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3 de jan. de 2010

Foi para isso que eu vim.

13 -Janeiro-Quarta

Evangelho (Marcos 1,29-39)

“Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas...

Foi para isso que você veio ao mundo? Foi para fazer isso que você estava fazendo antes de ligar o computador, que você veio?

Se cada um de nós se perguntasse neste exato instante. O que eu vim fazer neste mundo? Eu vim para falar mal das pessoas, para prejudicar os outros com o meu egoísmo? Para difamar, para dar mau exemplo para as crianças? Eu vim para roubar? Para matar? Somente para me divertir? Só para trabalhar?

Ou será que eu vim a esse mundo com uma missão? E qual é a minha missão?

Caríssimos irmãos e irmãs. Sabemos que muitos são chamados e poucos são escolhidos. E dentre esses poucos estamos nós, eu, você e todos aqueles que ouvindo o chamado de Deus, estamos fazendo o nosso papel de conscientizar as pessoas de que a vida não termina com a morte, de que Deus existe, e de que tratar os outros como gostaríamos de ser tratados é bom para nós mesmos. Então foi para isso que nós viemos ao mundo. Porque a fé sem obras, é uma fé morta.

Prezado irmão, prezada irmã. Cada vez que você abre este blog, cada sermão que você escuta, cada leitura da Bíblia que você faz, acarreta em um aumento de sua responsabilidade. Isto porque em todas essas experiências de informações, é Deus quem está falando com você. Foi O Espírito Santo que iluminou o escritor da mensagem que você leu, que iluminou o escritor da Sagrada Escritura, e iluminou igualmente os padres que proferiram todos os sermões que você já ouviu.

Deus está falando com você. Porque vira as costas e continua a sua caminhada, o seu dia-a-dia, sem nenhuma ação?

A nossa espiritualidade se assemelha a uma cruz. A parte apontada para cima representa a nossa sintonização com Deus, que nos fala através das leituras, das homilias, etc, e nós respondemos através de orações. Os braços da cruz apontados para os lados, representa a nossa ação de levar Deus aos nossos irmãos. Por se não pensamos e agimos assim, a nossa fé está mutilada. Só nos ligamos a Deus sem pensar em ajudar e evangelizar o irmão.

Se você estiver sintonizado(a) com Deus com todas as suas forças, com todo o seu entendimento, mas não faz absolutamente nada para converter o seu próximo como a ti mesmo, a tua fé está travada, parou aí mesmo em você.

Você parece um computador que travou porque as memórias estão sujas. Procedimento. Desligue tudo, retire as memórias, limpe-as com uma borracha, depois com um guardanapo, reinstale-as com a devida pressão, que o seu micro voltará a funcionar. Assim como acontece com o computador, o travamento da fé tem várias causas. Mais essa é a pior delas.

E você? O que está esperando? Limpe também a sua mente de todos os pensamentos negativos, e tome coragem! Hoje mesmo comece a fazer alguma coisa para a construção de um mundo melhor. Um mundo de justiça, paz, muita fé, amor ao próximo, tornando assim, a sua fé, em uma fé viva em vez de morta.

Sal.

Jesus ensinava com autoridade.

12- de Janeiro –terça

Evangelho (Marcos 1,21b-28)

Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

Era perceptível e visível aos olhos se ouvidos de todos que Jesus era uma pessoa especial. Que não só fazia milagres, mais tinha algo jamais visto em nenhuma pessoa. E esse algo a mais era: o poder e o Espírito de Deus que estava nele e com ele. E todos ficavam admirados. Talvez pensassem: Quem é ele? Onde aprendeu tudo isso? Por que está nos falando desse jeito?

Seus ensinamentos eram vindos dos Céus e que desciam até a Terra. Baseados na experiência vital daquela gente simples, Jesus montava, inventava na hora, aquelas estórias ou exemplos que ficaram conhecidos como parábolas, isso para que todos entendessem o seu recado. Recado mandado do alto, de Deus Pai, para a nossa salvação.

Jesus tinha pressa de iniciar logo o seu trabalho, pois sabia muito bem o que estava por vir. Logo, logo, os donos da verdade iriam ser incomodados por este homem sem credenciais sociais que se apresentava como Deus, e fazia milagres espetaculares que tirava o cartaz, ou a fama deles.

Jesus ensinava com autoridade. Não se trata de arrogância, de ar de superioridade, ou de alguém com uma cara de quem se julga melhor que todos. Mas a autoridade de Jesus consistia na sua segurança ao falar. Jesus não tinha medo de dizer a verdade doa a quem doer, muito embora soubesse de tudo o que iria lhe acontecer por causa das palavras que pronunciava.

E nós? Como fazemos as nossas palestras, os nossos encontros e as nossas homilias? Com medo, indecisos, com uma cara de quem não acredita em nada daquilo que está falando, com um ar de quem diz: Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço? Ou falamos como Jesus falava? Afinal, se somos cristãos, somos seguidores e imitadores de Cristo. Por isso temos de falar com a segurança de quem acredita de direito e de fato em tudo aquilo que está dizendo, e acima de tudo, vivenciamos aquelas palavras proferidas. Porém, jamais devemos confundir autoridade ao falar, com autoridade pessoal de se fazer melhor que os demais ouvintes. Não era essa a autoridade com a qual Jesus falava.

Rezados irmãos. Vamos entender essa autoridade com a qual Jesus falava que nós também como seus seguidores devemos falar, nunca nos esquecendo do que o Mestre disse. “Aquele que quiser ser o maior, tem de ser o menor entre todos.” Aí está o segredo dessa autoridade com a qual devemos estar revestidos para falar aos nossos irmãos. É a autoridade de quem está em sintonia com Deus, e recebe um recado Dele e está passando esse recado para os irmãos. Com toda humildade, mais seguro do que está dizendo. Muito seguro! Para que todos acreditem que suas palavras não são suas, mais sim do Espírito de Deus que fala através da sua pessoa. Amém, que assim seja.

Sal.

Jesus inicia sua missão.

11- de Janeiro - segunda

(Marcos 1,14-20)

Esta semana veremos Jesus em plena ação. Iniciando a sua missão, Ele cuida de duas coisas importantes: A escolha dos primeiros discípulos, e a demonstração do seu poder divino através de muitas curas. Isto, porque se Jesus não fizesse nenhum milagre, ninguém iria para escutar a Boa Nova. Todos pensariam. Ah! É um qualquer que está falando para o vento. Talvez até pensasse que era um louco. Imagine se eu ou você pegasse uma bíblia e ficasse bem no centro da praça pregando o Evangelho em voz alta. Ninguém iria parar para escutar.

Jesus cura as pessoas. Liberta-as dos seus sofrimentos. Os que sofriam acreditavam cada vez mais no poder e na bondade de Jesus.

É por isso que Deus permite o sofrimento. Porque o sofrimento nos aproxima de Deus. Nos faz lembrar que não somos nada e que Deus pode tudo. Até nos livrar daquele sofrimento. Quem sofre reza, é humilde, recorre a Deus. Espera nele e reconhece sua fraqueza.

Quem não sofre, quem está com muito, como o jovem em pleno gozo de suas forças físicas, acha que não está precisando da ajuda poderosa de Deus. Aí aproveita para dar umas escapadinhas, e aproveitar bem a vida, e tudo que tem direito. Afinal, depois é só confessar, e voltar para o altar.

Ainda bem que Deus é misericórdia infinita! Senão estaríamos perdidos! Já imaginou se a mente de Deus funcionasse como a nossa? Ele diria depois que ficássemos velhos, dependentes, fracos e sem aquela energia que nos dá o maior prazer: Agora quero ver você! Agora, “se vira”! Quando você estava com toda a força da juventude, e eu queria que trabalhasse na vinha, você usou suas forças apenas para você mesmo, se esquecendo que essas forças te foram dadas por mim. Você usou as forças que te dei apenas para se divertir. Agora vem a mim pedindo para ficar do meu lado, por que estás cansado e abatido, etc. Demorou, meu filho. Volta para o teu divertimento. Não estava tão bom?

O sofrimento, em alguns casos, pode fazer a pessoa se revoltar e se afastar de Deus. É o caso daqueles que, possuindo pouca inteligência, não venceu na vida, e as agruras de tantas desventuras ao decorrer de sua vida, acabam fazendo com que se torne rebelde ou mesmo revoltado e virar as costas para o Criador. Rezemos por essas pessoas em nossas orações diárias.

Jesus assumiu a natureza humana para sentir na pele o que é realmente ser humano e aceitou o sofrimento para nos mostrar que a vida é composta de prazeres e dores.

SAL

2 de jan. de 2010

É necessário que Ele cresça e eu diminua.

09= Janeiro –Sábado

Evangelho (João 3, 22-30)

“E necessário que Ele cresça e eu diminua.”

Essa foi a resposta que João Batista deu a seus discípulos, quando lhe falaram a respeito de Jesus, que Ele batizava e que todos iam a Ele. João fica alegre, pois sua missão estava cumprida. João que veio para endireitar os caminhos e preparar a todos pra chegada do Messias, estava feliz por saber que o Messias iniciava seu ministério e que muitos O seguiam. João sai de cena, terminando assim sua parte na história da salvação. Então é chegada a hora daquele que batizaria com o Espírito Santo e com fogo, daquele que realizaria as promessas de salvação e a vinda do Reino do Pai. É iniciado então o tempo de Jesus, o tempo daquele que todos esperavam, o nosso salvador e libertador.

No evangelho de hoje, João Batista nos dá uma grande lição de humildade. Sempre soube qual era sua missão. Mesmo vindo primeiro que Cristo, sabia que tinha vindo para anunciar a sua chegada, nunca se deixou confundir, ou deixar alguma dúvida de que não era ele o Messias, a quem ele João Batista não era digno de amarrar as sandálias, ele não veio para ocupar o lugar daquele que viria para ensinar a justiça, a misericórdia, ser luz, e libertar a todos do pecado e da opressão. Sabia que simplesmente O precederia. João Batista cumpre sua missão e se retira, porém seu lugar foi eternizado.

Bom seria para todos, se aprendêssemos a humildade de João Batista. Humildade essa que devemos ter, em nosso local de trabalho, na nossa comunidade, na família. Mesmo que seja sem intenção acaba surgindo uma competição, se sentir ameaçado porque chegou alguém, com novidades, “um querendo ser maior de que ou outro.” Porque não dar espaço, juntar forças, e caminhar em paz, e juntos com alegria, transformar o mundo, em lugar onde se viva em paz, em harmonia, deixando a luz de Cristo brilhar em nossas vidas.

“Com o mesmo Espírito de contentamento, de João Batista, quero alegrar-me com a presença de Jesus na nossa História, que revela o amor de Deus por nós.”

Mª Elian