BOM DIA

BEM VINDOS AOS BLOGS DOS

INTERNAUTAS MISSIONÁRIOS

SOMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS, MAS RESPEITAMOS TODAS AS RELIGIÕES. CRISTÃS OU NÃO.

CATEQUESE PELA INTERNET

LEIA, ESCUTE, PRATIQUE E ENSINE.

PESQUISAR NESTE BLOG - DIGITE UMA FRASE DE QUALQUER EVANGELHO

Carregando...

12 de jan de 2012

“CONVERTEIVOS E CREDE NO EVANGELHO”! –Olívia Coutinho



Dia 22 de Janeiro de 2012
Evangelho Mc 1,14-20
Enganamos, quando pensamos que é impossível ser feliz, vivendo num mundo tão cheio de turbulências! Quando pensamos assim, é sinal de que estamos depositando a nossa confiança somente no potencial humano, esquecendo de que ao nosso alcance, existe uma força maior, que transcende  toda capacidade humana!
Somos seres terrenos que só se realiza plenamente, se ligados ao  Divino!
Do encontro entre humano e Divino, abrem-se novas perspectivas, amplia-se a visão humana, passamos a enxergar  possibilidades que antes não víamos!
É Jesus que vem possibilitar este encontro transformador entre humano e o divino!
 Por tanto, a felicidade que tanto almejamos é possível e está ao nosso alcance, basta  estarmos em sintonia com Jesus!
O nosso encontro com Jesus nos transforma por inteiros, assim como transformou a vida dos seus primeiros discípulos, que deixaram tudo para segui-Lo!
O evangelho de hoje, narra o início da vida pública de Jesus!  É importante lembrarmos que tudo começa num momento de grandes turbulências, logo após a prisão daquele que veio preparar o caminho para a sua chegada: João Batista.
A prisão de João Batista, ao contrário do que muitos pensavam, não intimidou Jesus, pelo contrário, o encorajou ainda mais para dar início a missão que o Pai lhe designara.
O Reino de Deus está presente no meio de nós na pessoa de Jesus e a única condição  para  fazermos parte deste reino de amor, é a conversão do  nosso coração!
Jesus continua a nos falar do Reino, quando aceitamos a sua mensagem, ocorre uma mudança radical em nós, passamos a ser parecidos com Ele, a olhar o irmão com o Seu olhar, a imitar as suas ações!
Quando Jesus nos diz: “O reino de Deus está próximo” Ele fala de si mesmo, pois a sua pessoa, é a própria presença do Reino Deus!
São muitas as pessoas necessitadas das mãos de Deus nas  nossas mãos,  dos passos de Deus nos nossos passos, das suas palavras em nossa boca! 
Jesus  nos delega a missão de ser no mundo, um  sinal de sua presença, libertando os males que afligem a humanidade com o anuncio de um  Reino  de paz, de amor e de justiça, capaz de levantar e animar os abatidos!  
Nossa missão deve se desenvolver em clima de gratuidade, humildade e desprendimento!
É a certeza  da presença de Jesus, que nos motiva a confiar e a assumir com mais empenho e alegria, a nossa cumplicidade no anuncio de todas as propostas do Reino!
A todo instante, somos chamados a ser discípulo e missionários do Senhor!
Todos são chamados, Jesus não faz restrições de pessoas!  Ele nos provou isso quando chamou os primeiros discípulos, pessoas simples como nós!
Para seguir Jesus, não é preciso possuir nenhum curso acadêmico, podemos anunciá-Lo até mesmo no silencio do nosso testemunho de vida! Para assumirmos esta missão tão necessária no mundo, é preciso apenas ter o coração aberto e estar matriculado na escola de Jesus!  
A caminhada do discípulo que se faz missionário, é árdua, mas gratificante, pois é regida  pela lei do amor!

 Ser feliz, é converter-se, é deixar que Jesus seja tudo em nós!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia Coutinho

O evangelho de hoje nos dá uma demonstração de perseverança, de persistência e também de confiança absoluta em Deus - Maria Regina.


 

                                          Cada vez que refletimos sobre este Evangelho, nós descobrimos lições preciosas para a nossa vida em comunidade. O exemplo dos quatro homens é uma demonstração de perseverança, de persistência e também de confiança absoluta em Deus. Eles sabiam que se aquele homem conseguisse chegar até Jesus, ele seria curado, por isso não mediram esforços e fizeram até o impossível a fim de que o encontro acontecesse. "Jesus viu a fé daqueles homens" que levavam o paralítico até Ele! Não foi a fé do próprio paralítico que o salvou, mas a fé dos seus amigos.

                                        Por causa das dificuldades, dos empecilhos, dos desencontros de horários, muitas vezes nós deixamos por menos e não acudimos alguém que está paralítico. Há muitos "paralíticos" esperando por nós para serem apresentados a Jesus, e nada acontece com eles. Muitas pessoas nós queremos levar para conhecer Jesus e ainda não tomamos a iniciativa de conduzi-los até Ele! Qual é o espírito que nos move a levá-los? Será que nos falta fé?

                                  Ou será que duvidamos do poder de Jesus para aquele amigo "difícil"? Quais são as dificuldades e as barreiras que nos atrapalham e, por isso, não conseguimos? A mensagem que nos é dada hoje é a de nunca desistir em querer ajudar a alguém. Reflita – Você também tem fé de que Jesus pode curar os seus amigos paralíticos? – O que você tem feito para demonstrar a sua fé? – O que você entende por "paralítico"? Para onde Jesus mandou ir o paralítico depois de curá-lo? – Na sua casa tem alguém paralítico ?

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina 

 

 

11 de jan de 2012

Jesus curou o leproso-Alexandre Soledade

Jesus curou o leproso-Alexandre Soledade

 

 

Bom dia!

Sim, Jesus precisava meio que se esconder das pessoas. Sua missão pública atingia sem distinção todas as camadas da sociedade. Ele não se importava se eram ou não da Judéia, se eram pobres ou cobradores de impostos. Ele se dedicava aquelas ovelhas a qual percebia que pareciam sem pastor.

Será que consigo imaginar a quantidade de pessoas que viam procurá-lo? Consigo colocar-me na situação e no nosso tempo de hoje? Quem já entregou cestas básicas ou presentes no Natal deve ter isso mais visível em suas mentes. As pessoas se acotovelam, brigam, se revoltam e ainda podem se tornar violentas caso não sejam contempladas. Recordo certa vez que uma turma que estava conosco quase foi linchada, pois não havia cestas ou sacolões suficientes para todos que foram lá.

Um parêntese: Quantas vezes ouvimos e vemos na TV denúncias sobre pessoas que não precisam, mas se cadastram em programas como bolsa família pensando assim em levar vantagem sobre outras? Será que se Jesus vivesse em nosso tempo, também não teríamos pessoas a sua procura mesmo não "precisando"?

Jesus precisava manter o foco naqueles que realmente precisavam e precisam Dele por isso se afastava dos seus olhos. Nos evangelhos fica bem claro que nunca se negou a ajudar quem conseguiu tocá-lo ou pelo menos o procurou, mas parece que o Senhor adotou um "padrão": as suas grandes manifestações públicas foram vistas e presenciadas por aqueles que deixaram sua situação de conforto e O procuraram no deserto.

"(…) Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração" (Oséias 2,16)

Deve ser por isso que ao caminhar em direção da eucaristia na comunhão não façamos FILA e sim PROCISSÃO, pois a fila denota a ideia de estar ali contra sua vontade, de mau gosto, obrigado; a procissão caracteriza vontade própria, aquele (a) que não se importará pela demora na espera, pois no fim valerá a pena (…).

Sendo assim, afirmo que Jesus não condicionou ou condiciona suas bênçãos à classes sociais, horas rezadas ou palavras difíceis na oração, mas a fé e a riqueza dos nossos corações. É claro que quem tem uma oração mais frequente, possivelmente deve passar mais tempo em harmonia com Ele, bem como sabendo onde se esconde, mas isso não os torna melhores ou mais agraciados.

Sendo assim parcialmente equivocado acreditar ou entender que a caridade pela caridade salva alguém. Parafraseando novamente a musica de Moacir Franco: que adianta a oração ou a caridade "se por dentro eu não mudo".

A lepra que abandona o homem narrado nesse evangelho começa a cair quando ele se põe de joelhos aos pés do Senhor. Quando não mais temia ser mal falado pela população ou tão pouco se deixava abater pela idéia que estava condenado. Esse homem demonstrou que não precisamos temer e tão pouco nos envergonhar do que acredito buscando algo melhor.

Quantos têm medo de dizer no trabalho que vão à missa aos domingos por vergonha do que os amigos pensarão? Falar de dízimo nem pensar? Achei maravilhosa uma entrevista de jogadores da seleção brasileira de futebol que diziam ser deixados à parte, pois afirmavam ser de Cristo e em busca de algo melhor num mundo onde reinam ilusões e dinheiro.

É de se admirar, mulçumanos deixam tudo que estão fazendo, viram-se para sua cidade sagrada e rezam. Não se importam com que vamos pensar. Contudo nossos jovens correm de uma identificação religiosa, mas o que fazer se nós, que um dia carregamos nossas próprias lepras, não conseguimos convencer as pessoas de algo que vivo e defendo, pois tenho receio ou medo do que pensarão de mim?

Se meu testemunho for além das palavras "(…). E gente de toda parte vinha (E VIRÁ) procurá-lo…", pois já existe uma promessa sobre isso.

"(…) E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim". (João 12, 32)

Um Imenso abraço fraterno!

 

 

Confiemos em Deus,pois só Ele sabe o tempo e a hora das graças acontecerem em nossas vidas,sobretudo devemos testemunhar essas graças – Maria Regina



                                           Jesus olhava com compaixão para os doentes e leprosos. E embora a lepra fosse uma doença incurável e amaldiçoada, Ele não tinha para com os leprosos olhar de reprovação, nem tampouco quando abordado Ele mostrava-se superior. Refletir sobre os gestos e as ações de Jesus, como também sobre a Sua firmeza, far-nos-á também querer adotar as mesmas expressões e ações que Ele usava. É com este mesmo olhar que Jesus nos olha, acolhe a nossa fraqueza, o nosso pecado e a nossa limitação. Jesus age hoje como agia no tempo em quem andava por aqui.

                                 Quando acreditamos, pedimos, suplicamos, de coração, Ele realiza. Precisamos abrir a nossa boca e o nosso coração para manifestar a Ele os nossos desejos. No entanto, precisamos ter consciência da vontade de Deus e nos submeter ao Seu julgamento. O leproso submeteu o seu desejo à vontade do Senhor quando pediu de joelhos, "Se queres, tens o poder de curar-me!" Nós percebemos que o leproso colocou como condição o querer de Jesus, por isso, Jesus disse: "Eu quero, fica curado!" Esta é a maneira certa para pedirmos as coisas a Deus. Deus sempre quer nos curar e na hora certa Ele age.

                          Muitas vezes nós queremos impor a nossa vontade a Deus e não admitimos esperar pelo momento certo para receber a graça que nós pleiteamos. Precisamos, então, ter confiança, pois só Ele sabe o tempo e a hora. Todavia, quando alcançamos a graça, não podemos mais esconder: precisamos sair apregoando, anunciando o Seu poder, porque assim fazendo estamos dando ao mundo a oportunidade para que todos conheçam a salvação que vem de Deus.

                       Somos curados, para amar e servir a Deus seguindo adiante na nossa vida, fazendo o mesmo que Jesus: olhar com compaixão e bondade para aqueles que também precisam de cura. Reflita – Você tem recebido graças de Deus. Isto fez com que você olhasse melhor para as outras pessoas? – Existe algum "leproso" que precisa do seu olhar de compaixão? Pergunte a Jesus o que você poderá fazer por ele! – Você costuma contar pra todo mundo as maravilhas que Deus realiza em você? – Você pede a vontade de Deus ou se limita a pedir só o que você acha que lhe convém?

Precisamos, então, ter confiança, pois só Ele sabe o tempo e a hora. Todavia, quando alcançamos a graça, não podemos mais esconder: precisamos sair apregoando, anunciando o Seu poder, porque assim fazendo estamos dando ao mundo a oportunidade para que todos conheçam a salvação que vem de Deus.

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina              

 

10 de jan de 2012

Jesus,cuidava, escutava, atendia a todos e tudo fazia com amor, curava as pessoas para que elas fossem úteis e tivessem uma vida eficaz - Maria Regina



                                    Com as suas atitudes Jesus nos dá ciência de que a Sua Missão de Salvador se manifesta no dia a dia da nossa vida. Ele não deixava nada para o dia de amanhã e aproveitava todas as oportunidades para evidenciar a Sua ação libertadora. Ele tinha consciência de que precisava ir adiante, portanto, não se prendia aos lugares e tinha exclusivamente, como objetivo, cumprir a Missão que o Pai lhe confiara. Não tinha tempo para descansar e também não se apegava a ninguém, nem mesmo àqueles que O exaltavam. Ao sair da Sinagoga Jesus poderia muito bem ter ido descansar.

                             No entanto, ele se aproximou de uma mulher velha, doente, acamada. Tocou-a e com grande amor a curou fazendo com que ela voltasse a ser útil. Assim como curou a sogra de Pedro restituindo nela a capacidade de servir, Jesus curou também as diversas pessoas que O procuravam. Todos tinham vez na sua trajetória. Cuidava de todos, escutava a todos e atendia a todos e tudo fazia com amor. Não menosprezava os velhos, nem as crianças e curava as pessoas para que elas fossem úteis e tivessem uma vida eficaz.

                            Jesus não desiste da sua missão salvadora e hoje também Ele visita a nossa casa para curar-nos, percorre os caminhos para nos guiar. Somos curados para servir a Deus, por isso, Jesus nos deu o exemplo do que precisamos fazer ao "sair da sinagoga". O louvar, o orar, o adorar a Deus é fundamental, porém não podemos ficar somente nisso: o Senhor nos envia a também tocar, curar, compreender, amar. Isto é também evangelizar! Precisamos entender que a salvação começa agora no nosso dia a dia. Reflitamos:– Tem alguém na sua casa que precisa ser visitado por Jesus, chame-O e Ele irá. – Como você vê as pessoas que já estão idosas? O que você faz para que elas sejam úteis? – E você? Você acha que ainda tem jeito? – Qual tem sido o resultado prático e concreto da sua oração e adoração ao Senhor?

Amém
Abraço carinhoso
Maria Regina

"Trabalhando na hora do descanso..." - Diac. José da Cruz


04 de Fevereiro Sábado

Marcos 6, 30-34

 

                                   

 

Desculpem-me o título da reflexão mais é isso mesmo! Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na Segunda Feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos a vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo...Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente...

A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na Segunda Feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.

E quando já estavam bem a vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem á outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe.....espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhada e contagiada com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda Feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.

Os apóstolos talvez ficassem meio chateados "Pronto, acabou-se a nossa folga..." Mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence.....

 

 

 

 

 

 

"Pede-me o que quiseres..." - Diac. José da Cruz


03 de Fevereiro - Sexta Feira

Evangelho MARCOS 6, 14-29

 


 

Quantas decisões erradas tomamos na vida e que depois nos arrependemos, mas daí já é tarde porque já vieram as consequências. Tive um amigo casado que tinha crianças pequenas, e que acabou um certo dia se envolvendo com uma jovem que com ele trabalhava, empolgado pela paixão do momento, seduzido pelos encantos da jovem, ele disse que faria por ela qualquer coisa, e a musa amada pediu que ele deixasse a esposa e os dois filhinhos e ficassem, com ela para sempre, e assim ele fez....destruindo a sua família.

Quando caiu em si, no dia em que a jovem amada o trocou por outro otário, ficou muito triste ao perceber a loucura que tinha feito. Nunca mais o vi, não sei se voltou para a família ou não, mas lembrei dele ao meditar esse evangelho, Herodes era um admirador de João Batista, mas fora obrigado a prendê-lo porque ele havia tido a ousadia de denunciar o seu pecado de adultério com Herodíades a esposa do seu irmão...Possivelmente,, embora o tivesse castigado colocando-o na prisão, Herodes havia meditado um pouco sobre o seu pecado, quem sabe até havia desfeito o relacionamento pecaminoso...

Herodes representa bem o mundo da pós modernidade, que até admira e tem respeito pelo Cristianismo, apenas não se metam na minha vida querendo ditar-me o que devo ou não fazer. Podemos até imaginar que Herodíades estava revoltada com a situação e quando teve a chance de pedir a morte de João Batista, para que ele não apontasse o pecado cometido, não teve a menor dúvida pois a filha, com sua dança sensual para agradar Herodes, teve a seu favor a concessão de um desejo, que seria atendido pelo Rei....

Há neste mundo muitas estruturas de poder, que nos seduz e nos corrompe, amarrando-nos e nos submetendo ao seu domínio maligno. Cristão que no mundo de hoje, não se dobrar diante das seduções do mal presente em algumas estruturas, vai estar sempre colocando sua cabeça em risco, pois do outro lado há sempre interesses e conveniências que querem ser preservados, mesmo que isso custe a vida do próximo.....

 

Jesus e o Espírito mau-Alexandre Soledade

 

 

Bom dia!

Essa passagem trás ao nosso refletir de hoje alguns pensamentos: Por que o Senhor pediu para que o espírito mau se calasse e não o revelasse como filho de Deus?

Possibilidades… Sugiro alguns pensamentos:

1)    TALVEZ NÃO QUISESSE JESUS QUE AS PESSOAS MUDASSEM DE OPINIÃO QUANTO A ELE AO DESCOBRIR QUEM DE FATO ERA;

Quantos de nós já tivemos pensamentos preconceituosos ou cheios de pré-conceitos e quando deparamos com a verdade fomos tomados de profundo remorso pelo que de fato era verdade? Quantas vezes ouvimos ou lemos nos evangelhos os mestres da lei questionar quem era Ele e com que autoridade perdoava os pecados? Jesus talvez não quisesse um tratamento diferenciado por ser Deus, pois aos seus olhos e a luz dos seus ensinamentos, não haveria diferenças entre as pessoas.

Trazendo a tona um dos temas da campanha da fraternidade "Não podemos servir Deus e ao dinheiro", quantos de nós temos um tratamento para os que nos interessam e olhos fechados àqueles que não têm nada para nos dar. Não podemos esquecer que esse ano é eletivo, veremos pessoas nos tratar bem pensando no nosso voto. Jesus não desejava interesseiros.

"Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas. Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam"? (Tiago 2, 1-5)

2)    TALVEZ O SENHOR DESEJASSE QUE A DESCOBERTA FOSSE INDIVIDUAL COMO FOI A DE PEDRO;

Certa vez minha tia disse que "quem não cola não sai da escola" como uma condição para justificar as vezes que não consegui entender o conteúdo.

Sim! Muitos colaram durante a escola, continuaram faculdade adentro, no trabalho, ao assinar como seu, o trabalho e o esforço de outro (…). Talvez aos olhos desse mundo, essas pessoas possam ter tido ótimas oportunidades e com elas puderam crescer, mas algo não sai da minha mente: Será que aprenderam?

Não adianta pegar carona na fé dos outros, precisamos nós, individualmente, reconhecer o Senhor e assim conseguir tocá-LO. Às vezes por fraqueza e auto-estima em baixa e demasiada confiança nos outros vivemos uma fábula que aprendi chamar assim: "Reze por mim meu irmão, pois tenho maior fé em SUA fé".

Quantos pais e mães atravessam a cidade para levar seus filhos a uma benzedeira, pois a fé em sua própria benção não foi aprendida? Fé não se cola! Não colocando méritos ou deméritos na benzedeira, se é correto ou não, mas de certa forma ela fez o seu dever de casa.

Pergunto; Como posso condicionar a felicidade do meu dia ao que li no horóscopo do jornal?

A forma que Jesus ensinava, deixando que o descobríssemos pela fé era o que de fato encantava as pessoas. Conheço a historia de um renomado escritor que resolveu provar que Jesus não poderia ter sido real. Esse estudioso, que se denominava o cético dos céticos, ao parar de colar sobre o que falavam de Jesus, começou uma verdadeira caça a Ele, mas única vítima foi seu próprio coração. Ao concluir suas pesquisas, profundamente encantado pelo homem de Nazaré, se rendeu dizendo:

"Agradeço a Deus por me emprestar diariamente o coração que pulsa, o oxigênio que respiro, o solo em que caminho e milhões de itens para que eu exista. Ele suportou meu cético ateísmo, me levou a encontrar a Sua assinatura atrás da cortina da existência e me fez enxergar que Seu sonho de ver a espécie humana unida, fraterna e solidária é o maior de todos os sonhos." (Augusto Cury)

Procure-O! Veja oque acontece!

Um imenso abraço fraterno!

           

 

 

 

9 de jan de 2012

A lepra desapareceu e o homem ficou curado- Pe. Queiroz

Quita-feira

 
Este Evangelho narra a cena da cura de um leproso. Ele "chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: Se queres, tens o poder de curar-me". A fé é condição para recebermos as graças de Deus. 
"Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero: fica curado!" O sentido literal da palavra compaixão é "sofrer junto". Ela leva a pessoa a, de dó, sofrer o mesmo que o outro está sofrendo. Só isso já é um alívio para o outro, porque sente que há alguém unido na dor. Daí para frente, os dois juntos, com os recursos que têm, procuram sair do problema. É bem mais fácil lutarmos contra uma dificuldade, junto com alguém, do que sozinho. E mais: "Onde dois ou mais estiverem unidos em meu nome" – disse Jesus – "eu estou no meio deles" (Mt 18-20). 
"Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos." Houve uma troca de posições: o homem saiu do deserto e Jesus foi para lá. A compaixão muitas vezes leva a isso. Mas o amor faz a pessoa feliz, mesmo vivendo no deserto. 
Sob o nome de lepra incluíam-se diversas doenças da pela, além da lepra como tal. Todos esses casos eram considerados doença incurável e contagiosa; portanto, o doente devia afastar-se das pessoas e viver sozinho, em um lugar isolado. Se alguém tocasse nele, ficava também impuro, tendo de ir morar junto com ele lá no deserto (Lv 5,5-6; 13,45s). 
O "leproso" era um ferido por Deus, e por isso ficava excluídos também da sinagoga e do convívio com o povo eleito, passando a levar uma vida miserável. 
Jesus amou tanto aquele doente, que enfrentou todo esse rigor da Lei. Foi como se ele dissesse ao leproso: a sua dor é a minha dor; o seu problema é o meu problema. 
"Por toda parte, Jesus andou fazendo o bem" (At 10,38). O cristão verdadeiro sente compaixão das pessoas que sofrem, e se une com elas, sem medo de "se sujar" ou de as coisas complicarem para si. Isso é solidariedade, que nasce da compaixão. 
Jesus nunca ficava neutro entre uma pessoa certa e outra errada, um opressor e um oprimido, mas sempre assume o lado da verdade, da vida, do excluído e dos mandamentos de Deus. Por isso que os cristãos, seguidores de Jesus, facilmente "se queimam" ou "se estrepam". 
"Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moises ordenou, como prova para eles!" A prova era dupla: de que o homem está curado, portanto pode voltar ao convívio social, e que foi Jesus que o curou, isto é, reintegrou na sociedade uma pessoa que os sacerdotes excluíam, através de suas leis sobre puro e impuro. Aqueles sacerdotes se preocupavam em proteger o resto da sociedade, mas não se preocupavam em reintegrar nela os pobres doentes ou pecadores que haviam sido excluídos. 
A nossa sociedade atual é parecida. Ela cria uma série de medidas para se proteger, por exemplo, contra a AIDS, mas não enfrenta a raiz do problema, que é o liberalismo total no uso do sexo. Ela cria FEBEM para se proteger contra o menor infrator, mas pouco se preocupa em recuperá-lo e reintegrá-lo na sociedade. 
A pior medida é apelar para as armas, nas guerras e em conflitos pessoais. Como é triste matar uma pessoa humana, e causar lágrimas nos familiares, até o fim da vida! Falta-nos, muitas vezes, paciência na solução dos conflitos. 
Hoje, há milhões de pessoas marginalizadas: pela fome, pela pobreza, pelo analfabetismo, pelo desemprego, pelas doenças... Cabe-nos uma pergunta: o que a nossa Comunidade está fazendo por eles? Nós nos preocupamos mais em colocar seguranças na porta da igreja, ou em recuperar essas pessoas? Colocar segurança na porta da igreja é uma atitude egoísta que só pensa no nosso lado, em nos proteger. Ela é válida, mas recuperar os marginalizados é muito mais importante e mais cristão. 
"Não contes nada disso a ninguém!" Porque Jesus estava interessado em projetar não a si mesmo, mas a Comunidade cristã que ele estava criando. Ela, a Igreja, é a força de Deus no meio do povo. As pessoas sempre procuram alguém para se apoiar; Jesus quer o contrário: que a Comunidade cristã se apóie em Cristo e na sua união. Reino de Deus é povo organizado, e unido com Deus e entre si. 
"Ele foi e começou a contar." A própria vida do ex-leproso já era por si um testemunho em favor de Jesus. É impossível esconder a luz, especialmente quando essa luz não quer chamar a atenção sobre si mesma. Evangelizar é falar bem de Jesus e de sua Igreja. Contar, espalhar os benefícios que eles nos fazem 
Deus nem sempre nos cura e nos livra de todas as doenças. Ninguém fica eternamente na terra. Mas, se tivermos fé, Deus nos dá a paz na doença e nos ajuda e transforma em bem as próprias doenças que sofremos. 
Os antigos tinham uma figura mitológica chamada oportunidade. Era uma figura que passava sempre correndo, e só podia ser agarrada pelos cabelos. Mas, ao contrário de nós, ela tinha os cabelos na frente da cabeça, e, quando corria, os cabelos esticavam para frente, não para trás. 
Assim, aqueles que quisessem agarrá-la, deviam dar conta da sua passagem por determinado lugar e ficar ali esperando, a fim de agarrá-la pela frente, pois, se ela passasse, acabou, ninguém conseguia pegá-la. 
Aquele leproso aproveitou a oportunidade, porque, vivendo em um povo que via a sua doença como sem cura, procurou a Jesus: "Se queres, tens o poder de curar-me". Que nós também aproveitemos todas as oportunidades boas, inclusive as que nos são oferecidas pela fé. 
Pedimos a Maria Santíssima que nos ajude a imitar o seu Filho Jesus, que "passou pela vida fazendo o bem". 
A lepra desapareceu e o homem ficou curado.

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

O Batismo de Jesus

dia 09

Segunda-feira 09 de janeiro de 2012

Mc 1,7-11

 

 

Jailson Ferreira

 

Sempre que falamos sobre o Batismo de Jesus, partimos de um questionamento certeiro: Jesus precisava ser batizado?

Naquele tempo, o batismo (que significa "imersão") era um rito que simbolizava a conversão, a passagem para uma vida nova, que só poderia ser feita após o arrependimento sincero dos pecados cometidos. Por isso, a pessoa era completamente afundada na água, e em seguida deveria emergir voluntariamente, sendo assim lavado (purificado) de seus pecados.

Se Jesus não tinha pecado, não teria necessidade de ser "purificado". No entanto, Ele quis ser batizado por João Batista. A pergunta natural que vem na seqüência é: Por que Jesus quis ser batizado?

Primeiro devemos levar em consideração o que Ele mesmo disse: que deveria se cumprir todo o projeto do Pai. Mas então por que esse batismo fazia parte dos planos do Pai? Para essa pergunta nós só podemos propor algumas respostas... Mas todas irão partir do mesmo ponto: O Batismo de Jesus aconteceu para que nós tirássemos alguma lição prática para as nossas vidas.

E por fim vem a pergunta mais importante do dia: O que Jesus queria nos ensinar ao querer ser batizado por João Batista? Algumas palavras poderiam responder esse questionamento:

Humildade... Mesmo sendo mais importante que João e do que todos os que se batizavam ali (e ambos sabiam disso), Jesus se igualou aos pecadores. Quantas vezes nos consideramos superiores aos outros, e não aceitamos passar pelo mesmo que outras pessoas precisam passar?

Segurança... Jesus sabia que ser batizado não faria com que Ele perdesse a sua majestade e poder. Quantas vezes nos privamos (ou privamos outras pessoas) de algo, por pura insegurança? Temos medo de perder a autoridade, o respeito, ou até a posse de algo ou alguém! Jesus nos ensina que o que é dado por Ele, ninguém tira.

Obediência... Se o Batismo estava nos planos do Pai, então deveria ser cumprido. Da mesma forma devemos nos manter obedientes ao que Ele nos recomendou: Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a si mesmo.

Após o Batismo, contemplamos uma das situações da Bíblia em que estão representados o Pai (a voz vinda do céu), o Filho (Jesus, em carne e osso) e o Espírito Santo (a pomba que desce sobre Jesus). É a festa no céu e na terra para comemorar o início da vida pública e do anúncio do Evangelho a todos os povos!

Que o Batismo de Jesus nos inspire a sermos mais humildes, seguros e obedientes à vontade de Deus nas nossas vidas. Amém.

 

jailsonfisio@hotmail.com

Resta-nos, então, perceber que Jesus tinha autoridade porque não só ensinava, mas agia- Maria Regina.

 

                                             Jesus falava com autoridade porque vivia o que pregava. A autoridade com que Jesus ensinava vinha da sua vivência, do seu testemunho. Jesus ensinava o que Ele vivia, e pregava conforme a vontade do Pai. Assim sendo, as Suas Palavras e ações provocavam a admiração de todos que percebiam Nele algo diferente dos mestres da lei: " ele manda até nos espíritos maus e eles obedecem!" Até os espíritos maus O temiam, pois sabiam que Ele era o Santo de Deus.

                                           Jesus veio nos tirar das garras dos espíritos maus que teimam em desafiar os homens, mas não podem com Deus. As obras que Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza, e para isto, nós somos seus instrumentos. Em Nome de Jesus, nós também poderemos expulsar o mal e calar a boca dos impertinentes. Mas, precisamos refletir: se Jesus veio nos restituir a dignidade de filhos de Deus, irmãos Dele; se Ele nos deu o Seu Espírito Santo que tem poder de fazer e desfazer; por que então nós também não usamos da autoridade que Ele nos dá para realizar milagres e prodígios? Para que os ensinamentos que nós damos a alguém tenham credibilidade devem ser acompanhados da nossa ação e do nosso testemunho fiel ao que pregamos.

                                      Resta-nos, então, perceber que Jesus tinha autoridade porque não só ensinava, mas agia. A nossa autoridade nos vem do nosso testemunho, da nossa firmeza e convicção. – Qual a diferença entre falar e agir? – Você é uma pessoa que tem autoridade ao falar? – As pessoas lhe dão crédito? – Você tem agido da mesma forma como você ensina aos outros a agir? – Quais as obras que Jesus tem realizado em você e na sua família?- Você também espalha a fama de Jesus contando as coisas boas que Ele já lhe fez?

Amém

Abraço carinhoso

Maria regina

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores. Padre Queiroz

Sábado, 14 de janeiro

Mc 2,13-17

 

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.

Este Evangelho nos trás três coisas:

1) A vocação de Levi, que é o Apóstolo e evangelista S. Mateus.

 2) Escândalo e crítica dos doutores da Lei por Jesus comer junto com pessoas de má fama.

3) A resposta explicativa de Jesus.

Os doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas. Eles seguiam as tradições farisaicas e sempre criticavam Jesus, porque ele não as seguia. Eles se julgavam os donos da fé do povo, e não servos, como devia ser. Jesus foi ousado, porque convidou para ser Apóstolo um pecador público, no pensar dos doutores da Lei e dos fariseus.

O cobrador de impostos era, entre os judeus, uma pessoa banida religiosa e socialmente, por colaborar com um governo estrangeiro e por ter as mãos manchadas com o dinheiro sujo, fruto do suborno, da extorsão e da usura. Como viviam em "estado de pecado", eram considerados excluídos da salvação de Deus e sem possibilidade de conversão.

Além dos cobradores de impostos, também as prostitutas, os bandidos e os leprosos eram considerados pecadores públicos e banidos da sociedade judaica. Era justamente no meio dessa turma que Jesus vivia. E ele explica: não veio para chamar os justos, mas sim os pecadores. Mas esta atitude de Jesus batia de frente com o pensar da elite religiosa e social do seu país. "Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?"

Jesus ouviu a reclamação feita aos discípulos e deu a resposta clara, que é um dos princípios básicos da religião que ele veio fundar: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas sim as doentes". A Comunidade cristã não pode tornar-se um grupo fechado em si mesmo. É preciso abrir as janelas para ver os que mais precisam da graça de Cristo, e depois abrir as portas para ir ao encontro deles. Pois "Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores".

A palavra "justos" aqui tem um sentido irônico. São aqueles que se julgam perfeitos, e por isso se negam a fazer qualquer mudança de comportamento. Uma pessoa assim não abre o coração para a Palavra de Deus, pois Deus não tem mais nada a dizer a ela, já chegou ao topo da montanha da vida cristã. São pessoas que "engolem um camelo e pensam que é um mosquito".

Como é bom reconhecer os próprios pecados, e em seguida acreditar na misericórdia de Deus, que ama os pecadores! "O justo cai sete vezes por dia". O que acontece conosco é que não temos o costume de, à noite, procurar descobrir os pecados que cometemos durante o dia, por pequenos que sejam, e nos arrepender deles. Todo pecado é pecado, independente do tamanho, se é grande ou pequeno.

Cristo desce até o mundo dos pecadores, não para ficar ali, mas para subir com eles na libertação do pecador, mostrando que Deus o ama, e ama muito.

Para entrarmos no Reino de Deus, fundado por Jesus, precisamos ser como Deus Pai, que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons, juntos e injustos. Precisamos libertar-nos dos preconceitos de classe, de cor, de raça ou de qualquer outro. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que não devemos. Que aprendamos que todo ser humano, no fundo, é bom, porque foi criado por Deus. E é esse "fundo bom" que devemos olhar em primeiro lugar nas pessoas.

Como é bom ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus reclamou daqueles que vêem um cisco no olho do irmão, e não vêem a trave no próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos mais misericordiosos para com os que erram.

Certa vez, um menino visitava sua tia, e esta o repreendeu por contar uma mentira. A tia o advertiu: "Você sabe o que acontece com meninos que dizem mentiras?" "Não, tia. O que acontece?", ele perguntou.

"Bem", disse ela, "existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando os meninos que dizem mentiras. Lá eles são espancados com varas pelo resto de sua vida. Você ainda dirá mentiras?"

Aí está o grande erro daquela tia: querer motivar alguém a não dizer mentiras, através de uma mentira, e daquelas cabeludas!

Se quisermos condenar os pecadores, caímos no mesmo erro, porque também somos pecadores.

Maria Santíssima não exclui nenhum de nós, seus filhos e filhas, porque essa é uma virtude própria da mãe. Pelo contrário, os que levam vida errada são os que mais estão presentes nas orações e preocupações da mãe. Que nossa Mãe Maria nos ajude a imitar o seu Filho

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.

 

Padre Queiroz

Qual o tamanho de nossa fé?-Ana Luíza Medeiros


Sexta-feira,13 de janeiro

Mc 2,1-12

 

Ana Luíza Medeiros

 

 

Qual o tamanho de nossa fé? E a fé das pessoas que estão ao nosso lado, nos motiva ou nos derruba? Interessante perceber que o centro da narrativa, que é cheia de detalhes, situa-se justamente nas tantas barreiras que aquele paralítico e seus amigos enfrentaram para chegar a Cristo. Eles não se conformaram em não alcançá-Lo, o paralítico necessitava da cura e não mediu esforços, junto de seus companheiros para ter aquela cura.

Acontece que o encontro com Cristo é surpreendente, Ele vai além do que pedimos, porque vê perfeitamente nossa necessidade, mesmo quando não conseguimos expressá-la. Jesus, não cura fisicamente imediatamente, mas antes perdoa os pecados daquele homem. O que isso significa? Historicamente, naquela época as pessoas que tinham problemas físicos, mentais, os possuídos pelo demônio, eram excluídos, marginalizados, pois entendia-se que eram pessoas pecadoras e estavam pagando pelos seus erros. Jesus, antes de tudo, mostra a todos que aquele que está ali não é mais pecador, que Ele é o Senhor de tudo e tem autoridade para extinguir todo o mal que cerca as pessoas, Sua sabedoria era enorme, pois sabe que muito mais que o próprio corpo são, aquele homem precisava de dignidade e Cristo devolve sua dignidade não bastava curar, era preciso mostrar o valor daquele homem, valor enquanto filho de Deus.

E ainda em Sua sabedoria, não cura de forma irresponsável, mas em suas palavras pede que o homem leve sua cama para casa. Mas por quê, se afinal aquela cama significa todo o sofrimento de anos sem poder se movimentar normalmente? Mas, é justamente aí o ensinamento de Cristo quanto ao sofrimento. Temos a opção de odiar aquele passado, querer esquecer e quando recebemos a cura, deixamos para trás aquilo tudo achando que é uma forma de apagar o sofrimento, entretanto, podemos ser maduros e perceber que o sofrimento é necessário para nosso crescimento e carregar aquela cama significa lembrar da misericórdia de Deus em nossas vidas, é para nunca mais esquecer que foi Ele quem nos fez andar novamente e nos fez sentir o verdadeiro Amor de Deus.

Peçamos a Graça de não desistirmos diante dos obstáculos, que estejamos sempre rodeados de pessoas que nos impulsione à fé, que sejamos curados fisicamente, espiritualmente, que o Cristo reabilite nossa dignidade e principalmente que jamais esqueçamos que é Deus o Senhor de todos nós, que é através d'Ele que somos vencedores. A Ele toda a honra e toda glória, agora e para sempre. Amém.

 

analu_medeiros_86@hotmail.com

Curou muitas pessoas de diversas doenças. Padre Queiroz

Quarta-feira, 11 de janeiro

Mc 1,29-39

 

Curou muitas pessoas de diversas doenças.

Este Evangelho descreve dois dias de intensa atividade de Jesus em Cafarnaum: 1) Sai da sinagoga onde estava rezando. 2) Cura a sogra de Pedro. 3) Cura "muitas pessoas de diversas doenças e expulsa muitos demônios". 4) Refugia-se para a oração. 5) Vai a "outros lugares, às aldeias da redondeza". E o evangelista resume: Jesus "andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios". A oração e a união com Deus é a fonte do nosso amor ao próximo.

Jesus só fazia o bem; a sua alegria consistia em fazer o bem às pessoas. Depois que ele curou a sogra de Pedro, o evangelista diz: "Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los". Aquela senhora, que convivia com Jesus bem de perto, pois ele frequentemente se hospedava na casa dela, havia aprendido com Jesus esta virtude do bom acolhimento. Certamente, lá da cama ela sentia um grande desejo de estar preparando a comida e o pouso dos queridos visitantes. Logo que foi curada, pôde realizar o seu desejo.

"À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes... A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças." Descubra a felicidade de servir. Quem gosta de servir, faz aquilo que pode pelos outros. Jesus podia curar, curava. Diversas vezes, ele nos pediu: "Curai os doentes".

"De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto." O seu amor maior mesmo é a Deus Pai. É este amor que o impulsionava a amar o próximo. Como é importante nós não nos deixarmos levar pelo ativismo, e dar umas fugidas para nos encontrarmos com Deus! O evangelista começa o Evangelho de hoje dizendo: "Jesus saiu da sinagoga..." portanto ele estava rezando. Só neste curto texto do Evangelho, Jesus aparece duas vezes rezando!

"Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: Todos estão te procurando!" Como quem diz: "Ontem o Senhor conquistou o povo; agora, que, está na hora de colher os frutos, o Senhor foge?" Jesus não buscava "frutos" nem glórias para si; o que ele queria era a glória de Deus Pai e o bem do povo.

"Jesus respondeu: Vamos a outros lugares". O líder dá a mão, ajuda a pessoa a se levantar, mas quer que ela depois caminhe com as próprias pernas, e não fique dependendo daquele que a ajudou, ou batendo palmas para ele. Afinal, somos todos iguais. Deus é que faz as curas e dá as graças.

O grande modelo na cena, além de Jesus, é a sogra de Pedro que, logo que foi curada, "se levantou e pôs-se a servi-lo". O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. "Descubra a felicidade de servir". Jesus trabalhava. Ele era carpinteiro, junto com o pai, S. José. Na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é trabalho. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho.

Jesus era um mestre religioso diferente dos outros mestres da época. Estes fundavam escolas para ensinar a interpretar a Sagrada Escritura. Jesus era itinerante, queria que seus discípulos vivenciassem a Sagrada Escritura, e passassem essa vivência para frente. Esse método continua até hoje, na Santa Igreja.

Nós queremos ser "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que os nossos povos tenham vida nele" (Documento de Aparecida). Somos chamados a levar a Boa Nova de Jesus até os confins da terra. A Comunidade cristã não é um grupo de pessoas em torno de um líder, mas são pessoas unidas em torno de Cristo, e organizadas entre si para a construção do Reino de Deus.

Certa vez, um menino da roça foi à cidade com o pai. E lá havia um palhaço na rua, fazendo propagando do circo. O garoto se encantou com aquele palhaço, e começou a acompanhá-lo, junto com as outras crianças.

Quando se deu conta, tinha se separado do pai. O menino começou a chorar, e a andar desesperadamente pelas ruas procurando o pai. Ele atravessava as ruas sem cuidado, correndo o risco de ser atropelado. Até que, por sorte, o pai, que também o procurava, o viu na rua e correu atrás.

Este mundo está cheio de gente andando sem rumo e desesperadamente, como aquele garoto. A sogra de Pedro não andou sem rumo, pois imitava e seguia Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida.

Maria Santíssima passou a vida servindo: dona de casa, esposa, mãe... Que ela nos ajude a servir na humildade, a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, e assim acertar o caminho do Céu.

Curou muitas pessoas de diversas doenças.

Padre Queiroz

 

Ensinava como quem tem autoridade.-Padre Queiroz


Terça-feira, 10 de janeiro

Mc 1,21b-28

 


Este Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.

O povo ficava admirado, porque Jesus falava com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança. Para falarmos com autoridade, precisamos ter fé e viver a fé que temos. Assim temos autoridade sobre o mal que está em nós ou nos outros.

Jesus curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este caso.

O homem era "possuído por um espírito mau", isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal. Essas pessoas, ou são medíocres, ou praticavam ações más. Essas forças do mal vêm do demônio, ou do mundo pecador, ou de dentro de nós mesmos, devido às consequências do pecado original que carregamos. Quanta gente hoje vive possuída por espírito mau!

Ao ouvir Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o mal que está nele.

Entretanto, o homem se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: "Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus". As forças do mal conhecem quem é mais forte que elas, porque agem com a força de Deus, e assim pode destruí-las. Por isso atacam. Mas deu o contrário. Também hoje Deus nos defende, quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando em testemunho a nossa favor e a favor do Reino de Deus.

"Cala-te e sai dele". Outras vezes, Jesus curou mudos para que falassem. Não é o homem que Jesus ataca. Jesus o amava. Precisamos saber distinguir entre a pessoa e o mal que está na pessoa.

Diariamente nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão a disposição de um só comando, que é o demônio. Eles procuram dissimular, e gostam quando as pessoas não acreditam na existência deles. Ele age ou diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado original que ficaram em nós. O homem era "possuído por um espírito mau", isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.

Na maioria das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à violência e a outros pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!

Esse nosso inimigo não dorme, e vê com antecedência quais as pessoas que podem debilitar o seu império. Assim, essas pessoas começam a agir, o demônio já se levanta e ataca. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum "possesso" já se levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.

Este foi apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Houve muitos outros, até o dia em que toda a sociedade judaica se levantou e matou o Filho de Deus.

Jesus é "o Santo"; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.

Mas para isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.

"Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu." O mal não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.

Quem tem mais pré-disposição a ser conquistado pelo espírito mau é o medíocre. Este ou esta, quando está em dificuldade, facilmente deixam de lado valores absolutos e que envolvem a vida eterna, como a obediência aos mandamentos. Alguns deixam até a Igreja de Jesus.

A nossa missão é desmascarar o mal o mal que está nas pessoas. "Livrai-nos do mal".

Certa vez, a rainha de Sabá recebeu uma importante visita em seu palácio: o rei Salomão, considerado na época o homem mais sábio do mundo. A rainha lhe propôs uma espécie de enigma: conduziu-o até um dos aposentos de seu palácio, onde artesãos admiráveis haviam enchido o espaço com flores artificiais. Era como se, num prado maravilhoso, flores das mais variadas espécies e dos mais diferentes aromas oscilassem suavemente ao sabor de uma brisa.

A rainha lhe disse: "Uma dessas flores, e apenas uma, é verdadeira. Pode me dizer qual delas?"

Salomão olhou atentamente, lançou mão de todos os recursos de sua sensibilidade, mas não conseguiu apontar a flor natural. Então disse à rainha: "Posso abrir uma janela?" Com a permissão, ele abriu, e eis que uma abelha entrou e pousou na única flor que era verdadeira.

Frequentemente acontece de o tentador nos colocar em um dilema, a fim de nos pegar para si. Nessa hora, é só nós rezarmos que Deus entra e encontramos a solução, como Salomão encontrou.

Maria Santíssima pisou a cabeça da serpente. Que ela nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus, depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.

Ensinava como quem tem autoridade.

 

Padre Queiroz