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16 de jun de 2011

A oração que o Senhor nos ensinou - Frei Carlos Mesters, O.Carm



O evangelho de hoje traz a oração do Pai Nosso, o Salmo que Jesus nos deixou. Há duas redações do Pai Nosso: de Lucas (Lc 11,1-4) e de Mateus (Mt 6,7-13). A redação de Lucas é mais curta. Lucas escreve para comunidades que vieram do paganismo. Ele busca ajudar pessoas que estão se iniciando no caminho da oração. No Evangelho de Mateus, o Pai Nosso está situado naquela parte do Sermão da Montanha, onde Jesus orienta os discípulos e as discípulas na prática das três obras de piedade: esmola (Mt 6,1-4), oração (Mt 6,5-15) e jejum (Mt 6,16-18). O Pai Nosso faz parte de uma catequese para judeus convertidos. Eles já estavam habituados a rezar, mas tinham certos vícios que Mateus tenta corrigir. No Pai Nosso Jesus resume todo o seu ensinamento em sete preces dirigidas ao Pai. Nestes sete pedidos, ele retoma as promessas do Antigo Testamento e mandar pedir ao Pai que Ele nos ajude a realizá-las. Os primeiros três dizem respeito ao relacionamento nosso com Deus. Os outros quatro dizem respeito ao nosso relacionamento comunitário com os outros.

Mateus 6,7-8: A introdução ao Pai-nosso.

Jesus critica as pessoas para as quais a oração era uma repetição de fórmulas mágicas, de palavras fortes, dirigidas a Deus para obrigá-lo a atender a seus pedidos e necessidades. Quem reza deve buscar em primeiro lugar o Reino, muito mais que os interesses pessoais. A acolhida da oração por parte de Deus não depende da repetição das palavras, mas sim da bondade de Deus que é Amor e Misericórdia. Ele quer o nosso bem e conhece as nossas necessidades, antes mesmo das nossas preces.

Mateus 6,9a: As primeiras palavras: "Pai Nosso que estás no céu!"

Abba, Pai, é o nome que Jesus usa para dirigir-se a Deus. Expressa a intimidade que ele tinha com Deus e manifesta a nova relação com Deus que deve caracterizar a vida do povo nas comunidades cristãs (Gl 4,6; Rm 8,15). Mateus acrescenta ao nome do Pai o adjetivo nosso e a expressão que estais no Céu. A oração verdadeira é uma relação que nos une ao Pai, aos irmãos e irmãs e à natureza. A familiaridade com Deus não é intimista, mas expressa a consciência de pertencermos à grande família humana, da qual participam todas as pessoas, de todas as raças e credos: Pai Nosso. Rezar ao Pai e entrar em intimidade com ele, é também colocar-se em sintonia com os gritos de todos os irmãos e irmãs. É buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. A experiência de Deus como Pai é o fundamento da fraternidade universal.

Mateus 6,9b-10: Os três pedidos pela causa de Deus: o Nome, o Reino, a Vontade

Na primeira parte do Pai-nosso, pedimos para que seja restaurado o nosso relacionamento com Deus. Para restaurar o relacionamento com Deus, Jesus pede (1) a santificação do Nome revelado no Êxodo por ocasião da libertação do Egito; (2) pede a vinda do Reino, esperado pelo povo depois do fracasso da monarquia; (3) pede o cumprimento da Vontade de Deus, revelada na Lei que estava no centro da Aliança. O Nome, o Reino, a Lei: são os três eixos tirados do Antigo Testamento que expressam como deve ser o novo relacionamento com Deus. Os três pedidos mostram que é preciso viver na intimidade com o Pai, fazendo com que o seu Nome seja conhecido e amado, que o seu Reino de amor e de comunhão se torne uma realidade, e que a sua Vontade seja feita assim na terra como no céu. No céu, o sol e as estrelas obedecem à lei de Deus e criam a ordem do universo. A observância da lei Deus"assim na terra como no céu" deve ser a fonte e o espelho de harmonia e de bem-estar para toda a criação. Este relacionamento renovado com Deus, porém, só se torna visível no relacionamento renovado entra nós que, por sua vez, é objeto de mais quatro pedidos: o pão de cada dia, o perdão das dívidas, o não cair em tentação e a libertação do Mal.

Mateus 6,11-13: Os quatro pedidos pela causa dos irmãos: Pão, Perdão, Vitória, Liberdade

Na segunda parte do Pai-nosso pedimos que seja restaurado e renovado o relacionamento entre as pessoas. Os quatro pedidos mostram como devem ser transformadas as estruturas da comunidade e da sociedade para que todos os filhos e filhas de Deus vivam com igual dignidade. Pão de cada dia: O pedida do "Pão de cada dia" (Mt 6,11) lembra o maná de cada dia no deserto (Ex 16,1-36), O maná era uma "prova" para ver se o povo era capaz de andar na Lei do Senhor (Ex 16,4), isto é, se era capaz de acumular comida apenas para um único dia como sinal da fé de que a providência divina passa pela organização fraterna. Jesus convida para realizar um novo êxodo, uma nova convivência fraterna que garante o pão para todos. Perdão das dívidas: O pedido, do "perdão das dívidas" (6,12) lembra o ano sabático que obrigava os credores a perdoar todas as dívidas aos irmãos (Dt 15,1-2). O objetivo do ano sabático e do ano jubilar (Lev 25,1-22) era desfazer as desigualdades e recomeçar tudo de novo. Como rezar hoje: "Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores"? E' pela dívida externa dos países pobres que os países ricos, todos cristãos, se enriquecem. Não cair na Tentação: O pedido de "não cair em tentação" (6,13) lembra os erros cometidos no deserto, onde o povo caiu na tentação (Ex 18,1-7; Núm 20,1-13; Dt 9,7-29). É para imitar Jesus que foi tentado e venceu (Mt 4,1-17). No deserto, a tentação levava o povo a seguir por outros caminhos, a voltar atrás, a não assumir a caminhada da libertação e reclamar de Moisés que o conduzia. Libertação do Mal: O mal é o Maligno, o Satanás, que tenta desviar e que, de muitas maneiras, procura levar as pessoas a não seguir o rumo do Reino, indicado por Jesus. Tentou Jesus para abandonar o Projeto do Pai e ser o Messias conforme as idéias dos fariseus, escribas ou de outros grupos. O Maligno afasta de Deus e é motivo de escândalo. Chegou a entrar em Pedro (Mt 16,23) e tentou Jesus no deserto. Jesus o venceu (Mt 4,1-11).

 

Para um confronto pessoal

 

1) Jesus falou "perdoai as nossas dívidas", mas hoje nós rezamos "perdoai as nossas ofensas" O que é mais fácil: perdoar ofensas ou perdoar dívidas?

2) Como você costuma rezar o Pai Nosso: mecanicamente ou colocando toda a sua vida e o seu compromisso?

 

Oração final

 

Na presença do Senhor, fundem-se as montanhas como a cera, em presença do Senhor de toda a terra.

Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. (Sal 96, 5-6)

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 MEDITANDO O EVANGELHO   2

Padre Antonio Queiroz CSsR

Vós deveis rezar assim.

Neste Evangelho, Jesus nos dá o grande presente, a oração do Pai Nosso. Terminada a oração, ele retorna à necessidade que temos perdoar os outros, mostrando a importância que tem o perdão ao próximo, na vida cristã.

Jesus começa pedindo-nos: "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras". O destaque da frase está nas palavras "por força". No terço, por exemplo, nós repetimos a Ave Maria, mas não pensamos que é por força da repetição que seremos atendidos. Repetimos para nos interiorizar, para acalmar a nossa fantasia e nos voltarmos para Deus, tendo como modelo e intercessora Maria Santíssima.

A primeira palavra da oração é fundamental: "Pai". Como é gratificante saber que Deus é nosso Pai! Esse criador de tudo, que mantém na existência cada coisa do mundo, é nosso Pai.

Três vezes Jesus fala que o Pai está "nos céus". Céu, no singular, significa a nossa morada futura, com Deus, os anjos e os santos. No plural significa o universo: a terra, o Céu, o firmamento e o mundo inteiro, visível e invisível. Deus está em toda parte, portanto está aí ao seu lado, como Pai.

"Santificado seja o teu nome." O segundo mandamento diz: "Não tomar o nome de Deus em vão". Quanta gente pronuncia a palavra Deus sem nenhum respeito, até em piadas! A Bíblia toda nos alerta sobre isto: Deus é santo e precisa ser respeitado.

"Venha o teu Reino." Rezando assim, nós nos comprometemos a colaborar para que o Reino de Deus se consolide e cresça no mundo.

"Seja feita a tua vontade." Esta é única coisa importante na nossa vida: fazer a vontade de Deus, a cada dia, a cada momento, na alegria e na tristeza.

Ao pedir o pão, Jesus destaca que é para hoje, o que significa que não devemos acumular pão para daqui a dez anos. Algum dia faltou o pão para você? Não! Portanto, não se preocupe exageradamente com isso, e partilhe o que você tem com os necessitados.

"Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos." O nosso perdão deve ser total, pois é assim que queremos que Deus nos perdoe. Não perdoando alguém, estamos implicitamente, ao rezar o Pai Nosso, pedindo a Deus que não nos perdoe. Cruz credo!

"Não nos deixes cair em tentação." Tentação sempre vem, pois estamos na Igreja militante, isto é, a Igreja da luta. O importante é não cair nelas. E, como somos mais fracos que os "lobos" que estão ao redor de nós, precisamos buscar a ajuda de Deus. A ovelha não pode afastar-se do pastor. E Cristo hoje está presente na sua Igreja, que é una, santa, católica e apostólica. Na Comunidade, um apóia o outro, e temos os sacramentos, a Sagrada Escritura, a oração constante e principalmente a caridade, que afasta as tentações.

Certa vez, dois loucos, o João e o Pedro, resolveram fugir do manicômio. Acontece que eles tinham de pular sete muros altos. "Isso nós conseguimos", disseram um ao outro. E começaram. Quando terminaram de pular o segundo muro, o João disse: "Pedro, você está cansado?" "Não", respondeu o Pedro. "Então vamos continuar", falou o João. Pularam o terceiro e o quarto muro. O João perguntou de novo: "Pedro, você está cansado?" "Não." "então vamos continuar." Quando terminaram de pular o sexto muro, o João perguntou: "Pedro, você está cansado?" "Estou", respondeu o Pedro. "Então vamos voltar", decidiu o João. E pularam de volta os seis muros novamente, ao invés de pular apenas um que faltava!

E assim, por causa de um muro, os dois perderam a oportunidade de alcançar a liberdade e deixar de ser loucos. Quem abandona um curso no último ano, a não ser devido a algo muito especial, comete essa loucura. Quem abandona o casamento, idem. A liberdade e a felicidade exigem perseverança, exige continuar a luta até o fim. "Quem põe a mão no arado e volta para trás, não é digno de mim."

A oração é uma porta aberta ao infinito, ela nos trás a graça da perseverança, entre tantas outras graças.

"Ensina teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus!"

Vós deveis rezar assim.

 

 

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