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12 de jun de 2011

O “Pai Nosso” mais que um conjunto de versos -Alexandre Soledade

QUINTA-FEIRA 16/06/2011

Mt 6,7-15

 

 

Bom dia!

Gostaria de partilhar um texto que escrevi no ano passado, que creio que ainda é profundamente reflexivo e atual…

 

(…)Deus nos conhece e isso é bem claro em nossas vidas. Antes mesmos de nascermos ela já nos chamava pelo nome. O "Pai Nosso", ou oração dominical, sintetiza todo o Evangelho. Ele denota simplicidade e ao mesmo tempo profundidade. Não são somente palavras, mas declarações diárias que Deus pode entrar e fazer Seu reino em minha vida.

"(…). Quando dizemos Pai «nosso», reconhecemos, antes de mais nada, que todas as suas promessas de amor, anunciadas pelos profetas, se cumpriram na Nova e eterna Aliança no seu Cristo: nós tornámo-nos o «seu» povo e Ele é doravante o «nosso» Deus. Esta relação nova é uma pertença mútua, dada gratuitamente: é por amor e fidelidade (36) que temos de responder «à graça e à verdade» que nos foram dadas em Cristo Jesus (37)". (Catecismo da Igreja Católica § 2787)

Ao pedir que Deus entre em nossas vidas, precisamos aprender a "responder à graça e à verdade", que se reportam aos nos dez mandamentos, em especial no empenho em amar o próximo como a mim mesmo. É preciso ver que a nossa contextualização ou entendimento de amar, muitas vezes se confunde ou é banalizado. Entender o amor é ver algo profundo e pouco explicável. É talvez, querer bem sem nada querer em troca.

Nosso coração, onde habita o amor poético, não é fechado as ações do mundo e das pessoas que nos cercam. Ele possui brechas pequenas por onde gestos pequenos de misericórdia, compaixão, esperança e temor de Deus passam facilmente se devidamente lubrificados com o exercício do perdão.

"(…) Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (121). Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à sua graça" (Catecismo da Igreja Católica § 2840)

O "Pai Nosso" mais que um conjunto de versos, é a evocação do próprio Jesus ao Pai. É uma forma sintática de agradecer, reconhecer e aceitar a vontade de Deus em nossas vidas. Reconhecer as vezes que não estamos ainda prontos para perdoar quem nos feriu, mas que existe em mim, a vontade verdadeira que um dia isso ocorra. Essa nossa eterna procura em sermos cada vez melhores

"(…) Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (124). A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (125), termina com estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de fato, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão". (Catecismo da Igreja Católica § 2843)

Portanto, proclamar o "Pai Nosso" é trazer a nossa memória e ao nosso dia-a-dia, o compromisso com o zelo com que é de Deus; é atestar que concordamos e acreditamos em suas promessas; é afirmar que sou um dos que seguem o Nazareno.

Um compromisso: Hoje no silencio do nosso quarto, pausadamente, reafirmemos essa oração em nosso coração

"(…) Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á". (Mateus 6, 6)

Um imenso abraço fraterno!

 

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