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30 de mar. de 2010

Judas trai Jesus por 30 moedas.

31= de março

Mateus 26, 14-25

O evangelho de ontem e o de hoje nos falam da traição de Judas. Hoje, Judas combina com os sumos sacerdotes, o que dariam a ele para que ele lhes entregasse Jesus. Judas aceita 30 moedas para trair e entregar Jesus. A ganância pelo dinheiro foi mais forte, que a opção pela vida. Enquanto a mensagem de Jesus era vida nova, de justiça, de fraternidade de acolhida e de amor, Judas com sua ambição e ganância fez o caminho inverso ao do mestre. Judas optou pela morte, rejeitando a vida.

Hoje de que maneira traímos o amor de Jesus por nós? Estamos assumindo nosso compromisso de Cristãos batizados? Ou como fez Judas, que ao perceber que o Reino que Jesus anunciava não era daqui vamos em busca dos poderosos, para com mais facilidade obter privilégios, dinheiro, poder, o supérfluo e passageiro, desprezando a vida. Ainda hoje e sempre, em qualquer lugar, é no próximo que encontramos Cristo, principalmente nos mais necessitados, nos pobres, nos rejeitados e excluídos, são eles os que mais sofrem por causa da nossa economia opressora, que gera morte e violência. Quem de nós não conhece alguém, que mesmo tendo um emprego, fica sempre em busca de uma proposta de emprego que lhe pague mais? Acreditando que será melhor, será mais feliz, para poder comprar o que quer e deseja. Esse é o nosso mundo hoje. Os jovens buscam a profissão que paga mais. Fazer o que gosta e por amor, e servir a Deus, no mundo de hoje parece não ser o mais importante.

Porém, nada diminui o amor de Deus por nós. Infelizmente, somos nós que nos afastamos de Deus. Ele está sempre do nosso lado, como Pai amoroso.

Estamos na Semana Santa, momento oportuno para vivenciarmos esse amor, aprofundar nossa fé, corresponder o amor do Pai, que em seu Filho Jesus nos livrou, nos redimiu de todos os nossos pecados, se entregando para morrer na cruz. Todos nós cristãos temos compromisso com o projeto de Jesus, cabe nós em nosso dia a dia realizarmos esse projeto de paz, amor, fraternidade, justiça e vida. É dessa forma que não trairemos Jesus, com nossa adesão total ao projeto de Deus, e acreditando que Ele é o Cristo Ressuscitado.

Um abraço a todos,

Elian

Oração:
“Pai, reforça minha comunhão com teu Filho Jesus, de forma que nenhuma atitude minha possa colocar em risco este relacionamento profundo propiciado por ti. Não permitas que eu abuse da condescendência divina. Torna-me suficientemente sensato para perceber a voz do Pai exortando-me a deixar o mau caminho.”

Pedir ao Pai em nome de Jesus

1º DE MAIO = O que você pedir ao Pai em meu nome, lhe será dado.

Evangelho - Jo 14,7-14

DIA DO TRABALHADOR

Jesus mais uma vez explica aos apóstolos que é Deus. Que Ele e o Pai é são um só. Que o Pai está nele e Ele está no Pai. Que o que Ele fala vem do Pai. É o Pai que fala através dele. E para os apóstolos acreditar nas suas palavras por causa dos seus milagres.

Jesus acrescenta que Ele vai para o Pai. E o que nós pedirmos ao Pai em seu nome, o Pai nos concederá. Repare que quase todas as orações da celebração da Santa Missa terminam assim: Por Jesus Cristo vosso filho que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.

As afirmações de Jesus no Evangelho de hoje nos deixa mais confiantes, mais seguros, pois certificamos mais uma vez que Jesus é Deus, e sabemos disso pelos seus milagres. E ainda que nas nossas orações, o que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, Ele nos concederá.

Hoje, então, DIA DO TRABALHADOR, temos muita coisa a pedir ao Pai em nome de Jesus. Emprego, melhores empregos, com salários justos que garanta o nosso sustento e da nossa família e garantia no emprego.

Meu irmão, Você que trabalha de sol a sol, que levanta e sai de casa ainda escuro e quando volta já está escuro, você que trabalha muito e ganha pouco, não se revolte contra Deus. Lembre das palavras de Jesus: “ Felizes são aqueles têm fome e sede de justiça, pois eles serão saciados(na vida eterna);

Apesar da distribuição das riquezas ser uma grande injustiça, infelizmente é assim mesmo. Sempre teremos ricos e pobres. Não. Eu não estou do lado dos ricos. Nem mesmo do lado dos pobres. Estou do lado da verdade. E na verdade, a distribuição das riquezas no planeta Terra é assim: 85 % dos bens terrenos estão nas mãos de uma minoria de 15% que são os ricos. (É, eles são minoria.) Sobrando apenas 15% das riquezas do mundo para a maioria que somos nós, os pobres que formamos 85 % da população mundial. Infelizmente esta é uma das causas da violência.

Mas não vamos olhar os ricos como se eles fossem maus, e totalmente injustos, etc. Pois eles podem ser bons. Aliás, existem muitos ricos caridosos ou misericordiosos. E “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”( na vida eterna)

É necessário que existam ricos. De quem são as fábricas que geram empregos? Dos ricos. Viu? Ricos e pobres formam o equilíbrio da sociedade. O problema é não achar que por causa da riqueza, não se precisa de Deus.

Sal.

Eu e o Pai somos um.

27 DE ABRIL


João 10,22-30

Este texto relata um incidente que acontece na festa da Dedicação do Templo, sob o pórtico de Salomão. Entendamos:

- Festa da dedicação

No ano 164 a.C., Judas Macabeu purificou o templo de Jerusalém e erigiu o altar, profanado três anos antes pelos sírios. Celebrou esse ato com uma festa que durou oito dias, a festa da dedicação, e estabeleceu que esses dias fossem celebrados a cada ano, de igual modo e na sua data própria, ou seja, a partir do dia vinte e cinco, do mês de Casleu, que ao mês de dezembro. Era inverno na região. Esta festa é também conhecida como festa das luzes, em virtude do costume de se iluminar ruas e casas para a festa.

- Pórtico de Salomão

Galeria que se situava ao lado leste do templo, com vista para Cedron. Era o local mais apreciado pelos cristãos e aparece em várias controvérsias entre judeus e cristãos.

Nesta situação, a questão em debate é se Jesus é o Messias.

Em sua resposta, Jesus coloca outra questão: Ele é o Filho único de Deus.

O que mais pode Ele oferecer como prova de que suas obras são feitas por intermédio do Pai e de que essas mesmas obras são a revelação do Pai? Por mais que fale e exemplifique os adversários de Jesus não crêem que suas obras dão testemunho de sua filiação divina. Não podem crer, pois “para crer em Jesus é necessário aderir interiormente a Ele, ser ‘do alto’ (8,23), ‘de Deus’ (8,47), ‘da verdade’ (18,37), ‘do número de suas ovelhas’ (10,14). A fé supõe uma afinidade espiritual com a verdade (3,17-21; cf. At 13,48+; Rm 8,29s).” (A Bíblia de Jerusalém)

Jesus encerra a questão revelando o grande e profundo mistério da unidade:

- Eu e o Pai somos um.

João pretende mostrar que Jesus é Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo. Ele próprio é suficiente para substituir a festa da Dedicação.

Cecilia.

29 de mar. de 2010

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

30 de Abril

Evangelho - Jo 14,1-6

“...para onde eu vou, vós conheceis o caminho.Tomé disse a Jesus:Senhor, nós não sabemos para onde vais.Como podemos conhecer o caminho?Jesus respondeu:
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida .Ninguém vai ao Pai senão por mim.

Jesus é o canal, o caminho que no conduz, que nos leva ao Pai, que nos leva à Vida Eterna. Não tem outro meio, não existe outro caminho par irmos ao Pai. Respeitamos a liberdade humana de criar outros caminhos, mas infelizmente, a verdade é esta. E ela foi dita por Jesus.

Jesus praticamente está se despedindo dos discípulos pois está chegando a sua hora de voltar para o Pai. Mais antes, ficará por perto a disposição dos apóstolos por mais um tempo após a ressurreição.

É seguindo seus ensinamentos, e participando frequentemente da Eucaristia, que nos preparamos para um dia trilhar o caminho da Casa do Pai.

CONCLUSÃO

Jesus está prestes a concluir a missão para a qual foi enviado pelo Pai e sabe que a sua presença histórica no meio dos homens está perto do fim. Por isso, ele inicia a preparação dos apóstolos para que reconheçam a sua nova forma de ser presença na vida das pessoas, assim como para receberem o Espírito Santo e serem conduzidos por ele na sua missão evangelizadora. Jesus inicia esta preparação mostrando aos discípulos que ele jamais os abandonará, mas irá preparar um lugar para onde ele mesmo conduzirá todas as pessoas que ele ama a fim de conviverem eternamente com ele. (CNBB)

Prezados irmãos, leiam a bela reflexão de José Cristo Rey Garcia Paredes, a respeito da importância da vida da graça, através da participação da Eucaristia.

É estranho que o momento em que muitos de seus discípulos romperam com Jesus foi precisamente aquele em que Jesus lhes anunciou que ia lhes entregar seu Corpo e seu Sangue como alimento e bebida de salvação. Apenas Jesus lhes comunicou, muitos deles o abandonaram. E aos poucos que ficaram Jesus perguntou: "Também vos quereis partir?”

Em nossas eucaristias temos uma sensação estranha. Chama a atenção, as vezes, o pequeno número de pessoas que participam na comunhão do Pão Eucarístico. Chama a atenção em outras ocasiões, como a maioria dos que estão no templo, se aproximam para comungar sem - parece - suficiente discernimento.

Em todo caso, o que afasta muitos crentes, não é precisamente a participação ou não da comunhão eucaristia, mais o desacordo com os mandatos e prescrições da Igreja, ou a conduta e a doutrina de seus pastores. O silencioso abandono da Igreja se deve a desacordos fundamentais na fé e nos costumes. Porém, no Evangelho de hoje nos é dito que não foi quando Jesus falou de moral, ou de costumes, que os discípulos o abandonaram, mais justamente quando lhes falou da Eucaristia. Essa linguagem acharam intolerável! A partir desta situação nos é formulada, neste domingo, a pergunta: o que há na Eucaristia de inaceitável, o que pode causar semelhante afastamento entre Jesus e sua comunidade?

A Eucaristia nos fala de forma peculiar que teve de ser Jesus nosso “Messias”, do caminho que Ele escolheu para nos libertar de todos os nossos males. A verdade é que Jesus é salvador da forma mais inesperada e alternativa.

Espontaneamente nós esperamos outro tipo de salvação, outra caminho para resolver nossos problemas. O que salva é sempre - pelo menos assim nós pensamos em nosso subconsciente - é aquele que dispõe do poder, que é capaz de resolver os problemas, que mostra uma grande eficácia e se impõem sem dificuldades.

Até mesmo hoje, 21 séculos depois da vida de Jesus entre nós, podemos nos perguntar em que medida Jesus foi capaz e segue sendo salvador do mundo: o que foi redimido? Onde está a redenção? Onde nos redimimos? Que experiência de redenção em quem está padecendo da guerra de Israel e o Líbano, em quem perdeu seus seres queridos no acidente ferroviário de Palencia, ou no avião destroçado por um raio na Ucrânia, ou nesse morrer silencioso de quem abandona seus países buscando uma vida mais digna... Onde está a redenção?

Jesus não prometeu e seus discípulos um caminho de êxitos. Implicou a Eucaristia em seu aparente fracasso: "se não comeis a carne do Filho do Homem e não bebeis seu sangue, não tereis vida em vos”. Comer a carne e beber o Sangue do Filho do homem não era - modo algum - uma proposta absurda - canibal -, por parte de Jesus. O Mestre sabia explicar-se muito bem e não dava causa a uma interpretação dessas. Seus discípulos o entenderam muito bem. Jesus lhes mostrava que o caminho messiânico, não era o esplendoroso caminho do Filho de Davi, que restaura a monarquia e assume todos os poderes, mais o caminho humilde do Filho do Homem, que renuncia a violência, não tem onde reclinar a cabeça, que será executado, que entregará seu corpo e seu sangue. Comungar com este “Messias” é identificar-se com um projeto de vida e de missão, para a qual nos todos sentimos uma repulsa natural. Quem quer empreender um caminho de fracasso, de diminuição? Quem deseja identificar-se com o grão de trigo que morre?

Comungar o pão e o vinho do Filho do Homem é abandonar-se.
E identificar-se com seu destino. Estais dispostos a beber do cálice que eu vou beber? Quem quiser me seguir, que se negue a si mesmo.

Quando a participação na Eucaristia expressa este aprofundamento, a eucaristia se torna perigosa, inquietante. Comungar se torna em algo assim como um “voto de martírio”, um abandono sem calcular as conseqüências da vontade de Deus. Comungar é, então, crer que somente o grão de trigo caído na terra e morto dá fruto. Esse é um ato de fé no Messias da humildade, no grande herói do desapego, que foi Jesus. É confiar ...que o Filho do Homem, ao terceiro dia - não mais tarde - ressuscitara e que a salvação virá depois do trágico, porém breve, fracasso.

Não nos acostumar à Eucaristia! É um caso sério. É um acontecimento martirial com o qual tentamos entrar em contato intimo. Não seria espontâneo em mais de uma ocasião, evitar a comunhão e exclamar uma vez como exclamou Jesus: "se for possível, afaste de mim este cálice, este pão eucarístico”...?

É necessário levar muito mais seriamente a participação na Eucaristia. É o momento em que “damos a palavra”, ratificamos a “Aliança”. Fazer da Eucartistia um espetáculo... sem aliança, sem compreender o dom que recebemos e sem nos comprometer com o dom, é profanar o mais sacrossanto que nos é entregue.

Quando da Eucaristia se faz um espetáculo - e tantas vezes o temos feito para adornar nossas celebrações burguesas -, nos estranha que muitos tendem a participar delas como se de um espetáculo se tratasse? Quando da Eucaristia fazemos uma obrigação “numérica”, nos fazemos que perca a “qualidade”? A superficialidade de alguns ministros na hora de conduzir a celebração, a atitude hierática teatral de alguns outros, não favorecem um tipo de celebração no qual o Mistério do Filho do Homem e de sua luta contra o Mal é escondida?

Não nos preocupa se são poucas ou muitas pessoas que paricipam da Eucaristia ou comungam. O que nos preocupa de verdade e se quem participa nela esta disposto, como a casa de Josué, a viver a Aliança nova e eterna como sério compromisso de vida. Se quer seguir Jesus, a este Jesus, Filho do Homem, até ao final...

José Cristo Rey Garcia Paredes