comunidade onde cada ser humano que faça parte dela tenha seu lugar e tarefa, uma comunidade crente e acreditável que coloque em prática a solidariedade, a hospitalidade e o serviço que dignifique; uma comunidade de discípulos com os ouvidos bem atentos à escuta e ao serviço da palavra de Deus manifestada na história; uma comunidade eclesial, que reconheça o discipulado ativo de toda pessoa; definitivamente, um discipulado sem atitudes patriarcais, excludentes ou misóginas.

Missionários Claretianos

São Francisco de Assis- Missionários Claretianos

Segunda-feira, 4 de outubro de 2010

27ª do Tempo Comum

São Francisco de Assis, religioso (Memória).

Outros Santos do Dia: Caio, Fausto, Eusébio, Queremon, Lúcio e seus companheiros (mártires de Alexandria), Crispo e Caio (personagens de Corinto, citados no Novo Testamento), Marcos, Marciano e companheiros (mártires do Egito), Pedro de Capitolias (mártir), Petrônio de Bolonha (bispo).

Primeira leitura: Gálatas 1, 6-12
O evangelho pregado por mim não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.
Salmo responsorial: 110, 1-2. 7-8. 9-10c
O Senhor se lembra sempre da Aliança.
Evangelho: Lucas 10, 25-37
E quem é o meu próximo?

Lucas nos mostra duas faces de uma mesma moeda. De um lado o ensinamento magistral sobre a misericórdia para com os mais necessitados; de outro, anuncia que os não judeus, os samaritanos, podem também observar os ensinamentos divinos e obter a vida eterna.

Estas duas faces estão em consonância com o programa narrativo do evangelho: devolver a visão aos cegos e libertar os oprimidos. Nesse sentido, as duas perguntas fundamentais do texto (como obter a vida eterna e quem é meu próximo) feitas por um Mestre da Lei, dão a possibilidade de Jesus seguir lançando as bases do verdadeiro discipulado.

As respostas de Jesus indicam quais são as exigências do verdadeiro discípulo: ser humilde, sábios e verdadeiramente próximos com aquele que sofre injustiça. Portanto, a vida eterna passa indubitavelmente pelo mandamento do amor, que tem a ver com a prática da solidariedade, da misericórdia e da justiça. Definitivamente, o verdadeiro amor ao próximo não se define por parâmetros de raça, etnia, religião ou cor, mas pelo horizonte do discipulado: o reino da justiça, a igualdade e a misericórdia divina.


Francisco de Assis
é um santo singular. Destaca-se quase que com luz própria na legião dos santos. E é o santo aclamado universalmente como patrono da ecologia. Lynn White, o famoso professor de historia medieval dos anos sessenta do século passado, famoso por lançar a tese de que o cristianismo é a “religião mais antropocêntrica”, sugeriu São Francisco como patrono da ecologia por ser a figura mais ecológica dentro dessa religião tão “antropocêntrica” (quer dizer, a religião que mais submete a natureza a serviço dos interesses do ser humano).

Nestes tempos de aquecimento planetário já indiscutível, e da iminência de catástrofes que curiosamente parecem não nos amedrontar, a atitude de “reverência e cuidado com a Criação” que Francisco de Assis viveu tão intensamente, é um modelo do qual não deveremos deixar de insistir.

Missionários Claretianos

Santos Anjos da Guarda - Missionários Claretianos

Sábado, 2 de outubro de 2010

26ª Semana do Tempo Comum

Santos Anjos da Guarda (Memória).

Outros Santos do Dia: Beregísio (monge da Bélgica), Eleutério de Nicomédia (mártir), Guerino (irmão de São Leodegário, mártir), Leodegário de Autun (bispo), Luís, Lúcia, André e Francisco (mártires do Japão), Modesto de Roma (mártir), Primo, Cirilo e Secundário (mártires de Antioquia).

Primeira leitura: Êxodo 23, 20-23
Vou enviar um anjo que vá à tua frente.
Salmo Responsorial: 90, 1-6.10-11
O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem.
Evangelho:Mateus 18, 1-5, 10
Seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.

O regresso dos setenta e dois discípulos é uma experiência marcada pela alegria e pela satisfação de ter cumprido a missão confiada pelo Mestre, e as conseqüências da mesma: a missão realizada pelo próprio Jesus e seus enviados para destruir o poder das forças do mal. Em outras palavras, o seguimento corajoso e a evangelização sem espetáculo, de toda pessoa que adere ao projeto de Deus, é o testemunho que vai contra todo tipo de opressão e de qualquer forma de domínio que atente contra a dignidade do ser humano.

Portanto, o sentido da missão dos setenta e dois continua presente hoje: mostrar que Deus continua escrevendo no livro da Vida os nomes de homens e mulheres que estão de acordo com o desígnio salvifico e que continua derramando seus dons sobre a comunidade dos crentes, comunidade de pobres e marginalizados, que souberam compreender as exigências do discipulado. A fé em Jesus exige de nós seus discípulos que continuemos optando a favor dos mais pequenos, que vivamos com alegria e satisfação e que mostremos em nosso acontecer cotidiano a ação humanizadora do Espírito.

O “anjo da guarda” foi uma maneira de “reificar” (dar realidade) e “personificar” (imaginar como “pessoa”) o cuidado ou a atenção que Deus tem para com cada um de nós. Era a forma mais espontânea, mas fácil e mais inteligível de explicar ou apresentar essa convicção. A convicção em si mesma é boa e legítima. Porém, o recurso pedagógico de “reificar e personificar” esse “cuidado divino” é outra coisa.

É compreensível que acontecesse dessa forma em tempos passados – e talvez não poderia ser de outra forma – porém, é igualmente compreensível que já não possa continuar sendo assim. “Não há necessidade de multiplicar os entes sem necessidade”, dizia um adágio escolástico clássico.

Não há por que “personificar” o cuidado que Deus tem para conosco (falando em linguagem teista): basta aceitá-lo e corresponder a ele. Hoje não podemos crer em um “segundo andar” superior onde habitariam os seres espirituais celestiais.

O mundo é o mundo, tal como o vamos conhecendo cada dia melhor, e um sentido de prudência e realismo exige de nós que estejamos voltados a ele, abandonando imaginações, por muito ontológicas, piedosas que possam parecer.


Dito isto, cabe a possibilidade de recuperar uma “segunda ingenuidade”, pela qual podemos continuar falando de anjos da guarda, porém sabendo já de que estamos falando e que tipo de linguagem adotamos para isso.

Missionários Claretianos

Corazim e Betsaida! - Fr. Denis Francisco


Sexta-feira, 01 de outubro de 2010

"Do mesmo modo que no início da primavera todas as folhas têm a mesma cor e quase a mesma forma, nós também, na nossa tenra infância, somos todos semelhantes e, portanto, perfeitamente harmonizados."(Arthur Schopenhauer)


As cidades resistentes

Lc 10,13-16

ORAÇÃO DA VIDA

Havia, certa vez, um homem rico da cidade, que era amigo de um sitiante pobre. As duas famílias tinham um filho adolescente, quase da mesma idade. Um dia, o homem rico disse para o seu filho: “Eu combinei com o fulano, sitiante, de você, nas férias, passar dez dias lá na casa dele. Para você ver como é difícil a vida na roça e assim valorizar mais o que você tem aqui em casa”. Nas férias o menino foi. Passados os dez dias, ele voltou para a cidade, e o pai perguntou: “Então, você viu a diferença?” O filho disse: “Vi, pai. E que diferença! A casa lá é pequena, por isso vivem todos juntos; aqui vivemos isolados uns dos outros. O Edson me deu a cama dele, e foi dormir no chão! Lá, eles desligam a televisão à noite e ficam batendo papo; aqui nós não fazemos isso. Lá eles tomam refeição juntos e rezam antes, reunidos em torno da mesa; aqui isso não acontece. Lá, todos são alegres e amigos, aqui existe muita discussão e mau humor. O mais bonito é que lá, à noite, a família se reúne e reza o terço; aqui isso não acontece”. O pai ficou envergonhado, pois o resultado foi o contrário do que ele esperava! Não é o que temos que vale, mas o que somos.

Hoje em dia não são mais as cidades que negam a presença dos missionários, pois sabem que precisam deles para atender os abandonados, os marginalizados na rua que não são atendidos. Porém, quem nega a presença dos missionários são, “muitas vezes”, algumas famílias, já que não querem ser acomodadas e acham, pelo próprio comodismo, que não precisam de Deus e de se converter.

A conversão gera confronto interno, levando à pessoa a buscar mudanças. Se tudo está bom, tenho meu salário, meu carro, minha casa, minha TV e computador, porque vou mudar? Há aqueles que têm tudo isso e até mais, só que não se entregam totalmente a esses objetos, buscam entender a realidade daqueles que não têm nada. Quantos advogados, médicos, psicólogos, professores, artistas, produtores de filmes, e muitos outros que dedicam parte de suas vidas comprometidos com a realidade humana? Deus é tão bom e, por isso, dá muitas oportunidades para rasgarmos nosso coração e aceitar uma mudança positiva, que faz o bem para a gente mesmo, para o irmão, enfim alegrando nosso criador. Que Jesus e Maria nos ajude em nossa missão. Amém!

Fr. Denis Francisco R. Oliveira CSsR

Santa Teresinha

Dia 1º de Outubro - Sexta-feira

Santa Teresinha do Menino Jesus (de Lisieux)
A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

Fonte - Don Total

Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou - Missionários Claretianos.


Sexta-feira, 1 de outubro de 2010

26ª Semana do Tempo Comum

Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja (Memória).

Outros Santos do Dia: Aretas e seus 104 companheiros (mártires de Roma), Domnino de Tessâlonica (mártir), Prisco, Crescente e Evágrio (mártires de Tomes), Remígio de Reims, o mais velho (bispo), Romano, o Melódio (presbítero, poeta), Severo de Rustan (presbítero), Veríssimo, sua irmã Júlia e Máxima (mártires de Lisboa).

Primeira leitura: Jó 38, 1,12-21; 40, 3-5
Alguma vez na vida indicaste à aurora o seu lugar? Chegaste perto das nascentes do Mar?
Salmo responsorial: 138, 1-3. 7-8. 9.10. 13-14ab
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Evangelho: Lucas 10, 13-16
Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

O texto de hoje salienta o aspecto conflitivo da missão cristã: da mesma forma que Jesus encontrou a rejeição e a hostilidade, da mesma forma ocorrerá com os que decidirem segui-lo nos dias de hoje tornando vigente seu projeto libertador. No contexto de Lucas, a menção de Corazim e Betsaida é a advertência dirigida às comunidades para que respondam favoravelmente à palavra de Deus e não imitem a resposta de algumas cidades da Galiléia diante da missão de Jesus.

No fundo, o evangelista quer nos mostrar um ensinamento pedagógico para a missão do cristão hoje: a grande dificuldade de dar uma resposta crente e acreditável: ficamos esperando “milagres” para manifestar uma fé madura.

A resposta à palavra de Deus, manifestada em Jesus, não deve ser vinculada a ações deslumbrantes, mas à convicção sensata e profundamente arraigada no coração das comunidades que crêem e manifestam sua plena certeza sobre o desígnio salvifico de Deus na história, por meio da evangelização e do trabalho pela justiça, paz e pela integridade da criação.

Missionários Claretianos.