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21 de jun de 2011

A fé da mulher da Cananéia- Pe Claudio

Dia 03 de agosto

Mateus (15,21-28)


 

 (Mt 15,21-28)

 

Como a primeira leitura, também o Evangelho sugere uma reflexão sobre a forma como acolhemos o estrangeiro, o irmão diferente, o "outro" que por razões políticas, econômicas, sociais, laborais, culturais, turísticas, vem ao nosso encontro. Se Deus não discrimina ninguém, mas aceita acolher à sua mesa todos os homens e mulheres, sem distinção, porque não havemos de proceder da mesma forma?

 Fé reforçada

O Evangelho de hoje nos fala da Fé. Nos traz o relato de uma mulher, famosa por sua fé, tanto que se falava da "fé da cananéia". (Mt. 15, 21-28)

As vezes Deus não nos responde. As vezes parece que se esconde ou que não presta atenção a nossos pedidos. É o que sucedeu a esta mulher nos tempos de Jesus. O Evangelho especifica que a mulher era "cananéia" para significar que não era judia, mas pagã.

Impressiona, por tanto, que esta não-judia chame a Jesus "filho de Davi", como reconhecendo o Messias que os judeus esperavam. Impressiona, também que, sendo pagã, pede a Jesus que cure sua filha que está "terrivelmente atormentada pelo demônio".

As vezes Deus nos coloca em uma posição de impotência tal que não temos outro remédio senão chamar por Ele, sendo cristãos ou pagãos, crentes ou não crentes, religiosos ou não religiosos, católicos verdadeiros ou católicos "frios". É o que possivelmente se sucedeu a esta mãe que, sendo pagã, porém desesperada pela situação de sua filha, não teve outro remédio senão recorrer ao Messias dos judeus.

O desenvolvimento do relato evangélico nos mostra que a cananéia intuiu que Jesus não era o Messias somente dos judeus, mas de todos, porque apesar de não ser judia, se atreveu a pedir a Jesus que cure sua filha.

E Jesus como que não escutasse. Assim é Deus as vezes: simula não escutar. E porque? ou para que?... Para reforçar nossa fé. Se fala de "por a prova" nossa fé. Porém não se trata de uma prova como um teste de um exame, mas como exercício que fortalece a nossa fé.

Aquele aparente silêncio divino é como a ginástica rítmica do atleta para fortalecer sua especialidade. Daí o titulo deste nosso comentário "Fé reforçada". Quando o Senhor parece esconder-se ou parece não fazer caso de nossos problemas, pode ser que esteja tratando de reforçar nossa débil fé.

Porém Jesus teima em exercitar a fé de sua interlocutora. Não lhe parece suficiente o silêncio inicial, mas ao receber o pedido da mulher, lhe responde que não veio para ajudar os que não sejam judeus, porque "foi enviado somente para as ovelhas desgarradas da casa de Israel".

A mulher não aceita esta resposta de Jesus, mas se prostra ante Ele e lhe suplica: "Senhor, me ajude!".

Igual às demandas que o treinador exige do atleta para temperar mais seus músculos e aumentar a sua resistência para melhorar a sua preparação, segue o Senhor forçando a fé da cananéia. Lhe responde: "Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos", querendo significar que para esse momento não devia ocupar-se dos pagãos mas dos judeus.

A mulher não aceita. Definitivamente, não aceita um "não" como resposta de Jesus. Iluminada pelo Espírito Santo, responde a Jesus com um argumento irrefutável: "mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos..."

A fé da mulher tinha sido reforçada com os aparente desplantes do Senhor. E agora a fé da mulher é recompensada, porque obtém de Jesus o que pediu. Nos diz o Evangelho que "naquele mesmo momento estava curado sua filha".

"Como é grande tua fé!", disse o Senhor para a mulher. E como é gentil o Senhor! Nos dá crédito para o que não vem de nós mas do Senhor. A fé é um presente que Ele mesmo nos dá!

Agora, como todo o presente, é necessário que nós o recebamos. É necessário aceitar esse presente maravilhoso que Deus nos dá constantemente. E, também, aceitar todos os "treinamentos" que Deus faz a nossa fé, de forma que esta vá se fortalecendo, e um dia seja recompensada com um presente que é o mesmo objeto de nossa fé e de nossa esperança: a Vida Eterna em Deus.

Há outro tema na Liturgia deste Domingo: a salvação é para todos, judeus e não judeus. A resposta de Jesus para a mulher cananéia pareciam indicar o oposto.

O certo é que Deus escolheu o povo de Israel para lhe nomear um papel primordial na história da salvação. Os israelitas seriam os primeiros em receber o chamado da salvação. Entretanto a salvação se estenderia a todos os povos, raças e nações. A eleição de Israel não significa, portanto, a rejeição a outros povos.

Esta claro no Primeira Leitura (Is 56, 1.6-7), na qual Deus, pela boca do profeta Isaías, assegura que qualquer estrangeiro (não israelita) que crê N'Ele, que o sirva e o ame, que renda culto e que cumpra sua Aliança, "os conduzirei ao meu monte santo... porque minha casa será casa de oração para todos os povos".

Todo o que crê em Deus será reunido em sua Casa. A Casa de Deus será morada para todos os que querem crer em Deus e fazer sua Vontade.

Na Segunda Leitura (Rm 11, 13-15.29-32), "o Apóstolo dos Pagãos", nos fala também da salvação universal. São Paulo se dirige especialmente aos não–judeus, reclamando dos judeus, os de sua raça, que rejeitaram a Cristo.

E nós... quantas vezes rejeitamos Cristo! Quanto tempo nós estávamos o rejeitando e dando-lhe as costas! Quantas vezes nós nos comportamos como pagãos! Quantas vezes ao mínimo silêncio de Deus ficamos obstinados em nosso mal! Quantas vezes, porque Deus não nos agrada em nossos caprichos ou nos faz esperar um tempo, protestamos e nós afastamos D'Ele! Qual a diferença entre a nossa fé e a da mulher cananéia do Evangelho!

O pecado é um mal e é causa de condenação para esses que não querem arrepender-se e que acabam não se arrependendo.

Porém, se reconhecemos a tempo nossa rebeldia para com Deus, se manifesta seu perdão, sua misericórdia infinita. E se perseverarmos até o fim, obtemos a salvação que Cristo veio trazer e que prometeu a todos que amam a Deus. Quer dizer, a todos os que - como nos disse Isaías na Primeira Leitura – crêem N'Ele, o servem e o amem, lhe rendem culto e cumpram sua Aliança: a todos os que tem boa Vontade

Pe Claudio

 

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