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10 de fev. de 2010

Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído.

11 de Março-quinta

Lc 11, 14-23

Onde há divisões, discórdias desuniões, com certeza ocorrerá a destruição. Assim acontece naquela família onde os cônjuges não se amando mais, também não se concordam em muitas coisas, e as discussões são frenquentes na presença dos filhos. Infelizmente, é uma família fadada à destruição.

Também no país cujos habitantes discordam do governo, onde há facções contrárias, a maneira de se governar, tudo está se encaminhando para uma futura destruição. Porque é um reino que se divide em grupos contrários, se divide contra si.

Na nossa paróquia também se começar a surgir discordâncias, ciúmes, fofocas, inveja, pode crer que é uma comunidade destinada ao fracasso ou a não progredir na fé. Porque a comunidade paroquial é a primeira a dar o exemplo de prática do amor de Cristo que nos uniu. E se a prática da fraternidade falhar entre nós seremos como o sal que Jesus exemplificou. Aquele sal estragado que não vai salgar nada.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. E é nesse amor entre vocês, uns com os outros que as pessoas vão perceber que vocês são meus discípulos” .


Porque se somos os primeiros a dar o mau exemplo, brigando, discutindo, trocando ofensas, o que esperamos dos demais? Já imaginou dois catequistas brigando na frente dos pais das crianças? Que horrível seria um padre falando palavrão em público...ou ofendendo algum coroinha? “Vós sois o sal da erra...”.

Antipatias e discórdias existem. Mas nós os cristãos seguidores de Cristo, somos os especialistas em administrar essa realidade da convivência humana. Discordamos com fraternidade. Antipatizamos com caridade.

Jesus nos advertiu para que não sejamos afeiçoados apenas com aqueles que nos são agradáveis ou simpáticos. Porque neste caso não teremos recompensas nenhuma. E o mais importante na vida do cristão é acumular tesouros no céu. É fazer de tudo para acumular as recompensas futuras, que serão atenuantes em nosso favor no dia do julgamento final.

Uma coisa muito bonita existente na nossa Igreja, é a UNIDADE. A Igreja é uma, católica, santa e pecadora. As mesmas palavras e gestos do padre na missa de hoje na sua paróquia são os mesmo em todas as missas de todas as paróquias e capelas do mundo inteiro. Para se manter a unidade, os sacerdotes devem obediência aos bispos. E interessante, é que mesmo se um padre não concordar com uma ordem do Bispo, ele a obedece. Mesmo se ele não simpatizar com a pessoa do bispo, ele se relaciona fraternalmente com ele e deve acatar todas as suas determinações, porque o que está em jogo não são as preferências pessoais, mais sim, o Plano, ou Reino de Deus em execução através da Igreja da qual eles são os representantes, e têm de dar o exemplo de unidade embora às vezes na diversidade.

Sal.

Não podemos violar os mandamentos.

10 de Março- Quarta-

Mateus 5, 17-19

“Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus.

Violar significa agredir sexualmente alguém, violerviolar um menor,violer un mineur tratar um lugar ou coisa com desrespeito,violer violar, abrir, uma correspondência que não é nossa, uma campa, violer une tombe transgredir uma lei, violerviolar a constituição, violer la Constitution desrespeitar um direito, liberdade ou privacidade, violerviolar um direito.

No texto do Evangelho de hoje, a palavra violar significa forçar a barra, isto é, alterar a palavra de Deus, para adequá-la aos nossos desejos e interesses. Por exemplo: fabricar um Deus que nos permita matar. Mata a todos que não aceitam a minha religião. Ora, Deus foi bem claro nos dez mandamentos. NÃO MATAR.

Violar pode ser também desrespeitar, ou alterar a lei de Deus de modo que me permita possuir várias mulheres, etc.

Suponhamos que em uma palestra para um grupo de jovens o ministro da palavra explica aos presentes que a sexualidade é tão natural como dar um espirro, como tossir, etc. É uma coisa da natureza, uma energia colocada em nós pelo Próprio Deus, e, portanto deve fluir livremente como a nossa respiração. Se os dois jovens se amam, a sexualidade deve acontecer naturalmente. Se a mulher do vizinho não o ama mais e está interessada em você, não há dada que lhe impeça...

Percebeu que estamos em plena distorção da vontade do Pai. Deus disse sem meias palavras: NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE, E NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO.

Aqui estamos diante de pessoas que violam os mandamentos, e ainda por cima ensinam aos outros esta violação seja em palestras, seja em conversas na rodinha de amigos. É o oposto da evangelização. É uma “DESVANGELIZAÇÃO.”

E hoje Jesus está nos dizendo que quem fizer isto, será declarado o menor no Reino dos céus. E isto significa que não vamos entrar para a Vida Eterna. Semelhante a um sujeito que foi o último colocado em um concurso para 20 vagas de emprego em uma empresa. Ele foi o quadragésimo colocado. Automaticamente, está fora daquele emprego.

Mas aquele que os guardar(os mandamentos) e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus. Será que nós estaremos nesta faixa de consideração ou classificação? Será que depois de ensinar o Evangelho de Cristo, comungar semanalmente, rezar diariamente estaremos entre os primeiros colocados para entra no Reino dos céus? Será que não está faltando nada? Parece que nos esquecemos da prática. Primeiro conhecer, primeiro estudar a palavra, depois praticá-la e depois ensiná-la.

Veja. A cristã, o cristão deve ser um sujeito sem vergonha. É sem vergonha no bom sentido. Não ter vergonha de fazer o sinal da cruz em plena rua, quando passa em frente a uma igreja. Porque ele, ou ela se lembra das palavras de Jesus. “Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do meu Pai”. Cristão sem vergonha é aquele que não tem receio de cantar na hora da missa. De rezar em voz alta.

Acabou a homilia, é hora da profissão de fé. O padre diz: Número 1, os homens. Número 2, as mulheres. E começa. Creio em Deus Pai, todo Poderoso... (o padre e o comentarista, mais dois catequistas rezam). Número 2: E em Jesus Cristo... (quase todas as mulheres rezando). Não vamos aqui afirmar que as mulheres são mais sem vergonhas que os homens, porque alguém que acabou de chegar agora, e pegou o bonde andando, pode interpretar mal a nossa conversa. Certo?

O cristão não pode ter vergonha de se anunciar como católico na festa, no emprego, na praia etc, pelas suas palavras e ações. Isto porque ser cristão dentro da igreja, durante a missa, no encontro catequético, é coisa muito fácil. Quero ver ser cristão é lá fora. Na praia, no baile, na festa, etc.

Mas você consegue. Não? Não está conseguindo? Então está na hora de rezar mais. Meditar mais, e tentar todos os dias. Porque na verdade, nós tentamos ser cristãos. E Deus está avaliando esse nosso tentar, esse nosso esforço. Não desanime que é pior. Continue tentando. Um dia você chega lá. Eu lhe garanto.

Sal.

Perdoa-me mais eu não perdôo. O servo mau.

09 de março- terça

A Palavra de Deus que a liturgia do XXIV Domingo do Tempo Comum nos propõe fala do perdão. Apresenta-nos um Deus que ama sem cálculos, sem limites e sem medida; e convida-nos a assumir uma atitude semelhante para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado.

A primeira leitura deixa claro que a ira e o rancor são sentimentos maus, que não convêm à felicidade e à realização do homem. Mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar ao irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser estragada com sentimentos, que só geram infelicidade e sofrimento.

Na segunda leitura Paulo sugere aos cristãos de Roma que a comunidade cristã tem de ser o lugar do amor, do respeito pelo outro, da aceitação das diferenças, do perdão. Ninguém deve desprezar julgar ou condenar os irmãos que têm perspectivas diferentes. Os seguidores de Jesus devem ter presente que há algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. Tudo o resto não tem grande importância.

O Evangelho fala-nos de um Deus cheio de bondade e de misericórdia que derrama sobre os seus filhos – de forma total, ilimitada e absoluta – o seu perdão. Os crentes são convidados a descobrir a lógica de Deus e a deixarem que a mesma lógica de perdão e de misericórdia sem limites e sem medida marque a sua relação com os irmãos.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do livro do Eclesiástico (Eclo 27, 33; 28, 1-9)

Muitos homens do nosso tempo pensam que só nos afirmamos, só nos realizamos e só triunfamos quando somos fortes e respondemos com força e agressividade à força e agressividade dos outros. Jesus, contudo, ensina que a “sabedoria”, o êxito e a felicidade do homem não passam por cultivar sentimentos de ódio e de rancor, mas por cultivar sentimentos de perdão e de misericórdia.

Segunda Leitura - Leitura da carta de São Paulo aos Romanos (Rm 14, 7-9)

Existem, às vezes, nas comunidades cristãs certas pessoas que se consideram mais esclarecidas e mais preparadas e que manifestam desprezo por aqueles que têm concepções menos racionais da fé, que vivem agarrados a determinadas devoções ou a determinados ritos considerados ultrapassados. Paulo recomenda-lhes: “não desprezeis ninguém; não esqueçais que a única coisa importante e decisiva é Cristo, a quem todos pertencemos”.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus (Mt 18, 21-35)

Perdão!

Embora pareça estranho, a maior ameaça de separação, de distanciamento e até de ódio, nos vem daqueles com quem mantemos as melhores relações! O espaço humano no qual mais felizes fomos, pode se converter no espaço de nossa indiferença.

Vemos casais que se separam, irmãos que se enfrentam, sócios que a partir de um determinado momento se odeiam, amigos que se traem, homens e mulheres de igreja que compartilham a mesma fé, o mesmo projeto de missão, a mesma comunidade, que se enfrentam.

A quem mais custa perdoar não é ao distante, mas os que em algum momento estiveram próximos.

Jesus, com sua sabedoria divina, nos disse para amarmos o próximo. E também que amassemos o inimigo. Mas resulta que o inimigo é o próximo, o próximo que nos ofendeu. No espaço da proximidade é onde se passa quase insensivelmente do Amor ao Ódio: uma paisagem de amor se torna por arte do encanto diabólico, em paisagem de falta de amor.

Parece que perdoar é injusto. Acreditamos, às vezes, que a justiça pede e exige e requer, acima de tudo, o distanciamento da pessoa que nos tenha ofendido. Então, impor-lhe um certo castigo, embora em silêncio, como o aparente desprezo... E só, muito depois, quando tudo foi apaziguado, não nos custo muito: talvez, como gesto de magnanimidade, perdoar. "O tempo tudo cura", se diz.

Mas, isso é que é perdoar?
A isso se refere Jesus quando nos pede que perdoemos de coração a nosso irmão? E não uma vez, mais setenta e sete vezes?

Não. Perdoar é muito mais que um gesto magnânimo depois de passado o tempo para que a ofensa nos afete menos; perdoar é muito mais que essa compreensão com o ar de superioridade que diz: "perdoado", porque - afinal de contas - é um pobre homem; perdoar é muito mais que ter o conceito sobre si mesmo, que afirma: é muito difícil que alguém possa ofender-me.

Perdoar, de acordo com o modo de Jesus, é ver o outro, de outra maneira e transformar a si mesmo: recriá-lo com seu olhar positivo, envolve-lo em seu amor e permitir comover-se pelo que o irmão fez. Os conflitos entre as pessoas são um espaço providencial para o reencontrar e amar de um modo novo. Não são espaços para instalar tribunais e fazer justiças.

O instinto de vingança se apodera de nós. Desde criança aplaudimos o “vingativo” dos filmes. Se alimenta em nós o desejo de vingança em face à injustiça. A violência doméstica é manifestação de vingança. O rancor nos habita como uma besta, que nos faz viver tristes, agoniados. Não queremos encontrar a pessoa inimiga, a evitamos, porém, nós há levamos no coração, como um hospede não desejado.

O ódio é como uma hospitalidade negativa. O perdão é a transformação dessa hospitalidade no oposto. É converter o demônio em anjo. É o presente transformador, criador.

Perdoa sem condições, não quem quer, mas para quem foi determinado. Ante a ofensa surge espontaneamente a vingança. Mas quem se sente envolto na Misericórdia descobre que só vale a pena AMAR, quem sabe que o Amor transforma, que o olhar do amor converte, então faz do amor sua arma mais poderosa. Em vez de amaldiçoar, abençoa, em vez de retaliar, suplica.

Na Igreja há ainda demasiada falta de conciliação. Nós ficamos velhos em nossas tensões sem resolvê-las, em nossos mutuas críticas sempre reiteradas. Tantas lutas de irmãos contra irmãos, tantas acusações...

Na sociedade há demasiada falta de conciliação, excessiva oposição de uns contra os outros. Nos cristãos somos um mau exemplo, quando o rancor é tão forte e obstinado.

Jesus, nosso irmão, se coloca entre nós, é nos diz: que nós nos perdoemos uns aos outros, e comecemos a VIVER.

Sim, é verdade. O PERDÃO é um SUPER-PERDÃO que o Espírito Santo nos dá, para que nos presenteemos os outros. Venha, Espírito Santo e torna possível o impossível! Graças!

José Cristo Rey Garcia Paredes

Jesus e a Samaritana.

08 de março – segunda

No III Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus que nos é proposta afirma, essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita.

A primeira leitura mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação.

A segunda leitura repete, noutros termos, o ensinamento da primeira:
Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história; e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em oferecer ao seu Povo - de forma gratuita e incondicional - a salvação.

O Evangelho também não se afasta desta temática… Garante-nos que, através de Jesus, Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.

EVANGELHO (João 4,5-15.19b-26.39a.40-42)

Comentário

Encontro junto ao poço

No fundo do coração humano guardamos uma profunda esperança que, de quando em quando, se mostra e nos sussurra: “Tudo pode ser diferente”. Negar seria mentir; todos, de alguma maneira, ouvimos essa voz, ainda que, certamente, haja corações duros e resistentes. A eles (suspeitando que todos possam cair na mesma tentação) se dirige hoje o salmo responsorial: “Oxalá escuteis hoje a voz do Senhor. Não endureçais o coração” (Salmo 94).

Se há algo maravilhoso e humano (e divino!) é essa boca ilimitadamente sedenta à que chamamos desejo. Deus deu-nos a força do desejo para possibilitar a Esperança. Essa sede é a que, em definitivo, nos atira e nos leva a procurar a fonte onde saciá-la. “De noite iremos, de noite… que para encontrar a fonte - escrevia o poeta Luis Rosales - …só a sede nos ilumina”.

Os políticos sabem-no bem. Querendo conectar com as fibras mais profundas e sensíveis de nossa desejosa estrutura humana estampam lemas e criam músicas que “pegam” para estimular nossos desejos. Em tempo de eleições, vê-se com clareza. Ante a frustração - mais ou menos grande - à que os humanos nos vemos submetidos pelo desajuste entre nossos ideais e a realidade, os gabinetes de propaganda política procuram acordar e avivar essa voz interior que nos diz: “Sim se pode”, “pode haver algo diferente”, ”podemos mudar”.

Uma sede profunda

Porém não vamos falar de nossa sede material, tão mutável, ou de nossa sede política ou de partido. Há algo mais profundo e mais importante. A Palavra hoje convida-nos a encontrar essa
“fonte de Água Viva” capaz de saciar essa sede tão profunda; algo que vai para além do sentimento, e da que - dizem - (dizemos?) depende nossa verdadeira felicidade.

Não nos vale o que outros digam, ou sabem. O evangelho recorda: não nos vale crer de ouvido, nem das palavras de outros. Como aqueles samaritanos que escutaram o depoimento da recém transformada, precisamos o experimentar por nós mesmos.

O diálogo entre Jesus e a Samaritana é a narração do mesmo encontro que se produz entre o Senhor e nós quando, sedentos, nos aproximamos do poço. É a mesma experiência que se renova hoje em nós se nos deixarmos. A não ser nossos preconceitos, não há obstáculos para o encontro. O Senhor acolhe-nos como somos, sem olhar se somos de Samaria ou de Jerusalém. Nada lhe importa para o encontro. Dá o mesmo ser de direita ou de esquerda; ser branco, negro ou amarelo; não lhe importa se és ou não ortodoxo, politicamente correto ou incorreto. Nem sequer assusta-se de nosso pecado. Antes, nos ama como somos, para nos fazer diferente. Ante de nosso amor para ele, ele nos fazer ver o seu. “Em Cristo, morto por nós, - nos diz São Paulo na segunda leitura - deu-nos a grande prova de seu amor”. Nada lhe resiste. Nem as carências nem as dificuldades são obstáculos para que ele realize sua obra. Ele sabe encontrar seu poço (ou o nosso) para se abrir caminhos.

Água Viva transformadora

A experiência crente nasce, pois, deste encontro em profundidade. É um encontro mágico, maravilhoso. Nele se produz o grande milagre do amor. Quem se deixa encontrar por aquele que nos procura desde sempre - inclusive desde antes de procurar a ele - resulta transformado. Sucede-lhe como à samaritana. Sente - ainda que não seja um mero sentimento - que Deus lhe ama e perdoa seu pecado; que lhe aceita como é e que não lhe julga sem mais, senão que lhe estimula; que não lhe apresenta dogmas, senão propostas de vida.

É um encontro que sana o coração e o reorienta em outra direção. A que era presa de convencionalismos, se converte em atrevida evangelizadora. Assim, também nós nos vemos vivificados e purificados por esse maravilhoso e acolhedor encontro. Já não nos falta procurar outros poços. Encontramos a Água Viva, aquele desejo maior que nos faz capazes de relativizar os desejos pequenos. Nossa identidade transformada, como a da samaritana, não pode resistir gritar ao mundo e a nossos irmãos aquelas palavras do autor do Apocalipse:
“O Espírito e a Esposa dizem: Vem. E o que ouve, diga: Vem. E o que tenha sede, que venha; e o que queira, que beba grátis da água da vida”.

Fernando Prado Ayuso