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2 de mai. de 2010

Deixo-vos a minha paz

04 de Maio

João 14,27-31

JESUS O PRÍNCIPE DA PAZ. SÓ ENCONTRAMOS PAZ, QUANDO DE FATO ENCONTRAMOS JESUS.

O evangelho de hoje Jesus veio nos dar a paz real e não apenas paz de palavras vazias. A paz que o mundo prega é uma paz que se conhece apenas através de slogans, palavras soltas, discursos políticos, demagogia, mas nem sempre ou nunca ela acontece.

A paz do mundo é bem outra coisa. A paz do mundo é falsa e enganosa, coexistindo com a perturbação e o medo. A paz do mundo é a ausência de discordâncias, questionamentos ou conflitos, vigorando a submissão geral à ordem imposta pelo poder.

Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. Neste sentido ela é uma paz que conduz à morte!

O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. Pois eles sabem que só a paz de Jesus desfaz a paz que o mundo e os seus homens podem oferecer.

A paz de Jesus é a paz que é fruto da prática libertadora, fraterna, solidária, restauradora da vida e da dignidade dos homens e mulheres. É a paz do reencontrar a vida na união de vontade com o Pai.

Quando Jesus nos prometeu a paz Ele o fez com a Sua Palavra que é muito diferente das palavras sem consistência dos homens. A Palavra de Jesus tem força e sempre acontece. A paz de Jesus não está regada de sentimentalismo! A paz de Jesus é muita mais que isso!!! Jesus, Ele é a própria paz!!! Ele é O Príncipe da Paz. Só encontramos paz, quando de fato encontramos Jesus.

A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.

Também vamos perceber no evangelho de hoje o discurso de despedida. O mestre sabia que tinha chegado a hora de sair deste mundo. E por isso, não queria partir sem dar sossego, calma, segurança, tranqüilidade, amparo, conforto, prosperidade, vitória em fim garantia de vida plena.

Chegou à hora do Príncipe da Paz partir para o seio do Seu Pai. E não querendo deixar seus melhores amigos em conflito, em guerra rompe o silencio provocado pelo medo da solidão que seria provada pela sua ausência. Então se levanta e pronuncia as benditas palavras: Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.

Jesus nunca enganou a seus discípulos nem os deixava a ver navios: “Vou, mas voltarei a vós.”

O mestre sempre lhes dava uma mensagem de otimismo e de esperança. “Se me amásseis ficaríeis alegres porque vou para o Pai.” Jesus fala de paz e alegria no momento em que sua morte está para acontecer. Paz é a plena realização humana. Ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.

Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.

Quando nós também levamos esperança para o nosso próximo, nós estamos fazendo com que a paz de Jesus, que é real, aconteça na sua vida. Precisamos refletir e ter plena consciência quando damos a paz à pessoa que está ao nosso lado seja lá onde for, você o faz de coração ou apenas o deseja com palavras? Pensemos se estamos conseguido viver em paz...

Se conseguimos transmitir aos outros a paz que possuímos em nosso coração!! Se nós conseguimos transmitir esperança para as pessoas com quem conversamos.

Deixo-vos a minha Paz.

Sim Senhor Jesus dá-me tua paz!Paz que tranqüiliza minha alma, paz que fortalece minha fé e renova minha esperança. Dá-me tua paz, para fazer de mim tua discípula e que eu possa levar tua paz à todos que fazem parte do meu dia a dia .

Amém.

A paz de Cristo que esteja convosco!

Maria Regina

Jesus é o caminho.

03 de Maio

“AH!TIVESSES SIDO ATENTOS ÀS MINHAS ORDENS, TEU BEM-ESTAR ASSEMELHAR-SE-IA A UM RIO, E TUA FELICIDADE ÀS ONDAS DO MAR...”

No evangelho de hoje vemos que Depois de Jesus ter se apresentado aos discípulos como sendo o Caminho a Verdade e a Vida; e que ninguém iria ao Pai senão por Ele, Filipe rompe o silêncio confuso e de ignorância dos demais discípulos e diz: Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. Como se tivesse dito; Jesus pare de fazer discursos platônicos, seja concreto.

A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos. Na verdade bastaria dar um salto de qualidade para descobrir, na pessoa de Jesus, o rosto do Pai.

Para isso, precisavam nutrir por Jesus fé idêntica a dedicada ao Pai. Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a quer vê-lo, mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contemplá-la na pessoa de Jesus.

Na verdade o que podemos entender neste evangelho é a revelação que é no Cristo ressuscitado que está o fundamento da nossa fé. Cristo é verdadeiramente a nossa alegria e esperança,pois nos revela o rosto verdadeiro de Deus. Os apóstolos foram entendendo, vivendo e experimentando esta verdade gradualmente. Assim acontece conosco também, no processo de amadurecimento espiritual.

Nós queremos coisas palpáveis, queremos as provas visíveis. Falas-nos de um pai que nem sequer conhecemos. Quem é a final e onde está ele? Mostre-nos quem é. Esta tem sido a preocupação de muitos nos nossos dias! Querer que Deus apareça e atenda o meu pedido no dia e na hora que eu quero.

Esquecemos que Jesus está bem perto de mim de ti, de nós. Basta termos fé esperança e confiança nele. E assim como Ele respondeu à Filipe também diz: Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê, vê também o Pai.

A motivação fundamental que presidia às decisões de Jesus, era realizar a vontade de seu Pai. Seu alimento é fazer a vontade do Pai que o enviou e realizar a sua obra. Ele é aquele que não procura fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Assim é a pessoa de Jesus. Sua pessoa significa estreita união de vontades com o Pai. Identifica-se com o Pai em seu amor para com toda a humanidade. Queridos irmãos. Isto faz-me lembrar que em Isaias 49.17,enquanto eu lia, só se confirmava aquilo que a vida estava a me ensinar e ainda me ensina: “Ah!tivesses sido atentos às minhas ordens, teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar,tua posteridade seria como areia...”

Portanto, todos os que crêem em Jesus são chamados a fazer obras maiores do que as que vêem. Jesus é o caminho que nos conduz à Vida em plenitude, eterna. Ele é a Verdade. Somos cristãos à medida que amamos e expressamos esse amor como Jesus: fazendo a vontade do Pai, construindo seu Reino. Seremos verdadeiros cristãos ,discípulos de Cristo quando no silêncio,na simplicidade e na docilidade de filhos e filhas obedientes,vamos caminhando neste mundo e colaborando na continuidade de sua criação divina.

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina

1 de mai. de 2010

EU SOU A VIDEIRA VÓS SOIS OS RAMOS

Unidos à Videira/Vida Verdadeira

O evangelho deste domingo centra-se no tema da unidade que deve ser o fruto primeiro da comunidade cristã. A imagem da videira e os sarmentos (vara que a videira dá cada ano) nos colocam no caminho. É uma só planta. É uma unidade vital. Até poderíamos dizer que a divisão entre videira e sarmentos que faz Jesus é um pouco artificial. Naturalmente que os sarmentos não podem existir separados da vida. De onde lhes chegaria a seiva necessária para viver? Cortada essa relação com a vida, os sarmentos morrem e só servem para o fogo. Essa união é a única possibilidade para que os sarmentos dêem fruto

Devemos sublinhar esse detalhe, que não é banal: a videira não dá propriamente frutos. São os sarmentos os que dão frutos. Por suposto, graças à corrente vital que lhes chega da videira! Sem a seiva os sarmentos morrem. Mas sem os sarmentos a videira seria estéril. Até esse ponto chega essa necessária conexão entre a videira e os sarmentos. A unidade entre a vida e os sarmentos é fundamental.

Unidos à videira verdadeira

Para dar frutos têm que estar unidos a essa videira concretamente (
“Eu sou a verdadeira videira”). Os sarmentos se podem enxertar em outras videiras, porém não dariam frutos para a vida do mundo na caridade, como nos pedia o Concilio Vaticano II (cf. Optatam Totius, 16).

Essa união não se dirige a uma espécie de auto-contemplação na qual a videira e sarmentos se olham uns aos outros felizes de estarem unidos. Estão unidos porque a planta inteira tem como fim dar frutos. E passando do exemplo, da imagem, à realidade, a união do cristão, de cada cristão, de todo cristão, com Jesus se ordena a dar frutos para a vida do mundo. Deus enviou seu Filho ao mundo não para condená-lo senão para salvá-lo. Convém não
esquecer.

ém que voltemos o olhar para a nossa realidade. Levamos dois mil anos de história cristã. Não somos precisamente um modelo de unidade. A comunidade dos crentes está fragmentada em numerosas igrejas. Católicos, protestantes, ortodoxos são as grandes denominações mas há muitas mais. Uns grupos nem sempre olham os outros com um sentimento de fraternidade capaz de ir para além das próprias tradições. Uns grupos não querem compartilhar com os outros a
Eucaristia, o sinal maior de unidade que nos deixou Jesus, a fonte da seiva que nos mantém vivos, unidos e capazes de dar fruto.

Porém, inclusive dentro de nossa Igreja Católica, há muitos grupos que se olham entre si com desconfiança. É como se cada um se sentisse possuidor da verdade, da autêntica interpretação do Evangelho de Jesus e suspeita dos outros. Não todos, é verdade, têm esta atitude, mas aí está e não se pode negar. Às vezes, até a hierarquia da Igreja não serve a unidade, já que ao invés de unir forças, faz com que se separe, afasta e condena o que pensa diferente dela. Tudo um espetáculo de unidade! Enquanto muitos proclamam: “Unam-se a mim que sou a verdadeira videira!”.

Muitos sarmentos, uma só videira/vida

O espetáculo é triste. Alguns de nos esquecemos do princípio básico: Jesus é a verdadeira videira. E não há mais videira que Jesus. Aí está o ponto nodal de unidade. Logo os sarmentos podem crescer de formas muito diversas. Uns mais para acima, outros mais para abaixo. Uns em linha reta e outros retorcidos. Nada disso é importante.

O verdadeiramente importante é que dêem frutos de vida, e que o amor de Deus chegue a todos. A unidade está marcada pelo ponto de união com a única videira:
Jesus. A unidade não consiste no fato de que todos os sarmentos sejam iguais, sejam clones genéticos. A unidade não consiste na uniformidade. Os sarmentos são plurais, diferentes e isso precisamente é o que faz bela e formosa à vida. Essa diferença faz também que os frutos sejam mais abundante, mais variados, mais ricos.

Não há outra forma de trabalhar pela unidade do que se esforçar por estar unidos a Jesus, a verdadeira videira, e abraçar a diversidade de nossos irmãos e irmãs, os outros sarmentos, aceitando que eles não tenham que passar por nós para estar unidos a Jesus, que nós não somos a o ponto de conexão necessário. Sem excluir. Sem condenar. Basta crer no nome de Jesus e viver no amor, que é o único mandamento, para permanecer em Deus, como diz a segunda leitura, que não outra coisa é estar unidos à videira.

Assim seremos como aqueles discípulos de Jerusalém, sobretudo como Barnabé, que procura Paulo, o antigo perseguidor dos cristãos, convertido em pregador e se alegram disso. Porque enxergam os frutos de vida que está oferecendo ao mundo. E a igreja gozava de paz.

Hoje seguimos tendo pendente a tarefa da unidade. Ou, melhor dito, a tarefa de unir-nos à verdadeira vida. A do amor, a que nos une no Reino.

Fonte: Pe. Fernando Torres

http://www.catequisar.com.br/texto/liturgia/2009/ind.htm