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13 de mar de 2012

“Jesus é a luz do mundo” – Claudinei M. Oliveira




Domingo, 18 de março de 2012
EvangelhoJo  3, 14-21

            A liturgia deste domingo nos convida a atentarmos para a presença de Cristo Ressuscitado no meio de nós. Ele não abandona seu povo e o quer muito bem. Sejamos honestos com as práticas do bem-viver para agradarmos nosso Criador e com Ele caminharmos para a salvação.
            Ao olharmos para o altar, trono sagrado do nosso Pai, sentimos sua presença viva na Palavra e na Eucaristia. Neste diálogo da fé, pedimos perdão pelas faltas cometidas  e assumimos nossa crença no amor e na plenitude da libertação.
            Somos pecadores e assumimos nossas fraquezas, mas se ligarmos através da fé no amor do Pai,  redimiremos das atitudes maléficas que causam desconforto. Sabemos o quanto nosso Pai nos ama e o quanto está disposta a nos ajudar em qualquer situação.
            Para tanto, no Segundo Livro das Crônicas, encontramos relato das barbáries que o povo fizeram contra o Senhor, mesmo assim, não retaliou e não se esqueceu de fortalecer a unidade entre eles. Veja que os “os chefes dos sacerdotes e  o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém” (2Crônicas 36, 14) , mas o Senhor enviava mensageiro para acalmar o coração daqueles perversos, dando sinal de vida e de solicitude todos os dias, contudo, não satisfeito com as práticas abomináveis, “ zombavam dos enviados de Deus, desprezavam as suas palavras, até que o furor do Senhor se levantou contra o seu povo e não houve mais remédios” (idem 36, 16). Não que Deus queria castigá-los, mas fazê-los repensar suas atitudes perniciosas contra o Criador, por não serem solícitos com os mensageiros e nem com o cumprimento da Santa Palavra.
            Algumas vezes tentamos contra Deus, jogamos Deus longe do convívio no dia-a-dia, não levamos a sério o que são ditos através dos gestos de cada dia, ou seja, dispensamos Deus da nossa vida por acreditar que não precisamos mais. Lego engano! Mesmo querendo ficar distante do Criador, mesmo insistindo na sua ausência, Ele jamais abandonará suas criaturas.
            Tanto que o Senhor enfureceu contra os seus povos zombadores e os levaram para o cativo na Babilônia. No cativo puderam olhar para seu umbigo e perceberem que a ligação com o Pai não deveria ter quebrada.  Mas o Senhor teve compaixão dos cativos que antes O zombavam e  amoleceu o coração do Rei Ciro, da Pérsia, para dar liberdade de culto ao seu Senhor e  reconstruir o templo em Jerusalém.
            Este é o nosso Deus bondoso e caridoso com suas criaturas. Não importa o que fez ou o que faz, mesmo O entristecendo, mesmo O desfazendo, Ele encontra uma maneira de aproximar e dar a atenção merecida.
            São exemplos de vida e de prática que devemos absorver nos nossos dias com os irmãos. Mesmo sendo rejeitado não podemos apagá-los da nossa vida. Devemos sim, ser persistente, provocativo até fazê-los entenderem que somos do bem e estamos dispostos a partilhar as angústias, as imperfeições e as injustiças. Assim, estaremos próximo de nosso Deus e fazendo sua vontade.
            Neste entendimento, na leitura da Carta de São Paulo aos Efésios lemos que “Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas  faltas, ele nos deus a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos!” (Ef. 2, 4-5). Esta é uma prova da gratuidade de Deus para com seu povo que vivia no pecado e estava morto para Cristo. Jesus ao pregar para o povo, ao fazer curas e dar alívio nos fardos pesados, quis mostrar para todos que nada estava perdido se quisessem voltar para os ensinamentos corretos. Era preciso abrir os olhos e tomar rumo certo, ter cuidado com as falsas ilusões para não morrer para Deus. Assim, o reino da justiça e da libertação apareceu no instante em que Jesus cobriu  todos com palavras verdadeiras e cheia de luz para brilhar no novo caminho.
            Somos obras do Mestre e por isso somos criaturas vivificadas de fé. Deus criou o homem não para ser o lobo do homem, mas para ser o amigo, o companheiro, o cúmplice de todas as ações merecedoras de aplausos.  Agora quando o homem começa a matar por conta  própria o ser vivificador da fé em seu seio, passa a contrariar a vontade do Pai. Isto não é bom, pois foge do princípio da  criação. Portanto, o exemplo  a ser vislumbrado como prática de bem-viver está na pessoa de Jesus que veio ressuscitar as esperanças de vida fraterna e igualitária entre os irmãos desesperançosos.
            Como afirmou João no Evangelho: “Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3, 17). Foi a missão de Jesus alertar  os víveres  de que o pecado estava afundando as maravilhas criadas para encantar o mundo. Não poderia o homem viver no erro, na morte, na desolação, na exploração, na ganância e no poder humano sobre o homem. As temperanças da virilidade do homem em querer manipular as obras divinas estavam destruindo a essência da dignidade da vida do Ser, era preciso ouvir e atentar para o chamado do Mestre na intenção  da cooperação mútua para com os irmãos mais pobres. Assim, ao posicionar ao lado dos mais lascados da vida e cobrar postura enérgica de conversão dos poderosos, Jesus não quis colocar um contra o outro, mas fazer as partes contrárias entender a outra, pois além de tudo, a harmonia fraterna deveria plainar entre as criaturas.
            Por isso João afirma que quem Nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, pois “a Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à Luz, porque suas ações eram más” (Jo 3, 19). A perversidade e a arrogância do homem  mau não deixaram enxergar o verdadeiro sentido das ações corretas e amorosas. Preferiram calar a voz de Jesus para sobressair a voz da morte e da maldade.
            É preciso da conversão. Converter para o Cristo Ressuscitado. Converter para dar exemplo de seguimento de bom cristão que aceita a proposta do projeto do Reino. A luta para implantar uma sociedade justa com novas auroras para os cristãos não pode ser em vão. Todo o sofrimento de Jesus nas longas caminhadas de pregação   e as dores que transpassavam o  coração de Jesus até ao calvário deve ter um sentido claro. Este sofrimento foi por causa nobre, queria dar liberdade e vida para os oprimidos e  vida também para os mortos pelo sistema.  Como Moisés levantou a serpente no deserto para dar dignidade para os cativos da escravidão do Egito, o Filho do homem que é Luz precisará subir aos céus depois da missão cumprida para sacramentar sua passagem na terra. Pena que Jesus foi elevado ao Pai de maneira trágica e cruel  e, depois de dois mil anos, não toca muitos corações duros de homens insensíveis. Não são capazes de sensibilizar pela dor e sofrimento de Cristo no propósito de anunciar a gratuidade entre os filhos na terra.
            Portanto, Jesus é a maior revelação  do amor de Deus Pai. Ele é a encarnação do Verbo que se fez filho do Altíssimo para dar novas chances de vida em abundância para todos. Ele é a Luz que clareia o caminhar de todos que querem viver na doutrina do Santo Evangelho para contemplar a salvação. Jesus é o nosso melhor amigo para sempre.  Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja Louvado. Amém! 
            Fique em Paz no Cristo Ressuscitado. Claudinei M. Oliveira.

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