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25 de mar de 2012

Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto - Padre Queiroz


Padre Queiroz

Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.
Este Evangelho narra que, durante a festa em Jerusalém, um grupo de peregrinos gregos aproximou-se de Filipe e disse que queriam ver Jesus. Quando recebeu o recado, Jesus fez esta bela comparação do grão de trigo. Foi justamente durante esta festa que ele foi condenado e morreu.
O sentido é claro: quem quer, de coração aberto, aproximar-se de Jesus, vai se tornar como o grão de trigo, isto é, como qualquer semente: a exemplo de Jesus, vai morrer para produzir muitos frutos.
Foi uma forma de preparar os peregrinos para o que ia acontecer no final da novena: a morte de Jesus. Preparar não só os peregrinos, mas a nós que acreditamos em Jesus. Logo após a comparação, Jesus disse a mesma coisa, sem nenhuma parábola: “Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna”. O cristianismo não é água com açúcar, mas uma religião radical, até paradoxal: só vive quem topa morrer.
O caminho de Jesus é o nosso caminho. A sorte de Jesus é a nossa sorte. E não há outro jeito de chegar ao Céu nem de colaborar na construção do Reino de Deus.
“Se alguém me segue, onde eu estou ele estará também... E meu Pai o honrará”. O Pai vai honrar o discípulo de Jesus com a ressurreição e fazendo-o dar muito fruto.
“Sinto-me angustiado. E que direi? Pai, livra-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim!” Dias depois, no Jardim das Oliveiras, tocado pela iminência das torturas e da morte, Jesus dirá: “Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26,39). Aqui a angústia chegou ao extremo, ou melhor, chegará ao extremo na cruz, quando ele dirá: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46; Mc 15,34). A cruz é cruz mesmo! Ninguém escolhe o tipo de cruz que vai carregar, nem Jesus escolheu. Mas atrás dela brilham raios de luz, que é a ressurreição.
Nenhum cristão quer sofrer ou procura sofrimento. O que queremos é amar, e amar sempre, a Deus e ao próximo. Por isso que passamos pela cruz. Aí está resumido o mistério da vida cristã: pela dor chega à alegria, pela humilhação chega à glória, pela morte chega à ressurreição. Tudo por causa do amor assumido e vivido, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na morte e na vida.
É bom lembrar que foram as palavras desses peregrinos gregos que a Igreja no Brasil tomou como lema do projeto de evangelização dos anos 2004 a 2007. O lema era: “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida”.
Santo Atanásio viveu no séc. IV e foi bispo de Alexandria, no Egito. Surgiu na época uma seita religiosa chamada arianismo. Os arianos diziam que Jesus não era Deus, mas apenas filho de Deus. A seita cresceu tanto, que o Papa convocou o Concílio de Nicéia, que elaborou o nosso Credo Niceno-constantinopolitano, no qual afirmamos que Jesus é “Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, consubstancial ao Pai”.
Como Atanásio teve grande influência no Concílio, os arianos declararam guerra contra ele. E, para complicar, a heresia contava com o apoio do poder político, econômico e militar de Alexandria. A perseguição ia desde baixas calúnias até ameaças de morte.
Cinco vezes, Dom Atanásio teve de fugir para o deserto, onde passava meses escondido.
Nos seus últimos cinco anos de vida, ele passava o dia escondido dentro de um túmulo do cemitério, e à noite governava a diocese.
Com Santo Atanásio aconteceu um fato curioso. Como ele foi sepultado na catedral, quando morreu, saiu do cemitério!
Nós admiramos Santo Atanásio e até hoje veneramos a sua memória. Com ele aconteceu exatamente o que disse Jesus: Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.
Quem perseverar e passar pela crise do grão de trigo jogado na terra úmida, dará muitos frutos, como deu Jesus, Maria e Atanásio.
Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.


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